{"id":158840,"date":"2025-11-20T13:26:07","date_gmt":"2025-11-20T13:26:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/158840\/"},"modified":"2025-11-20T13:26:07","modified_gmt":"2025-11-20T13:26:07","slug":"primeiro-beijo-pode-ter-surgido-ha-21-milhoes-de-anos-observador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/158840\/","title":{"rendered":"Primeiro beijo pode ter surgido h\u00e1 21 milh\u00f5es de anos \u2013 Observador"},"content":{"rendered":"<p>Beijar na boca j\u00e1 era uma pr\u00e1tica entre o antepassado comum dos humanos e dos grandes s\u00edmios, remontando h\u00e1 21 milh\u00f5es de anos, segundo evid\u00eancias encontradas por cientistas num estudo da Universidade de Oxford.<\/p>\n<p>O estudo, apresentado como o primeiro sobre a hist\u00f3ria evolutiva do beijo, foi publicado na revista brit\u00e2nica <a href=\"https:\/\/pdf.sciencedirectassets.com\/271894\/AIP\/1-s2.0-S1090513825001370\/main.pdf\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">\u201cEvolution and Human Behaviour\u201d<\/a>, noticiou na quarta-feira a ag\u00eancia France-Presse (AFP).<\/p>\n<p>Segundo o artigo, os Neandertais tamb\u00e9m tinham provavelmente este h\u00e1bito.<\/p>\n<p>Os investigadores definiram primeiro o beijo como \u201ccontacto boca a boca n\u00e3o agressivo que n\u00e3o envolve a transfer\u00eancia de alimentos\u201d. Recolheram dados sobre esp\u00e9cies de primatas que habitualmente se beijam, incluindo chimpanz\u00e9s, bonobos e orangotangos.<\/p>\n<p>A seguir, utilizando a \u00e1rvore filogen\u00e9tica dos primatas, empregaram uma abordagem estat\u00edstica para estimar as probabilidades de que diferentes antepassados tamb\u00e9m praticassem este h\u00e1bito.<\/p>\n<p>A conclus\u00e3o dos cientistas foi que beijar \u00e9 <strong>\u201cum tra\u00e7o comportamental ancestral nos grandes s\u00edmios\u201d<\/strong>, que surgiu no seu antepassado comum entre h\u00e1 16,9 e 21,5 milh\u00f5es de anos, segundo o comunicado de imprensa que apresentou o estudo.<\/p>\n<p>\u201cO beijo persistiu ao longo da evolu\u00e7\u00e3o e continua presente na maioria dos grandes s\u00edmios\u201d, pode ler-se.<\/p>\n<p>\u201cAo integrar a biologia evolutiva com dados comportamentais, conseguimos tirar conclus\u00f5es fundamentadas sobre tra\u00e7os comportamentais que n\u00e3o fossilizam, como o beijo\u201d, explicou Stuart West, coautor e professor de biologia evolutiva em Oxford.<\/p>\n<p>\u201cAs nossas descobertas contribuem para um crescente corpo de investiga\u00e7\u00e3o que destaca a not\u00e1vel diversidade de comportamentos sexuais observados nos nossos primos primatas\u201d, comentou a bi\u00f3loga e investigadora principal do estudo, Matilda Brindle.<\/p>\n<p>Os cientistas descobriram que os Neandertais, que habitaram a Eur\u00e1sia at\u00e9 h\u00e1 cerca de 40 mil anos, coexistindo com o Homo sapiens antes de desaparecerem, <strong>\u201cprovavelmente tamb\u00e9m praticavam o beijo\u201d<\/strong>.<\/p>\n<p>\u201cEsta descoberta, combinada com estudos anteriores que mostram que humanos e Neandertais partilhavam micr\u00f3bios orais (atrav\u00e9s da transfer\u00eancia de saliva) e material gen\u00e9tico (atrav\u00e9s do cruzamento), sugere fortemente que humanos e Neandertais se beijavam\u201d, enfatizou ainda a universidade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Beijar na boca j\u00e1 era uma pr\u00e1tica entre o antepassado comum dos humanos e dos grandes s\u00edmios, remontando&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":158841,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[84],"tags":[109,107,108,442,1403,33898,32,33,105,103,104,58,106,110],"class_list":{"0":"post-158840","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-ciencia-e-tecnologia","8":"tag-ciencia","9":"tag-ciencia-e-tecnologia","10":"tag-cienciaetecnologia","11":"tag-ciu00eancia","12":"tag-comportamento","13":"tag-evoluu00e7u00e3o","14":"tag-portugal","15":"tag-pt","16":"tag-science","17":"tag-science-and-technology","18":"tag-scienceandtechnology","19":"tag-sociedade","20":"tag-technology","21":"tag-tecnologia"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115582257379865342","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/158840","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=158840"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/158840\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/158841"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=158840"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=158840"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=158840"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}