{"id":159250,"date":"2025-11-20T20:36:13","date_gmt":"2025-11-20T20:36:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/159250\/"},"modified":"2025-11-20T20:36:13","modified_gmt":"2025-11-20T20:36:13","slug":"quanto-dinheiro-teria-de-cair-do-ceu-para-decidir-deixar-de-trabalhar-bce-responde","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/159250\/","title":{"rendered":"Quanto dinheiro teria &#8216;de cair do c\u00e9u&#8217; para decidir deixar de trabalhar? BCE responde"},"content":{"rendered":"<p>Uma an\u00e1lise recente do Banco Central Europeu mostrou que apenas ganhos inesperados substanciais \u2014 como heran\u00e7as, pr\u00e9mios de lotaria ou indemniza\u00e7\u00f5es \u2014 t\u00eam efeito mensur\u00e1vel nas decis\u00f5es de participa\u00e7\u00e3o no mercado laboral. Segundo o \u2018El Economista\u2019, o impacto \u00e9 significativamente maior entre desempregados do que entre trabalhadores ativos: por cada 10 mil euros recebidos, a intensidade da procura de emprego cai 1%.<\/p>\n<p>O estudo, divulgado a 18 de novembro e baseado na Pesquisa de Expectativas do Consumidor na Alemanha, Fran\u00e7a, It\u00e1lia, Espanha, B\u00e9lgica e Pa\u00edses Baixos, avaliou 11.298 pessoas (9.438 empregadas e 1.860 desempregadas). Os ganhos inesperados s\u00f3 reduzem a oferta de trabalho quando ultrapassam os 25 mil euros. Abaixo desse limiar, n\u00e3o \u00e9 detetado qualquer efeito.<\/p>\n<p>Entre quantias liquidadas entre 50 mil e 100 mil euros, a probabilidade de um trabalhador se manter empregado diminuiu entre 1,5% e 3,5%. Mesmo quem continua no emprego reduz, em m\u00e9dia, apenas uma hora semanal de trabalho, evidenciando que os hor\u00e1rios s\u00e3o pouco flex\u00edveis ou dificilmente ajust\u00e1veis.<\/p>\n<p>A rea\u00e7\u00e3o \u00e9 modesta: 81% dos inquiridos afirmam que continuariam a trabalhar, apenas 5% dizem que abandonariam o emprego, 8,1% reduziriam a carga hor\u00e1ria e 6,1% aumentariam o tempo de trabalho. O BCE concluiu que n\u00e3o existe risco de sa\u00edda massiva do mercado de trabalho.<\/p>\n<p><strong>Desempregados reduzem procura de emprego<\/strong><\/p>\n<p>Entre desempregados, o impacto \u00e9 mais expressivo. Por cada 10 mil euros recebidos, a procura de emprego cai 1%, o que significa que um pr\u00e9mio de 50 mil euros reduz a intensidade da busca em cerca de 5%.<\/p>\n<p>Neste grupo, 36,2% consideram que deixariam de trabalhar ou procurar emprego; 31% manteriam a procura; 9,6% come\u00e7ariam a procurar trabalho; e 7,2% intensificariam essa busca. J\u00e1 11% admitem reduzir o esfor\u00e7o aplicado na procura e 5,1% abandonar completamente essa atividade.<\/p>\n<p><strong>Mulheres e trabalhadores mais velhos reagem mais<\/strong><\/p>\n<p>Os efeitos s\u00e3o mais fortes entre mulheres e trabalhadores pr\u00f3ximos da reforma. Entre mulheres, a maior preval\u00eancia de trabalho a tempo parcial e responsabilidades familiares contribui para maior flexibilidade na decis\u00e3o de reduzir horas ou abandonar o emprego perante um ganho significativo.<\/p>\n<p>No caso dos trabalhadores mais velhos, estes pr\u00e9mios s\u00e3o interpretados como oportunidade para antecipar a reforma, dado que o valor recebido representa um acr\u00e9scimo proporcionalmente mais relevante face aos anos de trabalho em falta.<\/p>\n<p>A investiga\u00e7\u00e3o assinada por Dimitris Georgarakos, Tullio Jappelli, Geoff Kenny e Luigi Pistaferri concluiu que apenas choques de riqueza verdadeiramente relevantes alteram as decis\u00f5es de emprego \u2014 e mesmo assim de forma moderada. Transfer\u00eancias governamentais pontuais, vales ou ajudas sociais t\u00eam efeitos de desincentivo m\u00ednimos ou nulos, contrariamente ao argumento de que desencorajam massivamente a atividade laboral.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Uma an\u00e1lise recente do Banco Central Europeu mostrou que apenas ganhos inesperados substanciais \u2014 como heran\u00e7as, pr\u00e9mios de&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":159251,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[83],"tags":[88,89,90,32,33],"class_list":{"0":"post-159250","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-empresas","8":"tag-business","9":"tag-economy","10":"tag-empresas","11":"tag-portugal","12":"tag-pt"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115583948102363999","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/159250","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=159250"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/159250\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/159251"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=159250"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=159250"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=159250"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}