{"id":159479,"date":"2025-11-21T01:21:28","date_gmt":"2025-11-21T01:21:28","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/159479\/"},"modified":"2025-11-21T01:21:28","modified_gmt":"2025-11-21T01:21:28","slug":"arqueologos-podem-ter-encontrado-a-cidade-de-ferro-da-rota-da-seda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/159479\/","title":{"rendered":"Arque\u00f3logos podem ter encontrado a Cidade de Ferro da Rota da Seda"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-caption-text top\">J. Berner \/ M. Frachetti \/ SAIE lab<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-kopa-image-size-3 wp-image-712316\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/09726305e74bab5e09c9d6c9672e6085-2-783x450.jpg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"402\"  \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text bot\">Mapa obtido por LIDAR da cidade encontrada em Tugunbulak, no Uzbequist\u00e3o<\/p>\n<p><strong>Uma sofisticada cidade com muralhas monumentais, torres defensivas, ruas alinhadas e \u00e1reas residenciais, encontrada nas montanhas do Uzbequist\u00e3o, no trajeto da Rota da Seda, poder\u00e1 ser Marsmanda, metr\u00f3pole produtora de ferro que \u00e9 mencionada em fontes \u00e1rabes do s\u00e9culo X.<\/strong><\/p>\n<p>Uma equipa internacional de arque\u00f3logos acredita ter identificado nas montanhas remotas do Uzbequist\u00e3o a antiga cidade de <strong>Marsmanda<\/strong>, um enigm\u00e1tico centro metal\u00fargico referido por cronistas \u00e1rabes do s\u00e9culo X, e nunca antes localizado.<\/p>\n<p>O poss\u00edvel achado situa-se na \u00e1rea de <strong>Tugunbulak<\/strong>, a cerca de 2.100 metros de altitude, num vale isolado das montanhas uzbeques, onde hoje apenas pastores e alguns agricultores passam os meses de ver\u00e3o.<\/p>\n<p>A importante descoberta arqueol\u00f3gica, realizada com a ajuda de um sistema LiDAR acoplado a um drone, foi apresentada num <a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41586-024-08086-5\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">artigo<\/a> recentemente publicado na revista Nature.<\/p>\n<p>A investiga\u00e7\u00e3o, liderada por <strong>Michael Frachetti<\/strong>, investigador da Universidade de Washington, <strong>Farhod Maksudov<\/strong>, do Centro Nacional de Arquologia do Uzbequist\u00e3o, e <strong>Sanjyot Mehendale<\/strong>, da Universidade da California, decorre h\u00e1 tr\u00eas anos, e est\u00e1 a revelar estruturas e vest\u00edgios que sugerem a exist\u00eancia no local de uma cidade fortificada com cerca de 120 hectares \u2014 <strong>o dobro da \u00e1rea de Pompeia<\/strong>.<\/p>\n<p>Segundo a <a href=\"https:\/\/www.smithsonianmag.com\/history\/archaeologists-may-have-found-the-lost-city-of-the-silk-road-180987637\/\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">Smithsonian Magazine<\/a>, entre os elementos identificados contam-se <strong>muralhas monumentais, torres defensivas<\/strong>, ruas alinhadas e \u00e1reas residenciais \u2014\u00a0 sinais surpreendentes para um local com um clima t\u00e3o severo, onde a neve se mant\u00e9m durante grande parte do ano.<\/p>\n<p>Os investigadores foram inicialmente atra\u00eddos a estas montanhas em busca de <strong>vest\u00edgios da Idade do Bronze<\/strong>, mas depararam-se com milhares de fragmentos de cer\u00e2mica datados entre os s\u00e9culos VIII e XI, per\u00edodo de <strong>apogeu da Rota da Seda<\/strong>.<\/p>\n<p>Escava\u00e7\u00f5es subsequentes revelaram<strong> um pequeno pal\u00e1cio fortificado<\/strong> onde elites locais usufru\u00edam de cer\u00e2mica vidrada, contas de vidro e an\u00e9is de prata, bem como uma zona urbana densa com habita\u00e7\u00f5es robustas, oficinas metal\u00fargicas e sinais de atividade t\u00eaxtil.<\/p>\n<p>O material encontrado refor\u00e7a a hip\u00f3tese de que esta regi\u00e3o ter\u00e1 albergado um <strong>complexo industrial dedicado \u00e0 extra\u00e7\u00e3o<\/strong>, fundi\u00e7\u00e3o e transforma\u00e7\u00e3o de ferro.<\/p>\n<p><strong>Grandes blocos de min\u00e9rio<\/strong> com n\u00f3dulos met\u00e1licos vis\u00edveis, estruturas de combust\u00e3o e ferramentas associadas sugerem que mineiros, ferreiros e artes\u00e3os convergiam a esta cidade para produzir armas, ferragens, utens\u00edlios agr\u00edcolas e objectos essenciais \u00e0s sociedades da \u00c1sia Central medieval.<\/p>\n<p>Estas manufaturas ter-se-iam difundido por uma <strong>vasta rede de circula\u00e7\u00e3o<\/strong> que ligava o Mediterr\u00e2neo, a Sib\u00e9ria, o Sri Lanka e a Manch\u00faria, que ficou conhecida como a <strong>Rota da Seda<\/strong>, consolidando o papel estrat\u00e9gico das montanhas no com\u00e9rcio intercontinental.<\/p>\n<p>A sofistica\u00e7\u00e3o da cidade sugere que os habitantes das montanhas da regi\u00e3o eram uma <strong>parte essencial da lucrativa rede<\/strong> de com\u00e9rcio que durante s\u00e9culos ligou por terra o Ocidente e o Oriente.<\/p>\n<p>Estes ind\u00edcios levam assim os autores do estudo a acreditar a misteriosa \u00e1rea urbana \u00e9 <strong>Marsmanda, tamb\u00e9m chamada \u201cCidade de Ferro\u201d<\/strong>, metr\u00f3pole produtora de ferro que \u00e9 mencionada em fontes \u00e1rabes do s\u00e9culo X, cuja localiza\u00e7\u00e3o era at\u00e9 agora desconhecida.<\/p>\n<p>A descoberta surpreende especialistas como <strong>S\u00f8ren Michael Sindb\u00e6k<\/strong>, da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, que destaca o <strong>car\u00e1cter inesperado<\/strong> de um centro urbano de grande escala num ambiente t\u00e3o in\u00f3spito.<\/p>\n<p>\u201cEncontrar um povoado do tamanho de uma cidade nesta paisagem montanhosa \u00e9 uma surpresa total\u201d, explicou \u00e0 Smithsonian o investigador, que n\u00e3o esteve envolvido no estudo.<\/p>\n<p>Os autores do estudo sugerem que os pastores da Idade do Bronze da \u00c1sia Central <strong>viajavam para os prados de altitude durante o ver\u00e3o<\/strong>, onde encontravam n\u00f3madas de outros vales.<\/p>\n<p>No local, <strong>combinavam casamentos, forjavam alian\u00e7as e trocavam alimentos<\/strong> como trigo e milho-mi\u00fado, bem como mercadorias como peles e metal, antes de regressarem \u00e0s encostas mais baixas no final da breve esta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Este processo repetia-se pelas diversas cadeias montanhosas da regi\u00e3o, pelo que as rotas comerciais locais acabaram por formar cadeias que se estendiam por toda a Eur\u00e1sia; ou seja, estes antigos pastores <strong>lan\u00e7aram as bases para a Rota da Seda<\/strong>.<\/p>\n<p>    <a href=\"https:\/\/zap.aeiou.pt\/subscrever-newsletter\" data-wpel-link=\"internal\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">&#13;<br \/>\n        <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2d51fe4a0ba54894421ead1809309ed9-1-450x140.jpg\" alt=\"Subscreva a Newsletter ZAP\" width=\"450\" height=\"140\"\/>&#13;<br \/>\n    <\/a><\/p>\n<p>                <a href=\"https:\/\/whatsapp.com\/channel\/0029VaIC4EE2f3EJZPPSbR34\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">&#13;<br \/>\n                    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" 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