{"id":159870,"date":"2025-11-21T11:15:20","date_gmt":"2025-11-21T11:15:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/159870\/"},"modified":"2025-11-21T11:15:20","modified_gmt":"2025-11-21T11:15:20","slug":"autoestradas-sao-vulneraveis-as-alteracoes-climaticas-num-quadro-bastante-agressivo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/159870\/","title":{"rendered":"Autoestradas &#8220;s\u00e3o vulner\u00e1veis \u00e0s altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas&#8221; num quadro &#8220;bastante agressivo&#8221;"},"content":{"rendered":"<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"inread\">A intensifica\u00e7\u00e3o de fen\u00f3menos extremos, como ventos fortes, aumento de dias de precipita\u00e7\u00e3o intensa, ondas de calor e o risco elevado de inc\u00eandios florestais s\u00e3o os principais desafios clim\u00e1ticos para a Ascendi. &#8220;O PRC posiciona a Ascendi como um agente ativo na transi\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica, num setor determinante para o desenvolvimento e a seguran\u00e7a do pa\u00eds&#8221;, disse Sandra Rafael, secret\u00e1rio-geral do IDAD, durante a apresenta\u00e7\u00e3o do Plano de Resili\u00eancia Clim\u00e1tica (PRC), esta quinta-feira, no audit\u00f3rio da Funda\u00e7\u00e3o de Serralves, no Porto.<\/p>\n<p>Com base num trabalho de dois anos em conjunto com o IDAD, o PRC tem tr\u00eas grandes objetivos: diagnosticar em detalhe os impactos das altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas nas infraestruturas rodovi\u00e1rias da Ascendi; identificar e implementar medidas de adapta\u00e7\u00e3o e sustentabilidade das infraestruturas; e dotar a organiza\u00e7\u00e3o de uma estrat\u00e9gia e capacidades institucionais para liderar a resili\u00eancia clim\u00e1tica no setor. &#8220;Este plano \u00e9 real, n\u00e3o \u00e9 de fantasia. Levamos isto muito a s\u00e9rio&#8221;, disse o diretor-executivo da empresa, Lu\u00eds Silva Santos, no encerramento da sess\u00e3o de apresenta\u00e7\u00e3o do programa.<\/p>\n<p>&#8220;Vivemos um tempo de grandes desafios. As altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas s\u00e3o hoje uma realidade ineg\u00e1vel, com impactos cada vez mais vis\u00edveis nas nossas vidas, nas comunidades e, naturalmente, nas infraestruturas que gerimos&#8221;, comentou o diretor de opera\u00e7\u00f5es da Ascendi, Bernardo Serafim. &#8220;Somos players de um setor vulner\u00e1vel \u00e0s altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, o que refor\u00e7a a urg\u00eancia de antecipar, inovar e agir com determina\u00e7\u00e3o&#8221;, acrescentou.<\/p>\n<p>A7 e A11 em zona de risco de inc\u00eandio e inunda\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro1\">O risco de inc\u00eandio rural, segundo a avalia\u00e7\u00e3o do PRC, mant\u00e9m-se elevado na Costa de Prata, tendo aumentado na Beira Litoral, de 12 para 16 (cr\u00edtico), e de sete para 10 (cr\u00edtico), na concess\u00e3o Norte (CN), no Pinhal Interior e na Grande Lisboa. Ao n\u00edvel de inunda\u00e7\u00f5es, a CN subiu de n\u00edvel dois, risco baixo, para dez, cr\u00edtico, sendo a \u00fanica das autoestradas da Ascendi nesta categoria; todas as outras s\u00e3o de risco baixo. &#8220;Se repararam, a Concess\u00e3o Norte est\u00e1 numa zona de risco elevado de inc\u00eandio rural e de inunda\u00e7\u00e3o&#8221;, observou Sandra Rafael. Com 179 quil\u00f3metros, comp\u00f5e-se nas Autoestradas 11, entre Esposende a Penafiel, e A7, de liga P\u00f3voa de Varzim a Vila Pouca de Aguiar. Passa por zonas fortemente industrializadas, como Santo Tirso ou Guimar\u00e3es, mas tamb\u00e9m por \u00e1reas rurais e florestais.<\/p>\n<p>A amea\u00e7a de ventos fortes n\u00e3o teve altera\u00e7\u00f5es significativas, mas \u00e9 elevada, especialmente &#8220;num quadro clim\u00e1tico bastante agressivo&#8221; como o atual, nas palavras de Helena Freitas, diretora do Parque de Serralves. &#8220;A resili\u00eancia clim\u00e1tica \u00e9 estrat\u00e9gica para qualquer empresa&#8221;, acrescentou a bi\u00f3loga e professora catedr\u00e1tica da Universidade de Coimbra.<\/p>\n<p>&#8220;O plano de resili\u00eancia clim\u00e1tica \u00e9 um dos pilares da nossa estrat\u00e9gia&#8221;, sublinhou S\u00edlvia Guerra, diretora de Sustentabilidade da Ascendi, que apresentou nove medidas para responder aos desafios clim\u00e1ticos. Para fazer face aos<strong> riscos de inunda\u00e7\u00e3o<\/strong>, a empresa prioriza a monitoriza\u00e7\u00e3o dos sistemas de drenagem, com tecnologia que permite acompanhar os n\u00edveis de \u00e1gua em tempo real, refor\u00e7ando tamb\u00e9m a inspe\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o nos pontos com maior risco de chuva intensa. <strong>Frente ao fogo<\/strong>, al\u00e9m do envio autom\u00e1tico de alertas di\u00e1rios de risco de inc\u00eandio, permitindo ajustar o planeamento das opera\u00e7\u00f5es, a empresa identifica o risco de quedas de \u00e1rvores e investe na limpeza das vias, criando faixas de gest\u00e3o de combust\u00edvel de 10 metros.<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro2\">&#8220;A aposta \u00e9 numa <strong>gest\u00e3o integrada da vegeta\u00e7\u00e3o<\/strong>&#8220;, resumiu Jo\u00e3o Lindo da Cunha, respons\u00e1vel por esta \u00e1rea na Ascendi. &#8220;O controlo da flora de forma natural tornar\u00e1 as nossas autoestradas menos vulner\u00e1veis \u00e0s altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas&#8221;, acrescentou, em defesa da recupera\u00e7\u00e3o da floresta aut\u00f3ctone para combater as invasoras, que &#8220;v\u00e3o proliferar mais&#8221; no atual quadro clim\u00e1tico, alertou.<\/p>\n<p>O uso de <strong>materiais resilientes e resistentes a temperaturas elevadas <\/strong>\u00e9 tamb\u00e9m priorit\u00e1rio para a Ascendi, que gere 800 quil\u00f3metros de autoestradas em Fran\u00e7a, Espanha e Portugal. A empresa aposta em planos de manuten\u00e7\u00e3o ajustados, <strong>considerando os riscos clim\u00e1ticos e a seguran\u00e7a das equipas<\/strong>, com hor\u00e1rios adaptados ao calor extremo, e na avalia\u00e7\u00e3o cont\u00ednua das vulnerabilidades aos riscos clim\u00e1ticos.<\/p>\n<p>Outra das \u00e1reas de a\u00e7\u00e3o da empresa fica a montante: <strong>A Descarboniza\u00e7\u00e3o<\/strong>, com um programa de substitui\u00e7\u00e3o da ilumina\u00e7\u00e3o existente por sistemas LED. &#8220;O objetivo \u00e9 <strong>reduzir para metade o consumo da ilumina\u00e7\u00e3o p\u00fablica nos n\u00f3s urbanos<\/strong>, onde \u00e9 obrigat\u00f3rio estar iluminado durante a noite&#8221;, especificou Pedro Teixeira, Gestor de Energia na Ascendi. &#8220;Em 2025 conseguiremos uma redu\u00e7\u00e3o de 30% do consumo el\u00e9trico face ao que era em 2019&#8221;, acrescentou.<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro3\">O recurso a fontes de eletricidade renov\u00e1vel e transi\u00e7\u00e3o para ve\u00edculos el\u00e9tricos ou de baixas emiss\u00f5es nas atividades de opera\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o permitiram \u00e0 empresa fazer 1,2 milh\u00f5es de quil\u00f3metros, em 2024, com emiss\u00e3o zero de carbono. &#8220;Em 2025 v\u00e3o ser mais&#8221;, acrescentou Pedro Teixeira.<\/p>\n<p>Vias mais seguras, menos acidentes<\/p>\n<p>As medidas visam dotar a empresa de maior capacidade de resist\u00eancia \u00e0s altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, proporcionando tamb\u00e9m melhores condi\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a aos utilizadores. &#8220;N\u00e3o h\u00e1 servi\u00e7o de qualidade sem seguran\u00e7a&#8221;, disse Jo\u00e3o Neves, respons\u00e1vel pela Seguran\u00e7a Rodovi\u00e1ria da Ascendi. &#8220;O objetivo \u00e9 ter vias mais seguras, com menos acidentes e menos feridos&#8221;, acrescentou.<\/p>\n<p>&#8220;<strong>As condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas t\u00eam forte influ\u00eancia na seguran\u00e7a rodovi\u00e1ria<\/strong>&#8220;, disse Jo\u00e3o Neves, lembrando que a chuva, as cheias e os inc\u00eandios influenciam a condu\u00e7\u00e3o. Com um plano de redu\u00e7\u00e3o de v\u00edtimas de acidentes de 5% ao ano, o respons\u00e1vel pela Seguran\u00e7a Rodovi\u00e1ria da Ascendi exemplificou duas medidas simples que podem ajudar a diminuir a sinistralidade: o uso de bandas amov\u00edveis, colocadas na estrada perto de zonas de perigo ou acidentes, e radares m\u00f3veis de dete\u00e7\u00e3o e amostragem da velocidade em tempo real aos condutores. &#8220;Testes mostram uma redu\u00e7\u00e3o de 20% da velocidade m\u00e9dia, que pode ser importante para evitar acidentes&#8221;, sublinhou.<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Ribeiro, segundo comandante da Autoridade Nacional de Emerg\u00eancia e Prote\u00e7\u00e3o Civil, sublinhou a necessidade de coopera\u00e7\u00e3o entre empresas e institui\u00e7\u00f5es na mitiga\u00e7\u00e3o dos riscos e na preven\u00e7\u00e3o. &#8220;<strong>N\u00e3o temos grande literacia para o risco em Portugal<\/strong>&#8220;, disse, quando em compara\u00e7\u00e3o com pa\u00edses que viveram a II Guerra Mundial ou a Guerra Fria. A postura mais relaxada \u00e9 amea\u00e7ada num contexto de &#8220;<strong>terreno \u00e9 f\u00e9rtil para not\u00edcias falsas<\/strong>&#8220;, acrescentou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A intensifica\u00e7\u00e3o de fen\u00f3menos extremos, como ventos fortes, aumento de dias de precipita\u00e7\u00e3o intensa, ondas de calor e&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":159871,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[34053,34054,2335,34052,8623,27,28,15,16,14,25,26,21,22,62,619,12,13,19,20,23,24,17,18,29,30,31,63,64,65],"class_list":{"0":"post-159870","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-mundo","8":"tag-a11","9":"tag-a7","10":"tag-alteracoes-climaticas","11":"tag-ascendi","12":"tag-autoestradas","13":"tag-breaking-news","14":"tag-breakingnews","15":"tag-featured-news","16":"tag-featurednews","17":"tag-headlines","18":"tag-latest-news","19":"tag-latestnews","20":"tag-main-news","21":"tag-mainnews","22":"tag-mundo","23":"tag-nacional","24":"tag-news","25":"tag-noticias","26":"tag-noticias-principais","27":"tag-noticiasprincipais","28":"tag-principais-noticias","29":"tag-principaisnoticias","30":"tag-top-stories","31":"tag-topstories","32":"tag-ultimas","33":"tag-ultimas-noticias","34":"tag-ultimasnoticias","35":"tag-world","36":"tag-world-news","37":"tag-worldnews"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115587404640932257","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/159870","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=159870"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/159870\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/159871"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=159870"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=159870"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=159870"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}