{"id":160001,"date":"2025-11-21T13:09:15","date_gmt":"2025-11-21T13:09:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/160001\/"},"modified":"2025-11-21T13:09:15","modified_gmt":"2025-11-21T13:09:15","slug":"casos-de-anafilaxia-aumentam-mas-desconhecimento-e-grande-observador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/160001\/","title":{"rendered":"Casos de anafilaxia aumentam mas desconhecimento \u00e9 grande \u2013 Observador"},"content":{"rendered":"<p>O vice-presidente da Academia Europeia de Alergologia e Imunologia Cl\u00ednica (EAACI) alertou esta quinta-feira que os casos de anafilaxia t\u00eam vindo a aumentar em Portugal, sobretudo em crian\u00e7as, mas o desconhecimento sobre esta rea\u00e7\u00e3o al\u00e9rgica grave \u00e9 significativo.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 muito importante que o pa\u00eds assuma isto como um problema de sa\u00fade p\u00fablica. <strong>Em todos os pa\u00edses da Europa existem programas nacionais de alergia. Portugal est\u00e1 um bocadinho desfasado e um bocadinho atrasado<\/strong>. Temos legisla\u00e7\u00e3o especificamente para as escolas, mas que tarda em ser cumprida\u201d, disse Andr\u00e9 Moreira, que \u00e9 tamb\u00e9m professor de Imunoalergologia na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP).<\/p>\n<p>Segundo Andr\u00e9 Moreira, que falava \u00e0 Lusa no \u00e2mbito do Dia Mundial da Anafilaxia que se assinala na sexta-feira, \u201cna Uni\u00e3o Europeia, nos \u00faltimos 20 anos, quadruplicaram as idas \u00e0 urg\u00eancia por anafilaxia em situa\u00e7\u00e3o al\u00e9rgica mais grave e potencialmente fatal, mas a perce\u00e7\u00e3o para este problema continua a ser muito baixa\u201d.<\/p>\n<p>A anafilaxia \u00e9 uma rea\u00e7\u00e3o sist\u00e9mica potencialmente fatal que pode envolver v\u00e1rios \u00f3rg\u00e3os e que exige interven\u00e7\u00e3o m\u00e9dica imediata.<\/p>\n<p>Esta rea\u00e7\u00e3o pode ser desencadeada por alerg\u00e9nios, como alimentos (ovos, leite, frutos secos, marisco, entre outros), picadas de insetos, medicamentos ou l\u00e1tex, estimando-se que afete cerca de 1% a 2% da popula\u00e7\u00e3o mundial.<\/p>\n<p>\u201cQuando somos expostos a um al\u00e9rgeno, o nosso sistema imunol\u00f3gico pode reagir de forma exagerada, libertando grandes quantidades de subst\u00e2ncias qu\u00edmicas, como a histamina, que desencadeiam uma s\u00e9rie de sintomas\u201d, descreveu o especialista. Os sintomas podem ser, entre outros, dificuldade respirat\u00f3ria, queda abrupta da press\u00e3o arterial e choque.<\/p>\n<p>Em causa est\u00e1 uma doen\u00e7a que \u201c<strong>pode afetar qualquer pessoa, a qualquer momento, mas com reconhecimento precoce, preven\u00e7\u00e3o e prepara\u00e7\u00e3o, muitas vidas podem ser salvas<\/strong>\u201c.<\/p>\n<p>\u201cPortugal segue uma curva nesta epidemia das doen\u00e7as al\u00e9rgicas com algum atraso em rela\u00e7\u00e3o ao resto da Europa. Sabemos como \u00e9 que isto vai acontecer comparando com outros pa\u00edses. No Reino Unido, por exemplo, numa turma de meninos de 10 anos, existe uma crian\u00e7a com risco de anafilaxia por alergia alimentar. Em Portugal, estamos a falar de mais ou menos uma crian\u00e7a em cada seis a sete turmas, mas sabemos que daqui a 10 anos o panorama ser\u00e1 completamente diferente\u201d, apontou.<\/p>\n<p>Atualmente n\u00e3o existem f\u00e1rmacos espec\u00edficos para tratar a doen\u00e7a e apenas recentemente \u00e9 que esta \u00e9 codificada. O tratamento imediato com adrenalina \u00e9 a medida mais eficaz para evitar complica\u00e7\u00f5es graves ou desfechos fatais.<\/p>\n<p>\u201cEstudos internacionais mostram que apenas cerca de um ter\u00e7o dos doentes receberam adrenalina administrada por profissionais de sa\u00fade, sendo que a utiliza\u00e7\u00e3o de autoinjetores por leigos \u00e9 ainda mais baixa. Al\u00e9m disso, muitos dos doentes que deveriam ter adrenalina autoinjet\u00e1vel n\u00e3o a possuem ou n\u00e3o a utilizam no momento da rea\u00e7\u00e3o, o que refor\u00e7a a necessidade de maior literacia e melhor prepara\u00e7\u00e3o da comunidade\u201d, l\u00ea-se num comunicado da FMUP enviado \u00e0 Lusa.<\/p>\n<p>\u00c9 tamb\u00e9m por isto que Andr\u00e9 Moreira refor\u00e7a a import\u00e2ncia da preven\u00e7\u00e3o e da informa\u00e7\u00e3o, lembrando que n\u00e3o s\u00e3o os doentes e as fam\u00edlias que vivem este problema quem mais necessita de sensibiliza\u00e7\u00e3o porque esses, habitualmente, j\u00e1 tomam todos os cuidados.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 um conjunto de medidas que t\u00eam que ser tomadas, quer em ambiente escolar, quer em ambiente de restaura\u00e7\u00e3o. Quem coloca em risco n\u00e3o \u00e9 propriamente nem o doente nem a fam\u00edlia, mas as outras pessoas (\u2026). Aproximamo-nos agora de uma altura cr\u00edtica, as festas de Natal. A alergia mais comum \u00e9 aos frutos de casca rija, frutos secos. Portanto, percebe-se imediatamente o p\u00e2nico que \u00e9 para uma fam\u00edlia as festas de Natal na escola ou uma ida a casa de amigos porque inadvertidamente a crian\u00e7a pode ter contacto\u201d, descreveu.<\/p>\n<p>\u201cE, depois em idades diferentes, quando se namora, aquilo que o namorado ou companheiro come, um beijo, s\u00e3o comportamentos que podem colocar a vida em risco\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>O Dia Mundial da Anafilaxia foi criado pela EAACI no ano passado e ser\u00e1, pela primeira vez, assinalado em Portugal com a estreia internacional do document\u00e1rio Triggered: The Reality of Anaphylaxis\u00a0e um momento de partilha com especialistas europeus que decorrer\u00e1 na sexta-feira, \u00e0s 10h00, na FMUP.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O vice-presidente da Academia Europeia de Alergologia e Imunologia Cl\u00ednica (EAACI) alertou esta quinta-feira que os casos de&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":160002,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[27912,116,2648,32,33,2946,117,24411],"class_list":{"0":"post-160001","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-alergias","9":"tag-health","10":"tag-hospitais","11":"tag-portugal","12":"tag-pt","13":"tag-sau00fade","14":"tag-saude","15":"tag-urgu00eancias"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115587853272692808","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/160001","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=160001"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/160001\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/160002"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=160001"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=160001"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=160001"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}