{"id":160068,"date":"2025-11-21T14:24:22","date_gmt":"2025-11-21T14:24:22","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/160068\/"},"modified":"2025-11-21T14:24:22","modified_gmt":"2025-11-21T14:24:22","slug":"aceitar-perder-os-nossos-filhos-ministra-das-forcas-armadas-de-franca-apoia-chefe-do-estado-maior","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/160068\/","title":{"rendered":"\u201cAceitar perder os nossos filhos\u201d: ministra das For\u00e7as Armadas de Fran\u00e7a apoia chefe do Estado-Maior"},"content":{"rendered":"<p>&#8220;Aceitar perder os nossos filhos&#8221; para &#8220;proteger o que somos&#8221;: estas palavras do general Fabien Mandon, chefe do Estado-Maior do Ex\u00e9rcito franc\u00eas, <strong>t\u00eam sido muito comentadas nos \u00faltimos dias.<\/strong><\/p>\n<p>Dirigindo-se ao Congresso dos Autarcas Franceses, na ter\u00e7a-feira, o mais alto oficial franc\u00eas apelou a um renascimento da &#8220;for\u00e7a de esp\u00edrito&#8221;, enquanto Moscovo se prepara, segundo o pr\u00f3prio, <strong>&#8220;para um confronto com os nossos pa\u00edses at\u00e9 2030&#8221;.<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Evitar qualquer confronto, mas preparar-nos para ele&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;Se o nosso pa\u00eds vacilar porque n\u00e3o est\u00e1 preparado para aceitar perder os seus filhos, porque \u00e9 preciso dizer as coisas como elas s\u00e3o, ou para sofrer economicamente porque as prioridades ser\u00e3o atribu\u00eddas \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de defesa, ent\u00e3o estamos em risco&#8221;, disse Fabien Mandon diante dos presidentes de C\u00e2mara.<\/p>\n<p>&#8220;Temos todo o conhecimento, toda a for\u00e7a econ\u00f3mica e demogr\u00e1fica para <strong>dissuadir o regime de Moscovo de tentar a sua sorte mais longe.<\/strong> O que n\u00e3o temos [&#8230;] \u00e9 a coragem de aceitar sofrer para proteger o que somos.&#8221;<\/p>\n<p>Esta declara\u00e7\u00e3o vem na sequ\u00eancia do aviso que fez aos deputados em outubro, quando afirmou que o ex\u00e9rcito franc\u00eas <strong>previa um &#8220;confronto com Moscovo dentro de tr\u00eas ou quatro anos&#8221;.<\/strong><\/p>\n<p>A ministra das For\u00e7as Armadas, Catherine Vautrin, apoiou Fabien Mandon na quinta-feira, afirmando que o chefe do Estado-Maior General das For\u00e7as Armadas (CEMA) &#8220;<strong>tem todo o direito de exprimir a sua opini\u00e3o sobre as amea\u00e7as que continuam a aumentar&#8221;.<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Os seus coment\u00e1rios, retirados do contexto para fins pol\u00edticos, fazem parte da linguagem militar de um l\u00edder que, todos os dias, sabe que os jovens soldados arriscam as suas vidas pela na\u00e7\u00e3o&#8221;, referiu a pr\u00f3pria no X, na quinta-feira.<\/p>\n<p>&#8220;A nossa responsabilidade \u00e9 clara: evitar qualquer confronto, mas prepararmo-nos para ele e consolidar o esp\u00edrito de defesa, essa <strong>for\u00e7a moral coletiva sem a qual nenhuma na\u00e7\u00e3o pode resistir \u00e0 prova\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/strong><\/p>\n<p>Oposi\u00e7\u00e3o revoltada com as declara\u00e7\u00f5es do chefe do Estado-Maior<\/p>\n<p>Esta declara\u00e7\u00e3o da ministra das For\u00e7as Armadas surge na sequ\u00eancia das rea\u00e7\u00f5es veementes de muitos pol\u00edticos da oposi\u00e7\u00e3o, que <strong>acusam Fabien Mandon de propagar um discurso beligerante.<\/strong><\/p>\n<p>O l\u00edder do partido La France Insoumise (LFI), Jean-Luc M\u00e9lenchon, exprimiu, nomeadamente, o seu &#8220;desacordo total com o discurso do chefe do Estado-Maior das For\u00e7as Armadas&#8221;, considerando que este \u00faltimo se excedeu \u00e0s suas fun\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Ele afirma que &#8220;n\u00e3o cabe [ao general Mandon] convidar os presidentes de C\u00e2mara nem ningu\u00e9m para preparativos de guerra decididos por ningu\u00e9m&#8221;, nem <strong>&#8220;prever sacrif\u00edcios que seriam consequ\u00eancia dos nossos fracassos diplom\u00e1ticos<\/strong> sobre os quais a sua opini\u00e3o p\u00fablica n\u00e3o foi solicitada!&#8221;<\/p>\n<p>Na sequ\u00eancia de tudo isto, o grupo parlamentar do partido de esquerda radical emitiu <a href=\"https:\/\/x.com\/LachaudB\/status\/1991206643317768397\/photo\/1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer nofollow\"><strong>um comunicado de imprensa<\/strong><\/a><strong>,<\/strong> no qual afirma que &#8220;tais declara\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, que envolvem o pa\u00eds numa guerra imagin\u00e1ria, n\u00e3o devem ter lugar&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;O La France Insoumise apela ao Presidente da Rep\u00fablica, chefe das For\u00e7as Armadas, para que chame publicamente \u00e0 ordem o general Mandon e reafirme que as orienta\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas de Fran\u00e7a <strong>s\u00e3o do dom\u00ednio exclusivo do debate democr\u00e1tico e das autoridades civis<\/strong> sob o controlo do parlamento&#8221;, conclui o documento.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o aos discursos belicistas insuport\u00e1veis&#8221;, afirma Fabien Roussel, secret\u00e1rio nacional do Partido Comunista Franc\u00eas, que denuncia uma <strong>&#8220;interven\u00e7\u00e3o perigosa&#8221; do chefe do Estado-Maior.<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;No or\u00e7amento de 2026, mais sete mil milh\u00f5es para as For\u00e7as Armadas e menos sete mil milh\u00f5es para as autarquias. Estamos perante uma escolha de sociedade! <strong>Escolhemos a paz e recusamos a l\u00f3gica da guerra&#8221;,<\/strong> acrescentou.<\/p>\n<p>No outro extremo do espetro pol\u00edtico, S\u00e9bastien Chenu, vice-presidente do Rassemblement National (RN), denunciou o &#8220;erro&#8221; de Fabien Mandon no canal LCI, afirmando que o <strong>chefe do Estado-Maior n\u00e3o tinha &#8220;legitimidade&#8221; para fazer esta declara\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Ou ent\u00e3o o Presidente da Rep\u00fablica pediu-lhe que o fizesse, o que \u00e9 ainda mais grave&#8221;, acrescentou.<\/p>\n<p>Uma opini\u00e3o partilhada por Louis Aliot, presidente da C\u00e2mara Municipal de Perpignan, do RN.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 preciso estar disposto a morrer pelo seu pa\u00eds [&#8230;] mas, por outro lado, a guerra travada tem de ser justa [&#8230;] ou a necessidade tem de ser tal que esteja em jogo a pr\u00f3pria sobreviv\u00eancia da na\u00e7\u00e3o. <strong>N\u00e3o creio que haja muitos franceses dispostos a morrer pela Ucr\u00e2nia.&#8221;<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Estamos a entrar numa nova era&#8221;, diz o governo<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, na quinta-feira, o governo publicou um guia intitulado &#8220;Tous responsables&#8221; (&#8220;Todos respons\u00e1veis&#8221;). Este documento, elaborado pelo Secretariado-Geral da Defesa e da Seguran\u00e7a Nacional (SGDSN), tem como objetivo preparar os franceses <strong>&#8220;para enfrentar uma crise grave, qualquer que seja a sua origem&#8221;.<\/strong><\/p>\n<p>Em particular, o guia menciona claramente o risco de uma &#8220;amea\u00e7a relacionada com um compromisso importante das nossas For\u00e7as Armadas fora do territ\u00f3rio nacional&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Fran\u00e7a ter\u00e1 de contar com todos os cidad\u00e3os, quer atrav\u00e9s de um compromisso com as For\u00e7as Armadas, nas diversas reservas operacionais, quer atrav\u00e9s da sua ajuda volunt\u00e1ria para manter o pa\u00eds a funcionar, onde quer que as suas compet\u00eancias possam ser \u00fateis&#8221;, afirma o documento.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, as declara\u00e7\u00f5es do general Fabien Mandon ecoam a <a href=\"https:\/\/www.sgdsn.gouv.fr\/files\/2025-08\/20250713%5FNP%5FSGDSN%5FActualisation%5F2025%5FRNS%5FFR.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer nofollow noopener\"><strong>\u00faltima Revis\u00e3o Estrat\u00e9gica Nacional<\/strong><\/a> (RNS 2025), que o governo franc\u00eas publicou a 14 de julho, por ocasi\u00e3o do Dia da Bastilha.<\/p>\n<p><strong>&#8220;A R\u00fassia, em particular, representa a amea\u00e7a mais direta,<\/strong> atualmente e nos pr\u00f3ximos anos, aos interesses de Fran\u00e7a, dos seus parceiros e aliados, e \u00e0 pr\u00f3pria estabilidade do continente europeu e da zona euro-atl\u00e2ntica&#8221;, l\u00ea-se num dos primeiros par\u00e1grafos do documento.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 agora claro que estamos a entrar numa nova era, a de um risco particularmente elevado de uma grande guerra, de alta intensidade, fora do territ\u00f3rio nacional na Europa, que envolveria Fran\u00e7a e os seus aliados, particularmente os aliados europeus, at\u00e9 2030, e veria o nosso territ\u00f3rio ser alvo, ao mesmo tempo, de a\u00e7\u00f5es h\u00edbridas massivas&#8221;, continua.<\/p>\n<p>A revis\u00e3o estrat\u00e9gica afirma que <strong>&#8220;a Europa est\u00e1 num ponto de viragem importante da sua Hist\u00f3ria<\/strong>&#8221; e apela aos europeus para que &#8220;assumam uma maior responsabilidade pela seguran\u00e7a do continente&#8221; e para que &#8220;utilizem todos os meios \u00e0 sua disposi\u00e7\u00e3o para se defenderem melhor e dissuadirem qualquer nova agress\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>NATO prepara-se para um confronto com a R\u00fassia at\u00e9 ao final da d\u00e9cada<\/p>\n<p>A conclus\u00e3o das autoridades francesas \u00e9 partilhada por muitos especialistas em defesa e respons\u00e1veis pol\u00edticos europeus, enquanto a NATO alertou, recentemente, que Moscovo poder\u00e1 estar militarmente preparada para lan\u00e7ar um ataque em grande escala dentro de cinco anos.<\/p>\n<p>Afirmando que a R\u00fassia ultrapassa atualmente a Alian\u00e7a em termos de produ\u00e7\u00e3o de muni\u00e7\u00f5es, o chefe da NATO, Mark Rutte, exortou recentemente os pa\u00edses membros a refor\u00e7arem massivamente as suas capacidades de defesa.<\/p>\n<p>&#8220;As ilus\u00f5es n\u00e3o nos proteger\u00e3o&#8221;, declarou. &#8220;N\u00e3o podemos sonhar com o perigo. A esperan\u00e7a n\u00e3o \u00e9 uma estrat\u00e9gia. A NATO tem de se tornar uma alian\u00e7a mais forte, mais equitativa e mais letal.&#8221;<\/p>\n<p>Em junho passado, sob a lideran\u00e7a do presidente norte-americano, Donald Trump, <strong>quase todos os membros da NATO, com exce\u00e7\u00e3o de Espanha,<\/strong> comprometeram-se a aumentar as suas despesas com a defesa para 5% do seu PIB, por ocasi\u00e3o da cimeira de Haia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#8220;Aceitar perder os nossos filhos&#8221; para &#8220;proteger o que somos&#8221;: estas palavras do general Fabien Mandon, chefe do&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":160069,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[27,28,1070,15,16,208,889,14,25,26,21,22,62,12,13,19,20,23,24,839,17,18,29,30,31,63,64,65],"class_list":{"0":"post-160068","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-mundo","8":"tag-breaking-news","9":"tag-breakingnews","10":"tag-exercito","11":"tag-featured-news","12":"tag-featurednews","13":"tag-franca","14":"tag-guerra-na-ucrania","15":"tag-headlines","16":"tag-latest-news","17":"tag-latestnews","18":"tag-main-news","19":"tag-mainnews","20":"tag-mundo","21":"tag-news","22":"tag-noticias","23":"tag-noticias-principais","24":"tag-noticiasprincipais","25":"tag-principais-noticias","26":"tag-principaisnoticias","27":"tag-russia","28":"tag-top-stories","29":"tag-topstories","30":"tag-ultimas","31":"tag-ultimas-noticias","32":"tag-ultimasnoticias","33":"tag-world","34":"tag-world-news","35":"tag-worldnews"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115588147763825469","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/160068","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=160068"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/160068\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/160069"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=160068"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=160068"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=160068"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}