{"id":160973,"date":"2025-11-22T10:32:09","date_gmt":"2025-11-22T10:32:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/160973\/"},"modified":"2025-11-22T10:32:09","modified_gmt":"2025-11-22T10:32:09","slug":"tartaruguinhas-dancarinas-revelam-como-os-campos-magneticos-as-ajudam-a-orientar-se-video","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/160973\/","title":{"rendered":"Tartaruguinhas \u201cdan\u00e7arinas\u201d revelam como os campos magn\u00e9ticos as ajudam a orientar-se (v\u00eddeo)"},"content":{"rendered":"<p data-start=\"219\" data-end=\"549\">Investigadores treinaram crias de tartaruga-comum a \u201cdan\u00e7ar\u201d em resposta a campos magn\u00e9ticos espec\u00edficos, numa tentativa de compreender de que forma estes animais utilizam o magnetismo terrestre para se orientar em longas migra\u00e7\u00f5es. O objetivo era perceber se as tartarugas conseguem sentir ou ver o campo magn\u00e9tico da Terra.<\/p>\n<p data-start=\"551\" data-end=\"1105\">Para isso, ensinaram jovens tartarugas-comuns a \u201cdan\u00e7ar\u201d \u2014 inclinando o corpo, abrindo a boca e movendo as barbatanas dianteiras \u2014 sempre que eram expostas a um campo magn\u00e9tico associado \u00e0 chegada de comida. De seguida, aplicaram um forte impulso magn\u00e9tico para perturbar temporariamente a capacidade de sentir o campo, observando se deixariam de \u201cdan\u00e7ar\u201d. E foi exatamente isso que aconteceu: depois do impulso, as crias dan\u00e7aram muito menos, sugerindo que dependem da perce\u00e7\u00e3o t\u00e1til do campo magn\u00e9tico, e n\u00e3o de uma eventual capacidade de o visualizar.<\/p>\n<p data-start=\"1107\" data-end=\"1157\"><strong>Tartarugas sentem o mapa magn\u00e9tico da Terra<\/strong><\/p>\n<p data-start=\"1159\" data-end=\"1464\">Num <a href=\"https:\/\/journals.biologists.com\/jeb\/article\/228\/22\/jeb251243\/369804\/Disruption-of-the-sea-turtle-magnetic-map-sense-by\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">estudo<\/a> publicado no Journal of Experimental Biology, investigadores da Universidade da Carolina do Norte, em Chapel Hill (EUA), mostram que as crias de tartaruga-comum usam o \u201cmapa\u201d magn\u00e9tico da Terra \u2014 que j\u00e1 trazem \u201cprogramado\u201d desde o nascimento \u2014 atrav\u00e9s da capacidade de sentir o magnetismo.<\/p>\n<p data-start=\"1466\" data-end=\"1809\">As jovens tartarugas iniciam a vida numa das mais impressionantes migra\u00e7\u00f5es do reino animal, percorrendo milhares de quil\u00f3metros ao longo de d\u00e9cadas. Apesar da jornada monumental, n\u00e3o viajam ao acaso: nascem equipadas com um \u201cb\u00fassola\u201d magn\u00e9tica, que lhes indica a dire\u00e7\u00e3o, e com um \u201cmapa\u201d que lhes d\u00e1 informa\u00e7\u00e3o sobre a sua posi\u00e7\u00e3o no planeta.<\/p>\n<p data-start=\"1811\" data-end=\"2148\">Os animais podem detetar o campo magn\u00e9tico de duas formas: atrav\u00e9s de mol\u00e9culas sens\u00edveis \u00e0 luz, que lhes poderiam permitir \u201cver\u201d o campo, ou atrav\u00e9s de min\u00fasculos cristais de magnetite no organismo, que se movem com o magnetismo e permitem sentir o campo. At\u00e9 agora, n\u00e3o se sabia qual dos mecanismos as tartarugas usavam para navegar.<\/p>\n<p data-start=\"2150\" data-end=\"2183\"><strong>Treinar tartarugas a \u201cdan\u00e7ar\u201d<\/strong><\/p>\n<p data-start=\"2185\" data-end=\"2452\">Kayla Goforth, Catherine Lohmann, Ken Lohmann e colegas descobriram recentemente que as crias conseguem aprender a associar um campo magn\u00e9tico \u00e0 chegada de comida. Em vez de salivarem, como nos c\u00e9lebres c\u00e3es de Pavlov, as tartarugas respondem com uma pequena \u201cdan\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p data-start=\"2454\" data-end=\"2657\">A equipa treinou-as expondo-as repetidamente a um campo magn\u00e9tico espec\u00edfico enquanto eram alimentadas. Mais tarde, quando voltavam a ser colocadas nesse campo, as crias repetiam imediatamente a \u201cdan\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p data-start=\"2659\" data-end=\"2811\">\u201cS\u00e3o extremamente motivadas pela comida e mal veem hip\u00f3tese de serem alimentadas come\u00e7am logo a dan\u00e7ar\u201d, conta Alayna Mackiewicz, da mesma universidade.<\/p>\n<p data-start=\"2813\" data-end=\"2839\"><strong>A experi\u00eancia decisiva<\/strong><\/p>\n<p data-start=\"2841\" data-end=\"3111\">Depois de meses de treino \u2014 que incluiu habituar algumas crias ao campo magn\u00e9tico das ilhas Turks e Caicos e outras ao campo pr\u00f3ximo do Haiti \u2014 as tartarugas passaram por um grande impulso magn\u00e9tico capaz de desativar temporariamente a capacidade de sentir o magnetismo.<\/p>\n<p data-start=\"3113\" data-end=\"3315\">Quando regressaram ao campo em que tinham sido treinadas, dan\u00e7avam muito menos, o que confirma que o mecanismo usado para identificar a localiza\u00e7\u00e3o no \u201cmapa\u201d \u00e9 o de sentir o campo, e n\u00e3o o de o ver.<\/p>\n<p data-start=\"3317\" data-end=\"3463\">Os investigadores admitem que outros sentidos possam tamb\u00e9m contribuir, mas o sentido magn\u00e9tico t\u00e1til \u00e9 essencial para a navega\u00e7\u00e3o destes animais.<\/p>\n<p data-start=\"3465\" data-end=\"3732\">E, como as crias usam um segundo sentido magn\u00e9tico \u2014 possivelmente relacionado com a perce\u00e7\u00e3o visual de campos \u2014 para obter orienta\u00e7\u00e3o, os dois mecanismos complementam-se, permitindo-lhes saber onde est\u00e3o e em que dire\u00e7\u00e3o seguir ao longo da sua longa viagem oce\u00e2nica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Investigadores treinaram crias de tartaruga-comum a \u201cdan\u00e7ar\u201d em resposta a campos magn\u00e9ticos espec\u00edficos, numa tentativa de compreender de&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":160974,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[84],"tags":[109,107,108,32,33,105,103,104,106,110],"class_list":{"0":"post-160973","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-ciencia-e-tecnologia","8":"tag-ciencia","9":"tag-ciencia-e-tecnologia","10":"tag-cienciaetecnologia","11":"tag-portugal","12":"tag-pt","13":"tag-science","14":"tag-science-and-technology","15":"tag-scienceandtechnology","16":"tag-technology","17":"tag-tecnologia"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115592897851063867","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/160973","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=160973"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/160973\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/160974"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=160973"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=160973"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=160973"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}