{"id":16167,"date":"2025-08-04T20:38:14","date_gmt":"2025-08-04T20:38:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/16167\/"},"modified":"2025-08-04T20:38:14","modified_gmt":"2025-08-04T20:38:14","slug":"os-drones-que-ajudam-a-combater-os-incendios-florestais-observador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/16167\/","title":{"rendered":"Os drones que ajudam a combater os inc\u00eandios florestais \u2013 Observador"},"content":{"rendered":"<p>N\u00e3o combatem diretamente os fogos, mas s\u00e3o uma pe\u00e7a essencial no apoio \u00e0s autoridades no terreno. Esta segunda-feira, quando deflagrou um inc\u00eandio de grandes dimens\u00f5es em Alvarenga, no concelho de Arouca, n\u00e3o foram helic\u00f3pteros, cami\u00f5es nem bombeiros que o detetaram. <a href=\"https:\/\/observador.pt\/liveblogs\/mais-de-1-300-operacionais-continuam-a-combater-chamas-nos-tres-maiores-incendios-em-arouca-penamacor-e-ponte-da-barca\/#liveblog-entry-721065\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Essa fun\u00e7\u00e3o coube aos drones de vigil\u00e2ncia ao servi\u00e7o da autarquia<\/a> que viram os primeiros focos \u201cjunto a uma via municipal\u201d, algo que a presidente da C\u00e2mara de Arouca destacou como um \u201csistema inovador\u201d que prestou este apoio aos servi\u00e7os municipais de prote\u00e7\u00e3o civil. Os drones da empresa DIVS, com cerca de 80cm de comprimento, mais de 6kg e equipados com vis\u00e3o noturna, tinham come\u00e7ado a operar no dia 25 de julho, tr\u00eas dias antes do in\u00edcio do inc\u00eandio que ainda lavra.<\/p>\n<p>\u201c<strong>S\u00e3o usados basicamente na monitoriza\u00e7\u00e3o de zonas que s\u00e3o menos acess\u00edveis, para conseguirmos perceber qual \u00e9 que \u00e9 a dire\u00e7\u00e3o que o fogo possa tomar<\/strong>, de modo a conseguirmos decidir onde e como posicionamos a equipa para o combate\u201d, explica o vice-presidente da Associa\u00e7\u00e3o Portuguesa de T\u00e9cnicos de Seguran\u00e7a e Prote\u00e7\u00e3o Civil (AsproCivil). Jorge Carvalho da Silva, em declara\u00e7\u00f5es ao Observador, sublinha que este novo recurso \u2014 que entrou de forma mais ass\u00eddua no arsenal da Autoridade Nacional de Emerg\u00eancia e Prote\u00e7\u00e3o Civil (ANEPC) depois da pandemia \u2014 j\u00e1 se mostrou crucial na prepara\u00e7\u00e3o das opera\u00e7\u00f5es de extin\u00e7\u00e3o das chamas.<\/p>\n<p>O representante da AsproCivil recorda casos em que os drones foram respons\u00e1veis pela coordena\u00e7\u00e3o da decis\u00e3o do combate ao inc\u00eandio, seja atrav\u00e9s da verifica\u00e7\u00e3o do teatro de opera\u00e7\u00f5es, ou dos c\u00e1lculos subjacentes que permitem determinar as melhores formas de enfrentar as chamas. <strong>\u201cLevantam voo, d\u00e3o as suas indica\u00e7\u00f5es \u00e0s equipas que est\u00e3o no ch\u00e3o para perceberem onde \u00e9 que tem que chegar a \u00e1gua<\/strong>, para onde \u00e9 que t\u00eam que fazer o combate ao inc\u00eandio e qual a prioridade. \u00c9 muito esse apoio \u00e0 decis\u00e3o que d\u00e1\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p>Sublinha, por\u00e9m, que apesar de serem uma boa ferramenta nas opera\u00e7\u00f5es de combate aos inc\u00eandios, os drones n\u00e3o est\u00e3o distribu\u00eddos equitativamente por todo o territ\u00f3rio nacional. Questionado sobre um n\u00famero total de drones presentes nos v\u00e1rios quart\u00e9is de bombeiros e ao servi\u00e7o da Prote\u00e7\u00e3o Civil, Jorge Carvalho da Silva admite que n\u00e3o consegue responder, uma vez que n\u00e3o existe qualquer registo numa plataforma para se poder verificar quem tem \u2014 ou n\u00e3o \u2014 estes equipamentos. O Observador perguntou tamb\u00e9m ao Minist\u00e9rio da Administra\u00e7\u00e3o Interna, que indicou igualmente n\u00e3o saber quantos drones se encontram ao servi\u00e7o dos bombeiros e da Prote\u00e7\u00e3o Civil.<\/p>\n<p>\u201cSei que alguns [quart\u00e9is] t\u00eam, porque h\u00e1 relatos de uso para a decis\u00e3o do<strong> Comando de Opera\u00e7\u00f5es de Socorro<\/strong>, mas n\u00e3o h\u00e1 dados que nos permitam dizer que existem X corpora\u00e7\u00f5es com [drones] e outras n\u00e3o\u201d, refor\u00e7a, sem deixar de mencionar o regime misto que existe atualmente em Portugal, com <strong>435 corpora\u00e7\u00f5es de bombeiros volunt\u00e1rios e 25 profissionais<\/strong> \u2014 todas com uma \u201ctipologia diferente de trabalho, diferentes dire\u00e7\u00f5es e investimentos\u201d.<\/p>\n<p>A <strong>GNR tamb\u00e9m tem drones e j\u00e1 os destacou\u00a0para o teatro de opera\u00e7\u00f5es.<\/strong>\u00a0\u201cEstivemos no inc\u00eandio de Lindoso [no concelho de Ponte da Barca] e, durante a noite de ter\u00e7a-feira, estivemos no inc\u00eandio de Arouca durante a noite\u201d, confessa o Tenente-coronel Jo\u00e3o Fernandes, da Unidade de Emerg\u00eancia de Prote\u00e7\u00e3o e Socorro da Guarda Nacional Republicana.<\/p>\n<p>No decorrer da semana, com as chamas a propagarem-se na zona de Ponte da Barca, chegou a ser lan\u00e7ada a hip\u00f3tese de ter sido um drone l\u00fadico \u2014 comandado por um civil \u2014 a causar o inc\u00eandio que perdura desde o passado fim de semana. Esta ter\u00e7a-feira, o jornal <a href=\"https:\/\/expresso.pt\/sociedade\/incendios\/2025-07-29-ja-ha-um-detido-mas-a-pj-garante-que-nao-houve-drone-a-atear-fogo-de-ponte-da-barca-daffb4bd\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Expresso<\/a> admitiu que a Pol\u00edcia Judici\u00e1ria teria iniciado uma investiga\u00e7\u00e3o no sentido de tentar apurar se realmente esta poderia ser uma possibilidade. Contudo, ao Observador, <strong>fonte oficial da PJ confirma que n\u00e3o h\u00e1 qualquer tipo de inqu\u00e9ritos ou investiga\u00e7\u00f5es abertas relacionadas com a utiliza\u00e7\u00e3o de drones para atear inc\u00eandios<\/strong> e que qualquer outra informa\u00e7\u00e3o \u201cn\u00e3o corresponde de todo \u00e0 verdade\u201d.<\/p>\n<p>Os <strong>primeiros drones come\u00e7aram a ser utilizados pela Prote\u00e7\u00e3o Civil ainda em 2019<\/strong>. Ainda de uma forma muito experimental, os trabalhos foram interrompidos pela pandemia da Covid-19. Retomaram nos anos seguintes, de uma forma algo gradual, mas a tentar acompanhar o ritmo dos inc\u00eandios florestais que abalaram Portugal nos \u00faltimos ver\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>T\u00eam uma \u201cgrande capacidade de zoom e de imagem de c\u00e2mara<\/strong>, com raios de a\u00e7\u00e3o bastante longos\u201d e uma autonomia que pode chegar \u00e0s duas horas de voo sem interrup\u00e7\u00f5es. \u201cNormalmente fazem meia hora, ou uma hora no m\u00e1ximo. Nunca se estende at\u00e9 ao m\u00e1ximo de autonomia para poder salvaguardar os equipamentos\u201d, continua Jorge Carvalho da Silva. Outro cuidado que \u00e9 preciso ter durante o voo destes aparelhos, acrescenta, \u00e9 o vento. \u201cO calor gera\u00a0correntes ascendentes de vento muito grandes e, tamb\u00e9m, a temperatura danifica os componentes el\u00e9tricos do drone, por isso n\u00f3s voamos a uma altitude normalmente grande quando estamos em per\u00edmetro de inc\u00eandio ativo\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"N\u00e3o combatem diretamente os fogos, mas s\u00e3o uma pe\u00e7a essencial no apoio \u00e0s autoridades no terreno. 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