{"id":161744,"date":"2025-11-23T02:11:13","date_gmt":"2025-11-23T02:11:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/161744\/"},"modified":"2025-11-23T02:11:13","modified_gmt":"2025-11-23T02:11:13","slug":"ucranianos-em-portugal-plano-de-trump-parece-ter-sido-feito-pelos-russos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/161744\/","title":{"rendered":"Ucranianos em Portugal: Plano de Trump &#8220;parece ter sido feito pelos russos&#8221;"},"content":{"rendered":"<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"inread\">&#8220;Durante todo este per\u00edodo, Donald Trump diz que quer fazer a paz e parar a guerra, mas a \u00fanica coisa que vemos \u00e9 press\u00e3o sobre a Ucr\u00e2nia e os ucranianos para se renderem&#8221;, disse Pavlo Sadokha em declara\u00e7\u00f5es \u00e0 Lusa \u00e0 margem da marcha que assinalou, este s\u00e1bado, em Lisboa, o Holodomor, o genoc\u00eddio russo sobre os ucranianos, conhecido como &#8220;A Grande Fome&#8221;, na d\u00e9cada de 1930.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"ngx-body\" guid=\"f7b48495-9755-4bed-a6d6-247a5b19a265\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/1763863871_941_image.webp\" width=\"100%\"\/><br \/>Foto: Ant\u00f3nio Cotrim\/Lusa<\/p>\n<p>&#8220;Isto que Trump prop\u00f5e, ou n\u00e3o, parece que foram os russos a propor, e agora Trump quer obrigar Zelensky a assinar ou ent\u00e3o render-se. <strong>N\u00e3o \u00e9 um plano de paz, \u00e9 um plano de cat\u00e1strofe para a Ucr\u00e2nia<\/strong>, porque ningu\u00e9m acredita nas garantias da R\u00fassia&#8221;, afirmou, acrescentando: &#8220;J\u00e1 tivemos garantias da R\u00fassia que foram quebradas e continuamos com esta guerra&#8221;.<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro1\">Cerca de 50 ucranianos juntaram-se perto do Campo M\u00e1rtires da P\u00e1tria, no centro de Lisboa, para uma marcha at\u00e9 \u00e0 igreja ortodoxa ucraniana, a poucos quil\u00f3metros, empunhando v\u00e1rias bandeiras e velas para assinalar mais um ano sobre o Holodomor, quando milh\u00f5es de ucranianos morreram de fome, principalmente na regi\u00e3o do Donbass.<\/p>\n<p>&#8220;H\u00e1 20 anos que a comunidade ucraniana em Portugal e nos outros pa\u00edses do mundo se junta nesta altura para relembrar este per\u00edodo terr\u00edvel&#8221;, disse Pavlo Sadokha, explicando que o objetivo era mesmo aniquilar os ucranianos, nomeadamente na regi\u00e3o mais pr\u00f3xima da R\u00fassia.<\/p>\n<p>&#8220;O objetivo da Grande Fome, como sabemos dos documentos revelados e dos testemunhos vivos recolhidos pelos investigadores, era<strong> matar de fome milh\u00f5es de ucranianos<\/strong>, principalmente no Donbass&#8221;, disse o representante dos ucranianos, acrescentando que a guerra atual \u00e9 uma das consequ\u00eancias desse per\u00edodo.<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro2\">&#8220;Os ucranianos morreram principalmente no Donbass, e depois, no lugar deles, Estaline transferiu russos e pessoas de outras nacionalidades para viverem l\u00e1; <strong>a guerra de agora \u00e9 uma consequ\u00eancia da terr\u00edvel Holodomor<\/strong> que aconteceu l\u00e1&#8221;, lamentou.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"ngx-body\" guid=\"e0c5c791-60ab-40e9-a64b-21d7abac04a0\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/1763863872_470_image.webp\" width=\"100%\"\/><br \/>Foto: Ant\u00f3nio Cotrim\/Lusa<\/p>\n<p>Questionado sobre o apoio de Portugal \u00e0 Ucr\u00e2nia, Sadokha eologiou a &#8220;ajuda mesmo desde o primeiro dia&#8221; e acrescentou: &#8220;Portugal n\u00e3o \u00e9 um pa\u00eds com uma grande economia, mas dentro das possibilidades, e pelo menos nas quest\u00f5es pol\u00edticas, defende sempre a Ucr\u00e2nia, e tenta reunir a Europa e outro pa\u00edses para ajudar, o que agradecemos&#8221;.<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro3\">Para Irene Romanya, uma das participantes, &#8220;o Holodomor foi um genoc\u00eddio sobre os ucranianos, semelhante ao que est\u00e1 a acontecer agora atrav\u00e9s da guerra&#8221;.<\/p>\n<p>Acompanhada pelos tr\u00eas filhos pequenos, a manifestante considerou que a participa\u00e7\u00e3o nestes eventos \u00e9 &#8220;extremamente importante&#8221;, porque &#8220;\u00e9 assim que se passa a hist\u00f3ria do pa\u00eds de pais para filhos e se ensina como o Holodomor afetou as gera\u00e7\u00f5es que vieram a seguir \u00e0 que sofreu&#8221;.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"ngx-body\" guid=\"b52dea7e-bba2-4ce0-ac5a-e1de16073f11\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/1763863873_985_image.webp\" width=\"100%\"\/><br \/>Foto: Ant\u00f3nio Cotrim\/Lusa<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro4\">A comunidade ucraniana \u00e9 a segunda maior em Portugal, a seguir \u00e0 brasileira, e re\u00fane cerca de cem mil residentes, dos quais mais de metade s\u00e3o refugiados.<\/p>\n<p>Portugal reconhece formalmente a exist\u00eancia de um genoc\u00eddio na Ucr\u00e2nia nos anos 30 do s\u00e9culo passado desde mar\u00e7o de 2017, quando a Assembleia da Rep\u00fablica aprovou um diploma nesse sentido.<\/p>\n<p>&#8220;Fome Vermelha&#8221;<\/p>\n<p>O Holodomor, ou morte por fome, entre 1932 e 1933, \u00e9 considerado uma das maiores campanhas de exterm\u00ednio do s\u00e9culo XX, frequentemente comparado ao Holocausto, quando o regime sovi\u00e9tico de Josef Estaline executou um plano de retalia\u00e7\u00e3o aos camponeses ucranianos que recusavam a coletiviza\u00e7\u00e3o de terras e aos quais foram impostas quotas de produtividade, sob pena de ficarem sem comida, ou at\u00e9 san\u00e7\u00f5es a regi\u00f5es inteiras.<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro5\">O objetivo era eliminar qualquer resist\u00eancia, sobretudo nos &#8220;kulaks&#8221;, terras de propriet\u00e1rios agr\u00edcolas ou de gado, e tamb\u00e9m reprimir qualquer tenta\u00e7\u00e3o de nacionalismo ucraniano, ambos perseguidos pela pol\u00edcia pol\u00edtica, que prendia, fuzilava ou enviava para &#8220;gulags&#8221; as pessoas suspeitas.<\/p>\n<p>&#8220;Estaline conhecia a fome que o pa\u00eds sofria no in\u00edcio dos anos 1930. No entanto, tomou a determina\u00e7\u00e3o premeditada em 1932 de endurecer as condi\u00e7\u00f5es na Ucr\u00e2nia, incluindo quintas coletivas e aldeias nas suas listas negras, bloqueando as fronteiras do pa\u00eds para que as pessoas n\u00e3o pudessem sair e criando brigadas que iam de casa a casa confiscar a comida dos camponeses&#8221;, afirmou, em entrevista ao di\u00e1rio espanhol &#8220;El Mundo&#8221; Anne Applebaum, escritora e jornalista norte-americana naturalizada polaca, autora de &#8220;Fome Vermelha&#8221;, uma das obras de refer\u00eancia sobre o Holodomor e editada em Portugal.<\/p>\n<p>Esta n\u00e3o foi, portanto, uma fome provocada por circunst\u00e2ncias meteorol\u00f3gicas ou por um desastre natural, mas que seguiu um padr\u00e3o completamente diferente na Ucr\u00e2nia, por compara\u00e7\u00e3o a outros territ\u00f3rios da antiga Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, como a pr\u00f3pria R\u00fassia ou o Cazaquist\u00e3o &#8211; tamb\u00e9m atingidos -, o que explica, segundo a autora e Pr\u00e9mio Pulitzer, a &#8220;repugnante mortalidade&#8221; planificada, uma vez que, do n\u00famero mais aceite de quase cinco milh\u00f5es de mortos estimados, pelo menos cerca de 3,9 milh\u00f5es foram v\u00edtimas ucranianas, na maioria crian\u00e7as malnutridas, embora outras fontes coloquem estes valores num patamar bastante superior.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#8220;Durante todo este per\u00edodo, Donald Trump diz que quer fazer a paz e parar a guerra, mas a&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":161745,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[27,28,15,16,889,14,25,26,21,22,62,12,13,19,20,32,23,24,33,17,18,29,30,31],"class_list":{"0":"post-161744","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-principais-noticias","8":"tag-breaking-news","9":"tag-breakingnews","10":"tag-featured-news","11":"tag-featurednews","12":"tag-guerra-na-ucrania","13":"tag-headlines","14":"tag-latest-news","15":"tag-latestnews","16":"tag-main-news","17":"tag-mainnews","18":"tag-mundo","19":"tag-news","20":"tag-noticias","21":"tag-noticias-principais","22":"tag-noticiasprincipais","23":"tag-portugal","24":"tag-principais-noticias","25":"tag-principaisnoticias","26":"tag-pt","27":"tag-top-stories","28":"tag-topstories","29":"tag-ultimas","30":"tag-ultimas-noticias","31":"tag-ultimasnoticias"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115596590559768503","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/161744","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=161744"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/161744\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/161745"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=161744"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=161744"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=161744"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}