{"id":161926,"date":"2025-11-23T09:44:18","date_gmt":"2025-11-23T09:44:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/161926\/"},"modified":"2025-11-23T09:44:18","modified_gmt":"2025-11-23T09:44:18","slug":"adeus-estreito-de-gibraltar-novo-estudo-sugere-que-europa-e-africa-poderao-voltar-a-unir-se-e-estas-sao-as-razoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/161926\/","title":{"rendered":"Adeus Estreito de Gibraltar? Novo estudo sugere que Europa e \u00c1frica poder\u00e3o voltar a unir-se e estas s\u00e3o as raz\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p><strong>Um estudo desenvolvido por investigadores portugueses e alem\u00e3es conclui que o Estreito de Gibraltar poder\u00e1 \u201cdesaparecer\u201d dentro de cerca de 20 milh\u00f5es de anos, voltando a unir Europa e \u00c1frica. A investiga\u00e7\u00e3o revela que a din\u00e2mica tect\u00f3nica da regi\u00e3o est\u00e1 a mudar e que as placas africana e euroasi\u00e1tica caminham para um cen\u00e1rio semelhante ao que existia h\u00e1 milh\u00f5es de anos.<\/strong><\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Um arco geol\u00f3gico em transforma\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>O Estreito de Gibraltar separa a Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica do Norte de \u00c1frica e marca a liga\u00e7\u00e3o entre o Mediterr\u00e2neo e o Atl\u00e2ntico. Formado h\u00e1 milh\u00f5es de anos, sempre foi considerado uma estrutura relativamente est\u00e1vel.<\/p>\n<p>No entanto, novos modelos tridimensionais indicam que essa estabilidade poder\u00e1 ser apenas tempor\u00e1ria. De acordo com o jornal espanhol La Raz\u00f3n, a principal descoberta \u00e9 que uma zona de subduc\u00e7\u00e3o, antes considerada inativa, continua ativa e em expans\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Estudo com assinatura portuguesa<\/strong><\/p>\n<p>A investiga\u00e7\u00e3o foi publicada pela Sociedade Geol\u00f3gica da Am\u00e9rica e contou com ge\u00f3logos da Faculdade de Ci\u00eancias da Universidade de Lisboa, do Instituto Dom Luiz e da Universidade Johannes Gutenberg de Mainz.<\/p>\n<p>Os investigadores criaram um modelo inform\u00e1tico tridimensional que simula o comportamento das placas e as for\u00e7as internas da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Os resultados mostram que a placa do Mediterr\u00e2neo Ocidental est\u00e1 a afundar sob a do Atl\u00e2ntico, precisamente na regi\u00e3o do Estreito.<\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Um processo silencioso, mas persistente<\/strong><\/p>\n<p>A exist\u00eancia de sismos frequentes na zona \u2014 alguns dos quais significativos, sobretudo no Alto Atlas \u2014 confirma que o sistema tect\u00f3nico est\u00e1 longe de estar adormecido.<\/p>\n<p>Este tipo de movimento corresponde \u00e0s chamadas zonas de subduc\u00e7\u00e3o, onde uma placa se instala por baixo de outra.<\/p>\n<p>Os cientistas sublinham que criar novas zonas deste tipo \u00e9 dif\u00edcil, porque implica a fratura e o dobrar da crosta, algo que normalmente exige for\u00e7as enormes.<\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Uma migra\u00e7\u00e3o tect\u00f3nica inesperada<\/strong><\/p>\n<p>Para explicar o que se passa em Gibraltar, os autores defendem que zonas de subduc\u00e7\u00e3o podem \u201cmigrar\u201d de oceanos em fim de vida, como o Mediterr\u00e2neo, para outros mais jovens, como o Atl\u00e2ntico.<\/p>\n<p>Este desvio altera toda a mec\u00e2nica das placas envolvidas e pode, a longo prazo, inverter o crescimento do Atl\u00e2ntico. Segundo o estudo, este fen\u00f3meno j\u00e1 se iniciou e est\u00e1 a progredir lentamente.<\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Continentes novamente ligados<\/strong><\/p>\n<p>O modelo geol\u00f3gico mostra que, a continuar este processo, o Estreito de Gibraltar acabar\u00e1 por fechar.<\/p>\n<p>Quando isso acontecer, o Atl\u00e2ntico deixar\u00e1 de entrar no Mediterr\u00e2neo e os dois continentes voltar\u00e3o a unir-se fisicamente. Embora o prazo estimado seja de cerca de 20 milh\u00f5es de anos, os investigadores consideram que o cen\u00e1rio \u00e9 geologicamente \u201ciminente\u201d.<\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Um oceano a formar-se noutro ponto do planeta<\/strong><\/p>\n<p>Os ge\u00f3logos recordam tamb\u00e9m que, noutras regi\u00f5es do mundo, as placas est\u00e3o a abrir novas fendas capazes de originar futuros oceanos. Este processo, conhecido como rifting, poder\u00e1 criar um sexto oceano no continente africano.<\/p>\n<p>Fen\u00f3menos deste tipo, embora lentos, mostram que o planeta est\u00e1 em constante remodela\u00e7\u00e3o, de acordo com o <a href=\"https:\/\/www.larazon.es\/ciencia\/cientificos-descubren-que-estrecho-gibraltar-esta-punto-desaparecer-ser-pronto_2025112269217a0a6c137a698777faad.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">La Raz\u00f3n<\/a>.<\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Um futuro distante, mas com sinais vis\u00edveis<\/strong><\/p>\n<p>Os respons\u00e1veis pelo estudo sublinham que os efeitos deste processo n\u00e3o ser\u00e3o sentidos pela humanidade, dada a escala temporal envolvida.<\/p>\n<p>Ainda assim, real\u00e7am que os sismos na regi\u00e3o mostram que a maquinaria geol\u00f3gica j\u00e1 est\u00e1 em funcionamento. O \u201cadeus\u201d ao Estreito de Gibraltar, dizem, \u00e9 apenas uma quest\u00e3o de tempo, geol\u00f3gico.<\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m: <a href=\"https:\/\/postal.pt\/nacional\/vai-estar-na-rua-as-17-h-protecao-civil-alerta-para-este-fenomeno-climatico-nos-proximos-dias-e-reforca-cuidados\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Vai estar na rua \u00e0s 17 h? Prote\u00e7\u00e3o Civil alerta para este fen\u00f3meno clim\u00e1tico nos pr\u00f3ximos dias e refor\u00e7a \u201ccuidados\u201d<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Um estudo desenvolvido por investigadores portugueses e alem\u00e3es conclui que o Estreito de Gibraltar poder\u00e1 \u201cdesaparecer\u201d dentro de&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":161927,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[27,28,15,16,14,25,26,21,22,12,13,19,20,32,23,24,33,17,18,29,30,31],"class_list":{"0":"post-161926","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-portugal","8":"tag-breaking-news","9":"tag-breakingnews","10":"tag-featured-news","11":"tag-featurednews","12":"tag-headlines","13":"tag-latest-news","14":"tag-latestnews","15":"tag-main-news","16":"tag-mainnews","17":"tag-news","18":"tag-noticias","19":"tag-noticias-principais","20":"tag-noticiasprincipais","21":"tag-portugal","22":"tag-principais-noticias","23":"tag-principaisnoticias","24":"tag-pt","25":"tag-top-stories","26":"tag-topstories","27":"tag-ultimas","28":"tag-ultimas-noticias","29":"tag-ultimasnoticias"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115598371461951699","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/161926","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=161926"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/161926\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/161927"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=161926"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=161926"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=161926"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}