{"id":162365,"date":"2025-11-23T17:41:17","date_gmt":"2025-11-23T17:41:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/162365\/"},"modified":"2025-11-23T17:41:17","modified_gmt":"2025-11-23T17:41:17","slug":"arqueologos-criam-o-google-maps-das-vias-romanas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/162365\/","title":{"rendered":"Arque\u00f3logos criam o \u201cGoogle Maps\u201d das vias romanas"},"content":{"rendered":"<p class=\"category\"><a href=\"https:\/\/sicnoticias.pt\/mundo\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Mundo<\/a><\/p>\n<p>Um novo atlas digital das estradas romanas mostra que a rede vi\u00e1ria do antigo Imp\u00e9rio era muito mais extensa do que se acreditava, gra\u00e7as ao cruzamento de dados hist\u00f3ricos com imagens a\u00e9reas e de sat\u00e9lite.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/1763919677_735_original.webp\" alt=\"Via di Mercurio em Pompeia\"\/><\/p>\n<p>Via di Mercurio em Pompeia<\/p>\n<p>Frank Bienewald<\/p>\n<p><strong>Como diz o ditado,&#8221;todos os caminhos v\u00e3o dar a Roma&#8221; e uma nova investiga\u00e7\u00e3o vem dar ainda mais raz\u00e3o \u00e0 frase: esses caminhos eram 50% mais longos do que se pensava.<\/strong><\/p>\n<p>O \u00faltimo grande atlas das antigas redes vi\u00e1rias do <a href=\"https:\/\/www.library.gov.au\/learn\/digital-classroom\/medium-aevum-middle-age\/imperium-romanum-roman-empire\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\">Imp\u00e9rio Romano<\/a> tinha sido publicado h\u00e1 25 anos. Desde ent\u00e3o, os avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos e o acesso a novas fontes alargaram de forma significativa a capacidade dos investigadores para localizar estradas antigas.<\/p>\n<p><strong>Redescobrir os caminhos de Roma<\/strong><\/p>\n<p>Ao longo de cinco anos, <a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41597-025-06140-z\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\">uma equipa de arque\u00f3logo<\/a>s analisou registos hist\u00f3ricos, di\u00e1rios antigos, a localiza\u00e7\u00e3o de marcos quilom\u00e9tricos e outros dados de arquivo. Depois, procurou pistas em imagens de sat\u00e9lite e fotografias a\u00e9reas, incluindo imagens captadas por avi\u00f5es durante a Segunda Guerra Mundial e digitalizadas recentemente.<\/p>\n<p>Quando os relatos mencionavam estradas perdidas em determinadas zonas, os investigadores observavam o terreno de cima para identificar vest\u00edgios subtis, como diferen\u00e7as na vegeta\u00e7\u00e3o, varia\u00e7\u00f5es no solo ou pequenas altera\u00e7\u00f5es de altitude. Tamb\u00e9m procuravam sinais de engenharia antiga, como montes artificiais ou encostas escavadas, que ajudavam a tra\u00e7ar o percurso das vias romanas.<\/p>\n<p>Os dados e um mapa digital interativo est\u00e3o dispon\u00edveis online para acad\u00e9micos, professores de Hist\u00f3ria ou qualquer pessoa interessada na Hist\u00f3ria da Roma Antiga.<\/p>\n<p><strong>O que faltava nos mapas anteriores<\/strong><\/p>\n<p>As investiga\u00e7\u00f5es anteriores centravam-se sobretudo nas \u201cestradas principais do Imp\u00e9rio Romano\u201d, as grandes vias mais presentes nos relatos hist\u00f3ricos, explicou Brughmans, investigador na Universidade de Aarhus, na Dinamarca.<\/p>\n<p>O novo mapa preenche lacunas importantes sobre \u201cestradas secund\u00e1rias, como as estradas rurais, que ligavam aldeias e quintas\u201d e outros locais menos documentados.<\/p>\n<p>Os investigadores calculavam at\u00e9 agora que a extens\u00e3o das estradas romanas rondava os 188.555 quil\u00f3metros. O novo estudo identifica quase 300.000 quil\u00f3metros de vias espalhadas por todo o Imp\u00e9rio Romano, permitindo visualizar percursos que iam de Espanha \u00e0 S\u00edria.<\/p>\n<p>O trabalho aumentou tamb\u00e9m o <strong>conhecimento sobre estradas antigas no Norte de \u00c1frica, nas plan\u00edcies de Fran\u00e7a e na pen\u00ednsula do Peloponeso, na Gr\u00e9cia<\/strong>.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cEste ser\u00e1 um trabalho fundamental para muitas outras pesquisas\u201d, afirmou o arque\u00f3logo Benjamin Ducke, do Instituto Arqueol\u00f3gico Alem\u00e3o, em Berlim, que n\u00e3o participou no projeto.\u00a0<\/p><\/blockquote>\n<p>No entanto, ressalvou que ainda n\u00e3o \u00e9 claro se todas as estradas estiveram em funcionamento ao mesmo tempo.<\/p>\n<p><strong>Uma nova forma de compreender o Imp\u00e9rio<\/strong><\/p>\n<p>A possibilidade de visualizar as antigas rotas utilizadas por agricultores, soldados, diplomatas e outros viajantes romanos permitir\u00e1 compreender melhor tend\u00eancias hist\u00f3ricas que dependiam da <a href=\"https:\/\/www.britannica.com\/technology\/Roman-road-system\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\">circula\u00e7\u00e3o de pessoas durante o per\u00edodo romano,<\/a> explicou Brughmans. Entre elas, <strong>a ascens\u00e3o do cristianismo na regi\u00e3o e a dissemina\u00e7\u00e3o de epidemias.<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>\u201cOs romanos deixaram um enorme legado com esta rede rodovi\u00e1ria\u201d, afirmou Adam Pa\u017eout, arque\u00f3logo e coautor do estudo, da Universidade Aut\u00f3noma de Barcelona.<\/p><\/blockquote>\n<p>As proezas de engenharia romana na constru\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o de estradas, incluindo pontes de pedra em arco e t\u00faneis escavados em encostas, continuam a moldar a geografia e a economia da regi\u00e3o do Mediterr\u00e2neo e de outras \u00e1reas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Mundo Um novo atlas digital das estradas romanas mostra que a rede vi\u00e1ria do antigo Imp\u00e9rio era muito&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":162366,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[27,28,15,16,14,25,26,21,22,62,12,13,19,20,23,24,17,18,29,30,31,63,64,65],"class_list":{"0":"post-162365","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-mundo","8":"tag-breaking-news","9":"tag-breakingnews","10":"tag-featured-news","11":"tag-featurednews","12":"tag-headlines","13":"tag-latest-news","14":"tag-latestnews","15":"tag-main-news","16":"tag-mainnews","17":"tag-mundo","18":"tag-news","19":"tag-noticias","20":"tag-noticias-principais","21":"tag-noticiasprincipais","22":"tag-principais-noticias","23":"tag-principaisnoticias","24":"tag-top-stories","25":"tag-topstories","26":"tag-ultimas","27":"tag-ultimas-noticias","28":"tag-ultimasnoticias","29":"tag-world","30":"tag-world-news","31":"tag-worldnews"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115600247212091756","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/162365","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=162365"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/162365\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/162366"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=162365"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=162365"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=162365"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}