{"id":16238,"date":"2025-08-04T21:28:01","date_gmt":"2025-08-04T21:28:01","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/16238\/"},"modified":"2025-08-04T21:28:01","modified_gmt":"2025-08-04T21:28:01","slug":"mario-mesquita-revela-o-fim-de-um-mundo-em-livro-da-u-porto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/16238\/","title":{"rendered":"M\u00e1rio Mesquita revela &#8220;O fim de um mundo&#8221; em livro da U.Porto"},"content":{"rendered":"<p>&#13;<\/p>\n<p><strong>\u201cO fim de um mundo ser\u00e1 sempre um princ\u00edpio\u201d<\/strong>. O repto foi lan\u00e7ado pelo arquiteto, urbanista e artista <strong>M\u00e1rio Mesquita<\/strong> e serve de t\u00edtulo ao mais recente livro do tamb\u00e9m docente da <strong>Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto (FAUP)<\/strong>, recentemente <strong>publicado pela U.Porto Press e pela H\u00famus<\/strong>.<\/p>\n<p>Este novo ensaio de M\u00e1rio Mesquita vem desvendar espa\u00e7os votados ao abandono, que o autor recuperou atrav\u00e9s da sua lente fotogr\u00e1fica e verteu, depois, em imagens a preto e branco, integradas em <a href=\"https:\/\/www.up.pt\/press\/books\/o-fim-de-um-mundo\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><strong>O fim de um mundo<\/strong><\/a>.<\/p>\n<p>O <strong>lan\u00e7amento do livro<\/strong>\u00a0ter\u00e1 lugar a <strong>25 de junho<\/strong>, a partir das<strong> 18h00<\/strong>, na <strong>Reitoria da Universidade do Porto<\/strong> (Audit\u00f3rio Ruy Lu\u00eds Gomes).<\/p>\n<p>A apresenta\u00e7\u00e3o ficar\u00e1 a cargo de: <strong>Jos\u00e9 Guilherme Abreu<\/strong>, autor do pref\u00e1cio, investigador do CITAR \u2013 Centro de Investiga\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancia e Tecnologia das Artes e coordenador da R3IAP \u2013 Rede de Informa\u00e7\u00e3o, Investiga\u00e7\u00e3o e Interven\u00e7\u00e3o em Arte P\u00fablica; <strong>S\u00edlvia Sim\u00f5es<\/strong>, investigadora do i2ADS \u2013 Instituto de Investiga\u00e7\u00e3o em Arte, Design e Sociedade e Presidente do Conselho Pedag\u00f3gico da Faculdade de Belas Artes da U.Porto (FBAUP); e <strong>Joaquim Magalh\u00e3es<\/strong>, arquiteto e Presidente do Conselho de Administra\u00e7\u00e3o da Funda\u00e7\u00e3o \u201cO Lugar do Desenho\u201d.<\/p>\n<p>A <strong>entrada<\/strong> \u00e9 <strong>livre<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>Do olhar ao ver. A dimens\u00e3o po\u00e9tica do olhar<\/strong><\/p>\n<p>\u201cPod\u00edamos ter ficado presos ao passado. Contudo, n\u00e3o. Evit\u00e1mos a sombra da morte pr\u00e9-anunciada desses lugares que foram perdendo gente e ous\u00e1mos entrar no concerto inacabado do seu pontilhado na paisagem e que ainda perdura\u201d. \u00c9 assim que M\u00e1rio Mesquita inicia o seu ensaio <a href=\"https:\/\/www.up.pt\/press\/books\/o-fim-de-um-mundo\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">O fim de um mundo<\/a>, expondo, tamb\u00e9m, as raz\u00f5es que o levaram a desenvolver este projeto.<\/p>\n<p>De c\u00e2mara fotogr\u00e1fica na m\u00e3o, M\u00e1rio Mesquita viajou \u201ca passo lento por entre os escombros de um mundo que ruiu (\u2026)\u201d. Fala de viagens \u201csem destino acertado\u201d e \u201cnuma deriva por entre as ru\u00ednas\u201d, que o levaram a descobrir \u201cque a mem\u00f3ria dos s\u00edtios vai envelhecendo\u201d.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o s\u00f3: das suas \u201creincidentes deambula\u00e7\u00f5es\u201d resultaram mais do que meras imagens: a \u201cconstata\u00e7\u00e3o de algo que resistiu, de um fim de um mundo que n\u00e3o finou e foi ficando, ind\u00f3mito n\u00e3o por convic\u00e7\u00e3o, mas por abandono, constituindo-se como disson\u00e2ncias em tempos de modernidade (\u2026)\u201d.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/8_noticia_miolo.jpg\" alt=\"\" width=\"990\" height=\"640\" class=\"wp-image-251276 size-full\"  \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">\u201cO fim de um mundo\u201d \u00e9 uma publica\u00e7\u00e3o conjunta da U.Porto Press e da H\u00famus. (Foto: U.Porto Press)<\/p>\n<p>Para este arquiteto e urbanista, \u201cs\u00e3o m\u00faltiplas as hist\u00f3rias\u201d que contam os \u201cfragmentos\u201d que visitou, referindo-se ainda, nesse contexto, a um \u201cfio condutor que nos leva do olhar ao ver\u201d.<\/p>\n<p>Segundo <strong>Jos\u00e9 Guilherme Abreu<\/strong>, \u201ca s\u00e9rie fotogr\u00e1fica de M\u00e1rio Mesquita incide sobre o mundo rural, ou se calhar melhor, sobre o mundo pr\u00e9-industrial\u201d, sendo que a sua deriva transporta \u201ca dimens\u00e3o po\u00e9tica do olhar, que nos d\u00e1 a ver o ver\u201d. Partindo desta afirma\u00e7\u00e3o, sugere acrescentar \u201cOlhares sem fim\u201d ao t\u00edtulo do seu Pref\u00e1cio [\u201cLugares do fim\u201d], por entender como \u201cinfindo o caminho que separa o olhar do ver, j\u00e1 que quando orientado pelos caminhos da arte o olhar leva a ver novos sentidos (\u2026)\u201d.<\/p>\n<p>E \u00e9 nesse pressuposto que apresenta \u201cos fins-de-mundos\u201d como \u201clugares de charneira, que inspiram a passagem para registos inusitados que trazem a possibilidade de uma mudan\u00e7a (\u2026)\u201d.<\/p>\n<p>Acerca da cole\u00e7\u00e3o de imagens coligidas em <a href=\"https:\/\/www.up.pt\/press\/books\/o-fim-de-um-mundo\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">O fim de um mundo<\/a>, Jos\u00e9 Guilherme Abreu refere-se a um \u201cmovimento de imers\u00e3o no espa\u00e7o entr\u00f3pico do \u2018mundo do fim\u2019\u201d mas, tamb\u00e9m, a um \u201cmovimento inverso da emers\u00e3o (e de participa\u00e7\u00e3o) de fulgura\u00e7\u00f5es do tempo presente que teimam em persistir, e que o problematizam: a parab\u00f3lica da meo que denuncia a ades\u00e3o aos novos tempos digitais; os estendais de roupa a secar ao vento; (\u2026) o aparelho de ar condicionado acoplado \u00e0 parede de um edif\u00edcio oitocentista; o candeeiro de ilumina\u00e7\u00e3o p\u00fablica com l\u00e2mpada de vapor de merc\u00fario (\u2026)\u201d.<\/p>\n<p>Nas suas palavras, \u201cEstas e outras miscigena\u00e7\u00f5es mostram at\u00e9 que ponto (\u2026)\u00a0 as barreiras entre os mundos se transp\u00f5em, e como o mundo \u00e9 uma constela\u00e7\u00e3o de mundos distintos e interdependentes que se confrontam, e que se visitam, uns aos outros (\u2026)\u201d.<\/p>\n<p>Porque afinal, como afirma M\u00e1rio Mesquita ao encerrar este livro, \u201cNunca ser\u00e1 o fim da Hist\u00f3ria\u201d.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.up.pt\/press\/books\/o-fim-de-um-mundo\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><strong>O fim de um mundo<\/strong><\/a> est\u00e1 dispon\u00edvel na <a href=\"https:\/\/www.up.pt\/press\/loja\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><strong>loja online da U.Porto Press<\/strong><\/a>, com um desconto de 10%.<\/p>\n<p>Sobre o autor<\/p>\n<p><strong>M\u00e1rio Mesquita<\/strong> \u00e9 arquiteto, urbanista, artista. \u00c9 Professor na Faculdade de Arquitetura da U.Porto (FAUP), lecionando tamb\u00e9m na Faculdades de Belas Artes (FBAUP) e na Faculdade de Psicologia e de Ci\u00eancias da Educa\u00e7\u00e3o (FPCEUP) da U.Porto. \u00c9 Vice-Presidente do Conselho Pedag\u00f3gico da FAUP.<\/p>\n<p>\u00c9 investigador integrado no i2ADS, colaborador no CITCEM \u2013 Centro de Investiga\u00e7\u00e3o Transdisciplinar Cultura, Espa\u00e7o e Mem\u00f3ria, e membro da R3IAP. Coordena a Comunidade de Inova\u00e7\u00e3o Pedag\u00f3gica da U.Porto PTRI \u2013 Porto: Territ\u00f3rios e Redes da Invisibilidade.<\/p>\n<p>Publicou v\u00e1rios livros e artigos sobre Arquitetura, Patrim\u00f3nio e Urbanismo e tem obra p\u00fablica em Arquitetura, Design e Projeto\/Planeamento Urbano. \u00c9 especialista na cidade do Porto e no seu territ\u00f3rio, tendo sido investigador na \u00c1guas e Energia do Porto, Museu do Porto, Dire\u00e7\u00e3o Geral dos Edif\u00edcios e Monumentos Nacionais, Arquivo Distrital do Porto e Instituto Marques da Silva.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#13; \u201cO fim de um mundo ser\u00e1 sempre um princ\u00edpio\u201d. 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