{"id":162523,"date":"2025-11-23T20:15:09","date_gmt":"2025-11-23T20:15:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/162523\/"},"modified":"2025-11-23T20:15:09","modified_gmt":"2025-11-23T20:15:09","slug":"o-ouro-negro-das-especiarias-este-condimento-ajuda-com-o-colesterol-e-combate-a-gordura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/162523\/","title":{"rendered":"O \u201couro negro\u201d das especiarias: este condimento ajuda com o colesterol e combate a gordura"},"content":{"rendered":"<p><strong>Nos \u00faltimos anos, v\u00e1rios investigadores t\u00eam procurado perceber de que forma certos alimentos podem ajudar a controlar o colesterol e a reduzir a acumula\u00e7\u00e3o de gordura no organismo. Entre os candidatos est\u00e1 o cominho-negro, uma pequena semente arom\u00e1tica cuja utiliza\u00e7\u00e3o vai muito al\u00e9m do caril e da cozinha do M\u00e9dio Oriente e que passou recentemente para o radar da comunidade cient\u00edfica gra\u00e7as a novos dados vindos do Jap\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p>Apelidado de \u201couro negro\u201d da cozinha, o cominho-negro, da planta Nigella sativa, passou de simples especiaria usada em caril e pratos do M\u00e9dio Oriente a candidato a alimento funcional. Segundo o jornal econ\u00f3mico espanhol El Economista, que deu conta deste trabalho, um ensaio cl\u00ednico da Universidade Metropolitana de Osaka, no Jap\u00e3o, associou o consumo di\u00e1rio destas sementes a melhorias nos n\u00edveis de colesterol e de gordura no sangue, bem como a um poss\u00edvel efeito na preven\u00e7\u00e3o da obesidade.<\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Uma especiaria com longa hist\u00f3ria na medicina tradicional<\/strong><\/p>\n<p>Muito antes de chegar \u00e0s bancadas dos laborat\u00f3rios, o cominho-negro j\u00e1 era utilizado na medicina tradicional de v\u00e1rias regi\u00f5es como rem\u00e9dio caseiro. De acordo com a equipa japonesa citada pelo El Economista, esta semente \u00e9 conhecida pelos seus efeitos antioxidantes e anti-inflamat\u00f3rios, caracter\u00edsticas que ajudam a explicar o interesse crescente da comunidade cient\u00edfica em estud\u00e1-la com maior detalhe. A novidade est\u00e1 em come\u00e7ar a quantificar estes efeitos em ensaios controlados com participantes humanos.<\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>O que fizeram os investigadores japoneses<\/strong><\/p>\n<p>A investiga\u00e7\u00e3o foi liderada pela professora associada Akiko Kojima-Yuasa, da Escola de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Vida Humana e Ecologia da Universidade Metropolitana de Osaka. Segundo a descri\u00e7\u00e3o do estudo, a equipa combinou experi\u00eancias em c\u00e9lulas com um ensaio cl\u00ednico em humanos, para observar tanto o impacto direto no organismo como os mecanismos envolvidos.<\/p>\n<p>No ensaio cl\u00ednico, os participantes consumiram diariamente 5 gramas de p\u00f3 de sementes de cominho-negro, o equivalente aproximado a uma colher de sopa, durante oito semanas consecutivas. Ao fim deste per\u00edodo, foram analisados v\u00e1rios indicadores relacionados com a gordura no sangue e o risco cardiovascular.<\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Colesterol \u201cmau\u201d em queda, colesterol \u201cbom\u201d em alta<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com os resultados apresentados, os participantes que tomaram cominho-negro registaram uma redu\u00e7\u00e3o significativa dos triglic\u00e9ridos, do colesterol LDL, conhecido como \u201cmau\u201d, e do colesterol total em circula\u00e7\u00e3o. Em sentido inverso, verificou-se um aumento dos n\u00edveis de colesterol HDL, a fra\u00e7\u00e3o considerada \u201cboa\u201d, associada a um efeito protetor sobre o sistema cardiovascular.<\/p>\n<p>Melhorias deste tipo no perfil lip\u00eddico est\u00e3o, em geral, associadas a um menor risco de problemas card\u00edacos e de morte prematura. O <a href=\"https:\/\/www.eleconomista.es\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">El Economista<\/a> sublinha, por\u00e9m, que se trata de um estudo de curta dura\u00e7\u00e3o, pelo que s\u00e3o necess\u00e1rios trabalhos de maior escala e acompanhamento prolongado para confirmar o alcance destes benef\u00edcios.<\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Menos forma\u00e7\u00e3o de gordura nas c\u00e9lulas<\/strong><\/p>\n<p>Para perceber o que acontece \u201cpor dentro\u201d, o grupo realizou tamb\u00e9m experi\u00eancias em ambiente celular. Nessas experi\u00eancias, o extrato de semente de cominho-negro mostrou capacidade para inibir a adipog\u00e9nese, ou seja, o processo de forma\u00e7\u00e3o e matura\u00e7\u00e3o das c\u00e9lulas de gordura. Os investigadores descrevem que houve bloqueio tanto na acumula\u00e7\u00e3o de got\u00edculas de gordura no interior das c\u00e9lulas como no pr\u00f3prio processo de diferencia\u00e7\u00e3o das c\u00e9lulas adiposas.<\/p>\n<p>Segundo a mesma equipa, este comportamento ajuda a explicar porque \u00e9 que o cominho-negro pode ter impacto na gest\u00e3o do peso e na preven\u00e7\u00e3o da obesidade, indo al\u00e9m do simples efeito sobre o colesterol no sangue.<\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Alimento funcional com potencial, mas ainda em estudo<\/strong><\/p>\n<p>A professora Kojima-Yuasa considera que os dados obtidos \u201csugerem fortemente\u201d a utilidade das sementes de cominho-negro como alimento funcional na preven\u00e7\u00e3o da obesidade e de doen\u00e7as associadas ao estilo de vida, como algumas patologias cardiovasculares. A investigadora destaca ainda que foi poss\u00edvel demonstrar, num ensaio com participantes humanos, efeitos hipolipemiantes concretos, isto \u00e9, uma redu\u00e7\u00e3o mensur\u00e1vel da gordura no sangue.<\/p>\n<p>Os pr\u00f3ximos passos apontados pela equipa passam por ensaios cl\u00ednicos de maior dimens\u00e3o e mais prolongados, para avaliar melhor o impacto do cominho-negro sobre o metabolismo. Em particular, os investigadores est\u00e3o interessados em perceber de que forma este \u201couro negro\u201d da cozinha pode influenciar a resist\u00eancia \u00e0 insulina na diabetes e diversos marcadores inflamat\u00f3rios, dois elementos centrais em muitas doen\u00e7as cr\u00f3nicas.<\/p>\n<p>Numa \u00e1rea em que surgem frequentemente promessas exageradas, o estudo japon\u00eas n\u00e3o transforma o cominho-negro numa solu\u00e7\u00e3o isolada, mas acrescenta dados a uma linha de investiga\u00e7\u00e3o que tenta perceber de que forma certos alimentos podem, de forma complementar, ajudar a proteger o cora\u00e7\u00e3o e a reduzir o impacto de estilos de vida cada vez mais sedent\u00e1rios.<\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m: <a href=\"https:\/\/postal.pt\/nacional\/selos-no-para%E2%80%91brisas-a-lei-mudou-mas-muitos-condutores-nao-sabem-que-tem-de-levar-isto-no-carro\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">Selos no para\u2011brisas: a lei mudou mas muitos condutores n\u00e3o sabem que t\u00eam de levar isto no carro<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Nos \u00faltimos anos, v\u00e1rios investigadores t\u00eam procurado perceber de que forma certos alimentos podem ajudar a controlar o&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":162524,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[116,32,33,117],"class_list":{"0":"post-162523","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-health","9":"tag-portugal","10":"tag-pt","11":"tag-saude"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115600852591447848","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/162523","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=162523"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/162523\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/162524"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=162523"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=162523"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=162523"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}