{"id":162529,"date":"2025-11-23T20:20:21","date_gmt":"2025-11-23T20:20:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/162529\/"},"modified":"2025-11-23T20:20:21","modified_gmt":"2025-11-23T20:20:21","slug":"este-casal-portugues-construiu-a-propria-casa-sobre-rodas-agora-quer-chegar-a-china-nit","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/162529\/","title":{"rendered":"Este casal portugu\u00eas construiu a pr\u00f3pria casa sobre rodas. Agora quer chegar \u00e0 China \u2014 NiT"},"content":{"rendered":"<p>Cl\u00e1udia Moreira trabalhava na \u00e1rea da farm\u00e1cia e Miguel Silva como agente imobili\u00e1rio quando decidiram tomar uma decis\u00e3o conjunta: despedir-se. Na altura, infelizes com as profiss\u00f5es que levavam e com vontade de fazer algo diferente, compraram uma carrinha Peugeot Boxer, de 2007, que era utilizada para transportar solas de sapatos.<\/p>\n<p>\u201cSempre tivemos os sonhos de viajar pelo mundo e surgiu-nos a ideia\u201d, come\u00e7a por contar \u00e0 NiT Cl\u00e1udia, de 32 anos e natural da Trofa, no Porto.<strong> \u201cAcompanh\u00e1vamos outros casais que faziam o mesmo e come\u00e7\u00e1mos a pensar em comprar uma carrinha e transform\u00e1-la numa casa para podermos ir para todo o lado.\u201d<\/strong><\/p>\n<p>Em 2022, deixaram a vida rotineira para se dedicarem a 100 por cento ao novo projeto \u2014 sem qualquer experi\u00eancia na \u00e1rea. \u201cFoi uma aventura louca porque come\u00e7\u00e1mos a pensar em como \u00e9 que \u00edamos fazer isto, porque n\u00e3o sab\u00edamos absolutamente nada.\u201d<\/p>\n<p>Ainda assim, n\u00e3o desistiram e come\u00e7aram a pesquisar nas redes sociais, sobretudo no YouTube, tudo sobre cada val\u00eancia: desde trabalhos com madeira at\u00e9 \u00e0 eletricidade e canaliza\u00e7\u00e3o. \u201cFoi um percurso bastante dif\u00edcil porque tudo tinha uma curva de aprendizagem\u201d, recorda Cl\u00e1udia.<\/p>\n<p>Por sorte, Miguel, de 34 anos e natural da Maia, sempre teve facilidade em aprender coisas novas. Gra\u00e7as a isso, conseguiu perceber, aos poucos, como tudo funcionava. \u201cPara a estrutura principal, dentro da carrinha, utiliz\u00e1mos madeira\u201d, explica Miguel. \u201cTem de ser sempre uma madeira leve porque isso interfere com o peso da carrinha, em termos legais e de economia de combust\u00edvel.\u201d<\/p>\n<p>Ainda no interior, optaram por tornar tudo el\u00e9trico para terem maior autonomia e menos preocupa\u00e7\u00f5es em ir abastecer g\u00e1s para o fog\u00e3o ou para o aquecimento.<\/p>\n<blockquote class=\"instagram-media\" style=\"background: #FFF; border: 0; border-radius: 3px; box-shadow: 0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width: 540px; min-width: 326px; padding: 0; width: calc(100% - 2px);\" data-instgrm-captioned=\"\" data-instgrm-permalink=\"https:\/\/www.instagram.com\/reel\/DKCCTQrIPey\/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading\" data-instgrm-version=\"14\">\n<\/blockquote>\n<p>Apesar de terem comprado a carrinha em 2022, os trabalhos no interior s\u00f3 come\u00e7aram mais tarde. Antes de iniciarem o projeto, criaram uma oficina na pr\u00f3pria casa em que viviam no Porto. \u201cA carrinha ainda serviu para andar a transportar gravilha e essas coisas todas antes de ser casa\u201d, recorda Cl\u00e1udia.<\/p>\n<p>Nos meses seguintes, dedicaram-se \u00e0 constru\u00e7\u00e3o das janelas e aos cortes das madeiras na oficina improvisada. Nesta altura, a carrinha passou tamb\u00e9m um m\u00eas a ser pintada.<\/p>\n<p><strong> \u201cFomos aprendendo tudo sozinhos e a pedir dicas a quem conhecemos que trabalha na \u00e1rea\u201d<\/strong>, referem. O pai de Cl\u00e1udia, que \u00e9 propriet\u00e1rio de um stand de caravanas e autocaravanas, foi uma ajuda essencial.<\/p>\n<p>Ao todo, as obras no interior da nova casa duraram dez meses. Em junho deste ano, receberam o t\u00e3o esperado documento oficial do ve\u00edculo e desde ent\u00e3o que t\u00eam vivido sobre rodas.<\/p>\n<p>Durante este processo, o casal teve ainda o apoio dos dois companheiros de quatro patas: Goldie e Rusty, ambos com seis anos. A cadela j\u00e1 estava na fam\u00edlia antes da compra da carrinha e foi resgatada depois de ter sido encontrada na rua, ainda beb\u00e9.<\/p>\n<p>O mesmo aconteceu com Rusty, que foi salvo na rua, depois de terem comprado a carrinha. \u201cNesta altura, come\u00e7\u00e1mos a correr todos os dias no parque e logo no primeiro dia, depar\u00e1mo-nos com o Rusty\u201d, recorda. \u201cPens\u00e1vamos que era de algu\u00e9m, mas depois fal\u00e1mos com o seguran\u00e7a e ele disse-nos que ele j\u00e1 estava abandonado h\u00e1 um m\u00eas e ia comendo aquilo que as pessoas deixavam.\u201d<\/p>\n<p>Naquela altura, tomaram a decis\u00e3o de o levar para casa e enfrentaram um desafio: j\u00e1 tinham batizado o projeto da carrinha de Trio Avantura (ou seja, Cl\u00e1udia, Miguel e Goldie). No entanto, n\u00e3o demorou muito at\u00e9 encontrarem a solu\u00e7\u00e3o: \u201cContinuamos a ser o trio porque \u00e9 um casal de humanos, um casal de c\u00e3es e a nossa carrinha.\u201d<\/p>\n<p>Est\u00e3o a viver a tempo inteiro na carrinha e dedicam-se \u00e0 impress\u00e3o 3D<\/p>\n<p>Todo o projeto de reabilita\u00e7\u00e3o da carrinha, j\u00e1 a contar com a compra do ve\u00edculo (que custou cerca de 7.500\u20ac), rondou os 23 mil euros, segundo o casal. O valor poderia ter sido mais elevado, mas a meio da constru\u00e7\u00e3o, Cl\u00e1udia e Miguel descobriram o maravilhoso mundo da impress\u00e3o 3D e mudaram por completo a abordagem ao projeto.<\/p>\n<p>\u201cDescobrimos por acaso, atrav\u00e9s do OLX\u201d, contam \u00e0 NiT. \u201cTivemos a oferta de uma pe\u00e7a para a carrinha que vinha estragada e surgiu a necessidade de a reparar, mas n\u00e3o havia \u00e0 venda materiais para aquilo. Ent\u00e3o, na altura, pedimos a uma outra pessoa que trabalhava no mundo da impress\u00e3o 3D para recri\u00e1-la.\u201d<\/p>\n<p>Desde ent\u00e3o, come\u00e7aram a pesquisar mais sobre esta vertente, at\u00e9 decidirem comprar a sua pr\u00f3pria impressora 3D.<strong> \u201cImprimimos v\u00e1rios materiais e objetos, desde um pequeno exaustor \u00e0s pe\u00e7as de constru\u00e7\u00e3o de montagem de paredes\u201d, revelam. \u201cA nossa casa de banho foi praticamente toda impressa em 3D.\u201d<\/strong><\/p>\n<p>Ali\u00e1s, Cl\u00e1udia e Miguel gostaram tanto deste m\u00e9todo que, eles pr\u00f3prios, trabalham hoje em dia no universo da impress\u00e3o 3D. Isso tem-lhes dado liberdade e suporte financeiro. \u201cCome\u00e7\u00e1mos a introduzir-nos nesse mercado e acab\u00e1mos por gostar muito. Hoje em dia, temos bastante trabalho.\u201d<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-1539262\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/cd3fc65f89732b22f56185303b01ba21.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"530\"\/>A impressora 3D.<\/p>\n<p>Atualmente, o casal est\u00e1 a viver a tempo inteiro na carrinha com os c\u00e3es e tem rodado todo o Pa\u00eds. \u201cN\u00e3o temos um lugar fixo para a nossa casa, podemos acordar hoje \u00e0 beira da praia e amanh\u00e3 na montanha\u201d, sublinham. \u201cEssa \u00e9 a grande vantagem de ter uma casa sobre rodas e a liberdade que pretend\u00edamos.\u201d<\/p>\n<p><strong>Por enquanto, apenas fizeram viagens dentro de Portugal, mas t\u00eam o objetivo de conhecer a Europa e chegar ainda mais longe, mais precisamente \u00e0 China.<\/strong> O casal j\u00e1 tem o n\u00edvel 1 de mandarim e continua a aprender a l\u00edngua.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 uma coisa um bocadinho complicada neste momento e temos completa no\u00e7\u00e3o disso. Mas foi com este objetivo que constru\u00edmos a carrinha\u201d, frisa Cl\u00e1udia. \u201cO Miguel \u00e9 um grande entusiasta das tecnologias e do mercado chineses. Portanto, temos essa miss\u00e3o. Se vai ser poss\u00edvel ou n\u00e3o, ainda n\u00e3o sabemos\u201d, acrescenta, entre risos.<\/p>\n<p>A fam\u00edlia j\u00e1 est\u00e1 habituada \u00e0 vida sobre rodas. Goldie e Rusty, em particular, adoram conhecer s\u00edtios novos \u2014 e viajam sempre em seguran\u00e7a, dado que os tutores instalaram cintos especiais para os prender quando est\u00e3o na estrada.<\/p>\n<p>Carregue na galeria para ver algumas imagens da constru\u00e7\u00e3o do projeto Trio Avantura.<\/p>\n<p>\t\t\t\t<script async src=\"\/\/www.instagram.com\/embed.js\"><\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Cl\u00e1udia Moreira trabalhava na \u00e1rea da farm\u00e1cia e Miguel Silva como agente imobili\u00e1rio quando decidiram tomar uma decis\u00e3o&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":162530,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[27,28,15,16,14,25,26,21,22,12,13,19,20,32,23,24,33,17,18,29,30,31],"class_list":{"0":"post-162529","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-portugal","8":"tag-breaking-news","9":"tag-breakingnews","10":"tag-featured-news","11":"tag-featurednews","12":"tag-headlines","13":"tag-latest-news","14":"tag-latestnews","15":"tag-main-news","16":"tag-mainnews","17":"tag-news","18":"tag-noticias","19":"tag-noticias-principais","20":"tag-noticiasprincipais","21":"tag-portugal","22":"tag-principais-noticias","23":"tag-principaisnoticias","24":"tag-pt","25":"tag-top-stories","26":"tag-topstories","27":"tag-ultimas","28":"tag-ultimas-noticias","29":"tag-ultimasnoticias"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115600872432769026","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/162529","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=162529"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/162529\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/162530"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=162529"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=162529"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=162529"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}