{"id":162903,"date":"2025-11-24T02:46:15","date_gmt":"2025-11-24T02:46:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/162903\/"},"modified":"2025-11-24T02:46:15","modified_gmt":"2025-11-24T02:46:15","slug":"o-mirante-jose-gomes-reencontrou-o-saxofone-apos-carreira-na-forca-aerea","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/162903\/","title":{"rendered":"O MIRANTE | Jos\u00e9 Gomes reencontrou o saxofone ap\u00f3s carreira na For\u00e7a A\u00e9rea\u00a0"},"content":{"rendered":"<p>Jos\u00e9 Gomes come\u00e7ou a tocar saxofone aos 14 anos na banda da Sociedade Filarm\u00f3nica Olhalvense, colectividade onde o pai fazia parte da direc\u00e7\u00e3o e onde o av\u00f4 tinha tocado o mesmo instrumento. Aprendeu solfejo e passou a tocar saxofone na banda de Olhalvo, de onde \u00e9 natural. Recorda uma das v\u00e1rias prociss\u00f5es em que tocou, em Agosto de 1975. O caminho era \u00edngreme e entre andar e tocar perdeu o f\u00f4lego. <br \/>Quando ingressou na For\u00e7a A\u00e9rea, onde fez carreira, deixou de ter tempo para o saxofone. Ainda chegou a participar nos ensaios, mas acabou por abandonar porque n\u00e3o era compat\u00edvel com a vida militar. Durante largos anos acompanhou a banda e a pr\u00f3pria colectividade enquanto presidente. Em 2011 deu-se uma cis\u00e3o e muitos m\u00fasicos abandonaram a filarm\u00f3nica de Olhalvo e criaram um novo grupo que \u00e9 a Associa\u00e7\u00e3o Musical de Cabanas de Torres (AMCT).<br \/>Na altura, a filha estava a aprender violino e o maestro Lu\u00eds Ferreira desafiou-o para ajudar na nova filarm\u00f3nica. Como j\u00e1 tinha passado \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de reserva enquanto militar, come\u00e7ou em 2012 a frequentar os ensaios de m\u00fasica e agarrou novamente no saxofone. \u201cAinda me lembrei de muitas coisas, mas depois falta a performance. A parte mais dif\u00edcil para tocar este instrumento, pelo menos para quem \u00e9 amador, \u00e9 o c\u00e9rebro, porque n\u00f3s tocamos todos com papel, lemos m\u00fasica e para isso \u00e9 preciso saber\u201d, explica. <\/p>\n<p><strong>Saxofone requer f\u00f4lego e boa manuten\u00e7\u00e3o <\/strong><br \/>Jos\u00e9 Gomes raramente falta aos ensaios da banda filarm\u00f3nica, uma vez por semana, \u00e0 noite. Admite que em casa toca pouco, mas quando a AMCT tem actua\u00e7\u00f5es agendadas os ensaios s\u00e3o mais frequentes. O encontro anual de bandas filarm\u00f3nicas do concelho de Alenquer \u00e9 um dos momentos altos para os m\u00fasicos e onde t\u00eam possibilidade de mostrar o que aprenderam. \u201cEst\u00e3o l\u00e1 todos, uns para dizerem bem, outros para dizerem mal\u201d, diz a rir, acrescentando que gosta de tocar pe\u00e7as cl\u00e1ssicas. <br \/>O saxofone \u00e9 um instrumento que requer cuidados de manuten\u00e7\u00e3o, sobretudo por causa da saliva. Assim que acabam os ensaios tem de se limpar a palheta, a boquilha e a saliva para evitar as manchas. Al\u00e9m disso, o saxofone \u00e9 pesado e exige capacidade de sopro. H\u00e1 instrumentos em que \u00e9 preciso fazer mais for\u00e7a, mas colocar menos ar. No saxofone \u00e9 preciso encher o tubo. \u00c9 dif\u00edcil, refere o m\u00fasico amador, e \u00e9 preciso treino. \u201cJ\u00e1 perdi o f\u00f4lego algumas vezes. Por exemplo, nas prociss\u00f5es \u00e9 preciso marchar e soprar e olhar para o papel, pensar e tocar com os dedos. Tenho que estar muito focado\u201d, relata a O MIRANTE. <br \/>Sendo o mais velho da banda, Jos\u00e9 Gomes gosta do conv\u00edvio com os m\u00fasicos mais novos e sente-se acarinhado. Tocar saxofone \u00e9 um passatempo e, por isso, n\u00e3o segue nenhum saxofonista de renome, apesar de gostar de ouvir John Coltrane. Numa \u00fanica palavra descreve o saxofone como harmonioso e o tenor como poderoso. No que respeita aos instrumentos, usa o da banda e n\u00e3o entra em \u201cloucuras\u201d, at\u00e9 porque um saxofone de qualidade mediana pode custar 2.500 euros e os de topo acima dos 10 mil euros.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Jos\u00e9 Gomes come\u00e7ou a tocar saxofone aos 14 anos na banda da Sociedade Filarm\u00f3nica Olhalvense, colectividade onde o&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":162904,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[145],"tags":[211,210,114,115,6569,6568,32,33,3551,5314],"class_list":{"0":"post-162903","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-celebridades","8":"tag-celebridades","9":"tag-celebrities","10":"tag-entertainment","11":"tag-entretenimento","12":"tag-jornal-regional","13":"tag-jornalismo-de-proximidade","14":"tag-portugal","15":"tag-pt","16":"tag-regiao","17":"tag-ribatejo"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115602389970222068","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/162903","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=162903"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/162903\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/162904"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=162903"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=162903"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=162903"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}