{"id":162940,"date":"2025-11-24T04:08:28","date_gmt":"2025-11-24T04:08:28","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/162940\/"},"modified":"2025-11-24T04:08:28","modified_gmt":"2025-11-24T04:08:28","slug":"29-bilhoes-sofrem-com-dor-de-cabeca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/162940\/","title":{"rendered":"2,9 bilh\u00f5es sofrem com dor de cabe\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p>              O tamanho real da crise da dor de cabe\u00e7a <\/p>\n<p>O maior levantamento j\u00e1 feito sobre o tema, publicado na revista cient\u00edfica <a href=\"https:\/\/www.thelancet.com\/journals\/laneur\/home\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">The Lancet Neurology<\/a>, mostra que 2,9 bilh\u00f5es de pessoas sofreram com dor de cabe\u00e7a em 2023.<\/p>\n<p>Isso coloca as cefaleias como a sexta maior causa de anos vividos com incapacidade no planeta. Em termos simples: n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 dor, \u00e9 <a href=\"https:\/\/www.gizmodo.com.br\/o-que-realmente-acontece-no-seu-corpo-quando-voce-bebe-a-resposta-muda-em-cada-decada-da-vida-32855\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">perda real de qualidade de vida<\/a>.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros impressionam:<\/p>\n<p>\u2013 34,6% da popula\u00e7\u00e3o mundial tem algum tipo de dor de cabe\u00e7a<\/p>\n<p>\u2013 24,9% sofrem de cefaleia tensional<\/p>\n<p>\u2013 14,1% enfrentam enxaqueca<\/p>\n<p>Apesar de afetar menos pessoas que a cefaleia tensional, a enxaqueca \u00e9 respons\u00e1vel por cerca de 90% de toda a incapacidade gerada pelas dores de cabe\u00e7a, por ser mais intensa, duradoura e incapacitante.<\/p>\n<p> Por que a enxaqueca atinge mais as mulheres <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-34799\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Untitled-design-16-18.jpg\" alt=\"Epidemia silenciosa: 2,9 bilh\u00f5es sofrem com dor de cabe\u00e7a\" width=\"1500\" height=\"1000\"  \/>\u00a9 Pexels <\/p>\n<p>O estudo mostra um recorte claro: as mulheres sofrem mais \u2014 e por mais tempo.<\/p>\n<p>Mulheres com enxaqueca passam, em m\u00e9dia, de 9,3% a 12,7% do ano com dor. Entre os homens, esse n\u00famero cai para algo entre 6,3% e 8,6%.<\/p>\n<p>A explica\u00e7\u00e3o est\u00e1, em grande parte, nas flutua\u00e7\u00f5es hormonais ao longo da vida feminina. <a href=\"https:\/\/www.gizmodo.com.br\/o-que-a-ciencia-ja-sabe-sobre-o-ciclo-menstrual-e-por-que-ele-afeta-muito-mais-do-que-se-imagina-33432\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Menstrua\u00e7\u00e3o<\/a>, uso de anticoncepcionais, gravidez e menopausa influenciam diretamente a frequ\u00eancia das crises.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, segundo os pesquisadores, as mulheres n\u00e3o apenas t\u00eam mais enxaqueca, mas passam mais dias do ano em estado sintom\u00e1tico \u2014 o que aumenta o impacto na vida pessoal e profissional.<\/p>\n<p> O perigo escondido no uso excessivo de medicamentos <\/p>\n<p>Um dos pontos mais alarmantes do estudo \u00e9 o impacto do uso excessivo de medicamentos.<\/p>\n<p>O problema acontece quando a pessoa toma analg\u00e9sicos com muita frequ\u00eancia para tratar dor de cabe\u00e7a. Em vez de ajudar, isso faz o efeito contr\u00e1rio: o rem\u00e9dio perde efic\u00e1cia e a dor se torna mais frequente e mais intensa.<\/p>\n<p>Analg\u00e9sicos comuns, <a href=\"https:\/\/www.gizmodo.com.br\/como-desinchar-a-barriga-com-alimentos-anti-inflamatorios-10-opcoes-essenciais-11646\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">anti-inflamat\u00f3rios<\/a> e at\u00e9 medicamentos espec\u00edficos, como triptanos, quando usados em excesso, podem criar um ciclo vicioso dif\u00edcil de quebrar.<\/p>\n<p>Segundo os dados:<\/p>\n<p>\u2013 Mais de 20% da incapacidade causada por dor de cabe\u00e7a est\u00e1 ligada ao uso excessivo de medicamentos<\/p>\n<p>\u2013 Na cefaleia tensional, esse n\u00famero chega a incr\u00edveis 58%<\/p>\n<p>\u2013 Em homens, o impacto \u00e9 ainda mais alto<\/p>\n<p>Ou seja, o que era para aliviar a dor acaba transformando crises pontuais em quadros cr\u00f4nicos.<\/p>\n<p> O cen\u00e1rio da enxaqueca no Brasil <\/p>\n<p>O problema tamb\u00e9m \u00e9 gigantesco por aqui. A Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade estima que 32 milh\u00f5es de brasileiros sofram de enxaqueca.<\/p>\n<p>E o impacto vai muito al\u00e9m da dor. Quem convive com crises frequentes relata:<\/p>\n<p>\u2013 queda de rendimento no trabalho<\/p>\n<p>\u2013 dificuldade de foco<\/p>\n<p>\u2013 problemas de mem\u00f3ria<\/p>\n<p>\u2013 isolamento social<\/p>\n<p>\u2013 custos com consultas, exames e medicamentos<\/p>\n<p>A dor de cabe\u00e7a frequente vira um problema de produtividade, de sa\u00fade mental e tamb\u00e9m financeiro.<\/p>\n<p> O que pode realmente ajudar a reduzir esse problema <\/p>\n<p>Segundo os pesquisadores, a sa\u00edda n\u00e3o \u00e9 tomar mais rem\u00e9dios \u2014 e sim estruturar melhor o tratamento.<\/p>\n<p>Eles defendem:<\/p>\n<p>\u2013 Mais acesso a terapias preventivas<\/p>\n<p>\u2013 Orienta\u00e7\u00e3o sobre o uso correto de medicamentos<\/p>\n<p>\u2013 Integra\u00e7\u00e3o do tratamento na aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria<\/p>\n<p>\u2013 Educa\u00e7\u00e3o de pacientes e profissionais de sa\u00fade<\/p>\n<p>Hoje, tratamentos eficazes j\u00e1 existem. O problema \u00e9 que eles n\u00e3o chegam \u00e0 maioria das pessoas que sofrem com enxaqueca ou com crise cr\u00f4nica de dor de cabe\u00e7a.<\/p>\n<p> Um alerta que n\u00e3o d\u00e1 mais para ignorar <\/p>\n<p>Os dados deixam claro que a dor de cabe\u00e7a deixou de ser um problema individual e virou uma quest\u00e3o global. A enxaqueca segue como uma das doen\u00e7as mais incapacitantes do mundo. E o uso excessivo de medicamentos est\u00e1 transformando dores control\u00e1veis em sofrimento constante.<\/p>\n<p>Se antes isso era visto como algo comum, o novo cen\u00e1rio \u00e9 um alerta: tratar do jeito errado pode piorar tudo.<\/p>\n<p>A pergunta que fica \u00e9 simples \u2014 e urgente: voc\u00ea est\u00e1 cuidando da sua dor ou s\u00f3 tentando silenci\u00e1-la?<\/p>\n<p>[Fonte: <a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Correio Braziliense<\/a>]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O tamanho real da crise da dor de cabe\u00e7a O maior levantamento j\u00e1 feito sobre o tema, publicado&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":162941,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[116,32,33,117],"class_list":{"0":"post-162940","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-health","9":"tag-portugal","10":"tag-pt","11":"tag-saude"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115602712656793407","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/162940","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=162940"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/162940\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/162941"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=162940"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=162940"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=162940"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}