{"id":163002,"date":"2025-11-24T06:41:18","date_gmt":"2025-11-24T06:41:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/163002\/"},"modified":"2025-11-24T06:41:18","modified_gmt":"2025-11-24T06:41:18","slug":"o-terror-administrativo-da-ditadura-militar-em-o-agente-secreto-por-wilson-ferreira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/163002\/","title":{"rendered":"O terror administrativo da ditadura militar em &#8216;O Agente Secreto&#8217;, por Wilson Ferreira"},"content":{"rendered":"<p class=\"has-medium-font-size\"><strong><a href=\"https:\/\/cinegnose.blogspot.com\/2025\/11\/o-terror-administrativo-da-ditadura.html\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">no Cinegnose<\/a><\/strong><\/p>\n<p>\n\t\t\t\t\tSiga o Jornal GGN no Google e receba as principais not\u00edcias do Brasil e do Mundo\t\t\t\t<\/p>\n<p>\t\t<a class=\"elementor-element elementor-element-9c852c7 e-con-full e-flex e-con e-child\" data-id=\"9c852c7\" data-element_type=\"container\" data-settings=\"{&quot;background_background&quot;:&quot;classic&quot;}\" href=\"https:\/\/news.google.com\/publications\/CAAqLAgKIiZDQklTRmdnTWFoSUtFR3B2Y201aGJHZG5iaTVqYjIwdVluSW9BQVAB?ceid=BR:pt-419&amp;oc=3\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><\/p>\n<p>\n\t\t\t\t\tSeguir no Google\t\t\t\t<\/p>\n<p>\t\t\t\t<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/cinegnose.blogspot.com\/2025\/11\/o-terror-administrativo-da-ditadura.html\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">O terror administrativo da ditadura militar em \u2018O Agente Secreto\u2019<\/a><\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>por Wilson Roberto Vieira Ferreira<\/strong><\/p>\n<p>Se a extensa filmografia brasileira do s\u00e9culo XXI sobre a ditadura \u2014 de \u201cZuzu Angel\u201d (2006) ao oscarizado \u201cAinda Estou Aqui\u201d \u2014 mergulhou nos traumas dos \u201cAnos de Chumbo\u201d e da resist\u00eancia, \u201cO Agente Secreto\u201d (2025) ousa trilhar um caminho distinto. Em vez do choque da tortura f\u00edsica, Kleber Mendon\u00e7a Filho (\u201cBacurau\u201d, \u201cRetratos Fantasmas\u201d) nos apresenta o horror do \u201cterror administrativo\u201d. Situado no ano de 1977, o filme captura com precis\u00e3o cir\u00fargica o momento em que a viol\u00eancia do regime deixou os por\u00f5es escuros para se instalar, sob a luz fria e burocr\u00e1tica, nas reparti\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, transformando carimbos, pap\u00e9is e arquivos de a\u00e7o em institutos de identifica\u00e7\u00e3o policiais em armas t\u00e3o letais quanto um fuzil. \u201cO Agente secreto\u201d nos traz um alerta urgente: o Brasil \u00e9 um pa\u00eds que enterrou seus mortos sem fazer a aut\u00f3psia completa da hist\u00f3ria.<a\/><\/p>\n<p>A filmografia brasileira desse s\u00e9culo sobre a ditadura militar brasileira \u00e9 extensa. Zuzu Angel (2006 \u2013 A hist\u00f3ria da estilista que desafia o regime militar para encontrar o corpo do filho, militante de esquerda desaparecido) deu in\u00edcio a esse mergulho nos traumas desse per\u00edodo da hist\u00f3ria brasileira:\u00a0Torre das Donzelas\u00a0(2018),\u00a0Deslembro\u00a0(2018),\u00a0Marighella\u00a0(2019),\u00a0O Pastor e o Guerrilheiro\u00a0(2022),\u00a0O Mensageiro\u00a0(2023), chegando ao premiado com o Oscar\u00a0Ainda Estou Aqui\u00a0(2025). \u00a0<\/p>\n<p>Mas\u00a0O Agente Secreto\u00a0(2025), de Kleber Mendon\u00e7a Filho (Aquarius, Bacurau e Retratos Fantasmas) \u00e9 uma produ\u00e7\u00e3o que se distingue dessa lista por capturar com uma precis\u00e3o cir\u00fargica a transi\u00e7\u00e3o da ditadura do per\u00edodo do \u201cterror espetacular\u201d para o \u201cterror administrativo\u201d.<\/p>\n<p>Talvez, o per\u00edodo em que ficou mais evidente a paradoxal constru\u00e7\u00e3o da nacionalidade brasileira: enquanto as narrativas pol\u00edticas cl\u00e1ssicas criam um inimigo externo como estrat\u00e9gia para criar uma coes\u00e3o interna num grupo, comunidade ou na\u00e7\u00e3o, no caso brasileiro esse inimigo \u00e9 INTERNO \u2013 a viol\u00eancia dilu\u00edda no cotidiano sob o terror n\u00e3o mais dos paus de arara ou tortura f\u00edsica; mas da morte civil administrativa, isto \u00e9, como Estado pode \u201cmatar\u201d uma pessoa simplesmente apagando seus registros ou negando um passaporte. At\u00e9 chegar ao pr\u00f3prio desaparecimento f\u00edsico.<\/p>\n<p>De certa forma, Kleber Mendon\u00e7a Filho tropicaliza o conceito da \u201cbanalidade do mal\u201d de Hanna Arendt (para descrever burocratas nazistas que apenas \u201ccumpriam ordens\u201d) \u2013 a banalidade do mal em reparti\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e como o filme retira o capuz dos torturadores do regime militar: do empres\u00e1rio sulista ao cons\u00f3rcio de matadores de aluguel que anda pelas ruas e praias do Recife de camisa social de tergal e \u00f3culos de grau.<\/p>\n<p>Da\u00ed a ironia desconstrutivista do t\u00edtulo do filme: o agente secreto somos n\u00f3s. O filme sugere que o verdadeiro \u201cagente secreto\u201d \u00e9 a pr\u00f3pria sociedade vigiada, onde o porteiro, o vizinho e o burocrata do Instituto de Identifica\u00e7\u00e3o s\u00e3o pe\u00e7as de uma engrenagem que opera no sil\u00eancio.<\/p>\n<p>O Agente Secreto\u00a0n\u00e3o \u00e9 um filme sobre her\u00f3is da resist\u00eancia armada, mas sobre a asfixia do cidad\u00e3o comum e a institucionaliza\u00e7\u00e3o do medo no chamado \u201cano do meio\u201d da ditadura (1977), quando o regime j\u00e1 n\u00e3o precisava gritar para ser aterrorizante; ele apenas\u00a0existia.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"360\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/O-Agente-Secreto-com-Wagner-Moura-ganha-data-de-estreia-nos-cinemas-1024x576-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-736612\"  \/><\/p>\n<p>O ano de 1977 foi o ano do \u201cPacote de Abril\u201d e da \u201cdistens\u00e3o lenta e gradual\u201d da ditadura militar. Mas Kleber Mendon\u00e7a Filho ataca essa narrativa de que a ditadura foi branda em seus anos finais. Ele mostra que a viol\u00eancia mudou de forma: saiu dos por\u00f5es e foi para a burocracia, para o corte de verbas nas universidades e para a persegui\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>O pa\u00eds viveu o chamado per\u00edodo da \u201cdistens\u00e3o lenta, gradual e segura\u201d durante a ditadura militar, um momento em que a viol\u00eancia expl\u00edcita dos anos de chumbo come\u00e7a a dar lugar a uma vigil\u00e2ncia silenciosa e burocr\u00e1tica.<\/p>\n<p>Neste cen\u00e1rio, acompanhamos Marcelo (Wagner Moura), um professor universit\u00e1rio de 40 anos que foge de S\u00e3o Paulo para o Recife, tentando escapar de agentes do governo e de um passado pol\u00edtico que o condenou \u00e0 clandestinidade. Chegando \u00e0 capital pernambucana na semana do Carnaval, ele busca duas coisas: ref\u00fagio no anonimato e a chance de reencontrar seu filho pequeno.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dessa quest\u00e3o do t\u00edtulo desconstrutivista do filme, Kl\u00e9ber Mendon\u00e7a Filho nos revela uma \u201cditadura perif\u00e9rica\u201d. O filme descentraliza a hist\u00f3ria. Ao focar no Recife, mostra como o regime operava fora do eixo Rio-SP. A arquitetura do Recife, principalmente os pr\u00e9dios com cinemas de rua (tema recorrente do diretor, desde\u00a0Retratos Fantasmas) aqui funciona como uma esp\u00e9cie de gaiola. Os pr\u00e9dios modernistas do Centro n\u00e3o s\u00e3o mais s\u00edmbolos de progresso, mas agora torres de vigil\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Depois dos anos de chumbo da tortura e repress\u00e3o, em 1977 o regime militar buscava uma fachada de legalidade. Mas a viol\u00eancia n\u00e3o desapareceu; ela foi institucionalizada e dilu\u00edda no cotidiano. Esse \u00e9 o grave tema de\u00a0O Agente Secreto.<\/p>\n<p>Embora fale do passado, o filme dialoga com o presente. O filme dialoga com o conceito moderno de\u00a0Lawfare\u00a0(o uso da lei como arma de guerra). Em 1977, a ditadura usava leis de seguran\u00e7a nacional e decretos-lei para justificar persegui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O filme mostra que a ditadura n\u00e3o acabou apenas com a anistia; ela deixou uma heran\u00e7a na forma como os dispositivos de seguran\u00e7a tratam o cidad\u00e3o: primeiro como suspeita, at\u00e9 que se prove o contr\u00e1rio.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"268\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/agente-secreto.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-736613\"  \/><\/p>\n<p>Al\u00e9m do tema da \u201csujeira varrida para baixo do tapete\u201d, na verdade arquivada em pastas. O filme sugere que o Brasil nunca abriu totalmente essas pastas, permitindo que a l\u00f3gica autorit\u00e1ria sobrevivesse nas estruturas da pol\u00edcia e do judici\u00e1rio, mesmo na democracia.<\/p>\n<p>Em outras palavras, o filme mostra como a quest\u00e3o militar e a ditadura foram denegadas, como se a democracia pudesse ser constru\u00edda sobre o esquecimento coletivo.<\/p>\n<p>O Filme<\/p>\n<p>O Agente Secreto\u00a0abre com uma magistral sequ\u00eancia que entrega o que ser\u00e1 o tema central do filme: o terror burocr\u00e1tico como forma de colocar debaixo do tapete a sujeira varrida.<\/p>\n<p>Marcelo para em um posto de gasolina empoeirado de beira de estrada para abastecer o seu fusca. A primeira coisa que chama a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 um corpo que jaz no ch\u00e3o, ao lado do posto, encoberto por placas de papel\u00e3o. Indiferente, o frentista fala que est\u00e1 tudo bem. Foi algu\u00e9m que tentou roubar \u00f3leo com uma peixeira na noite anterior e tomou uns tiros de um seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>O m\u00e1ximo que o frentista faz \u00e9 afastar os cachorros que querem insistentemente farejar o corpo. E a pol\u00edcia rodovi\u00e1ria, que tamb\u00e9m para no local, interessa-se menos ainda pelo corpo. Est\u00e1 mais interessada em arrancar um suborno de Marcelo para \u201cajudar na caixinha de Natal\u201d.<\/p>\n<p>Marcelo faz parte de um grupo de \u201crefugiados\u201d que tentam, com a ajuda de advogados ativistas pelos direitos humanos, conseguir uma nova identidade no Recife para sobreviver \u00e0 \u201cmorte civil\u201d.<\/p>\n<p>O que caracteriza a estrutura narrativa escolhida por Kleber Mendon\u00e7a Filho \u00e9 a incompletude e os saltos temporais que, a princ\u00edpio, podem causar estranheza ao espectador.\u00a0Saltos temporais que conduzem o espectador ao presente, onde duas estagi\u00e1rias de uma universidade examinam documentos em que emergem v\u00edtimas da ditadura como Marcelo, nome falso utilizado por Armando. S\u00e3o fitas cassetes que registraram depoimentos da \u00e9poca, inclusive do protagonista, mas tamb\u00e9m jornais do per\u00edodo.\u00a0<\/p>\n<p>Passamos a primeira hora do filme montando os fragmentos narrativos aparentemente aleat\u00f3rios do diretor para chegarmos ao quadro maior proposto pelo filme: a passagem do \u201cterror espetacular\u201d das torturas em por\u00f5es para o \u201cterror administrativo\u201d da an\u00f4nima estrutura de dela\u00e7\u00f5es onde a confian\u00e7a \u00e9 imposs\u00edvel.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"268\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/bdf-20250912-191925-d859c7-scaled-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-736615\"  \/><\/p>\n<p>As pessoas que ajudam a ca\u00e7ar Marcelo n\u00e3o s\u00e3o monstros s\u00e1dicos; s\u00e3o o porteiro que anota os hor\u00e1rios de entrada e sa\u00edda, a vizinha que comenta sobre movimenta\u00e7\u00f5es estranhas, e o escriv\u00e3o que repassa o endere\u00e7o dele para o cons\u00f3rcio de matadores.<\/p>\n<p>A ditadura sai dos quart\u00e9is e entra nos condom\u00ednios. O filme ilustra brilhantemente como o regime transformou cidad\u00e3os comuns em \u201cagentes secretos\u201d n\u00e3o remunerados, criando uma sociedade de dela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Visualmente, o filme abandona os por\u00f5es escuros e sujos. A fotografia aposta na luz fria, fluorescente, das reparti\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e dos pr\u00e9dios modernistas do Recife.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"362\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/WhatsApp-Image-2025-11-18-at-17.11.34.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-736618\"  \/><\/p>\n<p>\u00c9 o horror \u00e0 luz do dia sugerido por Kleber Mendon\u00e7a Filho<strong>:<\/strong>\u00a0A viol\u00eancia burocr\u00e1tica acontece em salas limpas, com ar-condicionado (um luxo na \u00e9poca) e pisos encerados. Esse contraste \u00e9 perturbador: o ambiente sugere civilidade e ordem, mas a finalidade \u00e9 a elimina\u00e7\u00e3o de seres humanos.<\/p>\n<p>Para refor\u00e7ar esteticamente essa ideia, h\u00e1 um fetiche visual em\u00a0O Agente Secreto\u00a0por arquivos de a\u00e7o, gavetas deslizando e fichas datilografadas. Esses objetos, aparentemente inofensivos, s\u00e3o apresentados como as verdadeiras jaulas. Se o seu nome est\u00e1 na gaveta errada, sua vida acaba.<\/p>\n<p>A escolha de situar o cl\u00edmax no Instituto de Identifica\u00e7\u00e3o da Pol\u00edcia Civil \u00e9 a met\u00e1fora suprema. \u00c9 o local onde o Estado diz\u00a0quem voc\u00ea \u00e9. Ao ser encurralado ali, Marcelo est\u00e1 lutando n\u00e3o apenas pela vida biol\u00f3gica, mas pelo direito de ter um nome e uma hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>O Agente Secreto\u00a0n\u00e3o oferece uma catarse redentora como em\u00a0Ainda Estou Aqui. Pelo contr\u00e1rio, o filme termina com o filho de Marcelo j\u00e1 adulto, Fernando, negando em abrir os arquivos em uma pen drive sobre o pai dele.<\/p>\n<p>Serve como um alerta: o Brasil \u00e9 um pa\u00eds que enterrou seus mortos sem fazer a aut\u00f3psia completa da hist\u00f3ria.<\/p>\n<tr>\n<td><strong>Ficha T\u00e9cnica<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>T\u00edtulo:\u00a0\u00a0O Agente Secreto<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Dire\u00e7\u00e3o:\u00a0Kleber Mendon\u00e7a Filho<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Roteiro:\u00a0Kleber Mendon\u00e7a Filho<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Elenco:\u00a0Wagner Moura, Robson Andrade, Hermila Guedes, Rubens Santos, Lic\u00ednio Janu\u00e1rio<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Produ\u00e7\u00e3o:\u00a0CinemaSc\u00f3pio Produ\u00e7\u00f5es, MK Productions<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Distribui\u00e7\u00e3o:\u00a0Vitrine Filmes<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Ano:\u00a02025<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Pa\u00eds:\u00a0Brasil<\/td>\n<\/tr>\n<p><strong>Wilson Roberto Vieira Ferreira \u2013 Mestre em Comunica\u00e7\u00e3o Contempor\u00e2nea (An\u00e1lises em Imagem e Som) pela Universidade Anhembi Morumbi. Doutorando em Meios e Processos Audiovisuais na ECA\/USP. Jornalista e professor na Universidade Anhembi Morumbi nas \u00e1reas de Estudos da Semi\u00f3tica e Comunica\u00e7\u00e3o Visual. Pesquisador e escritor, autor de verbetes no \u201cDicion\u00e1rio de Comunica\u00e7\u00e3o\u201d pela editora Paulus, organizado pelo Prof. Dr. Ciro Marcondes Filho e dos livros \u201cO Caos Semi\u00f3tico\u201d e \u201cCinegnose\u201d pela Editora Livrus.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"no Cinegnose Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais not\u00edcias do Brasil e do Mundo&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":163003,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[140],"tags":[10630,114,115,147,148,34560,32681,146,2158,32,33,34561],"class_list":{"0":"post-163002","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-filmes","8":"tag-ditadura","9":"tag-entertainment","10":"tag-entretenimento","11":"tag-film","12":"tag-filmes","13":"tag-filmografia-brasileira","14":"tag-kleber-mendonu00e7a-filho","15":"tag-movies","16":"tag-o-agente-secreto","17":"tag-portugal","18":"tag-pt","19":"tag-terror-administrativo"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115603314294859388","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/163002","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=163002"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/163002\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/163003"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=163002"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=163002"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=163002"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}