{"id":163450,"date":"2025-11-24T14:30:26","date_gmt":"2025-11-24T14:30:26","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/163450\/"},"modified":"2025-11-24T14:30:26","modified_gmt":"2025-11-24T14:30:26","slug":"os-tomates-das-galapagos-parecem-estar-a-regredir-eis-o-que-isso-pode-significar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/163450\/","title":{"rendered":"Os tomates das Gal\u00e1pagos parecem estar a regredir. Eis o que isso pode significar"},"content":{"rendered":"<p>A centenas de quil\u00f3metros da costa do Equador, precisamente no lugar que inspirou a teoria da evolu\u00e7\u00e3o de Charles Darwin, uma esp\u00e9cie selvagem parece ter carregado no bot\u00e3o de rebobinar.<\/p>\n<p>Um pequeno tomate encontrado no arquip\u00e9lago das Gal\u00e1pagos, conhecido cientificamente como Solanum pennellii, chamou pela primeira vez a aten\u00e7\u00e3o dos investigadores em 2024, durante um estudo sobre alcaloides, compostos naturais produzidos pelas plantas que funcionam como pesticidas naturais. \u00c0 medida que os cientistas analisavam tomates de v\u00e1rias zonas do arquip\u00e9lago, notaram algo peculiar: os Solanum pennellii das ilhas mais jovens e ocidentais estavam a produzir compostos que n\u00e3o eram vistos em plantas de tomate h\u00e1 milh\u00f5es de anos.<\/p>\n<p>Os investigadores compararam ent\u00e3o estas plantas invulgares com amostras de Solanum pennellii das ilhas mais antigas. Descobriram que os tomates das ilhas orientais tinham um sistema de defesa moderno, o que implica que as plantas ocidentais mais jovens n\u00e3o ficaram para tr\u00e1s na jornada evolutiva da esp\u00e9cie, mas sim apresentaram um poss\u00edvel caso de \u201cevolu\u00e7\u00e3o reversa\u201d.<\/p>\n<p> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"927\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/6907f0ffd34e3caad84ad230.webp\" width=\"700\"\/> <\/p>\n<p>   Charles Darwin prop\u00f4s a teoria cient\u00edfica fundamental da evolu\u00e7\u00e3o. (Arquivo Universal da Hist\u00f3ria\/Getty Images) <\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o \u00e9 muito comum observarmos evolu\u00e7\u00e3o reversa\u201d, disse Adam Jozwiak, bioqu\u00edmico molecular da Universidade da Calif\u00f3rnia, em Riverside, que fez parte da equipa respons\u00e1vel pela descoberta. Os cientistas publicaram as suas conclus\u00f5es em junho, na revista Nature Communications.<\/p>\n<p>\u201cPensamos que talvez as condi\u00e7\u00f5es ambientais tenham pressionado estes tomates a regressar ao seu estado original, ou ancestral\u201d, explicou Jozwiak, acrescentando que a descoberta \u201cmostra que a natureza \u00e9 muito flex\u00edvel e que n\u00e3o funciona da forma que imagin\u00e1vamos, em que tudo avan\u00e7a apenas num sentido\u201d.<\/p>\n<p>Embora o fruto das plantas ocidentais apresentasse um aspeto ligeiramente diferente, com uma colora\u00e7\u00e3o arroxeada e caules mais escuros, em vez dos tons vivos e quentes habituais, as maiores diferen\u00e7as em rela\u00e7\u00e3o aos tomates das ilhas orientais encontravam-se ao n\u00edvel molecular.<\/p>\n<p>Ao analisar mais de 30 amostras de tomate, os investigadores observaram que o Solanum pennellii ocidental possu\u00eda uma impress\u00e3o digital molecular semelhante \u00e0 da beringela, outro membro da fam\u00edlia das solan\u00e1ceas que partilha um ancestral comum. Enquanto os tomates modernos evolu\u00edram de forma a deixar de produzir os alcaloides t\u00edpicos da beringela, os das ilhas ocidentais das Gal\u00e1pagos pareciam ter re-evolu\u00eddo, ou &#8220;de-evolu\u00eddo&#8221;, para conter novamente esse gene ancestral.<\/p>\n<p>Ao estudar estas mol\u00e9culas e investigar por que raz\u00e3o os tomates voltaram a ativar genes antigos, os cientistas poder\u00e3o criar culturas agr\u00edcolas mais resistentes, pesticidas mais eficazes ou at\u00e9 novos medicamentos, disse Jozwiak. A descoberta tamb\u00e9m poder\u00e1 ajudar a compreender melhor a evolu\u00e7\u00e3o em v\u00e1rias esp\u00e9cies, incluindo os seres humanos, e perceber se \u00e9 mais flex\u00edvel do que se pensava.<\/p>\n<p>A reativa\u00e7\u00e3o das defesas ancestrais do tomate <\/p>\n<p>O Solanum pennellii tem origem na Am\u00e9rica do Sul e ter\u00e1 chegado \u00e0s ilhas Gal\u00e1pagos transportado por aves que levaram as suas sementes entre 1 a 2 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s, antes de as ilhas mais jovens se formarem devido \u00e0 atividade vulc\u00e2nica, segundo Jozwiak. Embora os especialistas n\u00e3o saibam ao certo quando os tomates chegaram \u00e0s ilhas mais jovens, a evolu\u00e7\u00e3o da planta ter\u00e1 ocorrido nos \u00faltimos 500 mil anos, aproximadamente o tempo desde que essas ilhas emergiram, disse Jozwiak.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"312\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/6907f0fed34e3caad84ad22e.webp\" width=\"700\"\/><\/p>\n<p>Nas ilhas orientais, o ambiente \u00e9 mais est\u00e1vel e biologicamente diverso, enquanto as ilhas jovens t\u00eam uma paisagem \u00e1rida e solos pouco desenvolvidos. O mistura t\u00f3xica de mol\u00e9culas produzida pelos tomates com genes antigos n\u00e3o s\u00f3 ajuda as plantas a afastar predadores, como tamb\u00e9m, segundo Jozwiak, pode auxiliar as ra\u00edzes a absorver mais nutrientes ou a proteger-se de doen\u00e7as.<\/p>\n<p>Ao analisar os tomates, os investigadores descobriram que uma simples altera\u00e7\u00e3o na composi\u00e7\u00e3o dos amino\u00e1cidos foi suficiente para fazer a planta regressar a tra\u00e7os ancestrais. Depois, modificaram geneticamente plantas de tabaco da mesma forma para observar a produ\u00e7\u00e3o dos compostos antigos e confirmar o mecanismo.<\/p>\n<p>Mas s\u00e3o necess\u00e1rios mais estudos para compreender o benef\u00edcio desta transforma\u00e7\u00e3o, \u00a0e por que motivo a revers\u00e3o est\u00e1 a acontecer, afirmou Jozwiak.<\/p>\n<p>O caso do Solanum pennellii lan\u00e7a luz sobre a forma como as plantas desenvolvem diferentes qu\u00edmicas sob condi\u00e7\u00f5es distintas, segundo Anurag Agrawal, ec\u00f3logo evolucion\u00e1rio e professor de Estudos Ambientais na Universidade Cornell, em Ithaca, Nova Iorque. Ainda assim, acrescentou que n\u00e3o considera particularmente surpreendente a ideia de evolu\u00e7\u00e3o reversa nos tomates.<\/p>\n<p>\u201cA maioria dos bi\u00f3logos evolucion\u00e1rios rejeita a no\u00e7\u00e3o de que a evolu\u00e7\u00e3o \u00e9 um processo em linha reta, \u00e9 antes um processo de experimenta\u00e7\u00e3o que frequentemente faz desvios e regress\u00f5es\u201d, disse Agrawal por email.<\/p>\n<p>Apontou exemplos como a perda de vis\u00e3o em animais que vivem em cavernas, a perda da capacidade de voo em aves que descendem de antepassados voadores, como pinguins, avestruzes e kiwis, e a perda de patas traseiras em mam\u00edferos aqu\u00e1ticos como baleias, golfinhos e botos, cujos antepassados de quatro patas regressaram ao mar.<\/p>\n<p>Mais pesquisas, incluindo experi\u00eancias que determinem o momento e as condi\u00e7\u00f5es em que os tomates evolu\u00edram para este estado ancestral, ajudariam a confirmar o que causou a revers\u00e3o.<\/p>\n<p>Os alcaloides em altas concentra\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o seguros para consumo humano, o que torna valioso o estudo destes compostos e a forma de os controlar, explicou Jozwiak. No entanto, os tomates selvagens das Gal\u00e1pagos n\u00e3o t\u00eam qualquer impacto na sa\u00fade humana, uma vez que n\u00e3o s\u00e3o cultivados para alimenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Jozwiak afirmou que espera regressar \u00e0s ilhas para procurar respostas a estas quest\u00f5es, bem como para estudar outros tra\u00e7os potencialmente influenciados pelas mol\u00e9culas ancestrais, como as intera\u00e7\u00f5es com insetos ou a taxa de decomposi\u00e7\u00e3o das plantas.<\/p>\n<p>Desafiar uma lei da evolu\u00e7\u00e3o <\/p>\n<p>\u00c9 comum certas esp\u00e9cies desenvolverem caracter\u00edsticas espec\u00edficas em ilhas. Darwin observou esse fen\u00f3meno durante o seu trabalho nas Gal\u00e1pagos, em 1835, reparando, por exemplo, que os tentilh\u00f5es apresentavam diferentes formatos de bico adaptados \u00e0s fontes de alimento dispon\u00edveis em cada ilha.<\/p>\n<p> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"553\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/6907f0ffd34e2bd5c6d38ac4.webp\" width=\"700\"\/> <\/p>\n<p>   Quatro esp\u00e9cies de tentilh\u00f5es observadas por Darwin nas Gal\u00e1pagos t\u00eam bicos de formas variadas, adaptadas \u00e0s suas fontes de alimento. (Print Collector\/Getty Images) <\/p>\n<p>Ainda assim, o termo \u201cevolu\u00e7\u00e3o reversa\u201d \u00e9 considerado controverso no campo da biologia evolutiva, j\u00e1 que a evolu\u00e7\u00e3o normalmente n\u00e3o \u00e9 entendida como um processo que pode andar para tr\u00e1s, disse Jozwiak.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, \u201ccomo a evolu\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem um objetivo predeterminado, \u00e9 um pouco problem\u00e1tico falar em \u2018avan\u00e7o\u2019 ou \u2018revers\u00e3o\u2019. Mudan\u00e7a \u00e9 mudan\u00e7a\u201d, afirmou Eric Haag, professor de biologia na Universidade de Maryland, em College Park, num email. Haag n\u00e3o esteve envolvido no estudo.<\/p>\n<p>Haag referiu-se \u00e0 chamada Lei de Dollo, um princ\u00edpio da biologia evolutiva que estabelece que, uma vez perdido um tra\u00e7o ao longo da evolu\u00e7\u00e3o, este n\u00e3o pode ser recuperado exatamente da mesma forma. Por exemplo, os golfinhos evolu\u00edram de mam\u00edferos terrestres que regressaram ao mar h\u00e1 milh\u00f5es de anos, mas as suas caudas ficaram posicionadas de forma diferente, e continuam a precisar de respirar ar, explicou Haag.<\/p>\n<p>Por isso, o artigo \u201crepresenta, de certo modo, um desafio \u00e0 Lei de Dollo\u201d, acrescentou. \u201cParece que as altera\u00e7\u00f5es espec\u00edficas dos amino\u00e1cidos\u2026 nas esp\u00e9cies das Gal\u00e1pagos s\u00e3o algumas das mesmas que existiam em ancestrais muito distantes. Chegar novamente a esse ponto \u00e9, sem d\u00favida, interessante.\u201d<\/p>\n<p>Mas o caso \u00e9 complexo, observou Haag, porque tamb\u00e9m parece que os tomates diferem dos seus antepassados: os tomates das ilhas mais jovens, que readquiriram o gene ancestral, produzem tanto os alcaloides modernos como os antigos. \u00c9 necess\u00e1rio estudar mais para compreender o que est\u00e1 realmente a acontecer e se a sele\u00e7\u00e3o natural favoreceu as muta\u00e7\u00f5es ancestrais, disse.<\/p>\n<p>Embora n\u00e3o estude seres humanos, Jozwiak afirmou que, ao encarar a evolu\u00e7\u00e3o como algo mais flex\u00edvel, os cientistas poder\u00e3o observar outras esp\u00e9cies onde este fen\u00f3meno possa estar a ocorrer, e at\u00e9 explorar a possibilidade de os humanos um dia \u201cevolu\u00edrem ao contr\u00e1rio\u201d, reativando genes ancestrais ao longo do tempo.<\/p>\n<p>O conceito \u00e9 semelhante aos raros casos de pessoas que nascem com caudas rudimentares, um tra\u00e7o presente nos antepassados primatas h\u00e1 mais de 25 milh\u00f5es de anos, explicou Brian Hall, professor em\u00e9rito de biologia celular evolutiva na Universidade de Dalhousie, no Canad\u00e1. O que resta atualmente s\u00e3o ossos da cauda que ainda t\u00eam potencial para se desenvolver, acrescentou.<\/p>\n<p>Contudo, o termo \u201cevolu\u00e7\u00e3o reversa\u201d \u00e9 \u201csem sentido, porque implica que regress\u00e1mos a um estado ancestral, o que \u00e9 obviamente imposs\u00edvel\u201d, disse Hall \u00e0 CNN por email. Preferiu descrev\u00ea-lo como uma \u201creten\u00e7\u00e3o do potencial evolutivo\u201d. Isto tamb\u00e9m se observa em cavalos, que normalmente t\u00eam um s\u00f3 dedo, mas ocasionalmente podem nascer com tr\u00eas, como os seus antepassados, notou.<\/p>\n<p>\u201cO que se perdeu nos cavalos modernos s\u00e3o os tr\u00eas dedos. O que se manteve dos ancestrais \u00e9 o potencial para formar tr\u00eas d\u00edgitos\u201d, acrescentou Hall.<\/p>\n<p>Por outro lado, Beth Shapiro, professora de ecologia e biologia evolutiva na Universidade da Calif\u00f3rnia, em Santa Cruz, afirmou considerar o termo uma boa forma de envolver mais pessoas no conceito de evolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 apenas uma maneira de falar mais centrada no ser humano do que puramente cient\u00edfica. A evolu\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 direcional; \u00e9 aleat\u00f3ria\u201d, disse Shapiro num email. \u201c\u00c0 medida que o tempo avan\u00e7a, a evolu\u00e7\u00e3o continua, e, por vezes, isso significa que variantes gen\u00e9ticas que deixaram de ser comuns voltam a s\u00ea-lo. Mas continua a ser evolu\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>Embora o conceito de que a evolu\u00e7\u00e3o \u201cpode seguir qualquer dire\u00e7\u00e3o\u201d n\u00e3o seja amplamente aceite por alguns cientistas, Jozwiak disse que continua a ser um tema importante que merece mais investiga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cA evolu\u00e7\u00e3o foi sempre impulsionada pelas condi\u00e7\u00f5es ambientais, pela competi\u00e7\u00e3o\u201d, acrescentou. \u201cSeria interessante demonstrar que as caracter\u00edsticas que as esp\u00e9cies tinham no passado eram perfeitas para essas condi\u00e7\u00f5es, e que, se o ambiente mudar agora, podemos voltar a ter esse tra\u00e7o, ou outro, que n\u00f3s, ou outras esp\u00e9cies, j\u00e1 tivemos.\u201d<br \/>\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A centenas de quil\u00f3metros da costa do Equador, precisamente no lugar que inspirou a teoria da evolu\u00e7\u00e3o de&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":163451,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[609,836,611,27,28,607,608,333,832,604,135,610,476,15,16,301,830,14,603,25,26,570,21,22,831,833,62,834,12,13,19,20,835,602,52,32,23,24,34619,17,18,29,30,31,63,64,65],"class_list":{"0":"post-163450","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-mundo","8":"tag-alerta","9":"tag-analise","10":"tag-ao-minuto","11":"tag-breaking-news","12":"tag-breakingnews","13":"tag-cnn","14":"tag-cnn-portugal","15":"tag-comentadores","16":"tag-costa","17":"tag-crime","18":"tag-desporto","19":"tag-direto","20":"tag-economia","21":"tag-featured-news","22":"tag-featurednews","23":"tag-governo","24":"tag-guerra","25":"tag-headlines","26":"tag-justica","27":"tag-latest-news","28":"tag-latestnews","29":"tag-live","30":"tag-main-news","31":"tag-mainnews","32":"tag-mais-vistas","33":"tag-marcelo","34":"tag-mundo","35":"tag-negocios","36":"tag-news","37":"tag-noticias","38":"tag-noticias-principais","39":"tag-noticiasprincipais","40":"tag-opiniao","41":"tag-pais","42":"tag-politica","43":"tag-portugal","44":"tag-principais-noticias","45":"tag-principaisnoticias","46":"tag-tomates","47":"tag-top-stories","48":"tag-topstories","49":"tag-ultimas","50":"tag-ultimas-noticias","51":"tag-ultimasnoticias","52":"tag-world","53":"tag-world-news","54":"tag-worldnews"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":"Validation failed: Text character limit of 500 exceeded"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/163450","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=163450"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/163450\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/163451"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=163450"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=163450"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=163450"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}