{"id":163577,"date":"2025-11-24T15:56:14","date_gmt":"2025-11-24T15:56:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/163577\/"},"modified":"2025-11-24T15:56:14","modified_gmt":"2025-11-24T15:56:14","slug":"sector-automovel-alerta-para-despedimentos-se-nao-se-enfrentar-concorrencia-chinesa-automoveis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/163577\/","title":{"rendered":"Sector autom\u00f3vel alerta para despedimentos se n\u00e3o se enfrentar concorr\u00eancia chinesa | Autom\u00f3veis"},"content":{"rendered":"<p>A ind\u00fastria autom\u00f3vel est\u00e1 a passar por uma &#8220;transforma\u00e7\u00e3o darwiniana&#8221; e poder\u00e1 vir a ser afectada por uma onda de despedimentos, sobretudo na Europa. O alerta, um dos v\u00e1rios que t\u00eam sido feitos pelos representantes deste sector nos \u00faltimos meses, \u00e9 agora deixado por Christophe P\u00e9rillat, presidente da Valeo, uma das maiores fornecedoras europeias de componentes para o sector autom\u00f3vel, que considera que a Comiss\u00e3o Europeia deve avan\u00e7ar com medidas para proteger o sector da concorr\u00eancia que este enfrenta da <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2023\/06\/14\/economia\/noticia\/carros-chineses-sao-10-14-baratos-rivais-portugal-2053158\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">parte da China<\/a>.<\/p>\n<p>O respons\u00e1vel falou ao Financial Times e afirmo que a actividade neste sector exige &#8220;uma optimiza\u00e7\u00e3o e adapta\u00e7\u00e3o permanentes&#8221;. A empresa que lidera, admite, ainda dever\u00e1 vir a fazer mais reestrutura\u00e7\u00f5es nos pr\u00f3ximos tempos, depois de j\u00e1 ter fechado 38 f\u00e1bricas entre 2022 e 2025, per\u00edodo durante o qual abriu apenas quatro.<\/p>\n<p>Fundada em Fran\u00e7a, a Valeo est\u00e1 presente em mais de 150 pa\u00edses, incluindo Portugal. Esta n\u00e3o \u00e9 a primeira vez que o presidente deste grupo franc\u00eas deixa alertas sobre as dificuldades que o sector atravessa, numa altura em que as principais marcas europeias t\u00eam sido afectadas pelas concorrentes chinesas, que produzem carros mais baratos e que t\u00eam visto as <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2024\/10\/01\/economia\/noticia\/carros-chineses-vendem-sao-aceleram-2106174\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">vendas a crescer<\/a> a ritmo acelerado, embora ainda representem uma fatia pouco significativa do mercado.<\/p>\n<p>Em Setembro, Christophe P\u00e9rillat j\u00e1 tinha afirmado que a ind\u00fastria autom\u00f3vel europeia enfrenta tr\u00eas grandes desafios: a transforma\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, a diminui\u00e7\u00e3o dos volumes de produ\u00e7\u00e3o na Europa e a concorr\u00eancia chinesa. Na altura, defendeu que a Uni\u00e3o Europeia introduzisse uma quota m\u00ednima de componentes autom\u00f3veis fabricadas na Europa para os autom\u00f3veis produzidos na regi\u00e3o, de forma a &#8220;proteger a concorr\u00eancia justa&#8221;.<\/p>\n<p>\u00c9 neste contexto que o respons\u00e1vel considera ser necess\u00e1rio &#8220;ressuscitar&#8221; o mercado. &#8220;N\u00e3o podemos deixar a ind\u00fastria autom\u00f3vel europeia afundar-se e acredito que \u00e9 poss\u00edvel mudar as coisas&#8221;, disse ao Financial Times.<\/p>\n<p>Para j\u00e1, a Comiss\u00e3o Europeia prepara-se para anunciar, em Dezembro, a cria\u00e7\u00e3o de uma nova categoria de carros el\u00e9ctricos de pequenas dimens\u00f5es e a pre\u00e7os acess\u00edveis, numa tentativa de fazer face \u00e0 concorr\u00eancia chinesa. De acordo com a Reuters, estes ve\u00edculos dever\u00e3o enquadrar-se, em termos regulat\u00f3rios, entre os quadriciclos e os autom\u00f3veis ligeiros de passageiros, ficando dispensados da obrigatoriedade de alguns equipamentos tecnol\u00f3gicos e de seguran\u00e7a, o que permitir\u00e1 uma produ\u00e7\u00e3o mais barata e, consequentemente, pre\u00e7os de venda finais mais baixos.<\/p>\n<p>A Christophe P\u00e9rillat, juntam-se outras vozes do sector, que tamb\u00e9m t\u00eam vindo a alertar para um cen\u00e1rio de despedimentos nesta ind\u00fastria. Recentemente, a associa\u00e7\u00e3o europeia que representa os fornecedores de componentes autom\u00f3veis (CLEPA, na sigla original) divulgou os resultados de um estudo encomendado \u00e0 consultora Roland Berger, que conclu\u00eda que, sem um plano de ac\u00e7\u00e3o &#8220;urgente&#8221; da Uni\u00e3o Europeia, o sector autom\u00f3vel europeu poder\u00e1 perder at\u00e9 350 mil empregos at\u00e9 2030.<\/p>\n<p>&#8220;A Europa est\u00e1 numa batalha decisiva pela sua soberania industrial. Os fornecedores est\u00e3o comprometidos com o investimento e a inova\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o podem fazer isso em condi\u00e7\u00f5es de concorr\u00eancia desiguais. Manter um ecossistema autom\u00f3vel competitivo e resiliente na Uni\u00e3o Europeia requer ac\u00e7\u00f5es urgentes por parte da ind\u00fastria e pol\u00edticas direccionadas, de forma a fortalecer a atractividade da Europa enquanto localiza\u00e7\u00e3o para produ\u00e7\u00e3o, pesquisa e desenvolvimento e investimento. Isto inclui tratar de quest\u00f5es chave como os pre\u00e7os da electricidade ou o peso da regula\u00e7\u00e3o, para al\u00e9m da necessidade de se considerarem pol\u00edticas que garantam que h\u00e1 componentes autom\u00f3veis europeias nos ve\u00edculos&#8221;, disse o presidente da CLEPA, Benjamin Krieger, aquando da apresenta\u00e7\u00e3o do estudo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A ind\u00fastria autom\u00f3vel est\u00e1 a passar por uma &#8220;transforma\u00e7\u00e3o darwiniana&#8221; e poder\u00e1 vir a ser afectada por uma&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":163578,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[83],"tags":[2298,88,476,89,90,295,6025,32,33,636],"class_list":{"0":"post-163577","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-empresas","8":"tag-automoveis","9":"tag-business","10":"tag-economia","11":"tag-economy","12":"tag-empresas","13":"tag-industria","14":"tag-motores","15":"tag-portugal","16":"tag-pt","17":"tag-uniao-europeia"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115605496453685575","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/163577","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=163577"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/163577\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/163578"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=163577"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=163577"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=163577"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}