{"id":163735,"date":"2025-11-24T18:00:40","date_gmt":"2025-11-24T18:00:40","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/163735\/"},"modified":"2025-11-24T18:00:40","modified_gmt":"2025-11-24T18:00:40","slug":"simulacao-inedita-recria-100-bilhoes-de-estrelas-da-via-lactea-com-ajuda-da-ia-tribuna-do-agreste","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/163735\/","title":{"rendered":"Simula\u00e7\u00e3o in\u00e9dita recria 100 bilh\u00f5es de estrelas da Via L\u00e1ctea com ajuda da IA :: Tribuna do Agreste"},"content":{"rendered":"<p><strong>Pesquisadores do Instituto RIKEN, no Jap\u00e3o, alcan\u00e7aram um feito in\u00e9dito: criaram a primeira simula\u00e7\u00e3o da Via L\u00e1ctea com resolu\u00e7\u00e3o de estrela individual, utilizando intelig\u00eancia artificial (IA) para reduzir de 36 anos para apenas 115 dias o tempo necess\u00e1rio para modelar a evolu\u00e7\u00e3o de 100 bilh\u00f5es de estrelas.<\/strong><\/p>\n<p>A Via L\u00e1ctea, composta por mais de 100 bilh\u00f5es de estrelas, sempre representou um desafio monumental para os astrof\u00edsicos. Cada estrela segue um ciclo pr\u00f3prio de nascimento, vida e morte, e reproduzir essa diversidade em uma simula\u00e7\u00e3o completa da gal\u00e1xia era, at\u00e9 ent\u00e3o, considerado impratic\u00e1vel devido a limita\u00e7\u00f5es computacionais.<\/p>\n<p>Esse cen\u00e1rio come\u00e7ou a mudar gra\u00e7as ao trabalho de Keiya Hirashima e sua equipe no Centro de Ci\u00eancias Te\u00f3ricas e Matem\u00e1ticas Interdisciplinares do RIKEN. Eles anunciaram uma conquista hist\u00f3rica: uma simula\u00e7\u00e3o capaz de representar cada uma das estrelas da Via L\u00e1ctea ao longo de 10 mil anos de tempo gal\u00e1ctico. O feito foi apresentado na Confer\u00eancia de Supercomputa\u00e7\u00e3o deste ano e representa um avan\u00e7o expressivo na astrof\u00edsica.<\/p>\n<p>O desafio n\u00e3o estava apenas na escala, apesar dos n\u00fameros impressionantes. At\u00e9 agora, as simula\u00e7\u00f5es mais avan\u00e7adas conseguiam lidar com cerca de um bilh\u00e3o de massas solares, o que correspondia a aglomerados de aproximadamente 100 estrelas. Isso dilu\u00eda eventos individuais, como explos\u00f5es de supernovas, que acabavam perdidos no ru\u00eddo estat\u00edstico.<\/p>\n<p>Para captar fen\u00f4menos estelares singulares, seria necess\u00e1rio reduzir os intervalos de tempo da simula\u00e7\u00e3o, tornando-os curtos o suficiente para registrar mudan\u00e7as r\u00e1pidas. Por\u00e9m, essa abordagem exigiria um poder computacional exponencialmente maior. Com m\u00e9todos convencionais, simular a Via L\u00e1ctea com resolu\u00e7\u00e3o individual demandaria 315 horas de supercomputador para cada milh\u00e3o de anos simulados, o que equivaleria a 36 anos de tempo real para apenas um bilh\u00e3o de anos de evolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A equipe percebeu que aumentar o n\u00famero de processadores n\u00e3o solucionaria o problema, j\u00e1 que a efici\u00eancia ca\u00eda e o consumo de energia aumentava consideravelmente. A solu\u00e7\u00e3o veio por meio de um modelo de aprendizado profundo. Treinada com simula\u00e7\u00f5es de alta resolu\u00e7\u00e3o de supernovas, a IA aprendeu a prever a expans\u00e3o do g\u00e1s nos 100 mil anos seguintes a uma explos\u00e3o, funcionando como um atalho para lidar com processos r\u00e1pidos em pequena escala.<\/p>\n<p>Esse recurso permitiu \u00e0 simula\u00e7\u00e3o acompanhar, simultaneamente, a din\u00e2mica gal\u00e1ctica em larga escala e os eventos estelares individuais. O ganho de desempenho foi significativo: o que antes levaria 36 anos agora pode ser realizado em apenas 115 dias. Testes realizados nos supercomputadores Fugaku, do RIKEN, e Miyabi, da Universidade de T\u00f3quio, confirmaram a precis\u00e3o dos resultados em uma escala sem precedentes.<\/p>\n<p>Mais do que um avan\u00e7o para a astrof\u00edsica, essa abordagem abre caminho para outras \u00e1reas cient\u00edficas, como ci\u00eancia clim\u00e1tica, previs\u00e3o meteorol\u00f3gica e din\u00e2mica oce\u00e2nica, que enfrentam desafios semelhantes. O estudo demonstra que a integra\u00e7\u00e3o entre IA e simula\u00e7\u00f5es f\u00edsicas pode transformar a forma como modelamos fen\u00f4menos complexos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Pesquisadores do Instituto RIKEN, no Jap\u00e3o, alcan\u00e7aram um feito in\u00e9dito: criaram a primeira simula\u00e7\u00e3o da Via L\u00e1ctea com&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":163736,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[84],"tags":[15048,9012,15039,726,15045,211,109,107,108,315,15041,15046,476,1062,15044,15043,3276,15040,3177,62,15038,52,32,33,15042,105,103,104,15047,106,110],"class_list":{"0":"post-163735","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-ciencia-e-tecnologia","8":"tag-agreste","9":"tag-alagoas","10":"tag-arapiraca","11":"tag-brasil","12":"tag-cacimbinhas","13":"tag-celebridades","14":"tag-ciencia","15":"tag-ciencia-e-tecnologia","16":"tag-cienciaetecnologia","17":"tag-cultura","18":"tag-delmiro-gouveia","19":"tag-dois-riachos","20":"tag-economia","21":"tag-esportes","22":"tag-estrela-de-alagoas","23":"tag-igaci","24":"tag-litoral","25":"tag-maceio","26":"tag-meio-ambiente","27":"tag-mundo","28":"tag-palmeira-dos-indios","29":"tag-politica","30":"tag-portugal","31":"tag-pt","32":"tag-santana-do-ipanema","33":"tag-science","34":"tag-science-and-technology","35":"tag-scienceandtechnology","36":"tag-sertao","37":"tag-technology","38":"tag-tecnologia"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":"Validation failed: Text character limit of 500 exceeded"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/163735","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=163735"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/163735\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/163736"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=163735"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=163735"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=163735"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}