{"id":163924,"date":"2025-11-24T20:48:14","date_gmt":"2025-11-24T20:48:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/163924\/"},"modified":"2025-11-24T20:48:14","modified_gmt":"2025-11-24T20:48:14","slug":"continentes-se-desfazendo-por-baixo-podem-solucionar-misterio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/163924\/","title":{"rendered":"Continentes se desfazendo por baixo podem solucionar mist\u00e9rio"},"content":{"rendered":"<p class=\"fitec-embcmp\"><a href=\"https:\/\/profile.google.com\/cp\/CgsvZy8xMjFqY2oxMw\" target=\"_blank\" class=\"ftecmp-button\" rel=\"nofollow noopener\">Siga o Olhar Digital no Google Discover<\/a><\/p>\n<p>Cientistas descobriram que por\u00e7\u00f5es internas e profundas dos continentes est\u00e3o se desfazendo lentamente e migrando para baixo dos <a href=\"https:\/\/olhardigital.com.br\/2024\/08\/30\/ciencia-e-espaco\/como-a-alianca-terra-mar-causou-extincoes-em-massa-nos-oceanos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">oceanos<\/a>, onde acabam participando da forma\u00e7\u00e3o de <a href=\"https:\/\/olhardigital.com.br\/2025\/08\/06\/ciencia-e-espaco\/aquecimento-global-pode-despertar-vulcoes-ocultos-sob-gelo-da-antartida\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">vulc\u00f5es <\/a>distantes. Essa din\u00e2mica escondida nas profundezas explica a presen\u00e7a de materiais continentais em ilhas remotas que surgem longe de qualquer limite tect\u00f4nico.<\/p>\n<p>Publicada este m\u00eas na revista<a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41561-025-01843-9\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener sponsored nofollow\"> Nature Geoscience<\/a>, a pesquisa prop\u00f5e uma nova explica\u00e7\u00e3o para a presen\u00e7a de materiais continentais em ilhas oce\u00e2nicas isoladas. A equipe, liderada pela Universidade de Southampton, Inglaterra, e pelo Centro Helmholtz de Geoci\u00eancias GFZ, em Potsdam, Alemanha, combinou dados qu\u00edmicos e modelos computacionais para investigar o que acontece nas profundezas da <a href=\"https:\/\/olhardigital.com.br\/2025\/11\/10\/ciencia-e-espaco\/quando-o-cometa-3i-atlas-estara-mais-perto-da-terra-ha-risco\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">Terra <\/a>logo ap\u00f3s a separa\u00e7\u00e3o entre grandes blocos continentais, apontando como esses fragmentos podem acabar muito longe de sua origem.<\/p>\n<p><strong>Em resumo:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Quando continentes se partem, instabilidades profundas surgem no manto;<\/li>\n<li>Essas ondas \u201craspam\u201d ra\u00edzes continentais e empurram fragmentos lateralmente;<\/li>\n<li>Os fragmentos enterrados derretem depois, alimentando vulcanismo oce\u00e2nico distante;<\/li>\n<li>Evid\u00eancias qu\u00edmicas em ilhas isoladas confirmam essa longa reciclagem continental;<\/li>\n<li>Estudos mostram que o manto guarda mem\u00f3ria duradoura do rifteamento.<\/li>\n<\/ul>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/manto-continental-mais-profundo-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1221521\"  \/>Fragmento do manto continental mais profundo \u2013 as ra\u00edzes cristalinas dos continentes. Este \u00e9 o tipo de material que os pesquisadores prop\u00f5em ser arrancado e transportado lateralmente para o manto oce\u00e2nico. Cr\u00e9dito: Tom Gernon (Universidade de Southampton)<strong>Descoberta explica presen\u00e7a de qu\u00edmicas continentais em ilhas isoladas<\/strong><\/p>\n<p>Segundo o estudo, quando um continente se parte, surge uma onda de instabilidade no manto, em profundidades superiores a 100 km. Essa onda funciona como uma \u201craspagem\u201d na base continental, arrancando partes de suas ra\u00edzes profundas. Esses materiais arrancados s\u00e3o empurrados lateralmente e acabam ficando presos sob as regi\u00f5es oce\u00e2nicas rec\u00e9m-formadas.<\/p>\n<p>Com o tempo, esses fragmentos continentais enterrados podem derreter e alimentar sistemas vulc\u00e2nicos em diversas partes do oceano. Em muitos casos, viajam centenas ou at\u00e9 mais de mil quil\u00f4metros antes de ressurgirem como ilhas ou montes submarinos. Isso ajuda a explicar por que certos arquip\u00e9lagos, apesar de estarem no meio das placas oce\u00e2nicas, exibem tra\u00e7os qu\u00edmicos caracter\u00edsticos de rochas continentais.<\/p>\n<p>Em um <a href=\"https:\/\/www.gfz.de\/en\/press\/news\/details\/woher-kommt-kontinentales-material-auf-inseln-im-meer\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener sponsored nofollow\">comunicado<\/a>, o geocientista Sascha Brune, do GFZ, explica que o processo n\u00e3o termina quando surge um novo oceano. Mesmo depois da separa\u00e7\u00e3o entre dois continentes, o manto continua se movimentando e transportando material enriquecido por longos per\u00edodos. Segundo ele, o interior da Terra \u201cguarda mem\u00f3ria\u201d do rifteamento continental, e seus efeitos podem continuar por dezenas de milh\u00f5es de anos.<\/p>\n<p>Para testar essa hip\u00f3tese, a equipe analisou regi\u00f5es como a Prov\u00edncia de Montes Submarinos do Oceano \u00cdndico, uma cadeia vulc\u00e2nica que surgiu ap\u00f3s a quebra do antigo <a href=\"https:\/\/olhardigital.com.br\/2025\/05\/30\/ciencia-e-espaco\/terra-deve-voltar-a-ter-um-unico-supercontinente\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">supercontinente<\/a> Gondwana, h\u00e1 mais de 100 milh\u00f5es de anos. Ali, as rochas revelam sinais qu\u00edmicos fortes de origem continental, algo que n\u00e3o se encaixava bem nas explica\u00e7\u00f5es tradicionais.<\/p>\n<p><strong>Leia mais:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Continentes continuam em movimento sutil mesmo est\u00e1veis<\/strong><\/p>\n<p>As simula\u00e7\u00f5es mostraram que, logo ap\u00f3s a fragmenta\u00e7\u00e3o de Gondwana, uma grande quantidade de material continental foi arrastada para o manto e depois devolvida em forma de vulcanismo oce\u00e2nico. Com o passar do tempo, essa assinatura qu\u00edmica foi se enfraquecendo, \u00e0 medida que o fluxo de material arrancado diminu\u00eda.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"993\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/manto-terra-continentes-1024x993.webp.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-1221538\"  \/>Materiais eletromagn\u00e9ticos acumulam-se nas profundezas da Terra quando magmas ascendentes, inclusive de antigas placas oce\u00e2nicas subductadas, modificam lentamente a base dos cr\u00e1tons. Isso cria regi\u00f5es com composi\u00e7\u00f5es variadas. Os s\u00edmbolos de diamante indicam \u00e1reas onde os diamantes tendem a se formar. Cr\u00e9dito: Gernon, TM, Brune, S., Hincks, TK et al. <\/p>\n<p>Os autores destacam que a descoberta n\u00e3o invalida a exist\u00eancia das plumas mant\u00e9licas \u2013 colunas de rocha quente que sobem do interior profundo. No entanto, apontam que esse novo mecanismo tamb\u00e9m exerce influ\u00eancia significativa na composi\u00e7\u00e3o do manto. Para Thomas Gernon, principal autor do estudo, as ondas mant\u00e9licas representam um processo adicional capaz de moldar o interior da Terra.<\/p>\n<p>O trabalho se baseia ainda em estudos anteriores da mesma equipe, que mostraram que essas ondas profundas podem desencadear erup\u00e7\u00f5es de diamantes e remodelar paisagens longe das bordas das placas tect\u00f4nicas. A nova pesquisa amplia essa vis\u00e3o, indicando que os continentes, embora pare\u00e7am est\u00e1veis, continuam sendo lentamente \u201ceditados\u201d por baixo ao longo de eras geol\u00f3gicas.<\/p>\n<p>\t\t\t\t\t&#13;<br \/>\n\t\t\t\t\t&#13;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Siga o Olhar Digital no Google Discover Cientistas descobriram que por\u00e7\u00f5es internas e profundas dos continentes est\u00e3o se&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":163925,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[84],"tags":[109,107,108,32,33,105,103,104,106,110],"class_list":{"0":"post-163924","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-ciencia-e-tecnologia","8":"tag-ciencia","9":"tag-ciencia-e-tecnologia","10":"tag-cienciaetecnologia","11":"tag-portugal","12":"tag-pt","13":"tag-science","14":"tag-science-and-technology","15":"tag-scienceandtechnology","16":"tag-technology","17":"tag-tecnologia"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115606644849434808","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/163924","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=163924"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/163924\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/163925"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=163924"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=163924"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=163924"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}