{"id":164042,"date":"2025-11-24T22:27:18","date_gmt":"2025-11-24T22:27:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/164042\/"},"modified":"2025-11-24T22:27:18","modified_gmt":"2025-11-24T22:27:18","slug":"quanto-e-preciso-ganhar-para-viver-sem-preocupacoes-em-cada-pais-da-ue-e-em-portugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/164042\/","title":{"rendered":"quanto \u00e9 preciso ganhar para viver sem preocupa\u00e7\u00f5es em cada pa\u00eds da UE? E em Portugal?"},"content":{"rendered":"<p>Os limiares de rendimento que determinam quem est\u00e1 em risco de pobreza continuam a evidenciar desigualdades profundas entre pa\u00edses europeus. Em 2024, mais de 72 milh\u00f5es de residentes na Uni\u00e3o Europeia estavam classificados nesta condi\u00e7\u00e3o, o que corresponde a 16,2% da popula\u00e7\u00e3o, segundo dados recentes divulgados pelo Eurostat. Embora este indicador n\u00e3o me\u00e7a pobreza absoluta, reflete o rendimento dispon\u00edvel de cada pessoa face ao padr\u00e3o nacional e mostra diferen\u00e7as expressivas entre Estados-membros \u2014 diferen\u00e7as onde Portugal surge consistentemente no grupo dos limiares mais baixos.<\/p>\n<p><strong>O que significa estar em risco de pobreza na Uni\u00e3o Europeia?<\/strong><br \/>O Eurostat define a \u201ctaxa de risco de pobreza\u201d como a percentagem de pessoas cujo rendimento mediano dispon\u00edvel equivalente fica abaixo de 60% do rendimento mediano nacional. Isto n\u00e3o representa necessariamente um n\u00edvel de vida baixo, mas indica que o rendimento \u00e9 reduzido face ao restante da popula\u00e7\u00e3o do pa\u00eds. Em m\u00e9dia, o rendimento mediano anual equivalente na UE atingiu 21 582 euros em 2024, o que coloca o limiar de risco de pobreza nos 12 949 euros anuais, ou aproximadamente 1 079 euros por m\u00eas.<\/p>\n<p><strong>Como variam os limiares entre pa\u00edses e onde se posiciona Portugal?<\/strong><br \/>As diferen\u00e7as entre Estados-membros s\u00e3o marcantes: o limiar mensal vai dos 391 euros na Bulg\u00e1ria aos 2 540 euros no Luxemburgo. Portugal encontra-se no segmento inferior, com um limiar de 632 euros mensais para um adulto sozinho \u2014 abaixo da Est\u00f3nia, Rep\u00fablica Checa ou Let\u00f3nia, e alinhado com pa\u00edses como a Cro\u00e1cia, Litu\u00e2nia, Pol\u00f3nia, Gr\u00e9cia ou Eslov\u00e1quia, todos com valores inferiores a 750 euros. Entre pa\u00edses candidatos e da EFTA, o intervalo \u00e9 ainda maior, desde 201 euros na Turquia at\u00e9 2 596 euros na Su\u00ed\u00e7a, enquanto a Noruega tamb\u00e9m ultrapassa os 2 000 euros.<\/p>\n<p><strong>Diferen\u00e7as estruturais explicam contrastes t\u00e3o acentuados<\/strong><br \/>As varia\u00e7\u00f5es entre limiares nacionais acompanham as diferen\u00e7as no rendimento mediano de cada pa\u00eds. Segundo Giulia De Lazzari, economista da Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT), fatores como produtividade e a composi\u00e7\u00e3o industrial s\u00e3o determinantes: economias com setores de maior valor acrescentado \u2014 como tecnologias de informa\u00e7\u00e3o, finan\u00e7as ou ind\u00fastria avan\u00e7ada \u2014 tendem a oferecer melhores sal\u00e1rios e, por consequ\u00eancia, limiares de pobreza mais elevados. Em v\u00e1rios Estados-membros, como Dinamarca, \u00c1ustria, Irlanda, Pa\u00edses Baixos e B\u00e9lgica, o limiar situa-se entre 1 500 e 2 000 euros.<\/p>\n<p><strong>Ajustar pela capacidade de compra reduz diferen\u00e7as, mas n\u00e3o elimina desigualdades<\/strong><br \/>Quando medidos em PPC (PPS, na sigla inglesa), os limiares tornam-se mais compar\u00e1veis entre pa\u00edses, mas as desigualdades persistem. Convertidos para PPC, os valores oscilam entre 449 na S\u00e9rvia e 1 889 no Luxemburgo. Portugal encontra-se novamente na parte inferior da tabela: com 722 PPC, \u00e9 o 8.\u00ba pior pa\u00eds no conjunto comparado. Entre as grandes economias, a Alemanha regista o limiar mais elevado, seguindo-se Fran\u00e7a, enquanto Espanha e It\u00e1lia se mant\u00eam nos 1 060 PPC.<\/p>\n<p><strong>Onde \u00e9 que o risco de pobreza \u00e9 mais elevado e qual a posi\u00e7\u00e3o portuguesa?<\/strong><br \/>A taxa de risco de pobreza variou entre 9,5% na Ch\u00e9quia e 22,2% na Turquia e Maced\u00f3nia do Norte. Nos pa\u00edses candidatos e em v\u00e1rios Estados da Europa de Leste e Balc\u00e3s, esta percentagem permanece particularmente elevada. Entre as principais economias, Espanha apresenta 19,7%, enquanto It\u00e1lia atinge 18,9%. J\u00e1 Fran\u00e7a (15,9%) e Alemanha (15,5%) figuram ligeiramente abaixo da m\u00e9dia europeia. Portugal regista uma taxa de 16,6%, situando-se ligeiramente acima da m\u00e9dia da UE e ocupando o 16.\u00ba lugar entre os pa\u00edses com maior propor\u00e7\u00e3o de pessoas em risco de pobreza, segundo os dados do Eurostat.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Os limiares de rendimento que determinam quem est\u00e1 em risco de pobreza continuam a evidenciar desigualdades profundas entre&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":114507,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[83],"tags":[88,89,90,32,33],"class_list":{"0":"post-164042","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-empresas","8":"tag-business","9":"tag-economy","10":"tag-empresas","11":"tag-portugal","12":"tag-pt"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115607033781274234","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/164042","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=164042"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/164042\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/114507"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=164042"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=164042"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=164042"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}