{"id":164335,"date":"2025-11-25T03:32:36","date_gmt":"2025-11-25T03:32:36","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/164335\/"},"modified":"2025-11-25T03:32:36","modified_gmt":"2025-11-25T03:32:36","slug":"cometa-mercury-ha-34-anos-o-mundo-se-despedia-de-freddie-mercury","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/164335\/","title":{"rendered":"Cometa Mercury: H\u00e1 34 anos, o mundo se despedia de Freddie Mercury"},"content":{"rendered":"<p>Em novembro, o rock veste preto em tributo. H\u00e1 34 anos, o mundo se despedia de <a href=\"https:\/\/aventurasnahistoria.com.br\/tags\/freddie-mercury\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Freddie Mercury<\/a> \u2014 vocalista, compositor e alma do Queen \u2014 cuja morte, em 24 de novembro de 1991, marcou o fim de uma era e o in\u00edcio de um legado indiscut\u00edvel de transgress\u00e3o e provoca\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Se estivesse vivo, teria completado 79 anos no \u00faltimo cinco de setembro. Sua voz, ideias e momentos, por\u00e9m, ainda ecoam, t\u00e3o vibrantes e insubmissos quanto no auge; e sua presen\u00e7a segue moldando gera\u00e7\u00f5es de artistas e f\u00e3s \u2013 vide os virais do tiktok utilizando m\u00fasicas da banda reinterpretadas pela Gen Z.\u00a0<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/aventurasnahistoria.com.br\/noticias\/historia-hoje\/produtor-relembra-ultimos-dias-de-freddie-mercury-nao-queria-que-vissemos-morrer.phtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">++ Produtor relembra \u00faltimos dias de Freddie Mercury: \u2018N\u00e3o queria que v\u00edssemos morrer\u2019<\/a><\/p>\n<p> Farrokh Bulsara <\/p>\n<p>Nascido <strong>Farrokh Bulsara<\/strong>, em Zanzibar (atual Tanz\u00e2nia), e criado em uma col\u00f4nia brit\u00e2nica na \u00cdndia antes de se mudar para Londres, <strong>Mercury<\/strong> incorporava em si o esp\u00edrito do deslocamento \u2014 e fez disso sua maior for\u00e7a criativa. <\/p>\n<p>Em \u201cFreddie Mercury: A Life, In His Own Words\u201d (em Tradu\u00e7\u00e3o livre: \u201cFreddy Mercury:\u00a0 Uma vida, em suas pr\u00f3prias palavras), livro de 1992 organizado por <strong>Greg Brooks<\/strong> e <strong>Simon Lupton<\/strong>, o cantor revela sua ambi\u00e7\u00e3o de transformar o palco em algo maior: \u201cNasci para ser uma estrela e n\u00e3o vejo problema nenhum em admitir isso.\u201d Certeza esta que moldou uma das presen\u00e7as mais ic\u00f4nicas do showbizz.<\/p>\n<p>Com o Queen, <strong>Freddie<\/strong> redefiniu o papel do frontman. Ele n\u00e3o apenas cantava \u2014 encenava. Sua postura teatralizada e ir\u00f4nica, influenciada por <strong>Liza Minnelli<\/strong>, <strong>David Bowie<\/strong> e a \u00f3pera italiana, fez do rock, um espet\u00e1culo. <\/p>\n<p>Can\u00e7\u00f5es como \u201c<a href=\"https:\/\/aventurasnahistoria.com.br\/noticias\/historia-hoje\/bohemian-rhapsody-classico-hit-do-queen-quase-teve-outro-curioso-nome.phtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Bohemian Rhapsody<\/a>\u201d, \u201cSomebody to Love\u201d e \u201cWe Are the Champions\u201d mostraram uma versatilidade vocal quase sobre-humana e um dom\u00ednio de composi\u00e7\u00e3o que transitava entre o barroco e o pop, o punk e o cl\u00e1ssico. \u201cA m\u00fasica \u00e9 ilimitada\u201d, dizia ele, e o Queen seguiu essa filosofia ao romper todas as fronteiras poss\u00edveis \u2014 sonoras, est\u00e9ticas e culturais.<\/p>\n<p> Live Aid <\/p>\n<p>Um dos grandes feitos ao vivo de Freddie veio no Live Aid, em 1985, no est\u00e1dio de Wembley. Em apenas 20 minutos, ele transformou um show beneficente em um momento hist\u00f3rico. A plateia de 72 mil pessoas, regida por seus gestos precisos e carisma inigual\u00e1vel, respondeu a cada verso de \u201cRadio Ga Ga\u201d como um coral mundial. <\/p>\n<p>D\u00e9cadas depois, aquele momento seria reconstitu\u00eddo em \u201cBohemian Rhapsody\u201d (2018), cinebiografia vencedora do Oscar que apresentou a genialidade de <strong>Mercury<\/strong> a uma nova gera\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e0 toa, \u201cA Night At The Opera\u201d, disco de 1975 com hits como \u201cBohemian Rhapsody\u201d e \u201cLove of my Life\u201d ganhou relan\u00e7amento em vinil comemorativo 50 anos depois.\u00a0 <\/p>\n<blockquote>\n<p>Este foi um \u00e1lbum imensamente importante, abriu o mundo para n\u00f3s\u201d, disse guitarrista do Queen, Sir Brian May em recente entrevista.\u00a0\u00a0\u00a0<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A trajet\u00f3ria do Queen, e de <strong>Freddie<\/strong>, \u00e9 hoje maior do que qualquer homenagem. A banda, agora liderada por <strong>Brian May<\/strong> e <strong>Roger Taylor<\/strong>, ainda lota est\u00e1dios (com <strong>Adam Lambert<\/strong> nos vocais \u2014 um artista que reconhece, com humildade, que \u201cningu\u00e9m substitui Freddie, apenas o celebra\u201d). <\/p>\n<p>E talvez seja esse o verdadeiro milagre de <strong>Mercury<\/strong>: mais do que reinventar o rock, ele o humanizou. Transformou a vulnerabilidade em arte, o excesso em virtude, o palco em templo. Sua chama \u2014 exuberante, rebelde e imortal \u2014 continua queimando em cada nota que ousa ser diferente.<\/p>\n<p>*Por Ademir Correa<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Em novembro, o rock veste preto em tributo. 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