{"id":164339,"date":"2025-11-25T03:37:15","date_gmt":"2025-11-25T03:37:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/164339\/"},"modified":"2025-11-25T03:37:15","modified_gmt":"2025-11-25T03:37:15","slug":"objetos-interestelares-a-colidir-com-a-terra-estudo-revela-onde-e-quando-e-mais-provavel-o-impacto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/164339\/","title":{"rendered":"Objetos interestelares a colidir com a Terra? Estudo revela onde e quando \u00e9 mais prov\u00e1vel o impacto"},"content":{"rendered":"<p>Um estudo de especialistas da Universidade Estadual de Michigan, da Universidade de Belgrado e do Polit\u00e9cnico de Mil\u00e3o avaliou o risco de colis\u00f5es da Terra com objetos interestelares, como \u2018Oumuamua\u2019 e \u20183I\/ATLAS\u2019. Embora os cientistas alertem que a probabilidade de um impacto durante a vida de qualquer pessoa seja extremamente baixa, o trabalho permite identificar locais e per\u00edodos com maior vulnerabilidade no planeta.<\/p>\n<p>As recentes descobertas de cometas interestelares como 1I\/\u2019Oumuamua, 2I\/Borisov e 3I\/ATLAS levaram \u00e0 pergunta sobre o risco que representam para a Terra. Os astr\u00f3nomos lembraram que, apesar da maior velocidade relativa desses corpos, a frequ\u00eancia de impactos \u00e9 muito menor do que a de asteroides e cometas de origem solar. Ao longo da hist\u00f3ria do planeta, entre 1 e 10 objetos com cerca de 100 metros de di\u00e2metro podem ter atingido a Terra, estima o estudo, mas a maioria das crateras teria sido apagada por atividade tect\u00f3nica ou efeitos atmosf\u00e9ricos.<\/p>\n<p>A pesquisa indicou que crateras de impactos interestelares t\u00eam maior probabilidade de serem preservadas na Lua, embora a identifica\u00e7\u00e3o seja complexa devido \u00e0 sobreposi\u00e7\u00e3o com outras forma\u00e7\u00f5es. A trajet\u00f3ria desses objetos sugere que os mais prov\u00e1veis v\u00eam pr\u00f3ximos ao plano da gal\u00e1xia, onde se concentram a maioria das estrelas, e que a gravidade do Sol atua como um fator de foco, aumentando a probabilidade de colis\u00e3o perto do equador.<\/p>\n<p>Segundo os autores, os objetos interestelares que j\u00e1 foram observados atingiram velocidades m\u00e1ximas entre 44 km\/s e 88 km\/s, comparadas com os 11 km\/s a 73 km\/s de asteroides de \u00f3rbita solar. A velocidade mais prov\u00e1vel em caso de impacto com a Terra \u00e9 de 72 km\/s. O estudo indica tamb\u00e9m que o pico de frequ\u00eancia de impactos ocorre no inverno do Hemisf\u00e9rio Norte, enquanto os objetos mais r\u00e1pidos, capazes de causar explos\u00f5es mais intensas, s\u00e3o mais prov\u00e1veis na primavera.<\/p>\n<p>Apesar destes padr\u00f5es, os cientistas refor\u00e7am que a probabilidade de um impacto interestelar \u00e9 extremamente baixa e que a diferen\u00e7a entre o m\u00eas mais seguro e o mais arriscado \u00e9 m\u00ednima. As an\u00e1lises consideram principalmente objetos provenientes de an\u00e3s vermelhas, mas algumas conclus\u00f5es aplicam-se a visitantes origin\u00e1rios de sistemas estelares mais massivos.<\/p>\n<p>O estudo preliminar est\u00e1 dispon\u00edvel no arXiv e, segundo o IFLScience, representa um avan\u00e7o na compreens\u00e3o de como visitantes interestelares interagem com a Terra, ainda que n\u00e3o haja motivo para alarmes imediatos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Um estudo de especialistas da Universidade Estadual de Michigan, da Universidade de Belgrado e do Polit\u00e9cnico de Mil\u00e3o&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":98969,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[84],"tags":[109,107,108,32,33,105,103,104,106,110],"class_list":{"0":"post-164339","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-ciencia-e-tecnologia","8":"tag-ciencia","9":"tag-ciencia-e-tecnologia","10":"tag-cienciaetecnologia","11":"tag-portugal","12":"tag-pt","13":"tag-science","14":"tag-science-and-technology","15":"tag-scienceandtechnology","16":"tag-technology","17":"tag-tecnologia"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115608252769574671","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/164339","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=164339"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/164339\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/98969"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=164339"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=164339"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=164339"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}