{"id":164375,"date":"2025-11-25T05:11:43","date_gmt":"2025-11-25T05:11:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/164375\/"},"modified":"2025-11-25T05:11:43","modified_gmt":"2025-11-25T05:11:43","slug":"estudo-liga-impulsividade-a-genes-partilhados-por-dezenas-de-doencas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/164375\/","title":{"rendered":"Estudo liga impulsividade a genes partilhados por dezenas de doen\u00e7as"},"content":{"rendered":"<p>\n         Publicado a<br \/>\n            25\/11\/2025 &#8211; 6:00 GMT+1\n            <\/p>\n<p>O impulso por uma recompensa imediata est\u00e1 profundamente enraizado no nosso ADN e pode influenciar uma ampla gama de riscos para a sa\u00fade ao longo da vida, sugere um amplo estudo gen\u00e9tico.<\/p>\n<p>H\u00e1 muito que os cientistas sabem que tra\u00e7os ligados \u00e0 impulsividade podem ser transmitidos de pais para filhos e que est\u00e3o associados \u00e0 sa\u00fade mental e f\u00edsica. Mas as novas conclus\u00f5es lan\u00e7am luz sobre as vias biol\u00f3gicas que est\u00e3o na base desta liga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Tomar decis\u00f5es impulsivas \u00e9 algo que todos experimentamos, mas as suas ra\u00edzes biol\u00f3gicas t\u00eam sido surpreendentemente dif\u00edceis de identificar&#8221;, disse Sandra Sanchez-Roige, uma das autoras do estudo e professora associada de psiquiatria na Universidade da Calif\u00f3rnia em San Diego, nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>A equipa analisou dados de todo o genoma de quase 135 mil pessoas que utilizaram o 23andMe, o servi\u00e7o de testes de ADN em casa.<\/p>\n<p>Os investigadores identificaram 73 tra\u00e7os psiqui\u00e1tricos, cognitivos e de sa\u00fade f\u00edsica que parecem estar ligados a um mecanismo-chave da tomada de decis\u00f5es impulsivas: o desconto temporal, a tend\u00eancia para privilegiar recompensas menores e de curto prazo em detrimento de ganhos maiores no futuro.<\/p>\n<p>Esses 73 tra\u00e7os incluem os associados ao consumo de subst\u00e2ncias, depress\u00e3o, fun\u00e7\u00e3o executiva, dor cr\u00f3nica, sa\u00fade cardiovascular, obesidade, problemas do sistema imunit\u00e1rio e ins\u00f3nia, segundo o estudo, publicado na revista Molecular Psychiatry.<\/p>\n<p>An\u00e1lises adicionais indicam que estas liga\u00e7\u00f5es podem ser explicadas &#8220;por processos biol\u00f3gicos simultaneamente partilhados e espec\u00edficos de cada tra\u00e7o&#8221;, referem os autores. V\u00e1rios dos genes identificados interv\u00eam na sinaliza\u00e7\u00e3o da dopamina, na estrutura cerebral e em vias metab\u00f3licas ligadas ao crescimento e \u00e0s liga\u00e7\u00f5es neuronais, por exemplo.<\/p>\n<p>Para perceber as consequ\u00eancias reais na sa\u00fade, os investigadores criaram pontua\u00e7\u00f5es de risco gen\u00e9tico para o desconto temporal e analisaram os desfechos de sa\u00fade de mais de 66 mil pessoas. Segundo o estudo, essas pontua\u00e7\u00f5es associaram-se a 212 problemas m\u00e9dicos, incluindo diabetes tipo 2, dor cr\u00f3nica e doen\u00e7a card\u00edaca.<\/p>\n<p>As conclus\u00f5es indicam que &#8220;o desconto temporal \u00e9 pass\u00edvel de medi\u00e7\u00e3o, tem uma forte componente heredit\u00e1ria e \u00e9 relevante para muitos aspetos da sa\u00fade&#8221;, incluindo o desenvolvimento cerebral, a cogni\u00e7\u00e3o e o bem-estar f\u00edsico, disse Sanchez-Roige em comunicado.<\/p>\n<p>Os investigadores defendem que estudos futuros devem procurar perceber se os genes associados ao desconto temporal causam efetivamente outros problemas de sa\u00fade e testar se intervir em fatores ambientais ligados \u00e0 impulsividade, como o n\u00edvel de escolaridade, poder\u00e1 melhorar a sa\u00fade das pessoas.<\/p>\n<p>&#8220;Ao continuarmos a investigar este processo fundamental de tomada de decis\u00e3o, poderemos descobrir novas formas de prevenir ou tratar uma vasta gama de problemas de sa\u00fade&#8221;, afirmou Sanchez-Roige.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Publicado a 25\/11\/2025 &#8211; 6:00 GMT+1 O impulso por uma recompensa imediata est\u00e1 profundamente enraizado no nosso ADN&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":164376,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[2556,2217,116,6706,32,33,117],"class_list":{"0":"post-164375","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-dna","9":"tag-genetica","10":"tag-health","11":"tag-pesquisa-medica","12":"tag-portugal","13":"tag-pt","14":"tag-saude"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115608622417378839","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/164375","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=164375"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/164375\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/164376"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=164375"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=164375"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=164375"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}