{"id":164873,"date":"2025-11-25T16:04:19","date_gmt":"2025-11-25T16:04:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/164873\/"},"modified":"2025-11-25T16:04:19","modified_gmt":"2025-11-25T16:04:19","slug":"tecnologia-esquecida-alimentava-o-mundo-ha-2000-anos-o-misterio-da-bateria-desaparecida-de-bagdade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/164873\/","title":{"rendered":"Tecnologia esquecida alimentava o mundo h\u00e1 2000 anos? O mist\u00e9rio da bateria desaparecida de Bagdade"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-caption-text top\">Youtube<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-713265 size-kopa-image-size-3\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/85cc02382b9a38f24fecb9d6432431cb-783x450.jpg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"402\"  \/><\/p>\n<p><strong>Enigma em torno da suposta bateria babil\u00f3nica continua a intrigar arque\u00f3logos e curiosos. Especialmente depois de ter desaparecido misteriosamente, sem deixar rasto, e nunca mais ter sido vista\u2026<br \/><\/strong><\/p>\n<p>Descoberto em circunst\u00e2ncias (tamb\u00e9m) estranhas, no in\u00edcio do s\u00e9culo XX, um pequeno conjunto de artefactos constitu\u00eddo por um jarro de barro, um cilindro de cobre e uma vareta de ferro s\u00e3o as pe\u00e7as de um puzzle que at\u00e9 hoje ningu\u00e9m conseguiu montar.<\/p>\n<p>\u00c9 um dos enigmas mais debatidos da arqueologia do Pr\u00f3ximo Oriente. Conhecido como \u201cBateria de Bagdade\u201d, o objeto despertou todas as aten\u00e7\u00f5es desde que <strong>Wilhelm K\u00f6nig<\/strong>, artista e arque\u00f3logo alem\u00e3o que viria a dirigir o Museu Nacional do Iraque, sugeriu que poderia tratar-se de uma forma rudimentar de <strong>c\u00e9lula galv\u00e2nica, <\/strong>criada muitos s\u00e9culos antes de Alessandro Volta.<\/p>\n<p>A pe\u00e7a foi encontrada na \u00e1rea de Khujut Rabu, perto das ru\u00ednas da antiga cidade de Ctesifonte, capital sucessiva dos imp\u00e9rios Parta e Sass\u00e2nida. O jarro, com cerca de 14 cm quando recuperado, teria originalmente uma tampa selada com betume. No seu interior encontrava-se um cilindro de cobre, dentro do qual estava encaixada uma haste de ferro que, ao que tudo indica, atravessaria o topo do recipiente.<\/p>\n<p>A cronologia proposta por K\u00f6nig apontava para o<strong> per\u00edodo Parta (150 a.C.\u2013223 d.C.),<\/strong> mas estudos inclinaram-se mais tarde para uma data\u00e7\u00e3o sass\u00e2nida, <strong>entre 224 e 650 d.C.<\/strong> Seja qual for o per\u00edodo exato, a antiguidade do objeto \u00e9 incontest\u00e1vel e muito anterior \u00e0 primeira descri\u00e7\u00e3o formal de uma bateria, publicada por Volta em 1800.<\/p>\n<p>K\u00f6nig exp\u00f4s a sua tese em 1938, na revista alem\u00e3 Research and Progress, num artigo intitulado \u201cUm elemento galv\u00e2nico do per\u00edodo Parta?\u201d, segundo o <a href=\"https:\/\/www.discoveryuk.com\/mysteries\/the-mystery-of-the-baghdad-battery\/\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">Discovery<\/a>. Sem textos antigos que descrevessem algo semelhante, o arque\u00f3logo baseou-se na an\u00e1lise material: dois metais com potenciais eletroqu\u00edmicos distintos, cobre e ferro, e ind\u00edcios de que o jarro possa ter contido um l\u00edquido \u00e1cido, como vinagre ou vinho.<\/p>\n<p>Ensaios modernos mostraram que, com um eletr\u00f3lito adequado, <strong>o conjunto consegue gerar aproximadamente um volt.<\/strong> <strong>Em teoria, com v\u00e1rias unidades ligadas entre si, a voltagem poderia aumentar.<\/strong><\/p>\n<p>A partir daqui ergueu-se um edif\u00edcio de hip\u00f3teses. Para que poderia ter servido uma eventual bateria criada h\u00e1 quase dois mil anos? Uma das propostas recai sobre a <strong>medicina<\/strong>, inspirada em pr\u00e1ticas conhecidas da Antiguidade (os Gregos, por exemplo, usavam peixes el\u00e9ctricos para aliviar dores). Outra sugest\u00e3o \u00e9 a de <strong>efeitos especiais em templos<\/strong>, como est\u00e1tuas que produziriam pequenos choques para impressionar fi\u00e9is (a ideia foi testada num document\u00e1rio televisivo de 2005).<\/p>\n<p>A hip\u00f3tese defendida pelo pr\u00f3prio K\u00f6nig era a da eletrogalvaniza\u00e7\u00e3o: aplicar uma fina camada de metal sobre objetos, um m\u00e9todo mais simples e preciso do que as t\u00e9cnicas ent\u00e3o em uso. O problema \u00e9 que nenhuma destas interpreta\u00e7\u00f5es resiste \u00e0 an\u00e1lise cr\u00edtica.<\/p>\n<p>A intensidade gerada seria demasiado baixa para qualquer processo de douramento. N\u00e3o h\u00e1 vest\u00edgios de fios, nem evid\u00eancias de que civiliza\u00e7\u00f5es partas ou sass\u00e2nidas dominassem princ\u00edpios el\u00e9tricos. Al\u00e9m disso, o suposto eletr\u00f3lito teria de ser renovado com frequ\u00eancia, algo dif\u00edcil num recipiente selado com betume. E, sobretudo, falta qualquer refer\u00eancia escrita ou material que confirme o uso de dispositivos semelhantes \u2014 algo no m\u00ednimo estranho, caso se tratasse de uma tecnologia t\u00e3o inovadora.<\/p>\n<p>Uma resposta \u00e0 frente de todos?<\/p>\n<p>Perante estes obst\u00e1culos, uma explica\u00e7\u00e3o alternativa ganhou popularidade ao longo das \u00faltimas d\u00e9cadas: a de que o conjunto fosse um <strong>recipiente para guardar manuscritos<\/strong>. Jarros muito parecidos foram encontrados em escava\u00e7\u00f5es pr\u00f3ximas, usados para conservar pergaminhos enrolados em torno de varas ou cilindros. A pr\u00f3pria forma da pe\u00e7a, bem como o contexto arqueol\u00f3gico, parecem ajustar-se melhor a este cen\u00e1rio. Curiosamente, o pr\u00f3prio K\u00f6nig mencionou este tipo de recipientes no seu artigo, embora n\u00e3o tenha considerado que o exemplo que tinha nas m\u00e3os pudesse servir precisamente essa fun\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em 1996, o especialista Gerhard Eggert sintetizou esta vis\u00e3o na revista Skeptoid Magazine, defendendo que a explica\u00e7\u00e3o \u201critual ou funcional\u201d, ligada ao armazenamento de textos, \u00e9 muito mais plaus\u00edvel do que interpretar o objeto como uma fonte de energia. Segundo Eggert, a ideia de uma bateria antiga resulta mais de um impulso de \u201cmisticifica\u00e7\u00e3o cient\u00edfica\u201d do que de evid\u00eancias s\u00f3lidas, violando o princ\u00edpio da navalha de Occam \u2014 a exig\u00eancia de preferir hip\u00f3teses simples quando estas explicam adequadamente os factos.<\/p>\n<p>O debate ganhou uma dimens\u00e3o adicional com um novo mist\u00e9rio. Em 2003, durante o saque ao Museu Nacional do Iraque, em Bagdade, <strong>o artefacto desapareceu sem deixar rasto.<\/strong> Desde ent\u00e3o, n\u00e3o se sabe onde est\u00e1 nem em que estado se encontra, impossibilitando an\u00e1lises mais completas que permitiriam esclarecer definitivamente a sua natureza.<\/p>\n<p>    <a href=\"https:\/\/zap.aeiou.pt\/subscrever-newsletter\" data-wpel-link=\"internal\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">&#13;<br \/>\n        <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2d51fe4a0ba54894421ead1809309ed9-1-450x140.jpg\" alt=\"Subscreva a Newsletter ZAP\" width=\"450\" height=\"140\"\/>&#13;<br \/>\n    <\/a><\/p>\n<p>                <a href=\"https:\/\/whatsapp.com\/channel\/0029VaIC4EE2f3EJZPPSbR34\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">&#13;<br \/>\n                    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/c68c559d956d4ca20f435ed74a6e71e6.png\" alt=\"Siga-nos no WhatsApp\" width=\"175\" height=\"64\"\/>&#13;<br \/>\n                <\/a><\/p>\n<p>                <a href=\"https:\/\/news.google.com\/publications\/CAAiEHRwZondIV71PDjWNoqMduEqFAgKIhB0cGaJ3SFe9Tw41jaKjHbh?hl=en-US&amp;gl=US&amp;ceid=US%3Aen\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">&#13;<br \/>\n                    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/5123dd8b087b644fdb8f8603acd1bad4.png\" alt=\"Siga-nos no Google News\" width=\"176\" height=\"64\"\/>&#13;<br \/>\n                <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Youtube Enigma em torno da suposta bateria babil\u00f3nica continua a intrigar arque\u00f3logos e curiosos. Especialmente depois de ter&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":164874,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[3504,27,28,2270,15,16,14,22969,25,26,21,22,62,12,13,19,20,23,24,17,18,29,30,31,63,64,65],"class_list":{"0":"post-164873","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-mundo","8":"tag-arqueologia","9":"tag-breaking-news","10":"tag-breakingnews","11":"tag-energia","12":"tag-featured-news","13":"tag-featurednews","14":"tag-headlines","15":"tag-iraque","16":"tag-latest-news","17":"tag-latestnews","18":"tag-main-news","19":"tag-mainnews","20":"tag-mundo","21":"tag-news","22":"tag-noticias","23":"tag-noticias-principais","24":"tag-noticiasprincipais","25":"tag-principais-noticias","26":"tag-principaisnoticias","27":"tag-top-stories","28":"tag-topstories","29":"tag-ultimas","30":"tag-ultimas-noticias","31":"tag-ultimasnoticias","32":"tag-world","33":"tag-world-news","34":"tag-worldnews"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115611190341545741","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/164873","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=164873"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/164873\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/164874"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=164873"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=164873"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=164873"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}