{"id":164889,"date":"2025-11-25T16:28:11","date_gmt":"2025-11-25T16:28:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/164889\/"},"modified":"2025-11-25T16:28:11","modified_gmt":"2025-11-25T16:28:11","slug":"filipe-froes-no-aib-a-confianca-e-enorme-a-adesao-e-muito-grande","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/164889\/","title":{"rendered":"Filipe Froes no AiB: \u201cA confian\u00e7a \u00e9 enorme, a ades\u00e3o \u00e9 muito grande\u201d"},"content":{"rendered":"<p>No \u00e2mbito do Encontro do Adult Immunization Board (AiB), que decorre entre hoje e amanh\u00e3 em Lisboa, tendo como tema a \u201cImuniza\u00e7\u00e3o de adultos em Portugal: sucessos, li\u00e7\u00f5es aprendidas e o caminho a seguir, o pneumologista Filipe Froes, do Hospital Pulido Valente e consultor da Dire\u00e7\u00e3o-Geral da Sa\u00fade, analisa o caso portugu\u00eas. Destaca a confian\u00e7a da popula\u00e7\u00e3o e o Programa Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o, com 60 anos, como pilares \u00fanicos. Da pandemia, defende a manuten\u00e7\u00e3o da acessibilidade e a crucial convers\u00e3o de dados em conhecimento para superar barreiras e robustecer a vacina\u00e7\u00e3o de adultos<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-311260\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/1764060922_681_transp.png\" alt=\"\" width=\"1\" height=\"1\"\/><\/p>\n<p><strong>HealthNews (HN) \u2013 Na sua perspetiva, o que torna o caso de Portugal verdadeiramente \u00fanico ou um \u201ccase study\u201d interessante no contexto europeu da vacina\u00e7\u00e3o de adultos, para al\u00e9m das elevadas taxas de vacina\u00e7\u00e3o pedi\u00e1trica e contra a gripe?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Filipe Froes (FF) \u2013<\/strong>\u00a0Diria que h\u00e1 dois fatores decisivos para o sucesso da vacina\u00e7\u00e3o em Portugal: a confian\u00e7a e a hist\u00f3ria. A confian\u00e7a da popula\u00e7\u00e3o nas organiza\u00e7\u00f5es de sa\u00fade, nas sociedades cient\u00edficas e nos profissionais \u00e9 enorme, o que se traduz numa ades\u00e3o muito significativa \u00e0s medidas propostas. N\u00e3o devemos ignorar, ali\u00e1s, que temos um Programa Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o com quase 60 anos \u2013 foi criado a 4 de outubro de 1965. Cobre atualmente 12 doen\u00e7as para todas as crian\u00e7as e mais sete para crian\u00e7as inclu\u00eddas em grupos de risco. \u00c9 uma das hist\u00f3rias de maior sucesso na sa\u00fade em Portugal e, provavelmente, um dos investimentos mais rent\u00e1veis de sempre. Esta conjuga\u00e7\u00e3o de fatores faz de Portugal um exemplo a seguir, indiscutivelmente, no que toca \u00e0 confian\u00e7a e \u00e0 trajet\u00f3ria do programa. O que nos falta agora? Melhorar a vigil\u00e2ncia, a comunica\u00e7\u00e3o e, nalguns aspetos, a acessibilidade.<\/p>\n<p><strong>HN \u2013 Tendo em conta a sua vasta experi\u00eancia em doen\u00e7as infeciosas e em crises de sa\u00fade p\u00fablica, que li\u00e7\u00f5es da pandemia de COVID-19 podem e devem ser aplicadas de forma permanente para refor\u00e7ar os programas de vacina\u00e7\u00e3o de adultos em Portugal?<\/strong><\/p>\n<p><strong>FF \u2013<\/strong>\u00a0Olhe, destacaria tr\u00eas aspetos. Durante a pandemia, conseguimos garantir uma acessibilidade not\u00e1vel \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o, e isso \u00e9 determinante. Manter esse acesso facilitado, que reduz o esfor\u00e7o das pessoas, \u00e9 crucial. Depois, \u00e9 preciso realizar mais estudos sobre o impacto real das doen\u00e7as que podem ser prevenidas por vacina\u00e7\u00e3o em Portugal. S\u00f3 assim as pessoas conseguem perceber com clareza o risco que correm e os benef\u00edcios da vacina. Por fim, tudo isto depende de uma comunica\u00e7\u00e3o adequada, assente em dados robustos, exemplos concretos e informa\u00e7\u00e3o transparente sobre a carga da doen\u00e7a. S\u00f3 assim se mant\u00e9m o n\u00edvel de confian\u00e7a nas autoridades e nos profissionais de sa\u00fade.<\/p>\n<p><strong>HN \u2013 Que barreiras, muitas vezes n\u00e3o reconhecidas, persistem no sistema de sa\u00fade portugu\u00eas que impedem uma abordagem mais proativa e universal na vacina\u00e7\u00e3o de adultos, e como podemos combat\u00ea-las?<\/strong><\/p>\n<p><strong>FF \u2013<\/strong>\u00a0A barreira principal, a meu ver, est\u00e1 na dificuldade em transformar dados em informa\u00e7\u00e3o, e a informa\u00e7\u00e3o em conhecimento. Temos muitos dados, mas falta-nos capacidade \u2013 humana e t\u00e9cnica \u2013 para os processar e interpretar devidamente. Conhecer, neste contexto, significa conseguir caracterizar com rigor a carga da doen\u00e7a, perceber o risco real que as pessoas enfrentam e o que isso significa nas suas vidas. S\u00f3 com esse conhecimento se pode criar um termo de compara\u00e7\u00e3o claro entre o custo da doen\u00e7a e o benef\u00edcio da vacina\u00e7\u00e3o. Sem isso, continuaremos a avan\u00e7ar a meio g\u00e1s.<\/p>\n<p>Entrevista MMM\/HN<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Outros artigos com interesse:<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"No \u00e2mbito do Encontro do Adult Immunization Board (AiB), que decorre entre hoje e amanh\u00e3 em Lisboa, tendo&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":164890,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[116,32,33,117],"class_list":{"0":"post-164889","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-health","9":"tag-portugal","10":"tag-pt","11":"tag-saude"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115611284732181599","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/164889","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=164889"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/164889\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/164890"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=164889"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=164889"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=164889"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}