{"id":165021,"date":"2025-11-25T18:25:18","date_gmt":"2025-11-25T18:25:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/165021\/"},"modified":"2025-11-25T18:25:18","modified_gmt":"2025-11-25T18:25:18","slug":"ao-minuto-assembleia-da-republica-assinala-os-50-anos-do-25-de-novembro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/165021\/","title":{"rendered":"AO MINUTO || Assembleia da Rep\u00fablica assinala os 50 anos do 25 de Novembro"},"content":{"rendered":"<p>O confronto entre rosas brancas e cravos vermelhos voltou a marcar a sess\u00e3o solene que assinalou a opera\u00e7\u00e3o militar do 25 de Novembro de 1975, que contou tamb\u00e9m com a presen\u00e7a de v\u00e1rios candidatos presidenciais.<\/p>\n<p>Um ano depois da primeira sess\u00e3o solene que assinalou os 49 anos desde a opera\u00e7\u00e3o militar do 25 de Novembro, os deputados da Assembleia da Rep\u00fablica voltaram a reunir-se para assinalar o cinquenten\u00e1rio da data, desta vez com todos os preceitos da sess\u00e3o dedicada ao 25 de Abril de 1974.<\/p>\n<p>Na entrada principal, a Guarda de Honra, constitu\u00edda por um batalh\u00e3o com militares dos tr\u00eas ramos das For\u00e7as Armadas, aguardava a chegada das v\u00e1rias entidades, que foram entrando no Pal\u00e1cio de S\u00e3o Bento pela ordem protocolar.<\/p>\n<p>\u00c0 semelhan\u00e7a do ano passado, o general Ramalho Eanes, antigo Presidente da Rep\u00fablica e principal militar operacional do 25 de Novembro, acompanhado pela mulher, Manuela Eanes, voltou a marcar presen\u00e7a, tendo sido recebido com honras militares antes de se dirigir \u00e0 Sala de Visitas da Presid\u00eancia.<\/p>\n<p>Pelas 10:30, o primeiro-ministro, Lu\u00eds Montenegro, acompanhado pela mulher, fez o mesmo percurso, dirigindo-se at\u00e9 \u00e0 sala onde foi cumprimentado por v\u00e1rias entidades, nomeadamente l\u00edderes parlamentares de v\u00e1rios partidos e onde n\u00e3o estavam representantes do PCP (que n\u00e3o participou na sess\u00e3o) nem do BE.<\/p>\n<p>A quinze minutos da hora marcada para o in\u00edcio da cerim\u00f3nia, e depois de ter participado numa parada militar no Terreiro do Pa\u00e7o, o Presidente da Rep\u00fablica, Marcelo Rebelo de Sousa, chegou \u00e0 entrada principal da Assembleia da Rep\u00fablica onde escutou o hino nacional, antes de se juntar aos convidados para a sess\u00e3o solene.<\/p>\n<p>No interior do hemiciclo, os convidados iam ocupando os seus lugares: ao cimo, na galeria destinada a antigos Presidentes da Rep\u00fablica e ex-primeiros-ministros, al\u00e9m de Ramalho Eanes e Manuela Eanes esteve tamb\u00e9m o antigo chefe do executivo Pedro Santana Lopes &#8211; que ainda trocou umas palavras com a mulher de Lu\u00eds Montenegro, minutos antes do arranque da sess\u00e3o.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio do ano passado, Cavaco Silva n\u00e3o esteve presente.<\/p>\n<p>Mais abaixo, na meia-lua do hemiciclo, em frente \u00e0 bancada do Governo, sentaram-se os principais convidados institucionais, como os presidentes do Tribunal Constitucional e do Supremo Tribunal de Justi\u00e7a, o chefe do Estado-Maior-General das For\u00e7as Armadas ou o procurador-geral da Rep\u00fablica, al\u00e9m de dois candidatos \u00e0s elei\u00e7\u00f5es presidenciais: Lu\u00eds Marques Mendes, na qualidade de Conselheiro de Estado, e Andr\u00e9 Ventura, como l\u00edder do maior partido da oposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ventura escolheu estar sentado em frente ao executivo, e n\u00e3o na bancada do Chega, ao abrigo de uma prerrogativa protocolar dedicada aos l\u00edderes do maior partido da oposi\u00e7\u00e3o, que lhe permite ocupar aquele lugar, e que s\u00f3 costuma ser utilizada quando estes l\u00edderes n\u00e3o s\u00e3o deputados.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m Jo\u00e3o Cotrim de Figueiredo assistiu \u00e0 sess\u00e3o, sentado numa das galerias mais acima, assim como Jorge Pinto, na qualidade de deputado do Livre.<\/p>\n<p>A Sala das Sess\u00f5es foi novamente decorada com arranjos de rosas brancas, tal como no ano passado, mas desta vez em maior n\u00famero, ocupando toda a Mesa da Assembleia da Rep\u00fablica, al\u00e9m do p\u00falpito.<\/p>\n<p>N\u00e3o tardaram a surgir, de novo, os primeiros cravos vermelhos, s\u00edmbolo da revolu\u00e7\u00e3o de 25 de Abril de 1974: na lapela ou na m\u00e3o, v\u00e1rios deputados do PS levaram-nos at\u00e9 ao hemiciclo, incluindo o presidente do partido, Carlos C\u00e9sar, o secret\u00e1rio-geral, Jos\u00e9 Lu\u00eds Carneiro, e o l\u00edder parlamentar, Eurico Brilhante Dias.<\/p>\n<p>Nas bancadas \u00e0 esquerda \u2013 \u00e0 exce\u00e7\u00e3o da do PCP, que esteve vazia &#8211; foram surgindo mais cravos vermelhos, quer nos lugares do Livre ou na lapela da deputada \u00fanica do BE, Mariana Mort\u00e1gua.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o s\u00f3: tamb\u00e9m o presidente do Tribunal Constitucional, Jos\u00e9 Jo\u00e3o Abrantes, sentado na primeira fila dos convidados institucionais, surgiu de cravo vermelho ao peito.<\/p>\n<p>Os arranjos florais do p\u00falpito foram palco de um aut\u00eantico \u201cconfronto\u201d pol\u00edtico, seja com deputados \u00e0 esquerda, como Jorge Pinto e Mariana Mort\u00e1gua, ou In\u00eas Sousa Real, a colocar cravos vermelhos no arranjo de rosas brancas, ou com figuras \u00e0 direita, como Andr\u00e9 Ventura, a retir\u00e1-los de seguida.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m Paulo N\u00fancio, l\u00edder parlamentar do CDS-PP, fez quest\u00e3o de retirar uma rosa branca de um dos arranjos mais abaixo e lev\u00e1-la at\u00e9 \u00e0 tribuna, antes de come\u00e7ar a discursar.<\/p>\n<p>No final, o Hino Nacional, entoado pela banda na Guarda Nacional Republicana, encerrou a sess\u00e3o que assinalou uma das datas mais controversas da pol\u00edtica portuguesa.<\/p>\n<p>Os acontecimentos do 25 de Novembro de 1975, em que for\u00e7as militares antag\u00f3nicas se defrontaram no terreno e venceu a chamada ala moderada do Movimento das For\u00e7as Armadas (MFA), marcaram o fim do chamado Processo Revolucion\u00e1rio Em Curso.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O confronto entre rosas brancas e cravos vermelhos voltou a marcar a sess\u00e3o solene que assinalou a opera\u00e7\u00e3o&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":165022,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[23642,609,836,611,27,28,607,608,333,832,604,135,610,476,15,16,301,830,14,603,25,26,570,21,22,831,833,62,834,12,13,19,20,835,602,52,32,23,24,33,17,18,29,30,31],"class_list":{"0":"post-165021","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-portugal","8":"tag-25-de-novembro","9":"tag-alerta","10":"tag-analise","11":"tag-ao-minuto","12":"tag-breaking-news","13":"tag-breakingnews","14":"tag-cnn","15":"tag-cnn-portugal","16":"tag-comentadores","17":"tag-costa","18":"tag-crime","19":"tag-desporto","20":"tag-direto","21":"tag-economia","22":"tag-featured-news","23":"tag-featurednews","24":"tag-governo","25":"tag-guerra","26":"tag-headlines","27":"tag-justica","28":"tag-latest-news","29":"tag-latestnews","30":"tag-live","31":"tag-main-news","32":"tag-mainnews","33":"tag-mais-vistas","34":"tag-marcelo","35":"tag-mundo","36":"tag-negocios","37":"tag-news","38":"tag-noticias","39":"tag-noticias-principais","40":"tag-noticiasprincipais","41":"tag-opiniao","42":"tag-pais","43":"tag-politica","44":"tag-portugal","45":"tag-principais-noticias","46":"tag-principaisnoticias","47":"tag-pt","48":"tag-top-stories","49":"tag-topstories","50":"tag-ultimas","51":"tag-ultimas-noticias","52":"tag-ultimasnoticias"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":"Validation failed: Text character limit of 500 exceeded"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/165021","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=165021"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/165021\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/165022"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=165021"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=165021"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=165021"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}