{"id":165701,"date":"2025-11-26T11:33:12","date_gmt":"2025-11-26T11:33:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/165701\/"},"modified":"2025-11-26T11:33:12","modified_gmt":"2025-11-26T11:33:12","slug":"o-barometro-da-saude-feminina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/165701\/","title":{"rendered":"o bar\u00f3metro da sa\u00fade feminina"},"content":{"rendered":"<p>No segundo epis\u00f3dio do <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=Mlitrlfgdtg\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">videocast da Wells, <\/a>&#8220;N\u00e3o fica bem falar de&#8230;&#8221;, Patr\u00edcia Lemos, educadora menstrual e consultora de fertilidade, afirma que ainda h\u00e1 pouca informa\u00e7\u00e3o \u201cvaliosa\u201d nas escolas. \u201cCom 12 ou 13 anos, aprendemos nas aulas de ci\u00eancia sobre o ciclo menstrual associado \u00e0 reprodu\u00e7\u00e3o, o que faz sentido. Mas ningu\u00e9m explica porque \u00e9 que o corpo come\u00e7a a menstruar, nem o que isso significa do ponto de vista da sa\u00fade.\u201d<\/p>\n<p>Para a especialista, \u00e9 essencial distinguir a educa\u00e7\u00e3o sobre o ciclo reprodutivo da educa\u00e7\u00e3o do ciclo menstrual. \u201cQuando se educa para os processos naturais do corpo, as raparigas percebem o que est\u00e1 a acontecer. Deixam de ver a puberdade como algo estranho e passam a encar\u00e1-la com curiosidade e entusiasmo\u201d, explica.<\/p>\n<p>Patr\u00edcia Lemos sublinha que o ciclo menstrual \u00e9 um bar\u00f3metro da sa\u00fade feminina. \u201cDiz-nos muito sobre sono, alimenta\u00e7\u00e3o, n\u00edveis de stress e equil\u00edbrio hormonal. O problema \u00e9 que raramente o olhamos assim. O corpo \u00e9 uma m\u00e1quina extraordin\u00e1ria\u201d.<\/p>\n<p>Durante anos acreditou-se que as dores menstruais eram uma esp\u00e9cie de treino para o parto. Na verdade, resultam das contra\u00e7\u00f5es do \u00fatero para eliminar o endom\u00e9trio, um processo natural, que pode ser mais intenso nos primeiros anos de menstrua\u00e7\u00e3o. &#8220;O ciclo menstrual \u00e9 o corpo a falhar para perceber como fazer melhor&#8221;.<\/p>\n<p>O que \u00e9 um ciclo saud\u00e1vel?<\/p>\n<p>Uma menstrua\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel dura entre dois e sete dias, com sangramento fluido, vermelho vivo e sem co\u00e1gulos. Quando o sangue \u00e9 muito escuro, alaranjado ou rosado, pode indicar desequil\u00edbrios hormonais, infe\u00e7\u00f5es ou falta de nutrientes.<\/p>\n<p>\u201cPouco sangue pode estar ligado \u00e0 falta de ferro ou a problemas de vasculariza\u00e7\u00e3o\u201d, explica Patr\u00edcia. \u201c\u00c9 o corpo a contar-nos uma hist\u00f3ria sobre como as hormonas se comportaram nesse ciclo&#8221;. Contudo, nem todas as altera\u00e7\u00f5es s\u00e3o normais. Endometriose e s\u00edndrome dos ov\u00e1rios poliqu\u00edsticos s\u00e3o duas condi\u00e7\u00f5es frequentes, mas muitas vezes desvalorizadas.<\/p>\n<p>A endometriose ocorre quando c\u00e9lulas do endom\u00e9trio (camada interna que reveste as paredes do \u00fatero) crescem fora do \u00fatero, podendo atingir a bexiga, o intestino ou at\u00e9 o pulm\u00e3o. J\u00e1 os ov\u00e1rios poliqu\u00edsticos s\u00e3o uma disfun\u00e7\u00e3o metab\u00f3lica e hormonal, que pode estar relacionada com resist\u00eancia \u00e0 insulina e excesso de hormonas masculinas. Ambas requerem diagn\u00f3stico m\u00e9dico especializado.<\/p>\n<p>Sobre as aplica\u00e7\u00f5es de monitoriza\u00e7\u00e3o menstrual, Patr\u00edcia Lemos diz serem uma ajuda tremenda, desde que sirvam para observar o corpo, n\u00e3o control\u00e1-lo. Registar a temperatura basal (temperatura mais baixo que o corpo alcan\u00e7a em repouso), a textura do muco cervical e o padr\u00e3o das secre\u00e7\u00f5es vaginais permite perceber em que fase do ciclo se est\u00e1 e identificar altera\u00e7\u00f5es. A educadora menstrual explica tamb\u00e9m que o h\u00e1bito de chamar &#8220;corrimento&#8221; \u00e9 errado.<\/p>\n<p>Tens\u00e3o Pr\u00e9-Menstrual (TPM) e o impacto emocional<\/p>\n<p>Na fase p\u00f3s-ovulat\u00f3ria, a progesterona aumenta e o corpo pede pausa. \u201c\u00c9 natural sentir mais necessidade de descanso, mas a vida continua e surge irrita\u00e7\u00e3o. A alimenta\u00e7\u00e3o e o sono s\u00e3o fundamentais para suavizar estes sintomas\u201d, explica.<\/p>\n<p>A tens\u00e3o pr\u00e9-menstrual (TPM) pode incluir incha\u00e7o, altera\u00e7\u00f5es de humor, fome emocional ou cansa\u00e7o. Nos casos mais severos, pode tratar-se de perturba\u00e7\u00e3o disf\u00f3rica pr\u00e9-menstrual, uma condi\u00e7\u00e3o de sa\u00fade mental que exige acompanhamento especializado entre psiquiatria e terapia cognitivo-comportamental.<\/p>\n<p>Para a educadora, o ciclo menstrual deve ser encarado como um aliado, n\u00e3o um inc\u00f3modo. \u201cDurante cerca de 40 anos de vida, o ciclo \u00e9 a tua b\u00fassola&#8221;. A especialista acrescenta que tamb\u00e9m indica quando est\u00e1s mais energ\u00e9tica, criativa, intuitiva ou introspectiva.<\/p>\n<p>__<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"No segundo epis\u00f3dio do videocast da Wells, &#8220;N\u00e3o fica bem falar de&#8230;&#8221;, Patr\u00edcia Lemos, educadora menstrual e consultora&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":165702,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[84],"tags":[109,107,108,32,33,105,103,104,106,110],"class_list":{"0":"post-165701","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-ciencia-e-tecnologia","8":"tag-ciencia","9":"tag-ciencia-e-tecnologia","10":"tag-cienciaetecnologia","11":"tag-portugal","12":"tag-pt","13":"tag-science","14":"tag-science-and-technology","15":"tag-scienceandtechnology","16":"tag-technology","17":"tag-tecnologia"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115615786837237731","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/165701","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=165701"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/165701\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/165702"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=165701"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=165701"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=165701"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}