{"id":165829,"date":"2025-11-26T13:19:09","date_gmt":"2025-11-26T13:19:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/165829\/"},"modified":"2025-11-26T13:19:09","modified_gmt":"2025-11-26T13:19:09","slug":"como-surgiu-o-beijo-na-boca-a-resposta-pode-ter-21-milhoes-de-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/165829\/","title":{"rendered":"Como surgiu o beijo na boca? A resposta pode ter 21 milh\u00f5es de anos"},"content":{"rendered":"\n<p>Que atire a primeira pedra quem nunca se questionou, quando crian\u00e7a, sobre a utilidade do beijo na boca. A troca de saliva costuma ser considerada um tanto nojenta pelas crian\u00e7as, at\u00e9 virar uma obsess\u00e3o na adolesc\u00eancia e uma parte da vida dos adultos.<\/p>\n<p>Sua origem, entretanto, \u00e9 misteriosa: ser\u00e1 um ato meramente cultural? Ou pode ser algo inato, entranhado em nossa gen\u00e9tica?<\/p>\n<p>A verdade \u00e9 que nem todas as culturas contempor\u00e2neas t\u00eam beijos: uma <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1111\/aman.12286\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">pesquisa<\/a> analisou beijos (nesse caso, definido como o contato deliberado e prolongado com os l\u00e1bios) em 168 culturas ao redor do mundo. Os resultados apontam que o h\u00e1bito foi observado em 70% das culturas da Europa, 54% da Am\u00e9rica do Norte, 12% da Am\u00e9rica do Sul (lembre-se que boa parte das culturas americanas s\u00e3o ind\u00edgenas) e 100% das culturas do Oriente M\u00e9dio.\u00a0<\/p>\n<p>Dentre elas, apenas 46% dessas culturas usam o gesto como sinal de afeto rom\u00e2ntico. Agora, um novo estudo aponta que o selinho pode ser uma pr\u00e1tica comum dos primatas, remontando h\u00e1 21 milh\u00f5es de anos, muito antes dos humanos modernos, que evolu\u00edram h\u00e1 cerca de 200 mil a 300 mil anos.<\/p>\n<p>Em um artigo publicado na revista Evolution and Human Behavior, pesquisadores apontam que humanos n\u00e3o s\u00e3o os \u00fanicos primatas que gostam de se beijar \u2013 v\u00e1rios macacos, incluindo gorilas, chimpanz\u00e9s e macacos-rhesus tamb\u00e9m se beijam. Os autores especulam que o beijo pode ter sido um comportamento herdado.<\/p>\n<p>    Continua ap\u00f3s a publicidade<\/p>\n<p>Compartilhe essa mat\u00e9ria via:<\/p>\n<p>\u201cSeria muito improv\u00e1vel que o beijo tenha evolu\u00eddo independentemente em todas essas esp\u00e9cies de macacos com as quais temos parentesco pr\u00f3ximo\u201d, disse Matilda Brindle, bi\u00f3loga evolucionista e coautora do estudo, em entrevista ao <a href=\"https:\/\/www.washingtonpost.com\/science\/2025\/11\/19\/kissing-study-primates-evolution-neanderthals\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Washington Post<\/a>. \u201cFaz muito mais sentido que seja uma caracter\u00edstica ancestral dentro da nossa \u00e1rvore geneal\u00f3gica dos primatas.\u201d<\/p>\n<p> O c\u00e1lculo da equipe come\u00e7ou com uma investiga\u00e7\u00e3o em pesquisas cient\u00edficas e na internet para encontrar registros de beijos em primatas modernos. Com essas informa\u00e7\u00f5es, a equipe mapeou uma \u00e1rvore geneal\u00f3gica de primatas e executou simula\u00e7\u00f5es computacionais de v\u00e1rios cen\u00e1rios de evolu\u00e7\u00e3o para estimar a probabilidade de diferentes ancestrais se beijarem.<\/p>\n<p>    Continua ap\u00f3s a publicidade<\/p>\n<p>Os resultados sugeriram que o beijo evoluiu em um ancestral comum que viveu h\u00e1 cerca de 21,5 a 16,9 milh\u00f5es de anos. Isso significa que todos os primatas que descendem e descenderam desse ancestral apresentam esse comportamento \u2013 e isso inclui todas as esp\u00e9cies mencionadas anteriormente.<\/p>\n<p>Em associa\u00e7\u00e3o com estudos anteriores que j\u00e1 apontavam que humanos e neandertais compartilhavam a microbiota bucal (por meio da troca de saliva) e material gen\u00e9tico (pelo cruzamento entre as esp\u00e9cies), os autores apontam, no <a href=\"https:\/\/www.ox.ac.uk\/news\/2025-11-19-ape-ancestors-and-neanderthals-likely-kissed-new-analysis-finds\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">comunicado<\/a>, que o achado \u201csugere fortemente que humanos e neandertais se beijavam\u201d.<\/p>\n<p>Uma pergunta ainda fica sem resposta: por que nos beijamos? Pode ser que o beijo er\u00f3tico aumente o sucesso reprodutivo, excitando sexualmente os animais ou permitindo que eles avaliem a qualidade de parceiros em potencial. H\u00e1 quem defenda ainda que o beijo tenha evolu\u00eddo dos gestos de limpeza e afeto dos primatas, como uma forma de fortalecer la\u00e7os sociais. Voc\u00ea pode ler em detalhes sobre essa teoria <a href=\"https:\/\/super.abril.com.br\/historia\/a-mais-nova-hipotese-para-a-origem-do-beijo-e-um-bocado-nojenta\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">aqui<\/a>.\u00a0<\/p>\n<p>    Continua ap\u00f3s a publicidade<\/p>\n<p>\u201cEsta \u00e9 a primeira vez que algu\u00e9m adota uma perspectiva evolutiva ampla para examinar o beijo\u201d, disse Brindle, no comunicado. \u201cAo integrar a biologia evolutiva com dados comportamentais, conseguimos fazer infer\u00eancias fundamentadas sobre caracter\u00edsticas que n\u00e3o fossilizam \u2013 como o beijo\u201d, disse Stuart West, que tamb\u00e9m \u00e9 coautor do estudo.<\/p>\n<p>AS MAIS LIDAS DA SEMANA<\/p>\n<p>\n                            Toda sexta, uma sele\u00e7\u00e3o das reportagens que mais bombaram no site da Super ao longo da semana.<br \/>\n                                <strong><br \/>\n                                    Inscreva-se aqui<br \/>\n                                <\/strong><\/p>\n<p>                            Cadastro efetuado com sucesso!<\/p>\n<p>Voc\u00ea receber\u00e1 nossas newsletters pela manh\u00e3 de segunda a sexta-feira.<\/p>\n<p>    Continua ap\u00f3s a publicidade<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Que atire a primeira pedra quem nunca se questionou, quando crian\u00e7a, sobre a utilidade do beijo na boca.&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":165830,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[84],"tags":[109,107,108,32,33,105,103,104,106,110],"class_list":{"0":"post-165829","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-ciencia-e-tecnologia","8":"tag-ciencia","9":"tag-ciencia-e-tecnologia","10":"tag-cienciaetecnologia","11":"tag-portugal","12":"tag-pt","13":"tag-science","14":"tag-science-and-technology","15":"tag-scienceandtechnology","16":"tag-technology","17":"tag-tecnologia"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115616203740533424","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/165829","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=165829"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/165829\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/165830"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=165829"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=165829"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=165829"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}