{"id":166927,"date":"2025-11-27T11:31:15","date_gmt":"2025-11-27T11:31:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/166927\/"},"modified":"2025-11-27T11:31:15","modified_gmt":"2025-11-27T11:31:15","slug":"amnistia-internacional-denuncia-violacao-dos-direitos-laborais-na-industria-textil-asiatica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/166927\/","title":{"rendered":"Amnistia Internacional denuncia viola\u00e7\u00e3o dos direitos laborais na ind\u00fastria t\u00eaxtil asi\u00e1tica"},"content":{"rendered":"<p><strong>Governos, f\u00e1bricas e marcas globais do setor da moda est\u00e3o a lucrar com a viola\u00e7\u00e3o dos direitos laborais dos trabalhadores no Bangladesh, \u00cdndia, Paquist\u00e3o e Sri Lanka, concluiu a <\/strong><a href=\"https:\/\/www.amnistia.pt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\"><strong>Amnistia Internacional<\/strong><\/a><strong>, em dois relat\u00f3rios esta quarta-feira divulgados.<\/strong><\/p>\n<blockquote><p> &#8220;Governos, f\u00e1bricas e marcas globais de moda est\u00e3o a lucrar com a repress\u00e3o cont\u00ednua dos trabalhadores do setor t\u00eaxtil e com a viola\u00e7\u00e3o dos seus direitos laborais no Bangladesh, \u00cdndia, Paquist\u00e3o e Sri Lanka&#8221;, indicou, em comunicado. <\/p><\/blockquote>\n<p>De acordo com a secret\u00e1ria-geral da Amnistia Internacional, Agn\u00e8s Callamard, aos trabalhadores do setor t\u00eaxtil destes pa\u00edses <strong>n\u00e3o est\u00e1 a ser assegurado o direito de se sindicalizarem e de negociarem coletivamente.<\/strong><\/p>\n<p>Por outro lado, <strong>esta ind\u00fastria prosperou com a explora\u00e7\u00e3o de trabalhadores<\/strong>, sobretudo mulheres, mal remunerados e sobrecarregados.<\/p>\n<p>Os trabalhadores, impedidos de aderir a um sindicato, relataram amea\u00e7as por parte dos empregadores, que inclu\u00edam despedimento.<\/p>\n<p>A Amnistia disse que as autoridades dos quatro pa\u00edses colocam barreiras \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o sindical e<strong> substituem sindicatos independentes por \u00f3rg\u00e3os pr\u00f3-gest\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p>Por exemplo, no Bangladesh <strong>os trabalhadores s\u00e3o encorajados a formar as chamadas associa\u00e7\u00f5es ou comit\u00e9s de bem-estar<\/strong>, como capacidade limitada, e as autoridades reprimem violentamente protestos do setor do vestu\u00e1rio.<\/p>\n<p>J\u00e1 na \u00edndia, <strong>muitos trabalhadores n\u00e3o t\u00eam direito a pens\u00f5es ou outros benef\u00edcios sociais<\/strong>, enquanto no Paquist\u00e3o verifica-se a aus\u00eancia de contratos escritos adequados para o setor t\u00eaxtil.<\/p>\n<blockquote><p> &#8220;As empresas de moda contribuem para a vulnerabilidade dos trabalhadores, pois n\u00e3o cumprem as suas responsabilidades em mat\u00e9ria de direitos humanos [&#8230;]. A falta de legisla\u00e7\u00e3o em muitos pa\u00edses significa que as marcas n\u00e3o s\u00e3o responsabilizadas pelas suas cadeias de abastecimento, permitindo uma ind\u00fastria exploradora&#8221;, apontou. <\/p><\/blockquote>\n<p>A Amnistia Internacional precisou ainda que no sul da \u00c1sia a <strong>maioria da for\u00e7a do trabalho deste setor \u00e9 composta por mulheres,<\/strong> muitas delas migrantes rurais.<\/p>\n<p>Contudo,<strong> est\u00e3o sub-representadas na gest\u00e3o das f\u00e1bricas<\/strong> e s\u00e3o alvo de discrimina\u00e7\u00e3o de classe, \u00e9tnica e religiosa.<\/p>\n<p>A Amnistia Internacional <strong>recolheu relatos de mulheres assediadas, agredidas e abusadas f\u00edsica e sexualmente <\/strong>no local de trabalho.<\/p>\n<p>A organiza\u00e7\u00e3o apelou aos Estados para que garantam o <strong>direito \u00e0 liberdade de associa\u00e7\u00e3o e investiguem todas as viola\u00e7\u00f5es \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o laboral.<\/strong><\/p>\n<p>Por sua vez, as empresas devem adotar medidas urgentes para proteger os direitos dos trabalhadores e apoiar o empoderamento das mulheres.<\/p>\n<blockquote><p> &#8220;O sucesso econ\u00f3mico da ind\u00fastria do vestu\u00e1rio deve andar de m\u00e3os dadas com a concretiza\u00e7\u00e3o dos direitos dos trabalhadores. A liberdade de associa\u00e7\u00e3o \u00e9 fundamental para combater a viola\u00e7\u00e3o dos direitos dos trabalhadores. Deve ser protegida, promovida e defendida&#8221;, vincou Agn\u00e8s Callamard. <\/p><\/blockquote>\n<p>Os relat\u00f3rios &#8220;Stitched Up: Denial of Freedom of Association for Garmet Workers in Bangladesh, India, Pakistan and Sri Lanka&#8221; e &#8220;Abandoned by Fashion: The urgent champion worker rights&#8221; tiveram por base investiga\u00e7\u00f5es realizadas entre setembro de 2023 e agosto de 2024, nas quais foram realizadas 88 entrevistas, que abrangem 20 f\u00e1bricas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Governos, f\u00e1bricas e marcas globais do setor da moda est\u00e3o a lucrar com a viola\u00e7\u00e3o dos direitos laborais&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":166928,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[27,28,15,16,14,25,26,21,22,62,12,13,19,20,23,24,17,18,29,30,31,63,64,65],"class_list":{"0":"post-166927","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-mundo","8":"tag-breaking-news","9":"tag-breakingnews","10":"tag-featured-news","11":"tag-featurednews","12":"tag-headlines","13":"tag-latest-news","14":"tag-latestnews","15":"tag-main-news","16":"tag-mainnews","17":"tag-mundo","18":"tag-news","19":"tag-noticias","20":"tag-noticias-principais","21":"tag-noticiasprincipais","22":"tag-principais-noticias","23":"tag-principaisnoticias","24":"tag-top-stories","25":"tag-topstories","26":"tag-ultimas","27":"tag-ultimas-noticias","28":"tag-ultimasnoticias","29":"tag-world","30":"tag-world-news","31":"tag-worldnews"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115621441358256019","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/166927","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=166927"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/166927\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/166928"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=166927"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=166927"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=166927"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}