{"id":167005,"date":"2025-11-27T12:44:16","date_gmt":"2025-11-27T12:44:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/167005\/"},"modified":"2025-11-27T12:44:16","modified_gmt":"2025-11-27T12:44:16","slug":"esta-prisao-de-1863-foi-transformada-num-hotel-os-quartos-tem-fotografias-dos-reclusos-nit","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/167005\/","title":{"rendered":"Esta pris\u00e3o de 1863 foi transformada num hotel. Os quartos t\u00eam fotografias dos reclusos \u2014 NiT"},"content":{"rendered":"<p>Corria o ano de 2007 quando Cees e Rob Polman, pai e filho, visitaram a pris\u00e3o de Roermond, nos Pa\u00edses Baixos. Nesta altura, o estabelecimento prisional estava a funcionar temporariamente como abrigo aos \u201cmulas do narcotr\u00e1fico\u201d, ou seja, correios de droga intercetados no aeroporto de Schiphol pela pol\u00edcia militar.<\/p>\n<p>Assim que chegavam, os contrabandistas eram colocados em regime de solit\u00e1ria na primeira noite e entre as 108 celas que ali existiam, apenas uma tinha casa de banho. Nas restantes, era oferecido um balde aos reclusos para se aliviarem.<\/p>\n<p>\u201cAssim que a pesada porta se fechou atr\u00e1s de n\u00f3s, percebemos que n\u00e3o havia volta a dar. Todo o edif\u00edcio emanava uma atmosfera que deixava claro: entrar era f\u00e1cil, mas sair era muito mais dif\u00edcil\u201d, recordou Rob Polman, atual propriet\u00e1rio do edif\u00edcio.<\/p>\n<p>Cees e Rob j\u00e1 tinham neg\u00f3cios na regi\u00e3o, sobretudo ligados \u00e0 hotelaria, e eram propriet\u00e1rios do Theater Hotel De Oranjerie, um hotel de luxo constru\u00eddo no edif\u00edcio da antiga central telef\u00f3nica da cidade. Quando surgiu a oportunidade de comprarem a pris\u00e3o para a transformarem noutro projeto, n\u00e3o hesitaram.<\/p>\n<p>O estabelecimento prisional fechou portas em 2007 e foi oficialmente vendido aos empres\u00e1rios em 2009. Quase uma d\u00e9cada depois, em 2019, abriu oficialmente como Het Arresthuis, um hotel de cinco estrelas considerado um dos mais originais do mundo.\u00a0<\/p>\n<p>A unidade hoteleira conta atualmente com 40 unidades de alojamento, dos quais 36 s\u00e3o quartos e sete s\u00e3o suites. Parte da estrutura do antigo estabelecimento prisional, que esteve em funcionamento durante cerca de 150 anos, foi mantida e \u00e9 hoje o \u201cpostal\u201d do hotel.\u00a0<\/p>\n<p><strong>Al\u00e9m disso, todos os quartos contam com fotografias de prisioneiros de v\u00e1rios estabelecimentos prisionais espalhados pelo globo, sobretudo aqueles que est\u00e3o no corredor da morte.\u00a0<\/strong>Em muitas, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel saber a identidade dos homens retratados.\u00a0<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-1542359\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/6036b0aa702dfa55a26c1dbc7abd97a4.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"533\"  \/>Um recluso da Penitenci\u00e1ria Estadual da Louisiana, nos EUA.<\/p>\n<p>No ano em que comprou o edif\u00edcio, a fam\u00edlia Polman realizou uma festa com mais de 300 convidados. O objetivo era apenas um: \u201climpar as energias negativas\u201d. No dia seguinte, arrancaram com as obras de reabilita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A pris\u00e3o data de 1863 e foi projetada pelo arquiteto estatal Allard Cornelis Pierson. <strong>A reabilita\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi f\u00e1cil e o principal desafio foi transformar as mais de 100 celas min\u00fasculas em quartos luxuosos e espa\u00e7osos.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cNo passado, por vezes, dois prisioneiros eram alojados numa cela de oito metros quadrados, algo a que obviamente n\u00e3o quer\u00edamos submeter os nossos h\u00f3spedes\u201d, partilhou Rob. \u201cAli\u00e1s, em 2025, pouco mudou na nova pris\u00e3o de Roermond; a maior diferen\u00e7a est\u00e1 nas janelas, que felizmente s\u00e3o tr\u00eas vezes maiores do que as da antiga pris\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>Para construir um quarto, tiveram de juntar pelo menos tr\u00eas celas. Depois, foram tamb\u00e9m criadas escadas adicionais. \u201cAs estruturas de treli\u00e7a, as escadas de ferro fundido, os passadi\u00e7os e, claro, as antigas portas das celas foram todas preservadas. O que n\u00e3o conseguimos preservar foram os textos originais que os prisioneiros deixaram nas paredes\u201d, sublinhou.<\/p>\n<p>Ainda assim, os desenhos e textos foram fotografados e est\u00e3o atualmente expostos em v\u00e1rias salas e objetos da unidade, incluindo nos sacos de p\u00e3o do restaurante da unidade de fine dining, o Damianz.<\/p>\n<p>Uma das suites foi constru\u00edda no antigo gabinete do diretor da pris\u00e3o e para a celebrar, os propriet\u00e1rios convidaram o \u00faltimo diretor da antiga pris\u00e3o como primeiro h\u00f3spede. Em 2011, o hotel abriu oficialmente (mas como um quatro estrelas) e recebeu antigos reclusos, que chegaram a recordar, no livro de h\u00f3spedes, como eram as condi\u00e7\u00f5es quando estiveram presos no edif\u00edcio.<\/p>\n<p>Em 2018, o hotel celebrou uma esp\u00e9cie de \u201crenascimento\u201d. Foi neste ano que, ap\u00f3s uma s\u00e9rie de remodela\u00e7\u00f5es para melhorar o servi\u00e7o, passou a ser considerado um cinco estrelas. Hoje, as tarifas no Het Arresthuis come\u00e7am nos 150\u20ac por noite e as reservas podem ser feitas <a href=\"https:\/\/www.hetarresthuis.nl\/?utm_source=google&amp;utm_medium=organic&amp;utm_campaign=gmb_arresthuis&amp;utm_content=link_in_bio&amp;fbclid=PAZXh0bgNhZW0CMTEAc3J0YwZhcHBfaWQMMjU2MjgxMDQwNTU4AAGnxplsU_ViTCcJr8I4auh4NzCM01MrA4eBNk641Yv0dOyeU5JhhKThXunkzVc_aem_3FIdZRJhIz-acIJsfJpQ4g\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">online<\/a>.<\/p>\n<p>Como l\u00e1 chegar<\/p>\n<p>O aeroporto mais pr\u00f3ximo \u00e9 o de Eindhoven. A partir de Lisboa, encontra voos de ida e volta desde os<a href=\"https:\/\/www.google.com\/travel\/flights\/search?tfs=CBwQAhooEgoyMDI1LTEyLTI0agwIAhIIL20vMDRsbGJyDAgDEggvbS8wMmt4MxooEgoyMDI1LTEyLTMxagwIAxIIL20vMDJreDNyDAgCEggvbS8wNGxsYkABSAFwAYIBCwj___________8BmAEB&amp;hl=en&amp;gl=PT\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\"> 80\u20ac<\/a>. Se partir do Porto, o valor sobe para <a href=\"https:\/\/www.google.com\/travel\/flights\/search?tfs=CBwQAhooEgoyMDI1LTEyLTI0agwIAxIIL20vMHBtbjdyDAgDEggvbS8wMmt4MxooEgoyMDI1LTEyLTMxagwIAxIIL20vMDJreDNyDAgDEggvbS8wcG1uN0ABSAFwAYIBCwj___________8BmAEB&amp;hl=en&amp;gl=PT\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">114\u20ac.<\/a> Quando l\u00e1 chegar, a forma mais r\u00e1pida de chegar ao Het Arresthuis \u00e9 apanhar o comboio 3955, em dire\u00e7\u00e3o a Heerlen. A viagem demora cerca de 30 minutos e ronda os 12\u20ac.\u00a0<\/p>\n<p>Carregue na galeria para ver fotografias da pris\u00e3o que foi convertida num hotel cinco estrelas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Corria o ano de 2007 quando Cees e Rob Polman, pai e filho, visitaram a pris\u00e3o de Roermond,&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":167006,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[27,28,15,16,14,25,26,21,22,12,13,19,20,32,23,24,33,17,18,29,30,31],"class_list":{"0":"post-167005","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-portugal","8":"tag-breaking-news","9":"tag-breakingnews","10":"tag-featured-news","11":"tag-featurednews","12":"tag-headlines","13":"tag-latest-news","14":"tag-latestnews","15":"tag-main-news","16":"tag-mainnews","17":"tag-news","18":"tag-noticias","19":"tag-noticias-principais","20":"tag-noticiasprincipais","21":"tag-portugal","22":"tag-principais-noticias","23":"tag-principaisnoticias","24":"tag-pt","25":"tag-top-stories","26":"tag-topstories","27":"tag-ultimas","28":"tag-ultimas-noticias","29":"tag-ultimasnoticias"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115621728564465247","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/167005","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=167005"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/167005\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/167006"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=167005"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=167005"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=167005"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}