{"id":167096,"date":"2025-11-27T14:06:14","date_gmt":"2025-11-27T14:06:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/167096\/"},"modified":"2025-11-27T14:06:14","modified_gmt":"2025-11-27T14:06:14","slug":"estudo-com-300-galaxias-indica-enfraquecimento-da-energia-escura-no-cosmos-atual-mix-vale","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/167096\/","title":{"rendered":"Estudo com 300 gal\u00e1xias indica enfraquecimento da energia escura no cosmos atual \u2013 Mix Vale"},"content":{"rendered":"<p>Astr\u00f4nomos da Universidade Yonsei, na Coreia do Sul, publicaram dados que indicam uma poss\u00edvel desacelera\u00e7\u00e3o na expans\u00e3o do universo. O estudo, divulgado em 6 de novembro de 2025 na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, analisou supernovas do tipo Ia em 300 gal\u00e1xias distantes. Essa observa\u00e7\u00e3o ocorre em um momento em que projetos como o DESI sugerem varia\u00e7\u00f5es na energia escura, a for\u00e7a respons\u00e1vel pela acelera\u00e7\u00e3o c\u00f3smica detectada desde 1998.<\/p>\n<p>A pesquisa, liderada pelo professor Young-Wook Lee, aponta que o brilho dessas supernovas varia conforme a idade das estrelas progenitoras. Supernovas de estrelas mais jovens aparecem mais fracas, o que pode ter levado a interpreta\u00e7\u00f5es erradas sobre a velocidade de afastamento das gal\u00e1xias. Com confian\u00e7a estat\u00edstica de 99,99%, os resultados desafiam o modelo padr\u00e3o da cosmologia, que assume expans\u00e3o acelerada constante.<\/p>\n<p>O universo, com 13,8 bilh\u00f5es de anos, expandiu-se inicialmente devagar e acelerou h\u00e1 cerca de 6 bilh\u00f5es de anos, segundo observa\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas. No entanto, evid\u00eancias recentes do cons\u00f3rcio DESI, baseado no deserto do Arizona, indicam que a energia escura pode enfraquecer com o tempo. Essa hip\u00f3tese, se confirmada, alteraria previs\u00f5es sobre o destino c\u00f3smico, possivelmente levando a uma contra\u00e7\u00e3o futura em vez de dilui\u00e7\u00e3o eterna.<\/p>\n<ul>\n<li>O estudo usou espectros de supernovas para medir idades estelares com precis\u00e3o.<\/li>\n<li>Equipes independentes nos EUA e na China validaram a correla\u00e7\u00e3o entre idade e brilho.<\/li>\n<li>Observa\u00e7\u00f5es do telesc\u00f3pio Hubble corroboram varia\u00e7\u00f5es em gal\u00e1xias remotas.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Varia\u00e7\u00f5es no brilho das supernovas<\/p>\n<p>Astr\u00f4nomos observaram que supernovas tipo Ia, usadas como velas padr\u00e3o c\u00f3smicas, n\u00e3o mant\u00eam brilho uniforme. Estrelas progenitoras mais velhas geram explos\u00f5es mais luminosas, enquanto as jovens resultam em eventos mais dimidi\u00eddos. Essa descoberta explica discrep\u00e2ncias em medi\u00e7\u00f5es passadas de dist\u00e2ncia gal\u00e1ctica.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise de 300 gal\u00e1xias revelou uma tend\u00eancia clara: o escurecimento aparente de supernovas distantes relaciona-se \u00e0 juventude das estrelas envolvidas. Dados de espectroscopia confirmam essa rela\u00e7\u00e3o com alta precis\u00e3o, ajustando modelos de luminosidade intr\u00ednseca.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1280\" height=\"667\" src=\"https:\/\/www.mixvale.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Galaxia-astronomia-estrelas.jpg.avif\" alt=\"Gal\u00e1xia, astronomia, estrelas\" class=\"wp-image-2448271\"  \/>Gal\u00e1xia, astronomia, estrelas \u2013 Foto: Triff\/ Shutterstock.comContexto hist\u00f3rico da expans\u00e3o c\u00f3smica<\/p>\n<p>Em 1998, duas equipes independentes detectaram acelera\u00e7\u00e3o na expans\u00e3o universal por meio de supernovas distantes. Essa observa\u00e7\u00e3o rendeu o Nobel de F\u00edsica em 2011 a pesquisadores como Adam Riess. O modelo lambda-CDM, base da cosmologia moderna, incorporou a energia escura como componente dominante, representando 68% do conte\u00fado energ\u00e9tico do universo.<\/p>\n<p>Projetos subsequentes, como o Planck da Ag\u00eancia Espacial Europeia, mapearam flutua\u00e7\u00f5es primordiais que suportam o modelo. No entanto, tens\u00f5es recentes, conhecidas como problema da constante de Hubble, mostram discrep\u00e2ncias entre medi\u00e7\u00f5es locais e antigas. O novo estudo da Yonsei adiciona evid\u00eancias de que a acelera\u00e7\u00e3o pode inverter-se em escalas atuais.<\/p>\n<p>Dados do DESI, com o maior mapa 3D do universo at\u00e9 2024, indicam varia\u00e7\u00e3o temporal na densidade de energia escura. Astr\u00f4nomos preveem que observat\u00f3rios futuros esclarecer\u00e3o se essa for\u00e7a evolui ou permanece constante.<\/p>\n<p>M\u00e9todos de observa\u00e7\u00e3o empregados<\/p>\n<p>O time coreano utilizou o telesc\u00f3pio Gemini Norte, no Hava\u00ed, para coletar espectros detalhados. Instrumentos como o GMOS mediram linhas de absor\u00e7\u00e3o em luz das supernovas, permitindo estimar idades das popula\u00e7\u00f5es estelares. Essa t\u00e9cnica revela composi\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas e idades com erro inferior a 10%.<\/p>\n<p>An\u00e1lises estat\u00edsticas multivariadas processaram os dados, isolando o efeito da idade do brilho observado. Colabora\u00e7\u00f5es com o Very Large Telescope europeu forneceram imagens complementares de gal\u00e1xias hospedeiras.<\/p>\n<p>Cr\u00edticos, como Dan Scolnic da Universidade Duke, questionam se amostras de 300 eventos bastam para conclus\u00f5es globais. Ainda assim, simula\u00e7\u00f5es computacionais refor\u00e7am a robustez dos achados iniciais.<\/p>\n<p>A integra\u00e7\u00e3o de dados do James Webb Space Telescope, lan\u00e7ado em 2021, ampliou o escopo para gal\u00e1xias em redshift alto. Observa\u00e7\u00f5es infravermelhas penetraram poeira c\u00f3smica, expondo supernovas ocultas.<\/p>\n<p>Implica\u00e7\u00f5es para modelos cosmol\u00f3gicos<\/p>\n<p>O enfraquecimento sugerido da energia escura questiona equa\u00e7\u00f5es que preveem expans\u00e3o eterna. Se a desacelera\u00e7\u00e3o prosseguir, o universo poderia colapsar em um big crunch, revertendo o big bang. Essa possibilidade surge de equa\u00e7\u00f5es da relatividade geral adaptadas \u00e0 cosmologia.<\/p>\n<p>Estat\u00edsticas do DESI mostram desvios de 3,5 sigma na constante cosmol\u00f3gica, sinalizando necessidade de revis\u00f5es. Modelos alternativos, como quintess\u00eancia din\u00e2mica, ganham tra\u00e7\u00e3o para explicar varia\u00e7\u00f5es evolutivas.<\/p>\n<p>Cr\u00edticas iniciais ao estudo<\/p>\n<p>Especialistas como Adam Riess, da Johns Hopkins, argumentam que premissas sobre popula\u00e7\u00f5es estelares subestimam incertezas. An\u00e1lises pr\u00e9vias de 2018 j\u00e1 refutaram varia\u00e7\u00f5es semelhantes com dados do Pan-STARRS.<\/p>\n<p>Dillon Brout, da Universidade de Boston, destaca que correla\u00e7\u00f5es locais n\u00e3o se estendem uniformemente ao cosmos distante. Testes adicionais com o Vera C. Rubin, operacional em 2026, mapear\u00e3o 20 mil supernovas para valida\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Observat\u00f3rios futuros em a\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>O Observat\u00f3rio Vera C. Rubin, no Chile, detectar\u00e1 supernovas com precis\u00e3o de idade estelar in\u00e9dita. Seu levantamento LSST cobrir\u00e1 o c\u00e9u sul, gerando dados para refinar medi\u00e7\u00f5es de expans\u00e3o. In\u00edcio previsto para janeiro de 2026.<\/p>\n<p>O telesc\u00f3pio Euclid da ESA, lan\u00e7ado em 2023, mapeia mat\u00e9ria escura em bilh\u00f5es de gal\u00e1xias. Resultados preliminares de 2025 integram-se a estudos de energia escura, oferecendo contexto para desacelera\u00e7\u00f5es potenciais.<\/p>\n<p>Projetos como o Roman Space Telescope da NASA, com lan\u00e7amento em 2027, focar\u00e3o em microlentes gravitacionais para dist\u00e2ncias extremas. Essas miss\u00f5es coletivas prometem resolver tens\u00f5es cosmol\u00f3gicas em uma d\u00e9cada.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Astr\u00f4nomos da Universidade Yonsei, na Coreia do Sul, publicaram dados que indicam uma poss\u00edvel desacelera\u00e7\u00e3o na expans\u00e3o do&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":167097,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[84],"tags":[109,107,108,32,33,105,103,104,106,110],"class_list":{"0":"post-167096","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-ciencia-e-tecnologia","8":"tag-ciencia","9":"tag-ciencia-e-tecnologia","10":"tag-cienciaetecnologia","11":"tag-portugal","12":"tag-pt","13":"tag-science","14":"tag-science-and-technology","15":"tag-scienceandtechnology","16":"tag-technology","17":"tag-tecnologia"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115622050995582351","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/167096","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=167096"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/167096\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/167097"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=167096"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=167096"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=167096"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}