{"id":167451,"date":"2025-11-27T20:07:21","date_gmt":"2025-11-27T20:07:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/167451\/"},"modified":"2025-11-27T20:07:21","modified_gmt":"2025-11-27T20:07:21","slug":"que-se-lixem-as-eleicoes-nao-foi-para-isto-que-se-fez-o-25","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/167451\/","title":{"rendered":"Que Se Lixem As Elei\u00e7\u00f5es | N\u00e3o foi para isto que se fez o 25"},"content":{"rendered":"<p>\t                Quer celebre o 25 de Abril e\/ou o 25 de Novembro, celebra a soberania popular, leis iguais para todos, a obriga\u00e7\u00e3o de as cumprir, a separa\u00e7\u00e3o de poderes. Nenhum dos 25 foi um triunfo da extrema-direita. E nenhum se fez para este Faroeste na Justi\u00e7a, esta impunidade das autoridades que violam a lei, este ataque \u00e0 confian\u00e7a no SNS, esta ca\u00e7a ao imigrante para o explorar e humilhar. O pa\u00eds dos 25 n\u00e3o se compadece com a gritaria de uns e, de outros, l\u00edngua de pau das \u201craz\u00f5es t\u00e9cnicas diversas\u201d<\/p>\n<p>Na manh\u00e3 de ter\u00e7a-feira, vi jatos militares a sobrevoar Lisboa. Lembrei-me que estaria a decorrer, nesse momento, na Pra\u00e7a do Com\u00e9rcio, a parada militar de \u201ccelebra\u00e7\u00e3o do 25 de Novembro\u201d. Tendo ficado o ministro da Defesa com a tutela das celebra\u00e7\u00f5es, era natural que quisesse exibir o seu poderio. \u00c9 poucochinho, mas \u00e9 o que h\u00e1. Dizem as not\u00edcias que a exibi\u00e7\u00e3o foi acompanhada por umas dezenas de turistas, entretidos com a beleza das pequenas coisas. Pelas mesmas not\u00edcias n\u00e3o percebi se havia mais pol\u00edticos ou mais \u201cpovo\u201d (incluindo turistas mais ou menos divertidos) na parada militar.<\/p>\n<p>Tanto na Pra\u00e7a do Com\u00e9rcio como na Assembleia da Rep\u00fablica a ideia era replicar no 25 de Novembro as celebra\u00e7\u00f5es do 25 de Abril. Foi tudo decalcado do original, menos o que n\u00e3o se pode decalcar: a ades\u00e3o popular livre e entusiasta. Sem povo n\u00e3o h\u00e1 festa. H\u00e1 o que houve na 3.\u00aa feira: a bolha pol\u00edtica a falar para si mesma, s\u00f3 que, por um dia, rodeada de rosas brancas.<\/p>\n<p>A discuss\u00e3o sobre se prefere o 25 de Abril ou o 25 de Novembro, retirando da resposta conclus\u00f5es estapaf\u00fardias, \u00e9 t\u00e3o \u00fatil como perguntar se o menino gosta mais do pap\u00e1 ou da mam\u00e3. Ambos foram indispens\u00e1veis no processo, embora um com um papel mais prolongado e outro mais pontual. O pai cumpre a fun\u00e7\u00e3o e est\u00e1 feito; a m\u00e3e carrega, alimenta, sente os pontap\u00e9s, tem as dores de parto. S\u00e3o necess\u00e1rio ambos, mas n\u00e3o t\u00eam pap\u00e9is iguais \u2013 e \u00e9 poss\u00edvel, e at\u00e9 saud\u00e1vel, gostar igualmente de ambos.<\/p>\n<p>Tal como a pergunta do pap\u00e1 e da mam\u00e3 \u00e9 pueril e in\u00fatil, tamb\u00e9m o \u00e9 o debate sobre se foi mais importante o 25 de Abril ou o 25 de Novembro. Mas n\u00e3o falta quem o alimente. Em boa medida, para tentar apoucar Abril. Nestes tempos de streaming ao alcance de todos \u00e9 f\u00e1cil perceber que uma s\u00e9rie de televis\u00e3o s\u00f3 tem desfecho se tiver um primeiro epis\u00f3dio. \u00c9 quando tudo come\u00e7a. Depois h\u00e1 perip\u00e9cia v\u00e1rias, que podem p\u00f4r em causa o desenrolar da hist\u00f3ria \u2013 foi assim nesta nossa s\u00e9rie da vida real, exibida ao pa\u00eds entre a primavera de 1974 e o outono de 1975. Houve picos de tens\u00e3o promovidos por tentativas de contragolpe da direita (o 28 de setembro e o 11 de mar\u00e7o), prontamente resolvidos. Entre os derrotados dessas manobras, estava gente hoje com t\u00edtulo e estatuto, como Diogo Pacheco do Amorim, ou Jos\u00e9 Miguel J\u00fadice, que militavam em organiza\u00e7\u00f5es reacion\u00e1rias de extrema-direita.<\/p>\n<p>Mas, bem vistas as coisas, o que importa \u00e9 como come\u00e7a e como acaba. A democratiza\u00e7\u00e3o do pa\u00eds come\u00e7ou a 25 de Abril e consolidou-se a 25 de Novembro, com a derrota da ala mais radical \u00e0 esquerda das For\u00e7as Armadas. Foi sobretudo um medir de for\u00e7as entre a esquerda democr\u00e1tica e a esquerda extrema, com o triunfo da primeira, personalizado em M\u00e1rio Soares. Ramalho Eanes, o operacional que imp\u00f4s a derrota aos extremistas, emergiu como o novo her\u00f3i nacional, com o desfecho conhecido.<\/p>\n<p>Sempre me fez esp\u00e9cie a forma como o PS nos \u00faltimos anos deu de barato o seu triunfo no dia 25 de Novembro. Para defender abril, \u201co dia inicial inteiro e limpo\u201d, tratou mal o dia em que essas fr\u00e1geis primeiras conquistas ficaram garantidas. Que o PCP se demarque de novembro at\u00e9 entendo (embora o PCP tenha sido central para o resultado desse dia, ao mandar travar todos os seus militantes armados que estavam prontos para uma guerra civil). Mas o incompreens\u00edvel descaso do PS face ao seu papel no 25 de novembro teve uma consequ\u00eancia funesta: a direita extremista, que lutou contra o dia A, e nada fez no dia N, agarrou novembro como se fosse coisa sua.\u00a0<\/p>\n<p>Felizmente, na cerim\u00f3nia de 3\u00aa feira o socialista Marcos Perestrello deu o seu a seu dono, reivindicou a heran\u00e7a que \u00e9 do seu partido, tentou desmontar a falsa oposi\u00e7\u00e3o entre duas datas umbilicalmente ligadas, e explicou o cinismo do exerc\u00edcio que ali se fazia, por decis\u00e3o do Governo.<\/p>\n<p>\u201cEvit\u00e1mos que\u2026\u201d\u00a0Desculpe: \u201cevit\u00e1mos\u201d, no plural? <\/p>\n<p>Nada que tenha impressionado Andr\u00e9 Ventura, que reclamou para si uma luta imagin\u00e1ria e uma vit\u00f3ria fake. E novidades, h\u00e1?. \u201cNeste dia, h\u00e1 50 anos, evit\u00e1mos que a extrema-esquerda, com os seus aliados (&#8230;), fizesse aqui o que melhor sabe fazer no mundo inteiro: matar, expropriar, acabar com\u00a0 a liberdade, amorda\u00e7ar, tiranizar.\u201d Tudo certo: \u201cPortugal n\u00e3o \u00e9 Moscovo\u201d, como dizia um preg\u00e3o popular por esses dias. Mas o que faz naquela frase o verbo evitar na primeira pessoa do plural? \u201cEvit\u00e1mos\u201d?? A extrema-direita do Dr, Pacheco do Amorim n\u00e3o evitou nada, porque por essa altura continuava a magicar novos planos fracassados para voltarmos a 24 de Abril. Mas, enfim, n\u00e3o deixemos que os factos se intrometam na reescrita da Hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Mas o \u201ccaso\u201d da sess\u00e3o foi o acesso de purismo floral do l\u00edder do Chega. Numa tribuna decorada com rosas brancas, alguns oradores da esquerda tinham pintalgado o arranjo com cravos vermelhos. \u201cHoje \u00e9 dia de rosas brancas e n\u00e3o de cravos vermelhos, por isso estes cravos v\u00e3o sair daqui\u201d, \u00e9 uma das frases mais improv\u00e1veis que sa\u00edram da boca de qualquer pol\u00edtico naquela tribuna. \u00c9 c\u00f3mico e tr\u00e1gico em partes iguais. Filipe Melo, impante, sorria atr\u00e1s de Ventura, no lugar de secret\u00e1rio de mesa, que continua a ocupar depois da censura parlamentar aos seus comportamentos de taberna.\u00a0<\/p>\n<p>Ventura, que se notabilizou pelo racismo e xenofobia, alargou o seu report\u00f3rio \u00e0 segrega\u00e7\u00e3o floral. Onde h\u00e1 rosas brancas perseguem-se cravos. Met\u00e1foras que caem do c\u00e9u! Com tanta dedica\u00e7\u00e3o a uma esp\u00e9cie de flores (branca, claro!&#8230;) talvez se esteja a desperdi\u00e7ar um talento para a jardinagem ou a decora\u00e7\u00e3o de interiores.\u00a0<\/p>\n<p>Informa-me o ChatGPT que rosas brancas s\u00e3o s\u00edmbolo de pureza, inoc\u00eancia, paz, espiritualidade, respeito, rever\u00eancia, e amor puro e sincero. N\u00e3o tenho estudos sobre isso. Mas n\u00e3o h\u00e1 como fugir \u00e0 ironia: tudo o que as rosas brancas simbolizam \u00e9 o oposto do que o Chega representa. O discurso que Ventura gritou \u2013 \u00e9 este o verbo \u2013 da tribuna \u00e9 prova que chegue.<\/p>\n<p>N\u00e3o foi para isto que\u2026 <\/p>\n<p>N\u00e3o foi para esta gritaria raivosa do alto da tribuna parlamentar que se fez o 25 de Abril. Nem, t\u00e3o pouco, o 25 de Novembro, momento de combater excessos e de abrir caminho \u00e0 normalidade democr\u00e1tica e paz social. Sempre celebrei ambas as datas, mesmo quando a esquerda se recusava faz\u00ea-lo. Escrevi um livro sobre v\u00e1rios epis\u00f3dios da nossa vida democr\u00e1tica que \u2013 et pour cause\u2026 \u2013 s\u00f3 come\u00e7a em 1976, porque o PREC era outra coisa.<\/p>\n<p>Celebrar as duas datas permite forcar-se no que ambas t\u00eam em comum e o que ambas pretendiam para o pa\u00eds. E o que n\u00e3o pretendiam.\u00a0<\/p>\n<ul>\n<li>\n<p role=\"presentation\">N\u00e3o se fizeram os 25\u2019s para que um caso judicial se arraste durante mais de dez anos, como acontece com Jos\u00e9 S\u00f3crates. J\u00e1 passaram onze anos sobre a sua medi\u00e1tica pris\u00e3o preventiva, filmada e tudo, gra\u00e7as \u00e0s habituais \u201cfugas de informa\u00e7\u00e3o\u201d que t\u00eam sempre o objetivo de garantir uma condena\u00e7\u00e3o pr\u00e9via na pra\u00e7a p\u00fablica. Se S\u00f3crates usa todas as manobras dilat\u00f3rias ao seu dispor, \u00e9 porque elas existem. Se os magistrados mant\u00eam algu\u00e9m sob suspeita eterna enquanto o fritam na comunica\u00e7\u00e3o social, n\u00e3o est\u00e3o a cumprir a sua miss\u00e3o mais b\u00e1sica, que \u00e9 aplicar uma Justi\u00e7a justa.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p role=\"presentation\">N\u00e3o se fizeram os 25\u2019s para uma Justi\u00e7a de Faroeste em que cidad\u00e3os podem ficar anos sob escuta das autoridades, n\u00e3o para sustentar suspeitas concretas de crimes, mas para ver o que cai na rede. O que se passou com as escutas a gente t\u00e3o variada como Jo\u00e3o Galamba, Ivo Rosa ou Ant\u00f3nio Costa, mostra a corrup\u00e7\u00e3o moral de um sistema. Se isto se passa com gente de alta notoriedade, que ocupa posi\u00e7\u00f5es de poder, como pode o cidad\u00e3o comum sentir-se seguro com esta Justi\u00e7a?<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p role=\"presentation\">N\u00e3o se fizeram os 25\u2019s para que uma investiga\u00e7\u00e3o judicial fizesse cair um governo com maioria absoluta. Dois anos depois, ainda se aguardam novidades sobre as suspeitas envolvendo o ent\u00e3o primeiro-ministro.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p role=\"presentation\">N\u00e3o se fizeram os 25\u2019s para que agentes da autoridade manifestem as suas frustra\u00e7\u00f5es \u2013 pessoais, profissionais, o que seja\u2026 \u2013 intimidando, agredindo, humilhando, violentando, e at\u00e9 matando, os mais fracos da sociedade: imigrantes minorias \u00e9tnicas. Um ucraniano que morre \u00e0s m\u00e3os do SEF. Um negro que \u00e9 morto pela PSP por ter uma faca fantasma. Centenas de migrantes trabalhadores agr\u00edcolas explorados e maltratados por militares da GNR (usando farda!) e um agente da PSP. Outros imigrantes trabalhadores agr\u00edcolas agredidos, humilhados, torturados e insultados por guardas s\u00f3 por divers\u00e3o. Agentes da PSP que espancam um imigrante at\u00e9 \u00e0 morte. Um caso, e mais um caso, e mais um caso\u2026 Podemos acrescentar, nesta galeria de horrores fardados, o jovem bombeiro v\u00edtima de viola\u00e7\u00e3o coletiva por parte dos s\u00e9niores, incluindo um comandante. Ponto curioso: os que passam a vida a apontar o dedo a estas v\u00edtimas, n\u00e3o s\u00e3o capazes de abrir a boca sobre estes agressores. Porque h\u00e1 um c\u00e1lculo eleitoral c\u00ednico \u2013 \u00e9 mais importante manter o discurso de \u00f3dio e garantir aquele saco de votos, do que fazer a coisa decente.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p role=\"presentation\">N\u00e3o se fizeram os 25\u2019s para afundar o SNS, arrasando a confian\u00e7a dos cidad\u00e3os na sa\u00fade p\u00fablica. Pelo contr\u00e1rio: os vinte e cincos fizeram-se tamb\u00e9m para dar ao pa\u00eds um Estado Social que n\u00e3o existia, com Educa\u00e7\u00e3o, Sa\u00fade e Seguran\u00e7a Social para todos.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p role=\"presentation\">N\u00e3o se fizeram os 25\u2019s para que a luta contra a corrup\u00e7\u00e3o na sa\u00fade seja entregue a um homem, habituado se ser deus ex maquina, terraplanando institui\u00e7\u00f5es e organismos que j\u00e1 t\u00eam essa fun\u00e7\u00e3o. H\u00e1 corrup\u00e7\u00e3o na sa\u00fade? A catadupa de casos recentes, embora desligados uns dos outros, e de natureza diversa, n\u00e3o deixa d\u00favidas. Mas, curioso caso, a corrup\u00e7\u00e3o \u2013 material e\/ou moral \u2013 de alguns elementos da GNR, da PSP, dos bombeiros ou de militares, n\u00e3o desperta os mesmos instintos que se exaltam com a corrup\u00e7\u00e3o na sa\u00fade. Os que cavalgam este tema, e aproveitam cada caso para desacreditar ainda mais o SNS, n\u00e3o aplicam o mesmo crit\u00e9rio de generaliza\u00e7\u00e3o a outros organismos, como as for\u00e7as de seguran\u00e7a ou as For\u00e7as Armadas (e, no recente caso do Fund\u00e3o, aos bombeiros). N\u00e3o \u00e9 por acaso \u2013 \u00e9 mesmo porque a reputa\u00e7\u00e3o do SNS \u00e9 o alvo a abater.\u00a0<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p role=\"presentation\">N\u00e3o se fizeram os 25\u2019s para que um candidato presidencial, com um vasto curr\u00edculo de responsabilidades p\u00fablicas como \u00e9 Henrique Gouveia e Melo, censure um jornalista por fazer uma pergunta. Talvez o almirante na reserva tenha passado demasiado tempo submerso, mas \u00e0 superf\u00edcie \u00e9 assim que uma democracia funciona: com imprensa livre, com autonomia editorial. Era o que faltava que n\u00e3o se lhe pudesse perguntar, poucas horas depois de Jos\u00e9 S\u00f3crates ter declarado que votar\u00e1 em Gouveia e Melo, se esse apoio o satisfaz ou constrange. \u00c9 compreens\u00edvel que o almirante se tenha sentido melindrado com o apoio de S\u00f3crates. De facto, ningu\u00e9m merece! Mas censurar uma pergunta leg\u00edtima, e perfeitamente enquadrada, como Gouveia e Melo fez no debate de ontem, revela uma pele demasiado sens\u00edvel. Talvez \u201cn\u00e3o ser pol\u00edtico\u201d n\u00e3o seja a vantagem que Gouveia e Melo imagina. Dar ordens sem ser questionado pode ser um benef\u00edcio de quem usa farda, mas n\u00e3o \u00e9 prerrogativa de quem se sujeita ao jogo eleitoral.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p>Os vinte e cincos, de abril ou de novembro \u2013 escolha o seu, mas tamb\u00e9m pode acumular \u2013, fizeram-se por muitas raz\u00f5es e trazendo a carga de muito por fazer. Mas, qualquer que seja o seu vinte e cinco, n\u00e3o se fez para o \u201cestado a que isto chegou\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Quer celebre o 25 de Abril e\/ou o 25 de Novembro, celebra a soberania popular, leis iguais para&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":62951,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[609,836,611,27,28,607,608,333,832,604,135,610,476,15,16,301,830,14,603,25,26,570,21,22,831,833,62,834,12,13,19,20,835,602,52,32,23,24,33,17487,17,18,29,30,31],"class_list":{"0":"post-167451","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-portugal","8":"tag-alerta","9":"tag-analise","10":"tag-ao-minuto","11":"tag-breaking-news","12":"tag-breakingnews","13":"tag-cnn","14":"tag-cnn-portugal","15":"tag-comentadores","16":"tag-costa","17":"tag-crime","18":"tag-desporto","19":"tag-direto","20":"tag-economia","21":"tag-featured-news","22":"tag-featurednews","23":"tag-governo","24":"tag-guerra","25":"tag-headlines","26":"tag-justica","27":"tag-latest-news","28":"tag-latestnews","29":"tag-live","30":"tag-main-news","31":"tag-mainnews","32":"tag-mais-vistas","33":"tag-marcelo","34":"tag-mundo","35":"tag-negocios","36":"tag-news","37":"tag-noticias","38":"tag-noticias-principais","39":"tag-noticiasprincipais","40":"tag-opiniao","41":"tag-pais","42":"tag-politica","43":"tag-portugal","44":"tag-principais-noticias","45":"tag-principaisnoticias","46":"tag-pt","47":"tag-que-se-lixem-as-eleicoes","48":"tag-top-stories","49":"tag-topstories","50":"tag-ultimas","51":"tag-ultimas-noticias","52":"tag-ultimasnoticias"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":"Validation failed: Text character limit of 500 exceeded"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/167451","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=167451"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/167451\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/62951"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=167451"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=167451"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=167451"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}