{"id":167840,"date":"2025-11-28T03:55:10","date_gmt":"2025-11-28T03:55:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/167840\/"},"modified":"2025-11-28T03:55:10","modified_gmt":"2025-11-28T03:55:10","slug":"especialista-esclarece-avancos-e-limites-da-ia-no-diagnostico-de-avc","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/167840\/","title":{"rendered":"Especialista esclarece avan\u00e7os e limites da IA no diagn\u00f3stico de AVC"},"content":{"rendered":"<p>&#13;<br \/>\n<strong>A Reda\u00e7\u00e3o\u00a0<\/p>\n<p>Goi\u00e2nia &#8211;\u00a0<\/p>\n<p><\/strong>De janeiro a outubro deste ano, quase 65 mil pessoas morreram em decorr\u00eancia do AVC no Brasil, o equivalente a uma vida perdida a cada seis minutos. Em 2024, foram registradas mais de 85 mil mortes pela doen\u00e7a, segundo dados do Portal da Transpar\u00eancia dos Cart\u00f3rios de Registro Civil. Nesse contexto, a intelig\u00eancia artificial (IA) tem se tornado uma ferramenta cada vez mais importante no diagn\u00f3stico de Acidente Vascular Cerebral (AVC), atuando ativamente na redu\u00e7\u00e3o do tempo de atendimento emergencial.\u00a0&#13;<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n\t\u00a0<\/p>\n<p>&#13;<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n\tSegundo a neurologista cooperada da Unimed Goi\u00e2nia \u2013 Cooperativa de Trabalho M\u00e9dico, Dra. Roussiane Gaioso, a tecnologia pode acelerar o in\u00edcio do tratamento em 20 a 30 minutos em compara\u00e7\u00e3o ao fluxo tradicional, diferen\u00e7a que pode ser decisiva entre a recupera\u00e7\u00e3o com preserva\u00e7\u00e3o funcional e sequelas graves.<\/p>\n<p>&#13;<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n\t\u00a0<\/p>\n<p>&#13;<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n\t&#8220;No contexto do AVC, cada minuto conta muito. A intelig\u00eancia artificial \u00e9 uma ferramenta pr\u00e1tica e valiosa porque ajuda a ganhar tempo nas fases iniciais, especialmente na r\u00e1pida detec\u00e7\u00e3o de altera\u00e7\u00f5es nos exames de imagem, como tomografia ou resson\u00e2ncia, mesmo fora de hor\u00e1rios de plant\u00e3o ou sem especialistas presentes&#8221;, explica a m\u00e9dica.<\/p>\n<p>&#13;<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n\t\u00a0<\/p>\n<p>&#13;<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n\t<strong>Como funciona na pr\u00e1tica?<\/strong><\/p>\n<p>&#13;<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n\tA m\u00e9dica explica que a tecnologia de IA permite interpreta\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica de exames de imagem em casos suspeitos de AVC, identificando com rapidez regi\u00f5es de isquemia ou sangramento cerebral, delimitando a \u00e1rea lesionada e auxiliando na decis\u00e3o de qual tratamento adotar. E refor\u00e7a, ainda, que a etapa do atendimento em que a IA mais agrega valor \u00e9 na triagem r\u00e1pida da emerg\u00eancia. &#8220;O alerta inicial e a interpreta\u00e7\u00e3o da imagem s\u00e3o de extrema import\u00e2ncia. \u00c9 uma economia de tempo que faz toda a diferen\u00e7a na redu\u00e7\u00e3o de sequelas no paciente&#8221;, destaca.<br \/>&#13;<br \/>\n\t\u00a0<\/p>\n<p>&#13;<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n\tAl\u00e9m do diagn\u00f3stico, a intelig\u00eancia artificial j\u00e1 atua tamb\u00e9m na preven\u00e7\u00e3o do AVC. A neurologista lembra que a tecnologia consegue identificar pessoas com risco elevado mesmo antes de um evento, integrando m\u00faltiplas vari\u00e1veis como exames card\u00edacos, hist\u00f3rico cl\u00ednico, dados demogr\u00e1ficos, estilo de vida e exames laboratoriais.<\/p>\n<p>&#13;<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n\t\u00a0<\/p>\n<p>&#13;<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n\t&#8220;A for\u00e7a da intelig\u00eancia artificial vem da capacidade de integrar muitas vari\u00e1veis e identificar padr\u00f5es sutis de risco que escapam \u00e0 avalia\u00e7\u00e3o tradicional. Identificar fatores silenciosos, como fibrila\u00e7\u00e3o atrial, j\u00e1 \u00e9 uma realidade&#8221;, afirma a neurologista.<\/p>\n<p>&#13;<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n\t\u00a0<\/p>\n<p>&#13;<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n\t<strong>A decis\u00e3o final deve continuar sendo m\u00e9dica<\/strong><\/p>\n<p>&#13;<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n\tApesar dos avan\u00e7os, Dra. Roussiane alerta para os limites da tecnologia. A IA pode deixar passar sinais sutis nos exames, como isquemias muito precoces ou micro-hemorragias, gerando falsos negativos. Por outro lado, tamb\u00e9m pode super-identificar les\u00f5es, confundindo calcifica\u00e7\u00f5es ou artefatos com eventos agudos, o que leva a interpreta\u00e7\u00f5es err\u00f4neas e at\u00e9 exames desnecess\u00e1rios.<\/p>\n<p>&#13;<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n\t\u00a0<\/p>\n<p>&#13;<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n\t&#8220;A intelig\u00eancia artificial n\u00e3o avalia n\u00edvel de consci\u00eancia, exame neurol\u00f3gico evolutivo, comorbidades, tempo de sintomas ou uso de medica\u00e7\u00f5es. A decis\u00e3o final deve continuar sendo m\u00e9dica. Talvez o mais perigoso seja o excesso de confian\u00e7a tecnol\u00f3gica&#8221;, adverte.<\/p>\n<p>&#13;<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n\t\u00a0<\/p>\n<p>&#13;<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n\tA m\u00e9dica refor\u00e7a que os sistemas n\u00e3o substituem o profissional, mas auxiliam na interpreta\u00e7\u00e3o cl\u00ednica. &#8220;A intelig\u00eancia artificial veio para agregar, para ajudar, e n\u00e3o como substituta das decis\u00f5es que devem continuar sendo tomadas por um profissional m\u00e9dico experiente.&#8221;<\/p>\n<p>&#13;<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n\t\u00a0<\/p>\n<p>&#13;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#13; A Reda\u00e7\u00e3o\u00a0 Goi\u00e2nia &#8211;\u00a0 De janeiro a outubro deste ano, quase 65 mil pessoas morreram em decorr\u00eancia&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":167841,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[35269,23877,33872,7627,116,414,933,35268,32,33,117],"class_list":{"0":"post-167840","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-a-redacao","9":"tag-avancos","10":"tag-esclarece","11":"tag-especialista","12":"tag-health","13":"tag-ia","14":"tag-inteligencia-artificial","15":"tag-limites","16":"tag-portugal","17":"tag-pt","18":"tag-saude"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115625310514132736","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/167840","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=167840"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/167840\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/167841"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=167840"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=167840"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=167840"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}