{"id":167967,"date":"2025-11-28T08:45:14","date_gmt":"2025-11-28T08:45:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/167967\/"},"modified":"2025-11-28T08:45:14","modified_gmt":"2025-11-28T08:45:14","slug":"misteriosos-fosseis-magneticos-serviam-de-gps-para-animais-ancestrais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/167967\/","title":{"rendered":"Misteriosos f\u00f3sseis magn\u00e9ticos serviam de GPS para animais ancestrais"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-caption-text top\">C.M. Martin-Jones et al. \/  Communications Earth &amp; Environment<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-kopa-image-size-3 wp-image-713833\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2cb9df9898e55fd0ad829dc202ddbd1c-783x450.jpg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"402\"  \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text bot\">Um dos magnetof\u00f3sseis detetados pela equipa<\/p>\n<p><strong>Min\u00fasculos f\u00f3sseis magn\u00e9ticos encontrados em sedimentos com 97 milh\u00f5es de anos ter\u00e3o permitido a uma misteriosa criatura ancestral \u201cler\u201d o campo magn\u00e9tico da Terra como se fosse um mapa. Os cientistas n\u00e3o fazem ideia de que criatura se trata.<\/strong><\/p>\n<p>Enterrados em antigos sedimentos do fundo do mar, com milh\u00f5es de anos, escondem-se <strong>min\u00fasculos f\u00f3sseis magn\u00e9ticos<\/strong> \u2013 fragmentos deixados por um misterioso organismo ainda n\u00e3o identificado.<\/p>\n<p>Em forma de <strong>pontas de lan\u00e7a<\/strong>, fusos, proj\u00e9teis ou agulhas, e n\u00e3o maiores do que uma c\u00e9lula bacteriana, os cientistas est\u00e3o confiantes de que estes magnetof\u00f3sseis t\u00eam origem biol\u00f3gica, mas <strong>n\u00e3o sabem que criatura<\/strong> os produziu, nem porqu\u00ea.<\/p>\n<p>Uma investiga\u00e7\u00e3o liderada pela Universidade de Cambridge e pelo Helmholtz-Zentrum Berlin veio agora<strong> resolver parte deste enigma<\/strong>, sugerindo que estes f\u00f3sseis poder\u00e3o ter <strong>funcionado como um sistema de GPS animal<\/strong>, permitindo aos organismos \u201cler\u201d o campo magn\u00e9tico da Terra como se fosse um mapa.<\/p>\n<p>Segundo explica a U.Cambridge em <a href=\"https:\/\/www.esc.cam.ac.uk\/news\/mysterious-magnetic-fossils-powered-ancient-animal-navigation\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">comunicado<\/a>, os investigadores obtiveram as primeiras<strong> imagens 3D<\/strong> da estrutura magn\u00e9tica destes f\u00f3sseis, revelando caracter\u00edsticas otimizadas para detetar tanto a dire\u00e7\u00e3o como a intensidade do campo magn\u00e9tico terrestre \u2013 guiando assim migra\u00e7\u00f5es de longa dist\u00e2ncia.<\/p>\n<p>\u00abQualquer que tenha sido a criatura que produziu estes magnetof\u00f3sseis, sabemos agora que <strong>era muito provavelmente capaz de uma navega\u00e7\u00e3o precisa<\/strong>\u00bb, afirma <strong>Rich Harrison<\/strong>, investigador do Departamento de Ci\u00eancias da Terra de Cambridge, que co-liderou a investiga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Com magnetof\u00f3sseis encontrados em sedimentos com <strong>97 milh\u00f5es de anos<\/strong>, a descoberta fornece a<strong> primeira prova direta<\/strong> de que os animais utilizam o campo geomagn\u00e9tico para se orientar h\u00e1, pelo menos, tanto tempo.<\/p>\n<p>A descoberta, que foi apresentada num <a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s43247-025-02721-3\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">artigo<\/a> recentemente publicado na revista Communications Earth &amp; Environment, pode tamb\u00e9m oferecer pistas sobre como os animais desenvolveram esta capacidade, conhecida como \u201c<a href=\"https:\/\/zap.aeiou.pt\/sexto-sentido-comum-a-muitos-animais-523654\" data-wpel-link=\"internal\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">magnetorrece\u00e7\u00e3o<\/a>\u201d.<\/p>\n<p>Perce\u00e7\u00e3o magn\u00e9tica<\/p>\n<p>Ao longo da evolu\u00e7\u00e3o, a vida desenvolveu uma s\u00e9rie de sentidos extraordin\u00e1rios, e a magnetorrece\u00e7\u00e3o \u00e9 <strong>um dos menos compreendidos<\/strong>. Algumas <a href=\"https:\/\/zap.aeiou.pt\/aves-ver-campo-magnetico-197961\" data-wpel-link=\"internal\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">aves<\/a>, <a href=\"https:\/\/zap.aeiou.pt\/gps-tubaroes-campos-magneticos-401370\" data-wpel-link=\"internal\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">peixes<\/a> e insetos <strong>usam o campo magn\u00e9tico terrestre para navegar<\/strong> por vastas dist\u00e2ncias, mas a forma como o detetam continua pouco clara.<\/p>\n<p><strong>Uma das teorias<\/strong> prop\u00f5e que min\u00fasculos cristais de magnetite presentes no organismo se alinham com o campo magn\u00e9tico da Terra, atuando como agulhas de <strong>b\u00fassolas microsc\u00f3picas<\/strong>.<\/p>\n<p>Determinadas bact\u00e9rias, encontradas em lagos e massas de \u00e1gua em todo o mundo, possuem uma <strong>forma primitiva de magnetorrece\u00e7\u00e3o<\/strong>. Cadeias de pequenas part\u00edculas magn\u00e9ticas no seu interior permitem-lhes alinhar-se com o campo magn\u00e9tico, ajudando-as a nadar at\u00e9 \u00e0 profundidade que pretendem.<\/p>\n<p>Com apenas<strong> 50 a 100 nan\u00f3metros de largura<\/strong>, estas part\u00edculas s\u00e3o as agulhas de b\u00fassola perfeitas, diz Harrison: \u00abse quisermos criar o sistema magn\u00e9tico mais eficiente, <strong>quanto mais pequeno melhor<\/strong>\u00bb.<\/p>\n<p>Mas os chamados <strong>magnetof\u00f3sseis \u201cgigantes\u201d<\/strong> estudados por Harrison e pela sua equipa s\u00e3o<strong> 10 a 20 vezes maiores do que as part\u00edculas magn\u00e9ticas<\/strong> usadas pelas bact\u00e9rias, o que levou alguns cientistas a p\u00f4r em causa a sua capacidade para a navega\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"wp-caption-text top\">Harrison, R.J. et al. \/  Communications Earth &amp; Environment<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-713837 \" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/d72e610e892544e525a77a1d5ad74342-685x812.jpg\" alt=\"\" width=\"470\" height=\"557\"  \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text bot\">Caracteriza\u00e7\u00e3o microsc\u00f3pica e magn\u00e9tica 2D de um magnetof\u00f3ssil gigante em forma de ponta de lan\u00e7a.<\/p>\n<p>Em trabalhos anteriores, alguns investigadores sugeriram que os magnetof\u00f3sseis gigantes poderiam funcionar como prote\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No entanto, simula\u00e7\u00f5es computacionais indicaram que tamb\u00e9m poderiam possuir <strong>propriedades magn\u00e9ticas avan\u00e7adas<\/strong> \u2013 algo que Harrison queria explorar mais a fundo. \u00abTudo indica que esta criatura <strong>controlava cuidadosamente<\/strong> a forma e a estrutura destes f\u00f3sseis, e n\u00f3s quer\u00edamos perceber porqu\u00ea\u00bb, explica.<\/p>\n<p>Harrison trabalhou em estreita colabora\u00e7\u00e3o com <strong>Sergio Valencia<\/strong>, do Helmholtz-Zentrum Berlin, na defini\u00e7\u00e3o do estudo.<\/p>\n<p>\u00abFoi uma colabora\u00e7\u00e3o verdadeiramente internacional, que envolveu especialistas de diferentes \u00e1reas a trabalhar em conjunto para esclarecer a poss\u00edvel fun\u00e7\u00e3o destes magnetof\u00f3sseis\u00bb, sublinha Valencia.<\/p>\n<p>Harrison e a sua equipa <strong>aplicaram uma nova t\u00e9cnica<\/strong> para visualizar a estrutura interna dos f\u00f3sseis, revelando como os momentos magn\u00e9ticos (pequenos campos magn\u00e9ticos gerados pela rota\u00e7\u00e3o dos eletr\u00f5es) est\u00e3o dispostos no interior do magnetof\u00f3ssil.<\/p>\n<p>At\u00e9 agora, os cientistas <strong>n\u00e3o tinham conseguido obter imagens<\/strong> magn\u00e9ticas 3D de part\u00edculas maiores, como os magnetof\u00f3sseis gigantes, porque os raios X n\u00e3o conseguiam penetrar nelas.<\/p>\n<p>O trabalho tornou-se poss\u00edvel gra\u00e7as a uma nova t\u00e9cnica desenvolvida por <strong>Claire\u00a0Donnelly<\/strong>, coautora do estudo, no Instituto Max Planck, na Alemanha, e aplicada na instala\u00e7\u00e3o de raios X Diamond, em Oxford.<\/p>\n<p>\u00abO simples facto de termos conseguido mapear a estrutura magn\u00e9tica interna com tomografia magn\u00e9tica<strong> j\u00e1 era um grande resultado<\/strong>, mas o facto de estes dados nos darem pistas sobre a navega\u00e7\u00e3o de criaturas de h\u00e1 milh\u00f5es de anos \u00e9 realmente entusiasmante!\u00bb, comenta Donnelly.<\/p>\n<p>\u00ab\u00c9 fant\u00e1stico ver o nosso m\u00e9todo a ser usado pela primeira vez para estudar amostras naturais, que representam um conjunto de desafios completamente diferente das amostras fabricadas com que normalmente trabalhamos\u00bb, acrescenta <strong>Jeffrey Neethirajan<\/strong>, doutorando no laborat\u00f3rio de Donnelly.<\/p>\n<p>Especializados na navega\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>As imagens revelaram uma <strong>configura\u00e7\u00e3o magn\u00e9tica intrincada<\/strong>, com momentos magn\u00e9ticos a rodopiarem em torno de uma linha central que atravessa o interior do f\u00f3ssil, formando um padr\u00e3o em v\u00f3rtice muito semelhante a um tornado.<\/p>\n<p>Este magnetismo em v\u00f3rtice confere<strong> propriedades ideais para a navega\u00e7\u00e3o<\/strong>, explica Harrison, gerando <strong>uma esp\u00e9cie de \u201coscila\u00e7\u00e3o\u201d<\/strong> em resposta a pequenas varia\u00e7\u00f5es na intensidade do campo magn\u00e9tico, que se traduzem em informa\u00e7\u00e3o detalhada sobre o mapa.<\/p>\n<p>\u00abEsta part\u00edcula magn\u00e9tica n\u00e3o s\u00f3 deteta a latitude, ao sentir a inclina\u00e7\u00e3o do campo magn\u00e9tico da Terra, como<strong> tamb\u00e9m mede a sua intensidade<\/strong>, que pode variar com a longitude\u00bb, prossegue Harrison.<\/p>\n<p>O investigador acrescenta que a geometria desta estrutura em v\u00f3rtice \u00e9 muito <strong>est\u00e1vel<\/strong>, o que lhe permite resistir a pequenas perturba\u00e7\u00f5es ambientais que, de outro modo, poderiam comprometer a navega\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00ab<strong>Se a natureza tivesse desenvolvido um sistema de GPS<\/strong> \u2013 uma part\u00edcula em que se pudesse confiar para navegar milhares de quil\u00f3metros atrav\u00e9s do oceano \u2013 seria algo deste g\u00e9nero.\u00bb<\/p>\n<p>Estreitar a busca<\/p>\n<p>Ao contribuir para resolver o enigma duradouro sobre a fun\u00e7\u00e3o destes f\u00f3sseis, o estudo ajuda tamb\u00e9m a <strong>restringir a busca pelo animal que os produziu<\/strong>.<\/p>\n<p>\u00abA pr\u00f3xima quest\u00e3o \u00e9: <strong>o que \u00e9 que fez estes f\u00f3sseis<\/strong>?\u00bb, pergunta Harrison. \u00abIsto diz-nos que temos de procurar um animal migrat\u00f3rio que fosse suficientemente comum nos oceanos para deixar abundantes registos f\u00f3sseis.\u00bb<\/p>\n<p>Harrison especula que<strong> as enguias poder\u00e3o ser uma candidata potencial<\/strong>, tendo evolu\u00eddo h\u00e1 cerca de 100 milh\u00f5es de anos e permanecendo entre os animais mais esquivos e menos compreendidos.<\/p>\n<p>As enguias europeias e americanas <strong>percorrem milhares de quil\u00f3metros<\/strong> a partir dos rios de \u00e1gua doce para desovar no mar dos Sarga\u00e7os. Embora consigam sentir o campo magn\u00e9tico terrestre, a forma como o fazem continua a ser um mist\u00e9rio.<\/p>\n<p>Part\u00edculas de magnetite <strong>j\u00e1 foram detetadas em enguias<\/strong>, mas ainda n\u00e3o foram observadas diretamente nas suas c\u00e9lulas e tecidos, em parte devido \u00e0s suas dimens\u00f5es diminutas e ao facto de poderem estar escondidas em qualquer parte do corpo.<\/p>\n<p>Apesar de o seu hospedeiro continuar desconhecido, \u00abos magnetof\u00f3sseis gigantes assinalam uma etapa crucial para compreender como \u00e9 que os animais transformaram a magnetorrece\u00e7\u00e3o bacteriana b\u00e1sica em sistemas de navega\u00e7\u00e3o <strong>altamente especializados, semelhantes a um GPS<\/strong>\u00bb, conclui Harrison.<\/p>\n<p>    <a href=\"https:\/\/zap.aeiou.pt\/subscrever-newsletter\" data-wpel-link=\"internal\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">&#13;<br \/>\n        <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2d51fe4a0ba54894421ead1809309ed9-1-450x140.jpg\" alt=\"Subscreva a Newsletter ZAP\" width=\"450\" height=\"140\"\/>&#13;<br \/>\n    <\/a><\/p>\n<p>                <a href=\"https:\/\/whatsapp.com\/channel\/0029VaIC4EE2f3EJZPPSbR34\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">&#13;<br \/>\n                    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/c68c559d956d4ca20f435ed74a6e71e6.png\" alt=\"Siga-nos no WhatsApp\" width=\"175\" height=\"64\"\/>&#13;<br \/>\n                <\/a><\/p>\n<p>                <a href=\"https:\/\/news.google.com\/publications\/CAAiEHRwZondIV71PDjWNoqMduEqFAgKIhB0cGaJ3SFe9Tw41jaKjHbh?hl=en-US&amp;gl=US&amp;ceid=US%3Aen\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">&#13;<br \/>\n                    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/5123dd8b087b644fdb8f8603acd1bad4.png\" alt=\"Siga-nos no Google News\" width=\"176\" height=\"64\"\/>&#13;<br \/>\n                <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"C.M. 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