{"id":168439,"date":"2025-11-28T16:51:18","date_gmt":"2025-11-28T16:51:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/168439\/"},"modified":"2025-11-28T16:51:18","modified_gmt":"2025-11-28T16:51:18","slug":"numero-de-asteroides-proximos-da-terra-ultrapassa-40-mil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/168439\/","title":{"rendered":"N\u00famero de asteroides pr\u00f3ximos da Terra ultrapassa 40 mil"},"content":{"rendered":"<p class=\"fitec-embcmp\"><a href=\"https:\/\/profile.google.com\/cp\/CgsvZy8xMjFqY2oxMw\" target=\"_blank\" class=\"ftecmp-button\" rel=\"nofollow noopener\">Siga o Olhar Digital no Google Discover<\/a><\/p>\n<p>Um marco surpreendente acaba de ser anunciado pela Ag\u00eancia Espacial Europeia (ESA): a descoberta do asteroide pr\u00f3ximo da <a href=\"https:\/\/olhardigital.com.br\/2025\/11\/25\/ciencia-e-espaco\/lua-e-terra-surgiram-de-choque-entre-vizinhos-revela-pesquisa\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">Terra <\/a>de n\u00famero 40.000. Essas <a href=\"https:\/\/olhardigital.com.br\/2025\/11\/05\/ciencia-e-espaco\/rochas-revelam-segredo-do-magnetismo-da-terra-guardado-por-meio-bilhao-de-anos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">rochas <\/a>espaciais, que variam de poucos metros a v\u00e1rios quil\u00f4metros, circulam em trajet\u00f3rias que passam relativamente perto do planeta.\u00a0<\/p>\n<p>O avan\u00e7o das detec\u00e7\u00f5es mostra a rapidez do progresso tecnol\u00f3gico e refor\u00e7a a import\u00e2ncia de acompanhar com rigor tudo o que se aproxima de n\u00f3s.<\/p>\n<p><strong>Em resumo:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Mais de 40 mil asteroides pr\u00f3ximos da Terra j\u00e1 foram detectados, segundo a ESA;<\/li>\n<li>Esses corpos exigem monitoramento constante, visando a seguran\u00e7a planet\u00e1ria;<\/li>\n<li>Levantamentos autom\u00e1ticos aceleraram o ritmo de detec\u00e7\u00e3o desde os anos 1990;<\/li>\n<li>Novos telesc\u00f3pios terrestres e miss\u00f5es espaciais futuras ampliar\u00e3o devem ampliar o cat\u00e1logo;<\/li>\n<li>Asteroides m\u00e9dios, dif\u00edcilmente mapeados, representam risco regional significativo;<\/li>\n<li>A evolu\u00e7\u00e3o das descobertas fortalece o preparo contra amea\u00e7as espaciais.<\/li>\n<\/ul>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"646\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/terra-asteroides-1024x646.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1082653\"  \/>Asteroides passam relativamente pr\u00f3ximos da Terra a todo momento. Cr\u00e9ditos: Triff\/NOOPIAN \u2013 Shutterstock. Edi\u00e7\u00e3o: Olhar Digital<strong>O que s\u00e3o NEAs \u2013 asteroides pr\u00f3ximos da Terra<\/strong><\/p>\n<p>Asteroides pr\u00f3ximos da Terra (NEAs, na sigla em ingl\u00eas) s\u00e3o aqueles cuja trajet\u00f3ria os leva a cerca de 45 milh\u00f5es de km da \u00f3rbita terrestre ou menos \u2013 uma dist\u00e2ncia curta o suficiente em termos astron\u00f4micos para exigir monitoramento constante.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/Space_Safety\/Planetary_Defence\/40_000_near-Earth_asteroids_discovered#msdynmkt_trackingcontext=2c4281c9-e5c4-4c13-949d-cce9eb510200\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener sponsored nofollow\">De acordo com a ESA<\/a>, o primeiro NEA descoberto foi Eros, em 1898. Ao longo das primeiras d\u00e9cadas desde ent\u00e3o, o ritmo de novas detec\u00e7\u00f5es avan\u00e7ou lentamente. Isso mudou quando levantamentos autom\u00e1ticos do c\u00e9u come\u00e7aram a operar nos anos 1990 e depois se tornaram ainda mais eficientes nos anos 2000. Em 2025, o total de NEAs ultrapassou 40 mil, com quase 10 mil identificados somente nos \u00faltimos tr\u00eas anos \u2013 um sinal claro de que a tecnologia de observa\u00e7\u00e3o se tornou muito mais precisa.<\/p>\n<p>Segundo Luca Conversi, gerente do Centro de Coordena\u00e7\u00e3o de Objetos Pr\u00f3ximos da Terra da ESA, as descobertas cresceram de modo acelerado nos \u00faltimos 20 anos. Ele destaca que a humanidade conhecia apenas cerca de mil NEAs no in\u00edcio do s\u00e9culo e que o total passou para quinze mil em 2016 e depois para trinta mil em 2022. Com novos telesc\u00f3pios, esse ritmo deve aumentar ainda mais.<\/p>\n<p>Entre eles est\u00e1 o<a href=\"https:\/\/olhardigital.com.br\/2025\/06\/23\/ciencia-e-espaco\/vera-c-rubin-supertelescopio-revela-as-primeiras-imagens-do-mapa-mais-completo-do-ceu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\"> Observat\u00f3rio Vera C. Rubin<\/a>, inaugurado recentemente no Chile. Embora n\u00e3o seja dedicado exclusivamente \u00e0 busca de asteroides, ele deve revelar dezenas de milhares de objetos adicionais ao longo dos pr\u00f3ximos anos.\u00a0<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"676\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/vera-c-rubin-observatory2-1024x676.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1137786\"  \/>O revolucion\u00e1rio Observat\u00f3rio Vera C. Rubin, instalado no Deserto do Atacama, no M\u00e9xico, deve revelar dezenas de milhares de NEAs. Cr\u00e9dito: RubinObs\/NOIRLab\/SLAC\/DOE\/NSF\/AURA\/W. O\u2019Mullane<\/p>\n<p>A ESA tamb\u00e9m est\u00e1 desenvolvendo o projeto Flyeye, uma rede de quatro telesc\u00f3pios espalhados pelo globo projetados para observar grandes \u00e1reas do c\u00e9u com um campo de vis\u00e3o semelhante ao de um inseto. A expectativa \u00e9 que eles encontrem asteroides que passam despercebidos pelos m\u00e9todos atuais.\u00a0<\/p>\n<p>Quando um novo NEA \u00e9 registrado, os astr\u00f4nomos utilizam todas as observa\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis para prever sua trajet\u00f3ria no longo prazo. Softwares especializados calculam as chances de impacto ao longo de anos, d\u00e9cadas e at\u00e9 s\u00e9culos. Cada nova medi\u00e7\u00e3o refina as previs\u00f5es e reduz as incertezas associadas ao movimento do objeto. Esse processo integra as atividades do Centro de Coordena\u00e7\u00e3o de Objetos Pr\u00f3ximos da Terra (NEOCC), que monitora poss\u00edveis amea\u00e7as e atualiza cen\u00e1rios de impacto.<\/p>\n<p><strong>Leia mais:<\/strong><\/p>\n<p>Atualmente, cerca de dois mil objetos t\u00eam alguma possibilidade remota de atingir a Terra nos pr\u00f3ximos cem anos. A maior parte \u00e9 formada por asteroides pequenos, incapazes de causar danos significativos. Al\u00e9m disso, as probabilidades reais de impacto s\u00e3o muito baixas e raramente chegam a um por cento. J\u00e1 os objetos maiores que um quil\u00f4metro, que poderiam produzir danos globais, est\u00e3o praticamente todos catalogados e n\u00e3o representam qualquer risco conhecido.<\/p>\n<p>O principal desafio est\u00e1 nos asteroides m\u00e9dios, com 100 a 300 metros. Eles s\u00e3o dif\u00edceis de detectar e poderiam causar forte destrui\u00e7\u00e3o regional caso atingissem o planeta. Estudos indicam que apenas trinta por cento desse grupo foi mapeado, o que refor\u00e7a a necessidade de ampliar os sistemas de vigil\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da detec\u00e7\u00e3o dos asteroides, a ESA tamb\u00e9m trabalha com m\u00e9todos de mitiga\u00e7\u00e3o de riscos. Como a<a href=\"https:\/\/olhardigital.com.br\/2025\/03\/13\/ciencia-e-espaco\/nave-investigadora-de-asteroide-sobrevoa-marte-e-fotografa-a-menor-lua-do-planeta\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\"> miss\u00e3o Hera<\/a>, por exemplo, que est\u00e1 a caminho do asteroide Dimorphos para analisar os efeitos da colis\u00e3o realizada pela miss\u00e3o Teste de Redirecionamento de Asteroide Duplo (DART), da NASA, em 2022.\u00a0<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"547\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/After_the_crash_comes_Hera-1024x547.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-591179\"  \/>Representa\u00e7\u00e3o art\u00edstica da espa\u00e7onave Hera, da Ag\u00eancia Espacial Europeia (ESA), lan\u00e7aa para estudar o asteroide atingido pela miss\u00e3o DART, da NASA, em 2022. Cr\u00e9dito: ESA\/Gabinete de Ci\u00eancia<\/p>\n<p>Outra iniciativa \u00e9 a miss\u00e3o Ramses, que acompanhar\u00e1 de perto o asteroide Apophis durante sua passagem pr\u00f3xima da Terra em 2029. J\u00e1 a Miss\u00e3o de Objetos Pr\u00f3ximos da Terra no Infravermelho (NEOMIR), prevista para ser lan\u00e7ada em meados da d\u00e9cada de 2030, permitir\u00e1 detectar asteroides no infravermelho inclusive durante o dia, algo imposs\u00edvel com telesc\u00f3pios \u00f3pticos terrestres.<\/p>\n<p>O caminho iniciado com a descoberta de Eros, ainda no s\u00e9culo XIX, al\u00e9m de revelar detalhes sobre a arquitetura do Sistema Solar, sustenta a base cient\u00edfica necess\u00e1ria para que futuras estrat\u00e9gias de defesa planet\u00e1ria sejam mais precisas e eficazes.<\/p>\n<p>\t\t\t\t\t&#13;<br \/>\n\t\t\t\t\t&#13;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Siga o Olhar Digital no Google Discover Um marco surpreendente acaba de ser anunciado pela Ag\u00eancia Espacial Europeia&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":168440,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[84],"tags":[109,107,108,32,33,105,103,104,106,110],"class_list":{"0":"post-168439","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-ciencia-e-tecnologia","8":"tag-ciencia","9":"tag-ciencia-e-tecnologia","10":"tag-cienciaetecnologia","11":"tag-portugal","12":"tag-pt","13":"tag-science","14":"tag-science-and-technology","15":"tag-scienceandtechnology","16":"tag-technology","17":"tag-tecnologia"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115628361967442682","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/168439","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=168439"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/168439\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/168440"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=168439"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=168439"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=168439"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}