{"id":168540,"date":"2025-11-28T18:43:43","date_gmt":"2025-11-28T18:43:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/168540\/"},"modified":"2025-11-28T18:43:43","modified_gmt":"2025-11-28T18:43:43","slug":"construcao-portugueses-estao-a-deixar-as-obras-no-luxemburgo-para-voltar-a-trabalhar-em-portugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/168540\/","title":{"rendered":"Constru\u00e7\u00e3o. Portugueses est\u00e3o a deixar as obras no Luxemburgo para voltar a trabalhar em Portugal"},"content":{"rendered":"<p class=\"Paragraph_paragraph__exhQA Paragraph_paragraph--default-lg-default__8QZrI articleParagraph\">A constru\u00e7\u00e3o no Luxemburgo continua em crise, <a class=\"LinkText_link-text__4lolN annotation-link_annotationLink__nXU8B\" href=\"https:\/\/www.contacto.lu\/luxemburgo\/construcao-civil-esta-a-recuperar-no-luxemburgo\/107960557.html\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">apesar de uma ligeira melhoria<\/a>, enquanto em Portugal est\u00e1 a crescer solidamente e a bom ritmo. Um cen\u00e1rio oposto ao do Gr\u00e3o-Ducado, mas com uma luta em comum: falta de m\u00e3o de obra qualificada. <\/p>\n<p class=\"Paragraph_paragraph__exhQA Paragraph_paragraph--default-lg-default__8QZrI articleParagraph\">Nos \u00faltimos anos, a tend\u00eancia crescente da constru\u00e7\u00e3o portuguesa -cujo \u00edndice de produ\u00e7\u00e3o do setor cresceu 3,1% em 2024, e o emprego aumentou 1,3% &#8211; tem vindo reduzir o fluxo migrat\u00f3rio dos trabalhadores do setor para o Gr\u00e3o-Ducado. Atualmente, assiste-se cada vez mais a um fen\u00f3meno inverso: o regresso destes trabalhadores a Portugal. <\/p>\n<p class=\"Paragraph_paragraph__exhQA Paragraph_paragraph--default-lg-default__8QZrI articleParagraph\">\u201cH\u00e1 cada vez mais portugueses a deixar a constru\u00e7\u00e3o no pa\u00eds para voltarem para Portugal e continuarem l\u00e1 a sua profiss\u00e3o nas obras\u201d, garantem ao Contacto os sindicalistas Joe Gomes, da OGBL, e Liliana Bento, da LCGB, ambos do setor da constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"Paragraph_paragraph__exhQA Paragraph_paragraph--default-lg-default__8QZrI articleParagraph\">\u201cPortugal melhorou os sal\u00e1rios na constru\u00e7\u00e3o e agora a diferen\u00e7a j\u00e1 \u00e9 pouca em rela\u00e7\u00e3o ao que se vem ganhar para c\u00e1 e para o n\u00edvel de vida caro deste pa\u00eds. Por isso, os trabalhadores portugueses, sobretudo os que v\u00eam para c\u00e1 sozinhos, est\u00e3o a preferir regressar a casa, para junto da fam\u00edlia\u201d, conta a secret\u00e1ria sindical adjunta da LCGB. <\/p>\n<p class=\"Paragraph_paragraph__exhQA Paragraph_paragraph--default-lg-default__8QZrI articleParagraph\">Estes trabalhadores fazem as contas: emigram sozinhos para trabalhar na constru\u00e7\u00e3o no Luxemburgo, muitos vivem em quartos arrendados, pagam rendas elevadas. No final do m\u00eas, sobra pouco para enviar \u00e0 fam\u00edlia. \u201cO que se ganha na constru\u00e7\u00e3o n\u00e3o justifica viver longe de casa e sozinho. Muitos acabam por voltar para Portugal e mesmo que trabalhem em obras noutra regi\u00e3o, o pa\u00eds \u00e9 pequeno e podem visitar a fam\u00edlia todos os fins de semana\u201d, conta a sindicalista. \u00a0<\/p>\n<p class=\"Paragraph_paragraph__exhQA Paragraph_paragraph--default-lg-default__8QZrI articleParagraph\">N\u00e3o s\u00e3o apenas os imigrantes sozinhos que est\u00e3o a voltar para o pa\u00eds natal. \u201cEstamos a assistir a muitos regressos mesmo de fam\u00edlias: trabalhador da constru\u00e7\u00e3o e n\u00facleo familiar\u201d, diz Joe Gomes, secret\u00e1rio central adjunto da OGBL.<\/p>\n<p class=\"Paragraph_paragraph__exhQA Paragraph_paragraph--default-lg-default__8QZrI articleParagraph\">Tamb\u00e9m este sindicalista justifica a \u201cpouca diferen\u00e7a salarial\u201d no setor, cujo patronato no Luxemburgo \u201cdesvaloriza\u201d os trabalhadores e teima em \u201cn\u00e3o aumentar os sal\u00e1rios\u201d: \u201cOs imigrantes est\u00e3o a voltar para Portugal que lhes oferece, neste momento, perspetivas de qualidade de vida mais agrad\u00e1veis. Entendem que a diferen\u00e7a dos ordenados neste setor j\u00e1 n\u00e3o justifica viver imigrado\u201d.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.contacto.lu\/sociedade\/na-construcao-trabalham-os-mais-velhos-do-luxemburgo\/107394354.html\" class=\"RelatedTeaser_related-teaser__w3AgI RelatedTeaser_related-teaser--image__GJcRr read-more_withImage__1YJa_\" data-article-id=\"107394354\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><\/p>\n<p>Ler mais:Na constru\u00e7\u00e3o trabalham os mais velhos do Luxemburgo <\/p>\n<p><\/a>Empresas do Luxemburgo a construir em Portugal<\/p>\n<p class=\"Paragraph_paragraph__exhQA Paragraph_paragraph--default-lg-default__8QZrI articleParagraph\">N\u00e3o s\u00e3o s\u00f3 os trabalhadores a voltar. A vitalidade da constru\u00e7\u00e3o em Portugal est\u00e1 tamb\u00e9m a atrair empresas luxemburguesas. \u201cH\u00e1 v\u00e1rias empresas de constru\u00e7\u00e3o daqui a abrir filiais em Portugal, a lan\u00e7arem-se em projetos de constru\u00e7\u00e3o, alguns de grande envergadura. Algumas s\u00e3o empresas de portugueses, outras n\u00e3o\u201d, sublinha Liliana Bento. <\/p>\n<p class=\"Paragraph_paragraph__exhQA Paragraph_paragraph--default-lg-default__8QZrI articleParagraph\">\u201cTamb\u00e9m essas empresas t\u00eam levado trabalhadores portugueses seus para os projetos em Portugal. Al\u00e9m do regresso ao pa\u00eds natal, estes trabalhadores v\u00e3o com emprego garantido e na mesma empresa para a qual aqui trabalhavam\u201d, real\u00e7a. \u00c9 uma oportunidade da fam\u00edlia regressar.<\/p>\n<p class=\"Paragraph_paragraph__exhQA Paragraph_paragraph--default-lg-default__8QZrI articleParagraph\">No Luxemburgo, a crise do setor tem levado a muitas fal\u00eancias e desemprego. Mas, al\u00e9m da crise, h\u00e1 muitos trabalhadores a deixar empresas privadas da constru\u00e7\u00e3o, seja para trabalharem nas comunas, que t\u00eam investido na pr\u00f3pria constru\u00e7\u00e3o de imobili\u00e1rio, seja pela oferta de emprego noutros setores que, em tempos de crise, v\u00e3o buscar trabalhadores \u00e0s obras, destaca, por seu turno, Joe Gomes. <\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.contacto.lu\/luxemburgo\/construcao-civil-esta-a-recuperar-no-luxemburgo\/107960557.html\" class=\"RelatedTeaser_related-teaser__w3AgI RelatedTeaser_related-teaser--image__GJcRr read-more_withImage__1YJa_\" data-article-id=\"107960557\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><\/p>\n<p>Ler mais:Constru\u00e7\u00e3o civil est\u00e1 a recuperar no Luxemburgo<\/p>\n<p><\/a><\/p>\n<p class=\"Paragraph_paragraph__exhQA Paragraph_paragraph--default-lg-default__8QZrI articleParagraph\">Se por um lado, os estaleiros est\u00e3o a perder trabalhadores para Portugal, por outro, h\u00e1 cada vez menos portugueses a imigrarem para trabalhar na constru\u00e7\u00e3o do Luxemburgo. \u201cS\u00e3o cada vez menos os que chegam de Portugal, agora v\u00eam poucos emigrantes, sobretudo jovens que desejam instalar-se no pa\u00eds\u201d, esclarece Liliana Bento. Os que est\u00e3o a chegar, adianta a sindicalista, s\u00e3o sobretudo pessoas mais velhas, sozinhas, que como \u201c\u00faltimo f\u00f4lego\u201d antes da reforma, decidem vir trabalhar para a constru\u00e7\u00e3o \u00a0no Luxemburgo. Ou para ajudar a pagar a universidade dos filhos, comprar a casa em Portugal ou ganhar mais um pouco nos \u00faltimos anos de carreira, especifica Liliana Bento. <\/p>\n<p class=\"Paragraph_paragraph__exhQA Paragraph_paragraph--default-lg-default__8QZrI articleParagraph\">As <a class=\"LinkText_link-text__4lolN annotation-link_annotationLink__nXU8B\" href=\"https:\/\/www.contacto.lu\/economia\/construcao-civil-no-luxemburgo-perdeu-2.430-trabalhadores-portugueses-em-tres-anos\/89011658.html\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">estat\u00edsticas oficiais<\/a> comprovam a diminui\u00e7\u00e3o dos portugueses na constru\u00e7\u00e3o: Entre mar\u00e7o de 2022 e mesmo m\u00eas de 2025, a popula\u00e7\u00e3o portuguesa neste setor diminuiu 15%, em n\u00fameros absolutos perdeu 2.430 trabalhadores lusos.<\/p>\n<p class=\"Paragraph_paragraph__exhQA Paragraph_paragraph--default-lg-default__8QZrI articleParagraph\"> Estes s\u00e3o os dados da Inspe\u00e7\u00e3o-Geral da Seguran\u00e7a Social (IGSS) luxemburguesa que, como noticiado pelo Contacto revelam que o pico de trabalhadores de nacionalidade portuguesa no setor foi atingido em 2022, com 15.830 trabalhadores. A partir de 2023, por\u00e9m, a tend\u00eancia inverteu-se e o n\u00famero foi caindo at\u00e9 aos 13.400, em mar\u00e7o deste ano. <\/p>\n<p>Newsletter O PRIMEIRO CONTACTO<\/p>\n<p class=\"Paragraph_paragraph__exhQA Paragraph_paragraph--default-sm-default__jy0uG _description_r7y8f_14\">As principais not\u00edcias, reportagens e opini\u00f5es para come\u00e7ar o dia.<\/p>\n<p>Sie k\u00f6nnen sich jederzeit wieder abmelden, wenn Sie das  m\u00f6chten. Weitere Informationen finden Sie in unserer <a class=\"LinkText_link-text__4lolN _link_f4sen_6\" href=\"https:\/\/www.aachener-zeitung.de\/anonym\/datenschutzerklaerung\/3222071.html\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Datenschutzrichtlinie<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A constru\u00e7\u00e3o no Luxemburgo continua em crise, apesar de uma ligeira melhoria, enquanto em Portugal est\u00e1 a crescer&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":168541,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[27,28,15,16,14,25,26,21,22,12,13,19,20,32,23,24,33,17,18,29,30,31],"class_list":{"0":"post-168540","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-portugal","8":"tag-breaking-news","9":"tag-breakingnews","10":"tag-featured-news","11":"tag-featurednews","12":"tag-headlines","13":"tag-latest-news","14":"tag-latestnews","15":"tag-main-news","16":"tag-mainnews","17":"tag-news","18":"tag-noticias","19":"tag-noticias-principais","20":"tag-noticiasprincipais","21":"tag-portugal","22":"tag-principais-noticias","23":"tag-principaisnoticias","24":"tag-pt","25":"tag-top-stories","26":"tag-topstories","27":"tag-ultimas","28":"tag-ultimas-noticias","29":"tag-ultimasnoticias"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115628802282125691","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/168540","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=168540"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/168540\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/168541"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=168540"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=168540"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=168540"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}