{"id":16865,"date":"2025-08-05T10:10:15","date_gmt":"2025-08-05T10:10:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/16865\/"},"modified":"2025-08-05T10:10:15","modified_gmt":"2025-08-05T10:10:15","slug":"num-ano-numero-de-violadores-aumentou-50","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/16865\/","title":{"rendered":"Num ano, n\u00famero de violadores aumentou 50%"},"content":{"rendered":"<p>Os n\u00fameros podem ser vistos de acordo com a lente de quem os v\u00ea, mas factos s\u00e3o factos e os dados agora revelados pela Dire\u00e7\u00e3o-Geral de Reinser\u00e7\u00e3o e Servi\u00e7os Prisionais (DGRSP), referentes ao ano de 2024, n\u00e3o enganam. Violadores presos nos 49 estabelecimentos prisionais passaram de 131, em 2023, para 196, a 31 de dezembro de 2024. Um aumento quase de 50%. Em 2014, havia 44 presos por id\u00eantico crime, e s\u00f3 trago o ano de 2014 porque as mem\u00f3rias do Facebook me mostraram a capa do i de 31 de julho desse ano.<\/p>\n<p>Olhando apenas para os dados, h\u00e1 um aumento consider\u00e1vel de viola\u00e7\u00f5es praticadas por portugueses, que passaram de 102, em 2023, para 166, em 2024. J\u00e1 os estrangeiros passaram de 27 para 29, sendo que no final de 2024 havia uma mulher portuguesa presa pelo crime de viola\u00e7\u00e3o. Herm\u00ednio Barradas, presidente da Associa\u00e7\u00e3o Sindical das Chefias do Corpo dos Guardas Prisionais, faz uma leitura diferente das nacionalidades: \u00abSuspeitamos, at\u00e9 porque conhecemos as cadeias, que muitos dos que est\u00e3o como portugueses devem ser aqueles portugueses do SEF e da AIMA. E isso n\u00e3o vem discriminado no relat\u00f3rio da DGRSP. N\u00f3s suspeitamos que seja isso\u00bb. Questionado sobre a fragilidade do seu argumento, Herm\u00ednio Barradas assume que os aumentos de viola\u00e7\u00f5es se devem a cidad\u00e3os \u00abn\u00e3o aut\u00f3ctones. Agora quase que h\u00e1 portugueses nacionais e portugueses internacionais\u00bb, acrescenta, refor\u00e7ando que \u00e9 o que v\u00ea nas cadeias.<\/p>\n<p><strong>Mais estrangeiros detidos por homic\u00eddio<br \/><\/strong>Continuemos com n\u00fameros, agora sobre os homic\u00eddios. Se \u00e9 verdade que em 2023 estavam presos 879 homens e mulheres, em 2024 h\u00e1 a registar menos dois casos. A grande diferen\u00e7a aqui diz respeito \u00e0 nacionalidade, e, neste caso, pode sempre aparecer algu\u00e9m com uma teoria contr\u00e1ria \u00e0 de Herm\u00ednio Barradas. Em 2023, havia 722 homens portugueses presos por terem cometido homic\u00eddio, al\u00e9m de 58 mulheres. J\u00e1 em 2024, o n\u00famero de homens presos baixou para os 683, menos 39, e o das mulheres aumentou para 61. Nos estrangeiros \u00e9 que os dados n\u00e3o s\u00e3o muito animadores, pois passaram de 91 homens e oito mulheres em 2023, para 123 homens e 10 mulheres em 2024.<\/p>\n<p>J\u00e1 a sobrelota\u00e7\u00e3o das cadeias e as guerras que l\u00e1 se passam possibilitam uma leitura curiosa. O n\u00famero de prisioneiros dos PALOP diminui, havendo apenas um pa\u00eds que aumentou, a Guin\u00e9-Bissau. \u00ab\u00c9 not\u00f3rio que aumentou o n\u00famero de estrangeiros dos outros pa\u00edses africanos. Tamb\u00e9m \u00e9 evidente que as ofensas \u00e0 integridade f\u00edsica aumentaram 20% na comunidade estrangeira\u00bb, explica Herm\u00ednio Barradas. E quanto ao peso dos prisioneiros do PCC, a m\u00e1fia brasileira? \u00abContinuamos com a mesma convic\u00e7\u00e3o. H\u00e1 quem fale em 29, n\u00f3s temos a convic\u00e7\u00e3o de que o n\u00famero anda \u00e0 volta de uma centena. Est\u00e3o espalhados pelas v\u00e1rias pris\u00f5es, que s\u00e3o um campo de recrutamento do mais f\u00e9rtil que existe, porque est\u00e3o preenchidas com pessoas fr\u00e1geis, vulner\u00e1veis e indigentes\u00bb.<\/p>\n<p><strong>Mat\u00e9rias confidenciais<br \/><\/strong>Ao Nascer do SOL, no que se refere \u00e0 quest\u00e3o relativa ao PCC, \u00aba DGRSP informa que acompanha e avalia as informa\u00e7\u00f5es e ocorr\u00eancias respeitantes ao sistema prisional nas suas diversas cambiantes, dando particular aten\u00e7\u00e3o \u00e0s referentes \u00e0 seguran\u00e7a, cujos resultados e procedimentos n\u00e3o s\u00e3o, naturalmente, suscet\u00edveis de partilha p\u00fablica\u00bb.<\/p>\n<p>Outro fen\u00f3meno que inquieta os profissionais das cadeias diz respeito \u00e0 sobrelota\u00e7\u00e3o das cadeias, algo que inst\u00e2ncias europeias n\u00e3o deixam, muitas vezes, passar em claro e multam , com frequ\u00eancia, Portugal. \u00abA m\u00e9dia da Uni\u00e3o Europeia s\u00e3o 104 pessoas presas por 100 mil habitantes. Portugal tem 115 reclusos por 100 mil habitantes. Mas se formos ver s\u00f3 os estrangeiros, s\u00e3o 137 reclusos por 100 mil habitantes. Portanto, o r\u00e1cio portugu\u00eas est\u00e1 inflacionado, estes 115 deviam ser menos se n\u00e3o houvesse os tais 2.053 estrangeiros presos. Em 1.500.000 de popula\u00e7\u00e3o admitida estrangeira em Portugal, existem 2.053 cidad\u00e3os presos. D\u00e1 um r\u00e1cio de 137 reclusos por 100 mil habitantes. Portanto, 16% da popula\u00e7\u00e3o prisional j\u00e1 s\u00e3o estrangeiros. Onde \u00e9 que aumentou? Foi nos outros pa\u00edses de \u00c1frica\u00bb.<\/p>\n<p>Herm\u00ednio Barradas, um dos rostos sindicais mais combativos, diz mais. \u00abTemos 28 estabelecimentos prisionais com sobrelota\u00e7\u00e3o, mas s\u00e3o mais porque h\u00e1 estabelecimentos que t\u00eam espa\u00e7os inativos e a Dire\u00e7\u00e3o-Geral contabiliza-os como v\u00e1lidos, como por exemplo Alcoentre\u00bb, adianta Herm\u00ednio Barradas.<\/p>\n<p>O sindicalista acrescenta: \u00abPor exemplo, Tires, tem 470 de lota\u00e7\u00e3o. A 31 de dezembro de 2024 tinha 417 reclusas, mas tem um pavilh\u00e3o de 120 fechado. Portanto, a lota\u00e7\u00e3o neste momento s\u00e3o 350 e t\u00eam l\u00e1 417. Eles t\u00eam os espa\u00e7os inflacionados, d\u00e3o aqui uma lota\u00e7\u00e3o de 470, mas n\u00e3o dizem que t\u00eam um pavilh\u00e3o fechado de 120 pessoas. Est\u00e1 a 120% da lota\u00e7\u00e3o\u00bb.<\/p>\n<p>Os dados sobre a popula\u00e7\u00e3o prisional apresentados s\u00e3o inquestion\u00e1veis, apesar de muitas perguntas ficarem por responder, pois muitas das nacionalidades dos detidos s\u00e3o mantidas em segredo. Quem tiver d\u00favidas \u00e9 s\u00f3 consultar o site da DGRSP. Pode saber quantos prisioneiros dos PALOP est\u00e3o nas cadeias portuguesas, de Marrocos e Nig\u00e9ria. Mas n\u00e3o h\u00e1 mais dados de \u00c1frica. O mesmo se passa com a \u00c1sia e a da Am\u00e9rica Latina s\u00f3 sabemos os dados dos brasileiros, colombianos e venezuelanos. O resto \u00e9 um deserto.<\/p>\n<p><strong>Mais 500 reclusos<br \/><\/strong>Mas voltemos aos n\u00fameros. Oficialmente, a 31 de dezembro de 2023 havia 12.193 reclusos, enquanto em 31 de dezembro de 2024 havia 12.360. E a 15 de julho do corrente ano quantos prisioneiros est\u00e3o registados? 12.685.<br \/>Por fim, h\u00e1 a guerra da falta de guardas, chefes e demais trabalhadores dos servi\u00e7os prisionais, pelo menos de acordo com os sindicatos. Olhando para o relat\u00f3rio n\u00e3o se fica com essa ideia t\u00e3o clara. \u00abA DGRSP diz que havia 3.872 guardas prisionais em 31 de dezembro, mas o n\u00famero j\u00e1 baixou dos 3.700. E nos chefes a m\u00e9dia subiu uma d\u00e9cima, segundo os mesmo dados da Dire\u00e7\u00e3o-Geral. Ainda n\u00e3o vi a lista de agosto, mas no m\u00eas passado foram mais tr\u00eas embora\u00bb.<\/p>\n<p>Na senda sindicalista, Herm\u00ednio Barradas defende, alguns, diretores. \u00abEst\u00e3o a sair diretores e tudo, ainda agora o de Sintra foi-se embora, n\u00e3o o apoiaram, o homem teve l\u00e1 aquela fuga do gajo que andava a pintar o muro, tem 66 anos, \u00e9 extremamente v\u00e1lido, e desliga amanh\u00e3, passa \u00e0 disponibilidade. Jo\u00e3o Guimas \u00e9 um dos melhores diretores que est\u00e1 a\u00ed ao servi\u00e7o\u00bb.<\/p>\n<p><strong>Os prisioneiros trans <\/strong><\/p>\n<p>O Nascer do SOL questionou a DGRSP sobre o n\u00famero de trans nos estabelecimentos prisionais, numa altura que circula pelas redes sociais um texto a atacar a comunidade trans nas cadeias. <\/p>\n<p>\u00abInforma-se que, ao presente momento, se encontram no sistema prisional cinco reclusos em processo de transi\u00e7\u00e3o de g\u00e9nero, mas que j\u00e1 alteraram a sua identidade civil em fun\u00e7\u00e3o de procedimentos de mudan\u00e7a de g\u00e9nero com o qual se identificam e que, ao abrigo das disposi\u00e7\u00f5es legais est\u00e1 obrigada ao dever de reserva relativamente \u00e0 situa\u00e7\u00e3o jur\u00eddico penal e prisional das pessoas postas \u00e0 sua guarda, sendo que tamb\u00e9m n\u00e3o faz partilha publica dos estabelecimentos prisionais de afeta\u00e7\u00e3o dos reclusos. A afeta\u00e7\u00e3o das pessoas a estabelecimentos prisionais toma, no passado como no presente, em considera\u00e7\u00e3o a identidade civil\u00bb, disse Jos\u00e9 Semedo Moreira, Chefe de Equipa do Centro de Compet\u00eancias de Comunica\u00e7\u00e3o e Rela\u00e7\u00f5es Externa, ao nosso jornal.<\/p>\n<p>Mas vamos ent\u00e3o para as redes sociais e vejamos o que diz a tal den\u00fancia. \u00abV\u00e1rios guardas prisionais contactaram o RCE para denunciar a vergonha e inf\u00e2mia que decorrer no Estabelecimento Prisional de Tires (pris\u00e3o feminina). Na ala conhecida como \u2018Casa das M\u00e3es\u2019 um espa\u00e7o com 800 m2 destinado sobretudo a reclusas mais velhas, gr\u00e1vidas, trabalhadoras ou com filhos menores (onde as crian\u00e7as pernoitam com as m\u00e3es) foram colocados seis homens travestidos de mulher a cumprir pena: quatro brasileiros, um venezuelano e um portugu\u00eas. Estes seis indiv\u00edduos partilham balne\u00e1rios com as restantes reclusas, tendo rela\u00e7\u00f5es sexuais nesses espa\u00e7os ou nas pr\u00f3prias celas\u00bb, l\u00ea-se na den\u00fancia.<\/p>\n<p>Fonte dos servi\u00e7os prisionais garante que a informa\u00e7\u00e3o \u00ab\u00e9 completamente falsa e que h\u00e1 tr\u00eas trans em Tires, mas ainda n\u00e3o fizeram a opera\u00e7\u00e3o. Isto \u00e9: t\u00eam p\u00e9nis. H\u00e1 um caso de uma mulher trans que est\u00e1 a mudar de sexo para homem, mas que tamb\u00e9m ainda n\u00e3o completou a mudan\u00e7a, e est\u00e1 em \u00c9vora. A DGRSP achou que preenchia os requisitos para ter prote\u00e7\u00e3o especial, pois essa cadeia de \u00c9vora \u00e9 para casos especiais\u00bb. O outro trans n\u00e3o se sabe em que cadeia est\u00e1.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Os n\u00fameros podem ser vistos de acordo com a lente de quem os v\u00ea, mas factos s\u00e3o factos&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":16866,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[27,28,604,6404,15,16,14,25,26,21,22,12,13,19,20,32,23,24,4893,33,17,18,29,30,31,6405],"class_list":{"0":"post-16865","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-portugal","8":"tag-breaking-news","9":"tag-breakingnews","10":"tag-crime","11":"tag-direcao-geral-de-reinsercao-e-servicos-prisionais","12":"tag-featured-news","13":"tag-featurednews","14":"tag-headlines","15":"tag-latest-news","16":"tag-latestnews","17":"tag-main-news","18":"tag-mainnews","19":"tag-news","20":"tag-noticias","21":"tag-noticias-principais","22":"tag-noticiasprincipais","23":"tag-portugal","24":"tag-principais-noticias","25":"tag-principaisnoticias","26":"tag-prisoes","27":"tag-pt","28":"tag-top-stories","29":"tag-topstories","30":"tag-ultimas","31":"tag-ultimas-noticias","32":"tag-ultimasnoticias","33":"tag-violadores"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16865","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16865"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16865\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/16866"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16865"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16865"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16865"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}