{"id":168697,"date":"2025-11-28T21:19:26","date_gmt":"2025-11-28T21:19:26","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/168697\/"},"modified":"2025-11-28T21:19:26","modified_gmt":"2025-11-28T21:19:26","slug":"nova-evidencia-reforca-o-diabetes-como-marcador-do-cancer-de-pancreas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/168697\/","title":{"rendered":"Nova evid\u00eancia refor\u00e7a o diabetes como marcador do c\u00e2ncer de p\u00e2ncreas"},"content":{"rendered":"<p>O c\u00e2ncer de p\u00e2ncreas \u00e9 um dos tumores mais agressivos da <strong><a href=\"https:\/\/medicinasa.com.br\/tag\/oncologia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">oncologia<\/a><\/strong>. No Brasil, embora represente cerca de 1% de todos os casos diagnosticados, responde por aproximadamente 5% das mortes por c\u00e2ncer. Essa discrep\u00e2ncia se explica pelo comportamento silencioso da doen\u00e7a, os sintomas costumam aparecer tardiamente e o tumor cresce de forma r\u00e1pida e invasiva. Como consequ\u00eancia, cerca de 80% dos pacientes descobrem o c\u00e2ncer j\u00e1 em est\u00e1gio avan\u00e7ado, quando as possibilidades de cura s\u00e3o reduzidas. No entanto, pesquisas recentes t\u00eam apontado para um poss\u00edvel aliado no diagn\u00f3stico mais precoce: o diabetes de in\u00edcio recente pode funcionar como um marcador importante para esse tipo de neoplasia.<\/p>\n<p>De acordo com estudos publicados na Clinical Gastroenterology and Hepatology, o new-onset diabetes (diabetes diagnosticado nos \u00faltimos 6 a 36 meses) tem se mostrado um dos sinais mais relevantes para a detec\u00e7\u00e3o precoce do c\u00e2ncer pancre\u00e1tico. Isso porque, em muitos casos, o diabetes recente n\u00e3o \u00e9 apenas uma nova condi\u00e7\u00e3o metab\u00f3lica, mas pode refletir altera\u00e7\u00f5es induzidas pelo pr\u00f3prio tumor ainda em fase inicial. A pesquisa mostra que at\u00e9 80% dos pacientes com c\u00e2ncer de p\u00e2ncreas apresentam alguma altera\u00e7\u00e3o na glicemia, e que cerca de 1 em cada 4 desenvolve diabetes de in\u00edcio recente antes mesmo de receber o diagn\u00f3stico do tumor.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-146609\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/diabetes-endocrinologia-paciente-aplicativo.jpg\" alt=\"\" width=\"850\" height=\"566\"  \/><\/p>\n<p>\u201cO c\u00e2ncer e o diabetes t\u00eam v\u00e1rios fatores de risco em comum, como obesidade, tabagismo, envelhecimento, sedentarismo e alimenta\u00e7\u00e3o n\u00e3o saud\u00e1vel. No c\u00e2ncer pancre\u00e1tico, isso toma uma propor\u00e7\u00e3o maior, pois o p\u00e2ncreas \u00e9 uma gl\u00e2ndula respons\u00e1vel por produzir a insulina, um horm\u00f4nio essencial no aproveitamento da glicose como fonte de energia para as c\u00e9lulas trabalharem. A doen\u00e7a altera o funcionamento desse \u00f3rg\u00e3o, que passa a produzir menos insulina, levando ao diabetes, por isso alguns pacientes j\u00e1 chegam com diabetes, ou pioram um quadro anterior, mesmo sem saber do diagn\u00f3stico do tumor\u201d, explica Felipe Coimbra, l\u00edder do Centro de Refer\u00eancia de Tumores do Aparelho Digestivo Alto do <strong><a href=\"https:\/\/medicinasa.com.br\/tag\/a-c-camargo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">A.C.Camargo Cancer Center<\/a><\/strong>.<\/p>\n<p>Esse comportamento metab\u00f3lico acende um alerta, principalmente em pessoas acima dos 50 anos. Quando o diabetes surge de forma abrupta, sem causa aparente e especialmente associado \u00e0 perda de peso n\u00e3o explicada ou \u00e0 aus\u00eancia de fatores cl\u00e1ssicos de risco para diabetes, o risco de c\u00e2ncer pancre\u00e1tico pode aumentar de 6 a 8 vezes. Segundo o especialista, ter diabetes n\u00e3o significa que todos ter\u00e3o c\u00e2ncer de p\u00e2ncreas, mas reconhecer essa correla\u00e7\u00e3o permite antecipar investiga\u00e7\u00f5es e aumentar as chances de diagn\u00f3stico em fases mais trat\u00e1veis.<\/p>\n<p>Dados do Observat\u00f3rio do C\u00e2ncer do A.C.Camargo Cancer Center mostram que as taxas de sobrevida do c\u00e2ncer de p\u00e2ncreas podem chegar a 49,1% em pacientes diagnosticados no est\u00e1gio I; 24,1% quando diagnosticados no est\u00e1gio II; 5,2% no est\u00e1gio III e 2,8% no est\u00e1gio IV. \u201cA taxa de sobrevida do A.C.Camargo \u00e9 equiparada \u00e0 dos melhores Cancer Centers do mundo. O paciente tem o suporte de um grupo multidisciplinar de especialistas em todas as etapas, desde a preven\u00e7\u00e3o e o diagn\u00f3stico at\u00e9 a reabilita\u00e7\u00e3o. Nosso modelo Cancer Center integra diagn\u00f3stico, tratamento, ensino e pesquisa do c\u00e2ncer, medicina baseada em dados e acompanhamento e terapias personalizadas\u201d, finaliza Felipe Coimbra.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O c\u00e2ncer de p\u00e2ncreas \u00e9 um dos tumores mais agressivos da oncologia. 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