{"id":168702,"date":"2025-11-28T21:24:16","date_gmt":"2025-11-28T21:24:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/168702\/"},"modified":"2025-11-28T21:24:16","modified_gmt":"2025-11-28T21:24:16","slug":"adeus-luxemburgo-portugueses-saem-do-grao-ducado-e-voltam-para-casa-por-este-motivo-e-nao-e-pelo-natal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/168702\/","title":{"rendered":"Adeus Luxemburgo? Portugueses saem do Gr\u00e3o Ducado e voltam para casa por este motivo (e n\u00e3o \u00e9 pelo Natal)"},"content":{"rendered":"<p><strong>O setor da constru\u00e7\u00e3o em Portugal tem registado crescimento sustentado e est\u00e1 a atrair de volta trabalhadores portugueses que nos \u00faltimos anos procuraram melhores condi\u00e7\u00f5es no Luxemburgo. De acordo com o portal de not\u00edcias Contacto, a produ\u00e7\u00e3o nacional no setor aumentou 3,1% em 2024, com o emprego a subir 1,3%, cen\u00e1rio que contrasta com o momento atual no Gr\u00e3o Ducado, onde a constru\u00e7\u00e3o atravessa dificuldades e perda de m\u00e3o de obra.<\/strong><\/p>\n<p>Esta diferen\u00e7a est\u00e1 a inverter o fluxo migrat\u00f3rio. Segundo a mesma fonte, h\u00e1 cada vez mais profissionais a abandonar o Luxemburgo para regressar ao pa\u00eds de origem e prosseguir carreira na constru\u00e7\u00e3o. Os sindicatos OGBL e LCGB apontam que sal\u00e1rios mais competitivos e o custo de vida tornam a perman\u00eancia em territ\u00f3rio luxemburgu\u00eas menos compensat\u00f3ria, sobretudo para quem vai sozinho e mant\u00e9m despesas elevadas com alojamento.<\/p>\n<p><strong>Quando o regresso compensa mais do que ficar<\/strong><\/p>\n<p>Escreve o portal que muitos trabalhadores calculam despesas e rendimento dispon\u00edvel no final do m\u00eas e concluem que o esfor\u00e7o de viver longe n\u00e3o se traduz no retorno financeiro esperado. A secret\u00e1ria adjunta da LCGB afirma que o encarecimento geral torna o saldo pouco favor\u00e1vel, levando muitos a optar por regressar, onde al\u00e9m do rendimento conseguem manter proximidade familiar. \u201cOs trabalhadores portugueses, sobretudo os que v\u00eam para c\u00e1 sozinhos, est\u00e3o a preferir regressar a casa, para junto da fam\u00edlia\u201d, acrescenta a secret\u00e1ria.<\/p>\n<p>O fen\u00f3meno n\u00e3o se limita a migrantes isolados. Tamb\u00e9m fam\u00edlias inteiras est\u00e3o a regressar, levando consigo experi\u00eancia do setor e procurando continuidade laboral em Portugal. Joe Gomes, da OGBL, refere que a estagna\u00e7\u00e3o salarial e a desvaloriza\u00e7\u00e3o percebida pelos trabalhadores pesam na decis\u00e3o, num momento em que as perspetivas nacionais oferecem maior equil\u00edbrio entre rendimento e qualidade de vida.<\/p>\n<p>Refere a mesma fonte que o movimento inverso n\u00e3o se faz apenas de pessoas. H\u00e1 empresas luxemburguesas a estabelecer filiais e a desenvolver projetos de constru\u00e7\u00e3o em territ\u00f3rio portugu\u00eas. Em alguns casos, mant\u00eam os pr\u00f3prios trabalhadores que antes atuavam no estrangeiro, garantindo-lhes emprego e facilitando o regresso definitivo. Nestas situa\u00e7\u00f5es, o retorno \u00e9 acompanhado de continuidade profissional e maior estabilidade familiar.<\/p>\n<p>Enquanto o mercado portugu\u00eas absorve m\u00e3o de obra, o Luxemburgo enfrenta fal\u00eancias no setor e desloca\u00e7\u00e3o de trabalhadores para outros segmentos, incluindo obras promovidas por comunas e servi\u00e7os p\u00fablicos. A redu\u00e7\u00e3o de oferta na constru\u00e7\u00e3o privada tem contribu\u00eddo para esta reorienta\u00e7\u00e3o, abrindo portas a mudan\u00e7a de pa\u00eds ou de atividade.<\/p>\n<p><strong>Menos entradas, mais sa\u00eddas: os n\u00fameros confirmam a tend\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p>Neste momento, j\u00e1 s\u00e3o menos os portugueses a emigrar para trabalhar no setor da constru\u00e7\u00e3o luxemburgu\u00eas. Hoje chegam sobretudo profissionais mais velhos ou em fase final de carreira, que procuram \u00faltimo refor\u00e7o financeiro para projetos pessoais, como apoio a estudos dos filhos ou aquisi\u00e7\u00e3o de habita\u00e7\u00e3o em Portugal.<\/p>\n<p>Segundo o <a href=\"https:\/\/www.contacto.lu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">Contacto<\/a>, entre mar\u00e7o de 2022 e mar\u00e7o de 2025, o n\u00famero de trabalhadores portugueses na constru\u00e7\u00e3o no Luxemburgo caiu 15%. Neste per\u00edodo perderam se 2.430 profissionais na atividade, ap\u00f3s um pico registado em 2022 com 15.830 trabalhadores. A partir de 2023 a tend\u00eancia inverteu se e os valores desceram at\u00e9 aos 13.400 contabilizados este ano.<\/p>\n<p>As altera\u00e7\u00f5es do setor em ambos os pa\u00edses mostram uma transi\u00e7\u00e3o que tem impacto humano e econ\u00f3mico. Enquanto Portugal absorve trabalhadores e empresas que regressam ou se relocalizam, o Luxemburgo procura alternativas num segmento ainda fragilizado. O movimento, feito em sil\u00eancio ao longo dos \u00faltimos anos, est\u00e1 agora vis\u00edvel nas estat\u00edsticas e nas decis\u00f5es individuais de quem prefere regressar a casa.<\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m: <a href=\"https:\/\/postal.pt\/nacional\/chuva-em-forca-a-caminho-de-portugal-neste-dia-com-nova-frente-fria-atlantica-e-estes-serao-os-distritos-mais-afetados\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Chuva \u2018em for\u00e7a\u2019 a caminho de Portugal neste dia com nova frente fria atl\u00e2ntica e estes ser\u00e3o os distritos mais afetados<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O setor da constru\u00e7\u00e3o em Portugal tem registado crescimento sustentado e est\u00e1 a atrair de volta trabalhadores portugueses&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":168703,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[27,28,15,16,14,25,26,21,22,12,13,19,20,32,23,24,33,17,18,29,30,31],"class_list":{"0":"post-168702","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-portugal","8":"tag-breaking-news","9":"tag-breakingnews","10":"tag-featured-news","11":"tag-featurednews","12":"tag-headlines","13":"tag-latest-news","14":"tag-latestnews","15":"tag-main-news","16":"tag-mainnews","17":"tag-news","18":"tag-noticias","19":"tag-noticias-principais","20":"tag-noticiasprincipais","21":"tag-portugal","22":"tag-principais-noticias","23":"tag-principaisnoticias","24":"tag-pt","25":"tag-top-stories","26":"tag-topstories","27":"tag-ultimas","28":"tag-ultimas-noticias","29":"tag-ultimasnoticias"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115629435345108123","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/168702","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=168702"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/168702\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/168703"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=168702"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=168702"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=168702"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}