{"id":169249,"date":"2025-11-29T11:16:21","date_gmt":"2025-11-29T11:16:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/169249\/"},"modified":"2025-11-29T11:16:21","modified_gmt":"2025-11-29T11:16:21","slug":"podem-ser-ativados-anos-depois-marinha-alerta-para-explosivos-sonoros-nos-cabos-submarinos-e-testa-drones-para-os-travar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/169249\/","title":{"rendered":"&#8220;Podem ser ativados anos depois&#8221;. Marinha alerta para explosivos sonoros nos cabos submarinos &#8211; e testa drones para os travar"},"content":{"rendered":"<p>\t                T\u00eam a largura de um dedo e carregam a economia global, mas s\u00e3o o novo alvo da guerra h\u00edbrida. Portugal, por onde passam 75% dos cabos transatl\u00e2nticos, est\u00e1 na linha da frente para impedir um apag\u00e3o digital causado por explosivos ativados \u00e0 dist\u00e2ncia<\/p>\n<p>Um navio civil atravessa a costa portuguesa numa rota aparentemente inofensiva. A sua tripula\u00e7\u00e3o tem, contudo, a miss\u00e3o de largar um pequeno objeto sobre um cabo de fibra \u00f3tica. S\u00f3 que esse objeto n\u00e3o explode com impacto imediato, nem nas horas seguintes. Permanece intocado no fundo do mar, junto \u00e0 infraestrutura cr\u00edtica, a &#8220;dormir&#8221; durante anos. At\u00e9 que um dia, um sinal sonoro muito espec\u00edfico lhe envia uma ordem, a carga \u00e9 detonada e o caos come\u00e7a. Pa\u00edses ficam sem internet, sistemas financeiros deixam de funcionar e os servi\u00e7os cr\u00edticos perdem a capacidade de resposta.\u00a0<\/p>\n<p>Esta \u00e9 uma amea\u00e7a real e que est\u00e1 a preocupar a marinha portuguesa. O alerta foi dado pelo contra-almirante Nuno Sardinha Monteiro, chefe de Gabinete do Chefe de Estado-Maior da Armada, durante a edi\u00e7\u00e3o <a href=\"https:\/\/cnnportugal.iol.pt\/aominuto\/69296ce6d34e3caad84bcde9\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">CNN Summit dedicada ao Mar<\/a>. Segundo o respons\u00e1vel, a guerra h\u00edbrida trouxe para o fundo do mar t\u00e1ticas cada vez mais sofisticadas.\u00a0<\/p>\n<p>&#8220;O lan\u00e7amento para o fundo do mar de dispositivos explosivos improvisados \u00e9 uma amea\u00e7a que existe. Estes dispositivos s\u00e3o deixados cair junto aos cabos e depois podem ser ativados at\u00e9 por forma ac\u00fastica um ou dois anos depois&#8221;, alerta Nuno Monteiro.<\/p>\n<p>E a preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 justificada. Hoje, quase 100% das comunica\u00e7\u00f5es feitas por todo o mundo acontecem atrav\u00e9s destes cabos. Isso significa que as redes que utilizamos para trabalhar, em casa ou no escrit\u00f3rio, muitas das comunica\u00e7\u00f5es via WhatsApp ou outras redes sociais e grandes transa\u00e7\u00f5es financeiras est\u00e3o dependentes do que passa por estes cabos. E grande parte dessas comunica\u00e7\u00f5es passam pela nossa Zona Econ\u00f3mica Exclusiva: cerca de 10% a 15% dos cabos de todo o planeta passam por esta \u00e1rea.<\/p>\n<p>No passado, a pr\u00f3pria marinha j\u00e1 tinha confirmado que a R\u00fassia tinha realizado <a href=\"https:\/\/madeira.rtp.pt\/sociedade\/gouveia-e-melo-veio-a-madeira-para-perceber-melhor-o-que-se-passou-video\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">a\u00e7\u00f5es de espionagem<\/a> nas rotas de cabos submarinos na costa portuguesa. Al\u00e9m disso, um dos principais aliados de Putin, o antigo presidente Dmitry Medvedev, j\u00e1 admitiu que a R\u00fassia n\u00e3o ter\u00e1 &#8220;constrangimentos&#8221; de qualquer ordem que os previnam de &#8220;destruir os cabos de comunica\u00e7\u00e3o&#8221; ocidentais.\u00a0<\/p>\n<p>&#8220;Os cabos submarinos s\u00e3o de facto uma infraestrutura fundamental na sociedade contempor\u00e2nea [&#8230;]. No entanto, eles s\u00e3o bastante vulner\u00e1veis. Um cabo submarino tem mais ou menos a largura de um dedo, v\u00e3o enterrados a meio metro de profundidade, e depois jazem no leito do mar, ao longo dos oceanos. E portanto s\u00e3o vulner\u00e1veis a danos, a interrup\u00e7\u00f5es, a ataques maliciosos e a destrui\u00e7\u00e3o por causas naturais&#8221;, afirma Nuno Monteiro.<\/p>\n<p>O exemplo do que pode acontecer n\u00e3o \u00e9 te\u00f3rico: desde as explos\u00f5es no gasoduto Nord Stream, em setembro de 2022, o Mar B\u00e1ltico j\u00e1 registou 11 incidentes de danos ou interrup\u00e7\u00f5es em infraestruturas cr\u00edticas submarinas. Por esse motivo, a marinha portuguesa est\u00e1 a &#8220;desenvolver t\u00e9cnicas e procedimentos&#8221; para ir ao fundo do mar para detetar amea\u00e7as juntos aos cabos, em caso de suspeita de amea\u00e7a.\u00a0<\/p>\n<p>A estrat\u00e9gia para &#8220;ca\u00e7ar&#8221; estas amea\u00e7as adormecidas passa a envolver ve\u00edculos n\u00e3o tripulados, tamb\u00e9m conhecidos como drones subaqu\u00e1ticos, que patrulham as profundezas do oceano. &#8220;Estamos a desenvolver t\u00e9cnicas utilizando ve\u00edculos que v\u00e3o at\u00e9 cerca de mil metros de profundidade e que conseguem detetar se existem amea\u00e7as junto aos cabos&#8221;, explica o oficial.<\/p>\n<p>Mas essa n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica solu\u00e7\u00e3o. Portugal est\u00e1 a testar uma tecnologia inovadora que transforma a pr\u00f3pria fibra \u00f3tica do cabo num sensor de vigil\u00e2ncia. O sistema permite detetar &#8220;oscila\u00e7\u00f5es&#8221; nas fibras causadas pela aproxima\u00e7\u00e3o de navios \u00e0 superf\u00edcie, permitindo \u00e0s autoridades perceber, a partir de terra, se uma embarca\u00e7\u00e3o suspeita est\u00e1 a flutuar sobre um cabo sens\u00edvel.<\/p>\n<p>Caso os sensores ou os drones detetem um destes explosivos &#8220;adormecidos&#8221;, entra em a\u00e7\u00e3o a capacidade de interven\u00e7\u00e3o da marinha portuguesa. Os militares disp\u00f5em de ROVs (Remotely Operated Vehicles), como o rob\u00f4 Luso, com capacidade para operar at\u00e9 aos 6 mil metros de profundidade. A miss\u00e3o, nesse caso, deixa de ser apenas vigiar e passa a ser, nas palavras do contra-almirante, &#8220;ir l\u00e1 e retirar as amea\u00e7as&#8221; antes que o sinal sonoro seja enviado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"T\u00eam a largura de um dedo e carregam a economia global, mas s\u00e3o o novo alvo da guerra&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":169250,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[609,611,27,28,6100,607,608,604,610,837,539,15,16,830,14,603,25,26,570,21,22,4490,606,62,12,13,19,20,35476,602,32,23,24,839,58,605,17,18,29,30,31,63,64,65],"class_list":{"0":"post-169249","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-mundo","8":"tag-alerta","9":"tag-ao-minuto","10":"tag-breaking-news","11":"tag-breakingnews","12":"tag-cabos-submarinos","13":"tag-cnn","14":"tag-cnn-portugal","15":"tag-crime","16":"tag-direto","17":"tag-drones","18":"tag-educacao","19":"tag-featured-news","20":"tag-featurednews","21":"tag-guerra","22":"tag-headlines","23":"tag-justica","24":"tag-latest-news","25":"tag-latestnews","26":"tag-live","27":"tag-main-news","28":"tag-mainnews","29":"tag-marinha","30":"tag-meteorologia","31":"tag-mundo","32":"tag-news","33":"tag-noticias","34":"tag-noticias-principais","35":"tag-noticiasprincipais","36":"tag-nuno-sardinha-monteiro","37":"tag-pais","38":"tag-portugal","39":"tag-principais-noticias","40":"tag-principaisnoticias","41":"tag-russia","42":"tag-sociedade","43":"tag-tempo","44":"tag-top-stories","45":"tag-topstories","46":"tag-ultimas","47":"tag-ultimas-noticias","48":"tag-ultimasnoticias","49":"tag-world","50":"tag-world-news","51":"tag-worldnews"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":"Validation failed: Text character limit of 500 exceeded"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/169249","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=169249"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/169249\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/169250"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=169249"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=169249"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=169249"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}