{"id":169460,"date":"2025-11-29T14:56:08","date_gmt":"2025-11-29T14:56:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/169460\/"},"modified":"2025-11-29T14:56:08","modified_gmt":"2025-11-29T14:56:08","slug":"estudo-conclui-que-vitoria-russa-na-ucrania-custaria-o-dobro-a-europa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/169460\/","title":{"rendered":"Estudo conclui que vit\u00f3ria russa na Ucr\u00e2nia custaria o dobro \u00e0 Europa"},"content":{"rendered":"<p>\t                A decis\u00e3o que as capitais europeias tomarem nos pr\u00f3ximos meses n\u00e3o se joga apenas em tanques, drones e sistemas de defesa a\u00e9rea, mas em bili\u00f5es de euros, fronteiras internas sob press\u00e3o e margem de manobra para o Kremlin testar a NATO. Um novo exerc\u00edcio de risco tra\u00e7a dois caminhos para a guerra na Ucr\u00e2nia e calcula que o cen\u00e1rio em que Moscovo imp\u00f5e os termos da paz pode sair quase duas vezes mais caro \u00e0 Europa do que financiar, em larga escala, a capacidade de resist\u00eancia de Kiev<\/p>\n<p data-end=\"297\" data-start=\"213\">Um estudo publicado a 25 de Novembro pela consultora Corisk e pelo Instituto Noruegu\u00eas de Assuntos Internacionais parte de uma pergunta simples \u2014 quanto custa a guerra, dependendo de quem tem a vantagem? \u2014 <a href=\"https:\/\/www.researchgate.net\/publication\/397941386_Europe&#039;s_choice_Military_and_economic_scenarios_for_the_War_in_Ukraine_Corisk_Report_Series_No_12_2025\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">e responde com contas pesadas<\/a> para o lado europeu.<\/p>\n<p data-end=\"297\" data-start=\"213\">Os autores desenham dois cen\u00e1rios militares e econ\u00f3micos para o conflito, tendo como pano de fundo a press\u00e3o de Washington para um plano de paz que poder\u00e1 ser desfavor\u00e1vel \u00e0 Ucr\u00e2nia, e concluem que, qualquer que seja o desfecho, a maior parte da factura cair\u00e1 sobre os or\u00e7amentos dos pa\u00edses europeus. A diferen\u00e7a, sublinham, \u00e9 que aceitar uma vit\u00f3ria parcial russa significaria pagar mais, durante mais tempo e mais perto de casa.<\/p>\n<p data-end=\"2573\" data-start=\"1492\">No primeiro cen\u00e1rio, Moscovo continua a avan\u00e7ar devagar, consolidando ganhos no terreno at\u00e9 ao Dnipro e obrigando Kiev a um acordo negociado em termos favor\u00e1veis ao Kremlin. Essa \u201cvit\u00f3ria parcial\u201d daria \u00e0 R\u00fassia margem para influenciar a orienta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e econ\u00f3mica da Ucr\u00e2nia, incluindo dossiers como a ades\u00e3o \u00e0 Uni\u00e3o Europeia e \u00e0 NATO.<\/p>\n<p data-end=\"2573\" data-start=\"1492\">O estudo admite que o pa\u00eds possa perder at\u00e9 metade do seu territ\u00f3rio, mergulhar numa instabilidade pol\u00edtica prolongada e sofrer recuos democr\u00e1ticos profundos, com risco de fal\u00eancia do pr\u00f3prio Estado. Entre seis e 11 milh\u00f5es de pessoas poderiam sair da Ucr\u00e2nia em direc\u00e7\u00e3o a outros pa\u00edses europeus, com custos estimados entre 524 e 952 mil milh\u00f5es de euros em quatro anos apenas em resposta humanit\u00e1ria e integra\u00e7\u00e3o de refugiados. Se a isto se somar o refor\u00e7o da defesa no flanco leste da NATO, os autores calculam um encargo total entre 1,2 e 1,6 bili\u00f5es de euros, num cen\u00e1rio em que a R\u00fassia ficaria ainda com liberdade para deslocar meios militares para a Mold\u00e1via, os pa\u00edses b\u00e1lticos ou o \u00c1rctico, exigindo novas camadas de dissuas\u00e3o.<\/p>\n<p><b>Segundo cen\u00e1rio: apoiar Kiev, poupar dinheiro\u00a0<\/b> <\/p>\n<p data-end=\"3900\" data-start=\"2575\">O segundo cen\u00e1rio inverte o sinal das mesmas vari\u00e1veis. Com aquilo que o relat\u00f3rio classifica como um n\u00edvel de apoio \u201cadequado\u201d, a Ucr\u00e2nia poderia reconstruir superioridade de combate semelhante \u00e0 das contra-ofensivas de 2022, recuperar zonas ocupadas e for\u00e7ar a R\u00fassia a negociar termos que salvaguardem os interesses vitais de Kiev.<\/p>\n<p data-end=\"3900\" data-start=\"2575\">Para l\u00e1 chegar, seria preciso concentrar num a dois anos um pacote de meios que inclui entre 1500 e 2500 carros de combate, 2000 a 3000 sistemas de artilharia, at\u00e9 oito milh\u00f5es de drones de v\u00e1rios tipos, sistemas de defesa a\u00e9rea e m\u00edsseis estrat\u00e9gicos. Entregues essas capacidades, o estudo admite que a Ucr\u00e2nia consiga travar o avan\u00e7o russo, retomar \u00e1reas consideradas estrat\u00e9gicas e criar condi\u00e7\u00f5es para alguma normaliza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica.<\/p>\n<p data-end=\"3900\" data-start=\"2575\">Uma vit\u00f3ria parcial ucraniana aceleraria a integra\u00e7\u00e3o na UE, facilitaria o regresso de parte dos refugiados e reduziria os pr\u00e9mios de risco exigidos pelos investidores. Nesta hip\u00f3tese, o custo agregado para a Europa, somando ajuda militar, apoio \u00e0 ind\u00fastria de defesa e uma press\u00e3o menor nos sistemas de acolhimento, \u00e9 estimado entre 522 e 838 mil milh\u00f5es de euros em quatro anos \u2014 sensivelmente metade do cen\u00e1rio anterior \u2014 e poderia ser ainda reduzido se forem usados activos russos congelados para financiar parte do esfor\u00e7o.<\/p>\n<p><b>E Trump no meio disto tudo?\u00a0<\/b><\/p>\n<p data-end=\"5022\" data-start=\"3902\">Em ambos os caminhos, o estudo assume que os Estados Unidos v\u00e3o retirar-se devagar da linha da frente financeira e militar, deixando aos europeus a responsabilidade principal de sustentar a Ucr\u00e2nia e de refor\u00e7ar a sua pr\u00f3pria defesa.<\/p>\n<p data-end=\"5022\" data-start=\"3902\">N\u00e3o h\u00e1 corte s\u00fabito, mas um deslizamento: a ajuda norte-americana deixa de crescer, torna-se mais dif\u00edcil de aprovar em Washington e, ao fim de dois a quatro anos, quase todo o esfor\u00e7o adicional em armas, treino, reconstru\u00e7\u00e3o, fronteiras e integra\u00e7\u00e3o de refugiados \u00e9 pago a partir de capitais europeias.<\/p>\n<p data-end=\"5022\" data-start=\"3902\">As conclus\u00f5es chegam num momento em que os autores antecipam um buraco nas contas p\u00fablicas ucranianas a meio de 2026 e em que a Comiss\u00e3o Europeia, com Ursula von der Leyen \u00e0 frente, tenta fechar um esquema de \u201cempr\u00e9stimo de repara\u00e7\u00f5es\u201d baseado em cerca de 140 mil milh\u00f5es de euros de reservas do banco central russo imobilizadas.<\/p>\n<p data-end=\"5022\" data-start=\"3902\">Apesar das reservas de alguns l\u00edderes, Bruxelas e a maioria dos Estados-membros querem um acordo no Conselho Europeu de 18 e 19 de Dezembro, precisamente porque, nas palavras impl\u00edcitas do estudo, cada m\u00eas que passa torna mais caro decidir n\u00e3o decidir.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A decis\u00e3o que as capitais europeias tomarem nos pr\u00f3ximos meses n\u00e3o se joga apenas em tanques, drones e&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":169461,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[609,611,27,28,607,608,610,1347,15,16,830,14,82,25,26,570,21,22,62,3400,12,13,19,20,23,24,3813,839,17,18,840,29,30,31,636,63,64,65,3814],"class_list":{"0":"post-169460","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-mundo","8":"tag-alerta","9":"tag-ao-minuto","10":"tag-breaking-news","11":"tag-breakingnews","12":"tag-cnn","13":"tag-cnn-portugal","14":"tag-direto","15":"tag-estudo","16":"tag-featured-news","17":"tag-featurednews","18":"tag-guerra","19":"tag-headlines","20":"tag-internacional","21":"tag-latest-news","22":"tag-latestnews","23":"tag-live","24":"tag-main-news","25":"tag-mainnews","26":"tag-mundo","27":"tag-nato","28":"tag-news","29":"tag-noticias","30":"tag-noticias-principais","31":"tag-noticiasprincipais","32":"tag-principais-noticias","33":"tag-principaisnoticias","34":"tag-putin","35":"tag-russia","36":"tag-top-stories","37":"tag-topstories","38":"tag-ucrania","39":"tag-ultimas","40":"tag-ultimas-noticias","41":"tag-ultimasnoticias","42":"tag-uniao-europeia","43":"tag-world","44":"tag-world-news","45":"tag-worldnews","46":"tag-zelensky"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":"Validation failed: Text character limit of 500 exceeded"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/169460","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=169460"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/169460\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/169461"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=169460"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=169460"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=169460"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}