{"id":169949,"date":"2025-11-29T22:41:09","date_gmt":"2025-11-29T22:41:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/169949\/"},"modified":"2025-11-29T22:41:09","modified_gmt":"2025-11-29T22:41:09","slug":"celibato-voluntario-o-que-motiva-as-seguidoras-da-tendencia-observador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/169949\/","title":{"rendered":"Celibato volunt\u00e1rio. O que motiva as seguidoras da tend\u00eancia \u2013 Observador"},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\">O Observador falou com algumas mulheres que adotam a pr\u00e1tica de tempos em tempos, que preferiram n\u00e3o se identificar, mas relatam o que as levaram \u00e0 abstin\u00eancia \u2014 e o que tiraram da experi\u00eancia. Catarina (nome fict\u00edcio), de 30 anos, conta que foi <strong>durante um per\u00edodo de celibato de tr\u00eas meses que se descobriu bissexual<\/strong>. \u201cEnvolvia-me muito com \u2018boys lixo\u2019, ent\u00e3o foi como uma desintoxica\u00e7\u00e3o, para come\u00e7ar a fazer escolhas melhores\u201d, explica, afirmando que \u201cse n\u00e3o estivesse nesse momento de celibato talvez n\u00e3o me tivesse aberto para isso\u201d. J\u00e1 Lu\u00edsa (nome fict\u00edcio), de 31, diz que depois de viver experi\u00eancias casuais n\u00e3o sente mais vontade de ter rela\u00e7\u00f5es \u201ccom qualquer um\u201d. \u201cHoje sei o que me faz bem ou n\u00e3o. \u00c0s vezes acabo por ter deslizes, mas depois vejo como foi mau\u201d, diz. \u201cN\u00e3o \u00e9 bom viver sem sexo\u201d, pondera, mas agora procura \u201cliga\u00e7\u00f5es mais genu\u00ednas\u201d.<\/p>\n<p class=\"p1\">\u00c9 sobre este autoconhecimento que escreve Catherine Gray em The Unexpected Joy of Being Single, ou, em portugu\u00eas, a \u201calegria inesperada de ser solteira\u201d. <a href=\"https:\/\/www.theguardian.com\/lifeandstyle\/2020\/jan\/28\/the-power-of-celibacy-giving-up-sex-was-a-massive-relief\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Ao The Guardian,\u00a0a escritora brit\u00e2nica fala<\/a> sobre o ano em que decidiu abdicar do namoro \u2014 e do sexo. \u201cEntre os 16 e os 34 anos n\u00e3o passei mais do que alguns meses solteira. Sentia-me incompleta sem algu\u00e9m e constantemente em busca de aprova\u00e7\u00e3o. Desabei completamente e atingi o fundo do po\u00e7o depois de um relacionamento de seis meses que falhou\u201d, revela a escritora, que diz que o celibato ajudou-a a descobrir mais sobre si mesma. \u201cAo inv\u00e9s de fazer o que o meu namorado queria,<strong> descobri o que eu gostava<\/strong>. Desenvolvi amor pelo yoga, fotografia e viagens. Passei a vestir-me de forma diferente e n\u00e3o me preocupava mais em atrair homens. Comecei a <strong>ver-me como uma pessoa ao inv\u00e9s de uma namorada ou objeto sexual<\/strong>\u201c, assume, destacando que o ano de celibato serviu tamb\u00e9m para alterar as suas din\u00e2micas de namoro. \u201cSe me sinto insegura nos primeiros est\u00e1gios de uma rela\u00e7\u00e3o sei que \u00e9 porque estou a sair com algu\u00e9m que est\u00e1 emocionalmente indispon\u00edvel, ent\u00e3o afasto-me\u201d. De acordo com a sex\u00f3loga Sara Malcato, abster-se de rela\u00e7\u00f5es \u00edntimas por um per\u00edodo permite \u201cparar, desacelerar e focar-se no que se quer, deseja e procura, quem \u00e9 que se \u00e9 na rela\u00e7\u00e3o com o outro e consigo: \u201cQuando paro e me exploro, descubro coisas incr\u00edveis sobre mim\u201d.<\/p>\n<p class=\"p1\">Paralelamente aos movimentos pelo empoderamento feminino, h\u00e1 cada vez mais quem associe a abstin\u00eancia sexual a uma<strong> componente hol\u00edstica<\/strong>. Um dos v\u00eddeos mais populares do TikTok com o tema \u201ccelibato\u201d <a href=\"https:\/\/www.tiktok.com\/@jayshetty\/video\/7120193546384198955?lang=en\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">\u00e9 um trecho do podcast do influencer brit\u00e2nico Jay Shetty no qual d\u00e1 a defini\u00e7\u00e3o do termo \u201cBrahmacharya\u201d <\/a>e fala sobre como o sexo \u00e9 tamb\u00e9m uma \u201ctroca de energias\u201d. Shetty viveu como um monge v\u00e9dico por tr\u00eas anos, e partilha nas redes sociais as suas experi\u00eancias \u2014 o podcast do influencer j\u00e1 recebeu nomes como a atriz Emma Watson ou Madonna. \u201cA palavra para a vida de monge em s\u00e2nscrito \u00e9 \u201cBrahmacharya\u201d, que significa o direcionamento correto da energia. N\u00e3o se est\u00e1 a tentar suprimir a energia sexual, mas <strong>direcion\u00e1-la de uma forma saud\u00e1vel<\/strong>. N\u00e3o incentivo ningu\u00e9m a abandonar os relacionamentos. N\u00e3o estou a dizer para as pessoas serem celibat\u00e1rias, mas terem um per\u00edodo na vida em que pratiquem a solitude, para que estejam confort\u00e1veis com quem s\u00e3o\u201d, explica, <a href=\"https:\/\/vogue.sg\/jay-shetty-mental-health\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">em entrevista \u00e0 Vogue Singapura.<\/a><\/p>\n<blockquote class=\"tiktok-embed\" cite=\"https:\/\/www.tiktok.com\/@jayshetty\/video\/7120193546384198955\" data-video-id=\"7120193546384198955\" style=\"max-width: 605px;min-width: 325px;\"><p>  <a target=\"_blank\" title=\"@jayshetty\" href=\"https:\/\/www.tiktok.com\/@jayshetty?refer=embed\" rel=\"nofollow noopener\">@jayshetty<\/a> <\/p>\n<p>It\u2019s about energy \u2764\ufe0f<\/p>\n<p> <a target=\"_blank\" title=\"\u266c Stories 2 - Danilo Stankovic\" href=\"https:\/\/www.tiktok.com\/music\/Stories-2-6777279827805390850?refer=embed\" rel=\"nofollow noopener\">\u266c Stories 2 &#8211; Danilo Stankovic<\/a>  <\/p><\/blockquote>\n<p class=\"p1\">Em conversa com a pr\u00f3pria terapeuta, Haesue Jo, <a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/show\/5EqqB52m2bsr4k1Ii7sStc\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">no podcast On Purpose<\/a>, Shetty considera que estes tr\u00eas anos permitiram-lhe \u201cclarificar o que o amor\u201d era para si e \u201co tipo de relacionamento que queria\u201d, destacando que trabalhou ferramentas essenciais para um relacionamento, como a \u201cpaci\u00eancia, o comprometimento, o saber ouvir e a compreens\u00e3o\u201d. \u201cMonges n\u00e3o namoram e a principal raz\u00e3o \u00e9 <strong>criar um senso de foco e alinhar a energia.<\/strong> \u00c9 o mesmo que ter uma carreira: como monge, n\u00e3o temos trabalho. N\u00e3o us\u00e1mos a nossa energia para mais nada ou mais ningu\u00e9m. Assim temos a oportunidade de focar no interior, mais profundamente. <strong>N\u00e3o \u00e9 sobre mulheres serem m\u00e1s, ou certo g\u00e9nero \u00e9 mau.<\/strong> \u00c9 sobre limitar as distra\u00e7\u00f5es, para perseguir a autorealiza\u00e7\u00e3o\u201d, explica. \u201cN\u00e3o \u00e9 preciso tornar-se monge, mas podes dedicar tempo \u00e0 terapia, por exemplo. O conceito de investir a sua energia em autorealiza\u00e7\u00e3o \u00e9 muito bom.\u201d<\/p>\n<p>O mesmo defendia o controverso Osho, l\u00edder espiritual indiano <a href=\"https:\/\/observador.pt\/especiais\/osho-o-polemico-guru-em-fuga-que-passou-por-portugal\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">que chegou a esconder-se em Sintra em 1986 depois de ser condenado por fraude na imigra\u00e7\u00e3o e deportado dos Estados Unidos da Am\u00e9rica<\/a>. O homem que chegou a ser chamado \u201cguru do sexo\u201d por pregar a liberdade sexual e liderar rituais que envolviam pr\u00e1ticas sexuais, dizia que o celibato \u201cn\u00e3o deve ser for\u00e7ado violentamente\u201d. \u201cA pessoa precisa de estar consciente dos atos sexuais e, com consci\u00eancia, deve mudar aos poucos para o celibato\u201d, disse, <a href=\"https:\/\/www.osho.com\/osho-online-library\/osho-talks\/sexuality-celebration-celibacy-586cc178-f0f?p=61fa94dfcd249a88286943aca4bd0f62\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">numa das suas palestras que se tornou livro.<\/a> \u201c<strong>O celibato deve ser adotado lentamente.<\/strong> Tudo o que o trouxer \u00e0 sexualidade deve ser abandonado aos poucos, em passos. E quando come\u00e7ar a desfrutar da <strong>energia que se torna dispon\u00edvel<\/strong>, quando n\u00e3o estiver mais obcecado pelo sexo, quando aquela energia se tornar pura dan\u00e7a dentro de si, a isto chama-se \u2018enriquecer\u2019\u201d, disse o l\u00edder da comunidade Rajneeshpuram, <a href=\"https:\/\/observador.pt\/especiais\/wild-wild-country-a-historia-de-uma-seita-que-e-mais-empolgante-do-que-qualquer-serie\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">que foi retratada na s\u00e9rie da Netflix Wild Wild Country.<\/a><\/p>\n<p class=\"p1\">Jovens nascidos a partir dos anos 2000 parecem ter menos rela\u00e7\u00f5es sexuais e com menor frequ\u00eancia, segundo relat\u00f3rios <a href=\"https:\/\/observador.pt\/2022\/12\/14\/jovens-tem-relacoes-sexuais-mais-tarde-mas-usam-menos-contracetivos-rapazes-iniciam-vida-sexual-mais-cedo\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">como o da Health Behaviour in School-aged Children, desenvolvido pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade,<\/a> que documenta atrasos na inicia\u00e7\u00e3o sexual e no uso de m\u00e9todos contracetivos e <a href=\"https:\/\/jamanetwork.com\/journals\/jamanetworkopen\/fullarticle\/2767066%C2%A0?utm_source=chatgpt.com\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">estudos como o feito em 2020 pelo Instituto Karolinska, na Su\u00e9cia, em conjunto com a Universidade de Indiana, nos Estados Unidos,<\/a> que ouviu pessoas de 18 a 24 anos e revelou que 31% dos homens e 19% das mulheres n\u00e3o haviam tido nenhuma rela\u00e7\u00e3o sexual nos 12 meses anteriores \u00e0 entrevista.<\/p>\n<p><script async src=\"\/\/www.tiktok.com\/embed.js\"><\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O Observador falou com algumas mulheres que adotam a pr\u00e1tica de tempos em tempos, que preferiram n\u00e3o se&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":169950,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[2642,1981,27,28,315,15,16,14,25,26,186,21,22,62,12,13,19,20,23,24,35701,17,18,29,30,31,63,64,65],"class_list":{"0":"post-169949","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-mundo","8":"tag-amor","9":"tag-amor-e-sexo","10":"tag-breaking-news","11":"tag-breakingnews","12":"tag-cultura","13":"tag-featured-news","14":"tag-featurednews","15":"tag-headlines","16":"tag-latest-news","17":"tag-latestnews","18":"tag-lifestyle","19":"tag-main-news","20":"tag-mainnews","21":"tag-mundo","22":"tag-news","23":"tag-noticias","24":"tag-noticias-principais","25":"tag-noticiasprincipais","26":"tag-principais-noticias","27":"tag-principaisnoticias","28":"tag-relau00e7u00f5es","29":"tag-top-stories","30":"tag-topstories","31":"tag-ultimas","32":"tag-ultimas-noticias","33":"tag-ultimasnoticias","34":"tag-world","35":"tag-world-news","36":"tag-worldnews"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115635400375963555","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/169949","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=169949"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/169949\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/169950"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=169949"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=169949"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=169949"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}