{"id":170540,"date":"2025-11-30T12:53:09","date_gmt":"2025-11-30T12:53:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/170540\/"},"modified":"2025-11-30T12:53:09","modified_gmt":"2025-11-30T12:53:09","slug":"nando-reis-risada-de-cassia-eller-esta-dentro-de-mim-29-11-2025-monica-bergamo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/170540\/","title":{"rendered":"Nando Reis: Risada de C\u00e1ssia Eller est\u00e1 dentro de mim &#8211; 29\/11\/2025 &#8211; M\u00f4nica Bergamo"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/nando-reis\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Nando Reis<\/a> diz se lembrar muito bem do primeiro encontro que teve com <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/cassia-eller\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">C\u00e1ssia Eller<\/a>, l\u00e1 no in\u00edcio dos anos 1990, na casa de <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/marisa-monte\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Marisa Monte<\/a>, ent\u00e3o namorada do ex-Tit\u00e3. &#8220;Foi muito breve e muito maluco&#8221;, conta ele \u00e0 coluna.<\/p>\n<p>T\u00edmida, a cantora pouco falou. Passou o tempo todo ouvindo as m\u00fasicas que Nando \u2014que na \u00e9poca despontava tamb\u00e9m como compositor\u2014 apresentava para ela. Da safra de can\u00e7\u00f5es, gravou &#8220;E.C.T&#8221;, um dos grandes sucessos de sua carreira.<\/p>\n<p>Foi s\u00f3 anos depois, quando o m\u00fasico foi chamado por ela para produzir o \u00e1lbum &#8220;Com Voc\u00ea&#8230; Meu Mundo Ficaria Completo&#8221;, de 1999, que a parceria e a amizade entre eles de fato nasceu. Para fazer o trabalho, Nando disse que precisava conhec\u00ea-la. A partir da\u00ed, tiveram uma conviv\u00eancia intensa.<\/p>\n<p>Desse relacionamento, ele criou &#8220;All Star&#8221;, faixa que come\u00e7a com uma declara\u00e7\u00e3o de amor para ela \u2014&#8221;estranho seria se eu n\u00e3o me apaixonasse por voc\u00ea&#8221;. C\u00e1ssia, ao ouvir a letra, n\u00e3o teve qualquer rea\u00e7\u00e3o em um primeiro momento. O que deixou Nando desconcertado, admite ele. O m\u00fasico, ali\u00e1s, nunca chegou a ouvir C\u00e1ssia cantando a faixa ao vivo.<\/p>\n<p>Foram os filhos que avisaram o pai que ela tinha inclu\u00eddo a can\u00e7\u00e3o no show que estava fazendo em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Nando conta que era acostumado com o sil\u00eancio da cantora. Diz que chegou a mandar dez cartas para ela, sem resposta. Revela que j\u00e1 at\u00e9 pensou em publicar esses textos em um livro. &#8220;Quem sabe um dia.&#8221;<\/p>\n<p>O cantor homenagear\u00e1 a amiga a partir deste domingo (30) na turn\u00ea Corona Luau <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/mtv\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">MTV<\/a>, projeto que relembra o programa de sucesso da MTV e que reunir\u00e1, al\u00e9m do ex-Tit\u00e3, a percurssionista Lan Lan, a cantora C\u00e9u e a banda Os Garotin. O primeiro show ser\u00e1 em Bras\u00edlia. Depois eles se apresentam em Santa Catarina (5 de dezembro), Rio de Janeiro (14) e S\u00e3o Paulo (21).<\/p>\n<p>&#8220;Eu definiria a C\u00e1ssia pela risada. A risada continha tudo: a gra\u00e7a, a transgress\u00e3o, a identidade, o prazer. Consigo ouvir o som [da risada] dela, est\u00e1 dentro de mim&#8221;, diz ele.<\/p>\n<p>A turn\u00ea \u00e9 uma iniciativa da cerveja Corona em parceria com a Paramount, a Skydance Corporation, e realiza\u00e7\u00e3o da 30e.<\/p>\n<p>PRIMEIRO ENCONTRO<\/p>\n<p>A Marisa [Monte] sugeriu de a gente mostrar [m\u00fasicas compostas por ele] para a C\u00e1ssia. Convidamos ela para ir \u00e0 casa da Marisa. Foi um encontro muito breve e muito maluco porque a C\u00e1ssia \u00e9 muito t\u00edmida. Ela chegou, falou oi, ligou o gravador, eu toquei as m\u00fasicas, ela desligou [o gravador] e tchau. Mas n\u00e3o com frieza ou falta de educa\u00e7\u00e3o, mas mais como uma falta de traquejo. Essa foi a primeira vez que eu a vi. Guardo mais a sensa\u00e7\u00e3o daquele encontro entre estranhos. E mais tarde eu identifiquei nisso [na timidez] o fio da conex\u00e3o que viemos a estabelecer tr\u00eas ou quatro anos depois. Dessas m\u00fasicas [que ele apresentou naquele dia], ela gravou \u2018E.C.T.\u2019<\/p>\n<p>CONEX\u00c3O<\/p>\n<p>Em 1998, o [baixista] Fernando [Nunes], que era muito pr\u00f3ximo da C\u00e1ssia, sugeriu que ela me convidasse para produzir o disco. Ela convidou e eu falei: \u2018Claro que eu topo, mas preciso te conhecer, a gente precisa conversar, [preciso] saber do que voc\u00ea gosta, que m\u00fasicas voc\u00ea quer\u2019. A gente tinha alguns tra\u00e7os de personalidade semelhantes. A C\u00e1ssia, como eu, era t\u00edmida. Por outro lado, nosso ambiente junto era extremamente confort\u00e1vel, porque a gente gostava e ficava \u00e0 vontade [um com o outro]. Durante esses meses em que eu fiquei l\u00e1, no Rio de Janeiro [Nando morava em SP], todas as oportunidades que eu tive de poder sair do est\u00fadio, ia para a casa dela. E fic\u00e1vamos a noite toda tocando viol\u00e3o, conversando, especulando.<\/p>\n<p>\u2018MUNDO COMPLETO\u2019<\/p>\n<p>N\u00f3s est\u00e1vamos [encantados] um pelo outro, e ela queria gravar um disco s\u00f3 com m\u00fasicas minhas. O que eu vetei e falei: \u2018C\u00e1ssia, de jeito nenhum, voc\u00ea acabou de gravar um disco s\u00f3 do Cazuza e n\u00e3o \u00e9 disso que voc\u00ea precisa. Voc\u00ea precisa justamente mostrar o qu\u00e3o amplo \u00e9 o seu espectro, o qu\u00e3o grande voc\u00ea \u00e9, que vai muito al\u00e9m dessa ideia med\u00edocre da cantora sapatona que canta blues berrando. Esse \u00e9 um estere\u00f3tipo indigno\u2019. E n\u00e3o se tratava de uma ideia que eu impus. Pelo contr\u00e1rio, foi uma compreens\u00e3o de quem ela era.<\/p>\n<p>METEORO<\/p>\n<p>A C\u00e1ssia, na minha vida, foi uma passagem mete\u00f3rica. Eu a entendia.<\/p>\n<p>O grande produtor \u00e9 o que n\u00e3o est\u00e1 presente. A minha fun\u00e7\u00e3o \u00e9 interpret\u00e1-la. Lembro de uma ocasi\u00e3o em que ela chegou atrasada para gravar e n\u00e3o estava bem. Olhei para ela e falei: \u2018N\u00e3o, voc\u00ea n\u00e3o vai gravar\u2019. Ela ficou em p\u00e2nico, \u2018n\u00e3o, mas a gravadora, o est\u00fadio, precisa gravar\u2019. Eu falei: \u2018Isso \u00e9 meu problema, sou o produtor, vai para casa dormir\u2019. Eu tinha um cuidado.<\/p>\n<p>Muitas vezes consegui captar o que ela queria sem que ela mesmo soubesse. Era a minha fun\u00e7\u00e3o: traduzir, interpretar, fazer a costura e tudo o mais.<\/p>\n<p>FALTA<\/p>\n<p>[O que mais sinto falta] \u00e9 dela, do trabalho com ela, dela ao meu lado, o nosso encontro, daquilo que fizemos juntos. Eu morava em S\u00e3o Paulo, ela morava no Rio. N\u00e3o \u00e9 que a gente se ligava, ia ao cinema, tomava um chope. N\u00e3o. A falta que ela me faz \u00e9 justamente do encontro [musical] e, obviamente, de ela cantar e de cantar as minhas m\u00fasicas como ela cantou. E provavelmente continuaria cantando.<\/p>\n<p>\u00c9 claro que eu j\u00e1 pensei, p\u00f4, a C\u00e1ssia ia cantar muito bem [alguma <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/musica\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">m\u00fasica<\/a> do repert\u00f3rio dele]. O maior elogio que ela me fez foi dizer que eu era o compositor que falava de amor de uma forma que ela gostava, entendia e poderia cantar.<\/p>\n<p>\u2018ALL STAR\u2019<\/p>\n<p>Eu escrevi [essa m\u00fasica] sobre n\u00f3s dois. O que, ali\u00e1s, \u00e9 uma das coisas que eu fico mais feliz de ter feito. N\u00e3o \u00e9 uma m\u00fasica de homenagem. \u00c9 uma m\u00fasica que era a forma que eu tinha de dizer para ela a import\u00e2ncia que ela tinha, o amor que eu tinha [por ela], o lugar que ela tinha na minha vida. E inclusive, em um primeiro momento, quando eu mostrei a m\u00fasica, ela n\u00e3o teve nenhuma rea\u00e7\u00e3o. Fiquei um pouco desconcertado porque a m\u00fasica come\u00e7a \u2018estranho seria se eu n\u00e3o me apaixonasse por voc\u00ea\u2019. \u00c9 uma tremenda de uma declara\u00e7\u00e3o. E ela n\u00e3o reagiu. Eu falei: \u2018Cara, ela n\u00e3o gostou, acho que eu me excedi\u2019.<\/p>\n<p>Em 2001, a gente fez o \u2018Ac\u00fastico\u2019. E quando ela foi estrear esse show em S\u00e3o Paulo, meus filhos foram ver. Liguei para casa e falei com a Sophia [filha]. Da\u00ed ela falou: \u2018Pai, ela cantou aquela m\u00fasica, a m\u00fasica do t\u00eanis\u2019. E eu fiquei &#8216;\u00e3h?&#8217;. E ela passou a cantar \u2018All Star\u2019 no show.<\/p>\n<p>Eu nunca vi a C\u00e1ssia cantando [\u2018All Star\u2019] ao vivo. A vers\u00e3o que tem no disco p\u00f3stumo foi extra\u00edda de um show dela.<\/p>\n<p>TERCEIRO DISCO<\/p>\n<p>O que ficou incompleto foi o terceiro disco. Na tarde que se seguiu \u00e0 grava\u00e7\u00e3o do Luau [MTV, de 2001], na Costa do Sau\u00edpe [BA], teve uma hora em que a gente sentou num terra\u00e7o, perto do mar, e ficou conversando. E eu disse: \u2018N\u00f3s vamos fazer s\u00f3 mais um disco juntos\u2019. E ela: \u2018Ah, mas por que?\u2019. Eu falei: &#8216;Voc\u00ea tem muita coisa para apresentar, voc\u00ea tem que trabalhar com outras pessoas\u2019. Ela falou &#8217;t\u00e1 bom&#8217; e [pouco depois] morreu. Ficou aquele vazio. Depois tive a ideia de fazer o disco p\u00f3stumo.<\/p>\n<p>PAIX\u00c3O<\/p>\n<p>Fui muito apaixonado. N\u00f3s nunca namoramos.<br \/>&#13;<br \/>\n[Voc\u00eas tiveram alguma coisa?] Isso eu n\u00e3o vou revelar. A gente teve, sim, um grande amor. Os nossos filhos s\u00e3o os nossos discos. Esse \u00e9 o nosso legado. Eu adorava encontrar ela. E tenho certeza que ela gostava porque quando a gente estava junto, a gente era muito alegre, era muito bom, gostoso, [a gente] se bastava. Ela era parecida comigo, bicho. A gente se dava muito bem. E, \u00f3bvio, ela era encantadora, porque ela era linda, inteligente pra caralho, cantava de um jeito que voc\u00ea ficava de quatro, apaixonado por ela. E [ela] gostava de mim. Dava bola para mim [risos].<\/p>\n<p>USO DA IA<\/p>\n<p>Acho um horror [o uso da IA para recriar a voz de C\u00e1ssia]. J\u00e1 com holograma tinha afli\u00e7\u00e3o. N\u00e3o gosto disso. Acho quase que um ultraje. Sou um cara ainda muito anal\u00f3gico nas rela\u00e7\u00f5es, na forma como eu componho, no que eu trabalho. A <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/inteligencia-artificial\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">intelig\u00eancia artificial<\/a> \u00e9 um pastiche. Quando ela pretende replicar uma pessoa, n\u00e3o tem chance. N\u00e3o tem.<\/p>\n<p>Tenho afli\u00e7\u00e3o dessas coisas. Tenho afli\u00e7\u00e3o de fantasma, de assombra\u00e7\u00e3o, de lagartixa, de parapsicologia, de tudo. Eu respeito todo mundo, mas n\u00e3o lido bem com essas coisas.<\/p>\n<p>SEM PANFLETAGEM<\/p>\n<p>N\u00e3o tenho ideia [de como ela estaria em 2025]. Sempre soa um pouco presun\u00e7oso [prever]&#8230; certamente estaria cantando. Isso acho que posso [dizer]. A C\u00e1ssia era muito inteligente e muito articulada. Mas ela era dessas pessoas que n\u00e3o precisava falar. Sempre fiz uma analogia dela e do <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/ney-matogrosso\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Ney Matogrosso<\/a>. S\u00e3o pessoas que n\u00e3o t\u00eam discurso, elas t\u00eam a\u00e7\u00e3o. N\u00e3o tem panfletagem. Vejo nela uma coes\u00e3o. O que ela n\u00e3o queria, n\u00e3o fazia. E isso era uma coisa boa.<\/p>\n<p>Poucas vezes ela disse n\u00e3o para mim. A gente se dava muito bem, as nossas ideias eram convergentes. Mas ela sabia o que n\u00e3o queria. Ela bancava. No lan\u00e7amento do disco \u2018Com voc\u00ea\u2019 no Canec\u00e3o [no Rio], ela n\u00e3o cantou &#8220;Palavras ao Vento&#8221;, que era a m\u00fasica de trabalho. N\u00e3o havia cristo que fizesse ela fazer uma coisa que ela n\u00e3o quisesse.<\/p>\n<p>M\u00daSICA IN\u00c9DITA<\/p>\n<p>[A m\u00fasica] &#8220;Convite Gentil&#8221; \u00e9 justamente o convite que ela me fez para produzir o disco. [\u00c9 uma m\u00fasica] legal, tem esse contexto, mas n\u00e3o sei se ela se sustenta como can\u00e7\u00e3o para ser gravada. \u00c0s vezes eu acho que seria um pouco for\u00e7a\u00e7\u00e3o. Posso encaix\u00e1-la em algum momento, em algum \u00e1lbum.<\/p>\n<p>SORRISO<\/p>\n<p>Eu definiria a C\u00e1ssia pela risada. A risada dela continha tudo: a gra\u00e7a, a transgress\u00e3o, a identidade, o prazer. A C\u00e1ssia era uma pessoa que tinha prazer na vida, era intensa, alegre. O som da risada dela \u00e9 magn\u00edfico. Consigo ouvir, est\u00e1 dentro de mim.<\/p>\n<p>Todo fim de semana, eu canto a m\u00fasica que escrevi sobre ela e eu [\u2018All Star\u2019]. Inevitavelmente, estou convivendo e conversando [com ela]. \u00c9 uma presen\u00e7a cont\u00ednua. \u00c9 espantoso porque a for\u00e7a da m\u00fasica dela n\u00e3o \u00e9 datada. \u00c9 t\u00e3o \u00fanica e bela que resistir\u00e1 a tudo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Nando Reis diz se lembrar muito bem do primeiro encontro que teve com C\u00e1ssia Eller, l\u00e1 no in\u00edcio&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":170541,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[145],"tags":[35802,1640,15766,211,210,114,115,35800,236,933,15767,6050,5586,150,15768,1204,32,33,1645,35799,35798,35801],"class_list":["post-170540","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-celebridades","tag-acustico-mtv","tag-cantora","tag-cassia-eller","tag-celebridades","tag-celebrities","tag-entertainment","tag-entretenimento","tag-fernando-nunes","tag-folha","tag-inteligencia-artificial","tag-marisa-monte","tag-mpb","tag-mtv","tag-musica","tag-nando-reis","tag-ney-matogrosso","tag-portugal","tag-pt","tag-rock","tag-sophia-reis","tag-titas","tag-tribalistas"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115638750645874168","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/170540","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=170540"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/170540\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/170541"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=170540"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=170540"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=170540"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}