{"id":170987,"date":"2025-11-30T20:25:37","date_gmt":"2025-11-30T20:25:37","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/170987\/"},"modified":"2025-11-30T20:25:37","modified_gmt":"2025-11-30T20:25:37","slug":"os-drones-mudaram-a-guerra-duas-novas-armas-podem-estar-prestes-a-muda-la-outra-vez","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/170987\/","title":{"rendered":"Os drones mudaram a guerra. Duas novas armas podem estar prestes a mud\u00e1-la outra vez"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-caption-text top\">ZAP \/\/ Dall-E-3<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-579050 size-kopa-image-size-3\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/cde464f4ec8c30c5121a896ce232d390-783x450.jpg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"402\"  \/><\/p>\n<p><strong>Em quase todas as guerras no passado, surgiram inova\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas que mudaram o equil\u00edbrio de for\u00e7as no campo de batalha \u2014 seguidas de contramedidas que anularam as vantagens dessas inova\u00e7\u00f5es. O mesmo est\u00e1 a acontecer agora com os drones.<\/strong><\/p>\n<p>Tal como aconteceu em muitos outros conflitos anteriores, a guerra entre a R\u00fassia e a Ucr\u00e2nia <strong>obrigou ambos os lados a inovar. <\/strong><\/p>\n<p>Como nenhum dos dois pa\u00edses conseguiu obter controlo decisivo do espa\u00e7o a\u00e9reo inimigo, praticamente n<strong>\u00e3o t\u00eam usado meios a\u00e9reos tradicionais<\/strong>, como ca\u00e7as r\u00e1pidos, que demoram muito tempo a construir e t\u00eam um custo elevado \u2014 que, por isso, n\u00e3o podem ser facilmente arriscados no teatro de guerra.<\/p>\n<p>Em vez disso,<strong> s\u00e3o agora os drones que dominam<\/strong> a guerra. De acordo com n\u00fameros que t\u00eam vindo a ser divulgados pela Ucr\u00e2nia, os drones s\u00e3o respons\u00e1veis por uma <strong>percentagem esmagadora de todas as baixas<\/strong> sofridas pelo pa\u00eds, situando-se entre 60% e 70%.<\/p>\n<p>No entanto, a hist\u00f3ria mostra que os <strong>avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos<\/strong> na guerra s\u00e3o muitas vezes <strong>seguidos do desenvolvimento de contramedidas<\/strong> \u2014 e estamos a assistir precisamente ao surgimento de <strong>armas anti-drone<\/strong> que podem reduzir a sua import\u00e2ncia no conflito ucraniano e n\u00e3o s\u00f3, nota o analista <strong>Matthew Powell<\/strong>, investigador da Universidade de Portsmouth, num artigo no <a href=\"https:\/\/theconversation.com\/drones-have-changed-warfare-two-new-weapons-might-be-about-alter-its-course-again-267895\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">The Conversation<\/a>.<\/p>\n<p>A utiliza\u00e7\u00e3o de drones <strong>alterou o pr\u00f3prio car\u00e1ter da guerra<\/strong>, alargando a zona em que as for\u00e7as terrestres est\u00e3o vulner\u00e1veis a ataques letais at\u00e9 entre cerca de 9,5 e <strong>14,5 quil\u00f3metros atr\u00e1s da linha da frente.<\/strong><\/p>\n<p>Esta capacidade tornou as<strong> trincheiras, posi\u00e7\u00f5es fortificadas e blindados<\/strong> muito <strong>mais vulner\u00e1veis do que eram no passado<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>N\u00e3o \u00e9 apenas no papel ofensivo<\/strong> que os drones provaram o seu valor, embora o seu uso em miss\u00f5es de informa\u00e7\u00e3o, vigil\u00e2ncia e reconhecimento seja notavelmente semelhante ao desempenhado por avi\u00f5es e bal\u00f5es durante a primeira guerra mundial.<\/p>\n<p>Os drones t\u00eam sido usados para fornecer<strong> intelig\u00eancia em tempo real<\/strong> e conhecimento do campo de batalha, facilitando o planeamento e o comando, controlo e comunica\u00e7\u00f5es ao n\u00edvel interm\u00e9dio.<\/p>\n<p>A capacidade de <strong>permanecerem a sobrevoar a mesma \u00e1rea<\/strong> durante longos per\u00edodos, combinada com a dificuldade em neutralizar estes meios, tamb\u00e9m levou ao seu uso na <strong>observa\u00e7\u00e3o e corre\u00e7\u00e3o dos disparos de artilharia<\/strong>.<\/p>\n<p>Tem sido argumentado que os drones, e mais genericamente os ve\u00edculos a\u00e9reos n\u00e3o tripulados, representam uma <strong>mudan\u00e7a radical<\/strong> na forma como as guerras modernas s\u00e3o travadas e que estes meios ir\u00e3o moldar o futuro da guerra a\u00e9rea durante um per\u00edodo significativo.<\/p>\n<p>Mas este argumento ignora o facto de que, sempre que novas tecnologias s\u00e3o introduzidas em contexto de guerra, <strong>contramedidas e inova\u00e7\u00f5es<\/strong> concorrentes tendem a <strong>surgir rapidamente, reduzindo a sua efic\u00e1cia<\/strong>.<\/p>\n<p>Um caso conhecido \u00e9 o da <strong>primeira utiliza\u00e7\u00e3o de carros de combate<\/strong> , que ocorreu na frente ocidental da I Guerra Mundial, durante a<strong> Batalha do Somme<\/strong>, que durou cinco meses, em 1916.<\/p>\n<p>Apesar do<strong> impulso radical que os primeiros tanques deram<\/strong> \u00e0s for\u00e7as aliadas, os alem\u00e3es conseguiram neutralizar rapidamente esse efeito, tendo recorrido, logo no in\u00edcio de 1917,\u00a0 a poderosos <strong>canh\u00f5es anti-blindado<\/strong>.<\/p>\n<p>Combater drones<\/p>\n<p>Desenvolvimentos semelhantes est\u00e3o a ser observados na Ucr\u00e2nia, onde <strong>contramedidas simples, como redes de prote\u00e7\u00e3o<\/strong>, est\u00e3o a ser usadas para reduzir a efic\u00e1cia dos drones \u2014 que oferecem por\u00e9m um grau limitado de prote\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Mas, noutros locais, est\u00e3o a ser desenvolvidas contramedidas para combater drones tecnologicamente <strong>muito mais sofisticadas<\/strong>.<\/p>\n<p>Em janeiro do ano passado, o Minist\u00e9rio da Defesa brit\u00e2nico anunciou o desenvolvimento de um laser de alta pot\u00eancia montado num navio, batizada como <strong>DragonFire<\/strong>, que poderia <a href=\"https:\/\/zap.aeiou.pt\/novo-super-laser-britanico-e-capaz-de-cortar-drones-a-meio-com-precisao-e-por-11-euros-579006\" data-wpel-link=\"internal\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">destruir \u201cqualquer alvo <\/a>vis\u00edvel\u201d <strong>\u00e0 velocidade da luz<\/strong>.<\/p>\n<p>Cada disparo da nova arma, que consegue atingir um alvo do tamanho de uma moeda de um euro a uma dist\u00e2ncia de um quil\u00f3metro\u00a0 tem uma dura\u00e7\u00e3o de 10 segundos e <strong>custa menos de 11,68 euros<\/strong>.<\/p>\n<p>Isto significa que meios como <strong>os drones se tornam muito mais vulner\u00e1veis<\/strong> a novas capacidades defensivas, e coloca em causa a ideia de que os drones s\u00e3o inevitavelmente o futuro da guerra a\u00e9rea.<\/p>\n<p>Apesar das limita\u00e7\u00f5es da DragonFire, entre as quais a necessidade de ter o alvo dentro da linha de vista, o sistema ilustra o<strong> jogo constante<\/strong> de resposta e contra-resposta tecnol\u00f3gica que caracteriza amplamente a guerra.<\/p>\n<p>O Reino Unido est\u00e1 tamb\u00e9m a testar outro tipo de arma dirigida de energia, baseada em <strong>sistemas de radiofrequ\u00eancia<\/strong>. A nova arma futurista brit\u00e2nica usa <a href=\"https:\/\/zap.aeiou.pt\/o-exercito-britanico-esta-a-testar-ondas-de-radio-para-abater-drones-649858\" data-wpel-link=\"internal\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">ondas de r\u00e1dio para abater drones<\/a>\u00a0 \u2014 a 13 c\u00eantimos por tiro.<\/p>\n<p>Este sistema tem vantagens em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 DragonFire. A primeira \u00e9 que n\u00e3o depende de linha de vista, <strong>podendo ser usado com mau tempo<\/strong> e com c\u00e9u baixo e muito nublado. A DragonFire, pelo contr\u00e1rio, tem de \u201cver\u201d o alvo para o conseguir engajar de forma eficaz.<\/p>\n<p>A segunda \u00e9 que uma arma de pulso de r\u00e1dio pode<strong> atingir v\u00e1rios alvos<\/strong> numa \u00e1rea definida, enquanto a DragonFire s\u00f3 consegue atacar um alvo de cada vez.<\/p>\n<p>Mas a <strong>grande desvantagem de uma arma de pulso de r\u00e1dio<\/strong> \u00e9 que n\u00e3o consegue <strong>discriminar entre os alvos que atinge<\/strong>. Isto significa que aeronaves amigas n\u00e3o podem voar na \u00e1rea enquanto este sistema est\u00e1 a ser utilizado.<\/p>\n<p>O ritmo tradicional de desenvolvimento de novas tecnologias militares e das suas respetivas contramedidas, uma caracter\u00edstica central de quase todas as guerras,<strong> n\u00e3o d\u00e1 sinais de abrandar<\/strong> nos conflitos do s\u00e9culo XXI.<\/p>\n<p>Assim, embora os drones tenham provavelmente vindo para ficar como armas importantes, a ideia de que v\u00e3o revolucionar a guerra e tornar obsoletos os avi\u00f5es tripulados <strong>continua, para j\u00e1, por comprovar<\/strong>.<\/p>\n<p>    <a href=\"https:\/\/zap.aeiou.pt\/subscrever-newsletter\" data-wpel-link=\"internal\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">&#13;<br \/>\n        <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2d51fe4a0ba54894421ead1809309ed9-1-450x140.jpg\" alt=\"Subscreva a Newsletter ZAP\" width=\"450\" height=\"140\"\/>&#13;<br \/>\n    <\/a><\/p>\n<p>                <a href=\"https:\/\/whatsapp.com\/channel\/0029VaIC4EE2f3EJZPPSbR34\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">&#13;<br \/>\n                    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/c68c559d956d4ca20f435ed74a6e71e6.png\" alt=\"Siga-nos no WhatsApp\" width=\"175\" height=\"64\"\/>&#13;<br \/>\n                <\/a><\/p>\n<p>                <a href=\"https:\/\/news.google.com\/publications\/CAAiEHRwZondIV71PDjWNoqMduEqFAgKIhB0cGaJ3SFe9Tw41jaKjHbh?hl=en-US&amp;gl=US&amp;ceid=US%3Aen\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">&#13;<br \/>\n                    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/5123dd8b087b644fdb8f8603acd1bad4.png\" alt=\"Siga-nos no Google News\" width=\"176\" height=\"64\"\/>&#13;<br \/>\n                <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"ZAP \/\/ Dall-E-3 Em quase todas as guerras no passado, surgiram inova\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas que mudaram o equil\u00edbrio de&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":170988,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[27,28,269,15,16,830,14,2172,25,26,21,22,62,12,13,19,20,23,24,839,110,17,18,840,29,30,31,63,64,65],"class_list":{"0":"post-170987","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-mundo","8":"tag-breaking-news","9":"tag-breakingnews","10":"tag-capa","11":"tag-featured-news","12":"tag-featurednews","13":"tag-guerra","14":"tag-headlines","15":"tag-inovacao","16":"tag-latest-news","17":"tag-latestnews","18":"tag-main-news","19":"tag-mainnews","20":"tag-mundo","21":"tag-news","22":"tag-noticias","23":"tag-noticias-principais","24":"tag-noticiasprincipais","25":"tag-principais-noticias","26":"tag-principaisnoticias","27":"tag-russia","28":"tag-tecnologia","29":"tag-top-stories","30":"tag-topstories","31":"tag-ucrania","32":"tag-ultimas","33":"tag-ultimas-noticias","34":"tag-ultimasnoticias","35":"tag-world","36":"tag-world-news","37":"tag-worldnews"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115640528367300510","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/170987","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=170987"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/170987\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/170988"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=170987"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=170987"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=170987"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}