{"id":171922,"date":"2025-12-01T15:37:20","date_gmt":"2025-12-01T15:37:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/171922\/"},"modified":"2025-12-01T15:37:20","modified_gmt":"2025-12-01T15:37:20","slug":"o-coracao-de-bruna-ameaca-parar-e-a-rede-que-o-faz-bater-observador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/171922\/","title":{"rendered":"O cora\u00e7\u00e3o de Bruna amea\u00e7a parar, e a rede que o faz bater \u2013 Observador"},"content":{"rendered":"<p>O que Bruna Alves sente, de cada vez que se lembra do dia 23 de julho de 2022, sentada a uma mesa da \u00e1rea de restaura\u00e7\u00e3o do NorteShopping, \u00e9 que \u201cbateu \u00e0 porta do c\u00e9u, mas n\u00e3o era a hora de entrar\u201d. Descreve o momento com total realismo, os batimentos card\u00edacos a diminuir lentamente, o ar de p\u00e2nico de Jo\u00e3o, ela a querer agarrar-se \u00e0 vida. Aqueles segundos foram dram\u00e1ticos, mas na opini\u00e3o da equipa m\u00e9dica, n\u00e3o necessariamente os mais perigosos para a sua sobreviv\u00eancia. O hospital contactou-a depois de ver o alerta registado (atrav\u00e9s do tal chip que lhe implantara), e um dia depois estava na consulta. \u201cDisseram-me que o meu cora\u00e7\u00e3o tinha estado em pausa durante 12 segundos, e que se estivesse mais dois, precisava de ser reanimada na hora. Ou ent\u00e3o morria.\u201d<\/p>\n<p>Nessa altura, Bruna j\u00e1 percorrera v\u00e1rios m\u00e9dicos, desde que, em 2020, come\u00e7aram os desmaios, as tonturas, o cansa\u00e7o s\u00fabito. Antes de ser encaminhada para as consultas de cardiologia da ULS\u00a0 da Regi\u00e3o de Leiria, j\u00e1 consultara um m\u00e9dico no privado, que lhe diagnosticara \u201ca doen\u00e7a do n\u00f3 sinusal\u201d, sem mais explica\u00e7\u00f5es nem medica\u00e7\u00e3o. Uma vez feitos tantos exames, quando chegou ao HSC, em Lisboa, tinha esperan\u00e7a de ficar boa, de lhe encontrarem \u201co defeito no cora\u00e7\u00e3o, para o poder tratar\u201d.<\/p>\n<p>Desde a inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia que sempre se lembra de \u201cn\u00e3o conseguir fazer as provas de resist\u00eancia nas aulas de educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica\u201d, porque se cansava demasiado. Mas a vida correu, sem percal\u00e7os, at\u00e9 2020. Era o tempo da pandemia e isso implicava n\u00e3o poder levar acompanhantes \u00e0s consultas. Foi talvez o que mais a marcou. Quando recebeu o CDI ainda as regras se faziam \u00e0 luz da Covid. Bruna lembra-se da sensa\u00e7\u00e3o da solid\u00e3o que sentiu. Mas o pior foi mesmo quando acordou da opera\u00e7\u00e3o: \u201cFoi o momento mais assustador da minha vida. Acordei cheia de dores. E tal como j\u00e1 tinha adormecido muito nervosa, acordei igual. N\u00e3o podia mexer a perna direita, porque era onde tinha sido a entrada para o cateterismo [procedimento m\u00e9dico invasivo que ajuda a diagnosticar e a tratar doen\u00e7as de cora\u00e7\u00e3o], antes da opera\u00e7\u00e3o. Quando me tentei levantar, sentia-me t\u00e3o mal, que acabei por desmaiar. Lembro-me de acordar depois com uma equipa imensa \u00e0 minha volta\u201d. <a href=\"https:\/\/observador.pt\/explicadores\/o-que-e-a-ansiedade\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Nessa altura, o m\u00e9dico disse-lhe que provavelmente tinha sido um ataque de ansiedade.<\/a><\/p>\n<p>Ainda no hospital, Bruna percebeu as limita\u00e7\u00f5es que teria pela frente, e que durante v\u00e1rios meses a impediram de trabalhar, ou mesmo de fazer a sua vida normal em casa. Primeiro eram os pensos, as ligaduras, os fios e cabos que a ligavam a m\u00e1quinas v\u00e1rias; depois foi a debilidade f\u00edsica que se anunciou. \u201cAinda hoje n\u00e3o consigo bem levantar o bra\u00e7o esquerdo\u201d, conta, num domingo de sol que anuncia festejos de S\u00e3o Martinho na aldeia de Torrinhas, na casa que foi dos av\u00f3s de Jo\u00e3o, agora recuperada pelo casal.<\/p>\n<p>A chegada de Benedita est\u00e1 prevista para 9 de janeiro de 2026, na Maternidade Bissaya Barreto, em Coimbra. \u201cA minha primeira preocupa\u00e7\u00e3o foi saber se podia ter um parto normal, e se havia a tal equipa de cardiologia de que o dr. Pedro me falou. E garantem-me que sim, que est\u00e1 praticamente ao lado, no Hospital da Universidade\u201d. As duas estruturas fazem parte da mesma ULS de Coimbra.<\/p>\n<p>Com o tempo, recuperou muita da condi\u00e7\u00e3o f\u00edsica, ainda que n\u00e3o na totalidade. O CDI ainda nunca funcionou, \u201cembora j\u00e1 tenha estado perto\u201d. Mas agora sabe que se as tonturas e desmaios se prolongarem, h\u00e1 um mecanismo que lhe salva a vida.<\/p>\n<p class=\"arterial-italic\">Antes de sair, temos tr\u00eas perguntas relacionadas com o artigo que acabou de ler. \u00c9 um mini-question\u00e1rio muito r\u00e1pido e totalmente an\u00f3nimo.<br \/><a href=\"https:\/\/observador.typeform.com\/to\/V1BO3eoL\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Participe aqui<\/a>.<\/p>\n<p class=\"lead\">Arterial \u00e9 uma sec\u00e7\u00e3o do Observador dedicada exclusivamente a temas relacionados com doen\u00e7as<br \/>\n            c\u00e9rebro-cardiovasculares. Resulta de uma parceria com a Novartis e tem a colabora\u00e7\u00e3o da Associa\u00e7\u00e3o de Apoio<br \/>\n            aos<br \/>\n            Doentes com Insufici\u00eancia Card\u00edaca, da Funda\u00e7\u00e3o Portuguesa de Cardiologia, da Portugal AVC, da Sociedade<br \/>\n            Portuguesa do Acidente Vascular Cerebral, da Sociedade Portuguesa de Aterosclerose e da Sociedade Portuguesa<br \/>\n            de<br \/>\n            Cardiologia. \u00c9 um conte\u00fado editorial completamente independente.<\/p>\n<p class=\"label\">Uma parceria com:<\/p>\n<p>                <img decoding=\"async\" class=\"mxw-l\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/novartis.png\" alt=\"Novartis\"\/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O que Bruna Alves sente, de cada vez que se lembra do dia 23 de julho de 2022,&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":171923,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[142],"tags":[3159,4643,442,114,115,2648,1208,7654,57,32,33,2946,1209,58,151],"class_list":{"0":"post-171922","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-tv","8":"tag-arterial","9":"tag-cardiologia","10":"tag-ciu00eancia","11":"tag-entertainment","12":"tag-entretenimento","13":"tag-hospitais","14":"tag-medicina","15":"tag-neurologia","16":"tag-pau00eds","17":"tag-portugal","18":"tag-pt","19":"tag-sau00fade","20":"tag-serviu00e7o-nacional-de-sau00fade","21":"tag-sociedade","22":"tag-tv"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115645058222817090","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/171922","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=171922"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/171922\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/171923"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=171922"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=171922"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=171922"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}