{"id":173188,"date":"2025-12-02T15:09:09","date_gmt":"2025-12-02T15:09:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/173188\/"},"modified":"2025-12-02T15:09:09","modified_gmt":"2025-12-02T15:09:09","slug":"oms-recomenda-uso-de-medicamentos-glp-1-para-a-obesidade-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/173188\/","title":{"rendered":"OMS recomenda uso de medicamentos GLP-1 para a obesidade"},"content":{"rendered":"<p>\t                A OMS defende que estes tratamentos, usados para tratar a diabetes e a obesidade, sejam universalmente e financeiramente acess\u00edveis<\/p>\n<p>A Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) recomendou pela primeira vez alargar a utiliza\u00e7\u00e3o de uma classe de medicamentos usados na diabetes e perda de peso para tratar a obesidade, que afeta mil milh\u00f5es de pessoas.<\/p>\n<p>O primeiro guia da ag\u00eancia da ONU sobre terapias com p\u00e9ptidos semelhante ao glucagon-1 (GLP-1), em que se incluem medicamentos como o semaglutido, recomenda-as para adultos obesos, defendeu acesso equitativo e incluiu-as na lista de medicamentos essenciais.<\/p>\n<p>Esta lista modelo da OMS inclui atualmente 532 terapias, que a organiza\u00e7\u00e3o considera indispens\u00e1veis para um sistema de sa\u00fade b\u00e1sico e universal.<\/p>\n<p>A posi\u00e7\u00e3o da OMS, tomada na segunda-feira, ajudar\u00e1 os sistemas de sa\u00fade a orientar suas pol\u00edticas p\u00fablicas, incentivando-os a melhorar o acesso a esses medicamentos.<\/p>\n<p>A OMS defende que estes tratamentos, usados para tratar a diabetes e a obesidade, sejam universalmente e financeiramente acess\u00edveis.<\/p>\n<p>\u201cAs nossas novas diretrizes reconhecem que a obesidade \u00e9 uma doen\u00e7a cr\u00f3nica que pode ser tratada com cuidados abrangentes e ao longo da vida\u201d, disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, na confer\u00eancia de imprensa em que anunciou o primeiro guia sobre o uso destas terapias para combater a obesidade.<\/p>\n<p>O respons\u00e1vel sublinhou que, embora os medicamentos sozinhos n\u00e3o resolvam a crise global de sa\u00fade que a doen\u00e7a representa, \u201cas terapias com GLP-1 podem ajudar milh\u00f5es de pessoas a superar a obesidade e reduzir seus efeitos adversos&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Essas terapias fazem parte de uma estrat\u00e9gia hol\u00edstica baseada em tr\u00eas pilares. Primeiro, criar ambientes mais saud\u00e1veis atrav\u00e9s de pol\u00edticas robustas; segundo, proteger indiv\u00edduos de alto risco promovendo a dete\u00e7\u00e3o e interven\u00e7\u00e3o precoces; e terceiro, garantir o acesso a cuidados centrados na pessoa e ao longo da vida para aqueles que vivem com obesidade&#8221;, explicou o respons\u00e1vel da OMS.<\/p>\n<p>As terapias com GLP-1, entre os quais se incluem o semaglutido, liraglutido e o dulaglutido, s\u00e3o usadas para tratar a diabetes tipo 2 e a obesidade, melhorando o controlo da glicose no sangue, suprimindo o apetite e promovendo a perda de peso.<\/p>\n<p>A obesidade \u00e9 uma pandemia global e esteve relacionada com 3,7 milh\u00f5es de mortes em todo o mundo em 2024. O surgimento destes medicamentos foi revolucion\u00e1rio na forma como se enfrenta esta doen\u00e7a, uma revolu\u00e7\u00e3o que agora conta com o apoio expl\u00edcito da OMS.<\/p>\n<p>Sem medidas eficazes, o n\u00famero de pessoas que sofrem de obesidade em todo o mundo poder\u00e1 duplicar at\u00e9 2030.<\/p>\n<p>\u201cA obesidade \u00e9 um dos desafios mais s\u00e9rios da nossa \u00e9poca\u201d, disse o diretor-geral da OMS, acrescentando: \u201cEstes novos medicamentos s\u00e3o uma ferramenta cl\u00ednica poderosa que oferece esperan\u00e7a a milh\u00f5es de pessoas\u201d.<\/p>\n<p>As novas diretrizes da OMS incluem uma recomenda\u00e7\u00e3o, baseada em evid\u00eancias \u201cde certeza moderada\u201d, para o uso de terapias com GLP-1 no tratamento de longo prazo (mais de seis meses) da obesidade em adultos, com exce\u00e7\u00e3o de mulheres gr\u00e1vidas.<\/p>\n<p>Apesar da efic\u00e1cia comprovada destes tratamentos, a recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 condicional, devido \u00e0 falta de dados sobre o seu uso a longo prazo, manuten\u00e7\u00e3o e descontinua\u00e7\u00e3o, os seus custos atuais, prepara\u00e7\u00e3o inadequado dos sistemas de sa\u00fade e potenciais implica\u00e7\u00f5es em termos de equidade.<\/p>\n<p>Em Portugal, estas terapias apenas s\u00e3o comparticipadas pelo Servi\u00e7o Nacional de Sa\u00fade se usadas para doentes diab\u00e9ticos e, segundo dados do Infarmed, a classe terap\u00eautica dos antidiab\u00e9ticos foi a que registou o maior encargo para o SNS entre janeiro e setembro deste ano, com 354,6 milh\u00f5es de euros.<\/p>\n<p>Alguns f\u00e1rmacos comparticipados no caso da diabetes s\u00e3o muitas vezes usados por quem quer perder peso, o que j\u00e1 trouxe problemas de escassez no mercado para os doentes diab\u00e9ticos.<\/p>\n<p>Por isso, o Infarmed anunciou em janeiro um \u201cprocesso alargado\u201d de auditorias e inspe\u00e7\u00f5es a todo o circuito de alguns f\u00e1rmacos para a diabetes.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A OMS defende que estes tratamentos, usados para tratar a diabetes e a obesidade, sejam universalmente e financeiramente&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":173189,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[609,2642,611,27,607,608,2646,2641,2644,610,2645,2643,981,11625,36167,116,2648,570,2647,13,1022,2778,32,33,117,1030,216,2649,29,2640],"class_list":{"0":"post-173188","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-alerta","9":"tag-amor","10":"tag-ao-minuto","11":"tag-breaking-news","12":"tag-cnn","13":"tag-cnn-portugal","14":"tag-conselhos","15":"tag-covid-19","16":"tag-dicas","17":"tag-direto","18":"tag-especialistas","19":"tag-estudos","20":"tag-familia","21":"tag-glp-1","22":"tag-glugagon-1","23":"tag-health","24":"tag-hospitais","25":"tag-live","26":"tag-medicos","27":"tag-noticias","28":"tag-obesidade","29":"tag-oms","30":"tag-portugal","31":"tag-pt","32":"tag-saude","33":"tag-saude-mental","34":"tag-sexo","35":"tag-sns","36":"tag-ultimas","37":"tag-vida-saudavel"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115650610127099395","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/173188","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=173188"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/173188\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/173189"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=173188"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=173188"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=173188"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}