{"id":173667,"date":"2025-12-02T23:37:09","date_gmt":"2025-12-02T23:37:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/173667\/"},"modified":"2025-12-02T23:37:09","modified_gmt":"2025-12-02T23:37:09","slug":"oms-recomenda-uso-de-medicamentos-glp-1-para-a-obesidade-observador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/173667\/","title":{"rendered":"OMS recomenda uso de medicamentos GLP-1 para a obesidade \u2013 Observador"},"content":{"rendered":"<p>A Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) recomendou pela primeira vez alargar a utiliza\u00e7\u00e3o de uma classe de medicamentos usados na diabetes e perda de peso para tratar a obesidade, que afeta mil milh\u00f5es de pessoas.<\/p>\n<p>O primeiro guia da ag\u00eancia da ONU sobre terapias com p\u00e9ptidos semelhante ao glucagon-1 (GLP-1), em que se incluem medicamentos como o semaglutido, recomenda-as para adultos obesos, defendeu acesso equitativo e incluiu-as na lista de medicamentos essenciais.<\/p>\n<p>Esta lista modelo da OMS inclui atualmente 532 terapias, que a organiza\u00e7\u00e3o considera indispens\u00e1veis para um sistema de sa\u00fade b\u00e1sico e universal.<\/p>\n<p>A posi\u00e7\u00e3o da OMS, tomada na segunda-feira, ajudar\u00e1 os sistemas de sa\u00fade a orientar suas pol\u00edticas p\u00fablicas, incentivando-os a melhorar o acesso a esses medicamentos.<\/p>\n<p>A OMS defende que estes tratamentos, usados para tratar a diabetes e a obesidade, sejam universalmente e financeiramente acess\u00edveis.<\/p>\n<p><strong>\u201cAs nossas novas diretrizes reconhecem que a obesidade \u00e9 uma doen\u00e7a cr\u00f3nica que pode ser tratada com cuidados abrangentes e ao longo da vida\u201d,<\/strong> disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, na confer\u00eancia de imprensa em que anunciou o primeiro guia sobre o uso destas terapias para combater a obesidade.<\/p>\n<p>O respons\u00e1vel sublinhou que, embora os medicamentos sozinhos n\u00e3o resolvam a crise global de sa\u00fade que a doen\u00e7a representa, \u201cas terapias com GLP-1 podem ajudar milh\u00f5es de pessoas a superar a obesidade e reduzir seus efeitos adversos\u201d.<\/p>\n<p>\u201cEssas terapias fazem parte de uma estrat\u00e9gia hol\u00edstica baseada em tr\u00eas pilares. Primeiro, criar ambientes mais saud\u00e1veis atrav\u00e9s de pol\u00edticas robustas; segundo, proteger indiv\u00edduos de alto risco promovendo a dete\u00e7\u00e3o e interven\u00e7\u00e3o precoces; e terceiro, garantir o acesso a cuidados centrados na pessoa e ao longo da vida para aqueles que vivem com obesidade\u201d, explicou o respons\u00e1vel da OMS.<\/p>\n<p><strong>As terapias com GLP-1, entre os quais se incluem o semaglutido, liraglutido e o dulaglutido, s\u00e3o usadas para tratar a diabetes tipo 2 e a obesidade<\/strong>, melhorando o controlo da glicose no sangue, suprimindo o apetite e promovendo a perda de peso.<\/p>\n<p>A obesidade \u00e9 uma pandemia global e esteve relacionada com 3,7 milh\u00f5es de mortes em todo o mundo em 2024. O surgimento destes medicamentos foi revolucion\u00e1rio na forma como se enfrenta esta doen\u00e7a, uma revolu\u00e7\u00e3o que agora conta com o apoio expl\u00edcito da OMS.<\/p>\n<p>Sem medidas eficazes, o n\u00famero de pessoas que sofrem de obesidade em todo o mundo poder\u00e1 duplicar at\u00e9 2030.<\/p>\n<p>\u201cA obesidade \u00e9 um dos desafios mais s\u00e9rios da nossa \u00e9poca\u201d, disse o diretor-geral da OMS, acrescentando: \u201cEstes novos medicamentos s\u00e3o uma ferramenta cl\u00ednica poderosa que oferece esperan\u00e7a a milh\u00f5es de pessoas\u201d.<\/p>\n<p>As novas diretrizes da OMS incluem uma recomenda\u00e7\u00e3o, baseada em evid\u00eancias \u201cde certeza moderada\u201d, para o uso de terapias com GLP-1 no tratamento de longo prazo (mais de seis meses) da obesidade em adultos, com exce\u00e7\u00e3o de mulheres gr\u00e1vidas.<\/p>\n<p>Apesar da efic\u00e1cia comprovada destes tratamentos, a recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 condicional, devido \u00e0 falta de dados sobre o seu uso a longo prazo, manuten\u00e7\u00e3o e descontinua\u00e7\u00e3o, os seus custos atuais, prepara\u00e7\u00e3o inadequado dos sistemas de sa\u00fade e potenciais implica\u00e7\u00f5es em termos de equidade.<\/p>\n<p>Em Portugal, estas terapias apenas s\u00e3o comparticipadas pelo Servi\u00e7o Nacional de Sa\u00fade se usadas para doentes diab\u00e9ticos e, segundo dados do Infarmed, a classe terap\u00eautica dos antidiab\u00e9ticos foi a que registou o maior encargo para o SNS entre janeiro e setembro deste ano, com 354,6 milh\u00f5es de euros.<\/p>\n<p>Alguns f\u00e1rmacos comparticipados no caso da diabetes s\u00e3o muitas vezes usados por quem quer perder peso, o que j\u00e1 trouxe problemas de escassez no mercado para os doentes diab\u00e9ticos.<\/p>\n<p>Por isso, o Infarmed anunciou em janeiro um \u201cprocesso alargado\u201d de auditorias e inspe\u00e7\u00f5es a todo o circuito de alguns f\u00e1rmacos para a diabetes.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) recomendou pela primeira vez alargar a utiliza\u00e7\u00e3o de uma classe de medicamentos&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":173668,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[116,1022,3267,32,33,2946,117],"class_list":{"0":"post-173667","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-health","9":"tag-obesidade","10":"tag-organizau00e7u00e3o-mundial-de-sau00fade","11":"tag-portugal","12":"tag-pt","13":"tag-sau00fade","14":"tag-saude"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115652607522456248","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/173667","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=173667"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/173667\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/173668"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=173667"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=173667"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=173667"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}