{"id":174706,"date":"2025-12-03T22:40:18","date_gmt":"2025-12-03T22:40:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/174706\/"},"modified":"2025-12-03T22:40:18","modified_gmt":"2025-12-03T22:40:18","slug":"metroid-prime-4-beyond-review-perdido-no-espaco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/174706\/","title":{"rendered":"Metroid Prime 4: Beyond review &#8211; perdido no espa\u00e7o"},"content":{"rendered":"<p>Metroid Prime 4 tem ocasionais momentos brilhantes, especialmente quando se aproxima da trilogia original, mas o design metroidvania parece ter sido simplificado em demasia, o mundo aberto n\u00e3o funciona e partes da progress\u00e3o envolvem decis\u00f5es bizarras.<\/p>\n<p>Metroid Prime 4: Beyond \u00e9 um t\u00edtulo altamente aguardado pelos f\u00e3s da s\u00e9rie, que esperaram 15 anos por este momento. No entanto, n\u00e3o \u00e9 a memor\u00e1vel experi\u00eancia que os f\u00e3s mereciam, pelo contr\u00e1rio, \u00e9 um jogo cujo design, funcionalidades e artificialidades te podem levar a questionar se passar tanto tempo sem um novo jogo n\u00e3o resultou de uma forma inesperadamente prejudicial para a produtora.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s as minhas mais de 17 horas com Metroid Prime 4: Beyond, confesso que fiquei perplexo pela constante sensa\u00e7\u00e3o de artificialidade na experi\u00eancia. Nem tanto pela dificuldade, mas pela falta de profundidade no design Metroidvania e ao ver que o mundo aberto, por mais pequeno que seja, simplesmente n\u00e3o funciona. Pior fica a situa\u00e7\u00e3o quando a Retro te obriga a passar tempo nele sem, aparentemente, se preocupar se vai ser divertido.<\/p>\n<p>Sem falar demasiado, apenas digo para apanhar todos os cristais verdes que encontrares enquanto navegas pelo deserto do planeta Viewros, caso contr\u00e1rio poder\u00e1s desfrutar de uma segunda metade de jogo irritante. A sensa\u00e7\u00e3o que fica \u00e9 que o jogo falha na implementa\u00e7\u00e3o das principais novidades no design, mas brilha quando \u00e9 fiel \u00e0 trilogia original. No entanto, parece que a produtora n\u00e3o conseguir equilibrar devidamente o respeito pela s\u00e9rie com o desejo de incluir novidades.<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Est\u00fadio: <\/strong>Retro Studios<\/li>\n<li><strong>Editora: <\/strong>Nintendo<\/li>\n<li><strong>Plataforma onde o jog\u00e1mos: <\/strong>Nintendo Switch 2<\/li>\n<li><strong>Dispon\u00edvel para: <\/strong>PS5, Nintendo Switch 2, Nintendo Switch<\/li>\n<\/ul>\n<p>Um hub central com os &#8220;n\u00edveis&#8221; nas extremidades<\/p>\n<p>Metroid Prime 4: Beyond mostra Samus Aran perdida no planeta Viewros, a tentar volta a casa com a ajuda de pedras especiais. Esses artefatos est\u00e3o escondidos e protegidos por monstros em 5 locais diferentes do planeta, o que significa que Samus ter\u00e1 de explorar cada canto para encontrar formas de progredir at\u00e9 ao objetivo final. Pelo caminho, salvar\u00e1 membros da Federa\u00e7\u00e3o que a ajudam e se est\u00e1s com medo que o elenco se torne irritante ou remova a sensa\u00e7\u00e3o de isolamento da experi\u00eancia, n\u00e3o tens muito com que te preocupar.<\/p>\n<p>Myles MacKenzie, o tal NPC que muitos descreveram como irritante e uma presen\u00e7a constante, n\u00e3o tem assim tanto tempo no jogo. Mesmo com ocasionais piadas, MacKenzie fala ocasionalmente com Samus para lhe dar pistas, mas n\u00e3o incomoda. Nem o restante elenco incomoda, mesmo que contribua para algumas sequ\u00eancias que destroem a sensa\u00e7\u00e3o de imers\u00e3o e exp\u00f5em as debilidades na intelig\u00eancia artificial.<\/p>\n<p>Samus aterra no meio do deserto com ferramentas limitadas, mas ao passar pelos locais acess\u00edveis nessa fase do jogo, encontrar\u00e1 formas de chegar a novos locais. Eventualmente, ter\u00e1 novos gadgets (duplo salto, por exemplo) que tamb\u00e9m a ajudam a chegar a novos locais nos n\u00edveis onde j\u00e1 encontraste as chaves. \u00c9 o conceito Metroidvania, mas aqui muito simplificado pois \u00e9 frequente revisitar locais para entrar em novas \u00e1reas muito pequenas, o que n\u00e3o engrandece em nada a experi\u00eancia.<\/p>\n<p>A certa altura at\u00e9 parece que a Retro nem queria fazer um metroidvania, transmitindo a sensa\u00e7\u00e3o de fragmenta\u00e7\u00e3o na sua convic\u00e7\u00e3o do design. Isso \u00e9 percept\u00edvel ainda mais no pequeno mundo aberto que criou. Rapidamente ter\u00e1s a moto Vi-O-La para acelerar pelos locais, mas n\u00e3o h\u00e1 nada de realmente interessante para fazer. \u00c9 um espa\u00e7o apenas para chegar aos n\u00edveis propriamente ditos, com alguns pontos secretos para obter mais power ups, como m\u00edsseis carregados para os 4 tipos de disparo elemental.<\/p>\n<p>Os poderes ps\u00edquicos<\/p>\n<p>Metroid Prime 4: Beyond \u00e9 um jogo que brilha naqueles momentos nos quais testa a tua compreens\u00e3o das suas funcionalidades, seja para aceder a novos locais, interpretar o mapa para aceder a novas \u00e1reas com os power ups e gadgets extra que foste recolhendo, mas principalmente pelo desafio que \u00e9 perceber como e o que deves usar, dentro do que tens ao teu alcance nesse momento, para ultrapassar progredir ou derrotar um boss.<\/p>\n<p>Quando comecei a jogar, quando o jogo te faz passar mais tempo em cada n\u00edvel, sentia que Metroid Prime 4: Beyond \u00e9 algo especial, mas com o passar das horas, mais cansativa se torna a experi\u00eancia, mais aborrecido \u00e9 andar no pequeno mundo aberto, enquanto o design metroidvania dos n\u00edveis \u00e9 demasiado simples, como se o jogo n\u00e3o quisesse que ficasses bloqueado ou muito tempo a pensar. Sim, MacKenzie d\u00e1-te logo pistas, mas na maioria do tempo est\u00e1s \u201csozinho\u201d, a perceber como usar as armas e os novos poderes ps\u00edquicos para chegar mais longe.<\/p>\n<p>Quando a Retro se aproxima do design da trilogia original e conquista bons momentos metroidvania que te fazem sentir inteligente ao perceber que pensaste bem para onde ir ou como solucionar um impasse, Metroid Prime 4: Beyond \u00e9 algo especial, mas esses momentos s\u00e3o raros. Al\u00e9m disso, os disparos ps\u00edquicos s\u00e3o interessantes, mas a dada altura n\u00e3o s\u00e3o propriamente o destaque, o que faz questionar o porqu\u00ea da Retro n\u00e3o apostar mais nesta mec\u00e2nica nas lutas.<\/p>\n<p>Controlos por rato e o poder extra da Switch 2<\/p>\n<p>Metroid Prime 4: Beyond n\u00e3o \u00e9 propriamente um jogo que vai ganhar pr\u00e9mios pelos seus gr\u00e1ficos, nem sequer pelo design visual, mas \u00e9 um jogo que consegue ocasionais momentos graficamente impressionantes, especialmente na Nintendo <a href=\"https:\/\/www.eurogamer.pt\/tudo-o-que-foi-anunciado-na-nintendo-direc-da-switch-2\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Switch 2<\/a>. Muitas das cutscenes exibem personagens com faces detalhadas e principalmente Samus est\u00e1 bela de ver com a sua armadura a evoluir ao longo do jogo. Muitas das cenas conquistam especialmente pela ilumina\u00e7\u00e3o, uma vez que mesmo nas cenas graficamente mais bonitas, existem imensos elementos de menor qualidade gr\u00e1fica.<\/p>\n<p><a class=\"button video\" href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=XBDsIA9G6vI\" rel=\"noopener nofollow\" target=\"_blank\">Ver no Youtube<\/a><\/p>\n<p>Onde a Nintendo Switch 2 realmente faz a diferen\u00e7a, mais do que nos tempos de loading e gr\u00e1ficos, \u00e9 no uso dos controlos por rato. Os controlos tradicionais, com os dois anal\u00f3gicos, est\u00e3o bem desenhados, mas se te conseguires habituar aos controlos por rato, tens um maior n\u00edvel de precis\u00e3o no disparo. Em muitas das boss fights, \u00e9 f\u00e1cil sentir que ao jogar com controlos por rato consegues apontar melhor para o ponto desejado. Isto porque o sistema coloca a mira no alvo, mas, por exemplo, se tiveres de acertar num ponto espec\u00edfico, tens de movimentar parte da mira em separado do sistema de lock-on. Essa funcionalidade resulta melhor com os controlos por rato, especialmente porque transmitem a sensa\u00e7\u00e3o de uma velocidade muito maior nos movimentos da arma.<\/p>\n<p>Pena que a maioria das boss fights n\u00e3o sejam nada para relembrar, incluindo a \u00faltima, que poder\u00e1 tornar-se altamente irritante pelo seu design. N\u00e3o vou revelar demasiadas informa\u00e7\u00f5es, mas \u00e9 mais uma forma de Metroid Prime 4: Beyond transmitir a sensa\u00e7\u00e3o de artificialidade na longevidade e dificuldade.<\/p>\n<p>Conclus\u00e3o<\/p>\n<p>Metroid Prime 4: Beyond tinha tudo para se tornar no \u00faltimo grande t\u00edtulo da Nintendo Switch e servir como um dos grandes jogos nos primeiros 6 meses de vida da Nintendo Switch 2. No entanto, \u00e9 um jogo que inesperadamente pode tornar-se irritante, no qual o design Metroidvania n\u00e3o \u00e9 usado de forma estimulante, pelo contr\u00e1rio, \u00e9 muito simples, tal como a maioria das boss fights, enquanto o pequeno mundo aberto \u00e9 usado para prolongar artificialmente a experi\u00eancia e jamais alcan\u00e7a real valor para a experi\u00eancia.<\/p>\n<p><strong\/><\/p>\n<tr>\n<td><strong>Pr\u00f3s:<\/strong><\/td>\n<td><strong>Contras:<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<ul>\n<li>V\u00e1rios momentos graficamente bons na Swith 2<\/li>\n<li>Controlos por rato na Switch 2<\/li>\n<li>Metroidvania 3D com algum charme<\/li>\n<li>Algumas boss fights<\/li>\n<li>Texto em PT-BR<\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<td>\n<ul>\n<li>V\u00e1rios momentos graficamente menos bons<\/li>\n<li>O pequeno mundo aberto n\u00e3o resulta como desejado<\/li>\n<li>Conceito metroidvania altamente simplificado<\/li>\n<li>Sensa\u00e7\u00e3o que prolonga artificialmente a dura\u00e7\u00e3o<\/li>\n<li>A maioria das boss fights<\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<\/tr>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Metroid Prime 4 tem ocasionais momentos brilhantes, especialmente quando se aproxima da trilogia original, mas o design metroidvania&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":169764,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[84],"tags":[109,107,108,32,33,105,103,104,106,110],"class_list":{"0":"post-174706","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-ciencia-e-tecnologia","8":"tag-ciencia","9":"tag-ciencia-e-tecnologia","10":"tag-cienciaetecnologia","11":"tag-portugal","12":"tag-pt","13":"tag-science","14":"tag-science-and-technology","15":"tag-scienceandtechnology","16":"tag-technology","17":"tag-tecnologia"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115658045691758669","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/174706","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=174706"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/174706\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/169764"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=174706"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=174706"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=174706"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}